quarta-feira, 20 de abril de 2011

Quase um ano sem postar

A vida passa. Programas de televisão perdem a graça, nossos produtos tecnológicos ficam defasados e os novos são muito caros. Amigos e parentes enfrentam problemas. Financeiros, de emprego, de saúde, de razão, de emoção. A vida nos impõe certas coisas e as disfarça como escolhas. Você só tem essa vida, que vai durar algo entre 20 e 100 anos, se você não tiver a infelicidade de ter sua vida usurpada por um maluco armado dentro de uma escola. Mas e aí? O que fazer com esse tempo tão longo e tão curto de vida? Nem todo mundo entra pra história. Acho que não entrarei, mas seria um pouco de egolatria minha achar que entraria, ou apenas me subestimo demais? E de que vale talento sem sorte? De que vale dinheiro mal aplicado? De que vale ter tudo na vida se não se tem mais amor, já diria José Augusto? Amor eu tenho, ainda bem. Mas o mundo está ficando sem amor. Não existe amor em SP, é o que diz uma música recém-lançada. As pessoas de SP são estranhas mesmo. São fechadas. Não gostam de baixar a guarda. People are strange when you're a stranger, faces look ugly when you're alone. Pois é, camarada. Como fazer?

sábado, 28 de agosto de 2010

E aí?

Mudei o template de novo, como você só notou agora, porque não vem aqui faz tempo. Podia fazer isso, mudar o template a cada post. Na verdade, nunca sou completamente satisfeito com os templates que o Blogger me oferece. Mas gostei do jeito dark e minimalista deste. Bom, voltemos ao post. O mundo está acabando, como você bem sabe. Agora, não em 2012, meu camarada. Queimadas, frio, tempo seco, enchentes. Problemas pessoais vem e vão, falta de dinheiro é eterna, preocupações. Mas isso não importa se formos tragados a qualquer momento por algum desastre natural. Falando em desastre, temos aí as eleições. Rita Lee abriu uma conta no Twitter e recentemente falou lá o que eu acho desses candidatos a mandarem na gente. Medo deles, medo do futuro. Será que todos os posts desse blog serão pessimistas. Aconteceu umas paradas boas na minha vida nos últimos meses, mas como já falei antes aqui, não quero falar da minha vida pessoal. Daí fica mais fácil falar das desgraças do mundo. Eu volto aqui. Eu acho.

domingo, 25 de abril de 2010

Dois meses depois

Bom, voltei a escrever aqui. Demorei porque não tive tempo. Queria mesmo, mas não achava o momento certo, o assunto, o foco. E ainda não achei, como está dando para notar nesta introdução. Mas minto: achei sim. Acho que a melhor forma de voltar pra cá é esta mesmo: escrever de improviso. Uma quase sessão de terapia. Falando conforme o fluxo, mas com uma diferença: tentar não tornar tudo íntimo demais. A internet é dos stalkers. Aliás, mesmo seus parentes e amigos são stalkers, embora do bem. Querem acessar seu blog para tentar ler nas entrelinhas como eu estou. Se estou bem, mal, feliz, triste, irritado, confuso. Mas tá liberado. Todo mundo que usa internet faz isso. Eu, como leitor de outros blogs, escritos por conhecidos ou anônimos, faço isso, intencionalmente ou não. Mas enfim. Eu estava dizendo que queria falar de mim sem falar demais de mim. Os últimos meses sem vir aqui foram positivos, na minha avaliação. O Quadrisônico está bem, com quase 3 mil acessos em dois meses. Consegui entrevistas com músicos, feedbacks legais aqui e ali, opiniões positivas. Fora isso, uma reportagem minha saiu no caderno de Informática da Folha de São Paulo. Outra está para sair, assim espero. Não vou botar links para nada, pois isso é um trabalho extra que não quero ter aqui. Só quero escrever. Mas é fácil achar, na Folha Online tem uma busca, e o endereço da Folha Online você acha no Google, e o endereço do Google todo mundo sabe qual é. Que mais? Teve essas coisas boas, mas tiveram as ruins, que nem são tão ruins: eu é que as aumento. Fico um pouco frustrado quando meus pequenos planos - arrumar a casa, pagar a conta em tempo, fazer a programação que estabeleci na minha folga, achar um objeto que perdi, postar Playlist do Youtube no Wordpress - não dão certo. Admito que são frustrações pequenas - mesquinhas, até - e momentâneas, mas que ganham status de permanente quando se acumulam. Não acho que seja TOC. Espero que não seja. Ah, também me preocupo com os problemas das pessoas que eu gosto. E não vou dar exemplos aqui, claro, porque não estou autorizado a falar de terceiros. Outra coisa que quera falar aqui é que curto palavras cruzadas. Hahaha! Sempre curti, isso não é novidade, mas eu na minha paranoia quero fazer mais cruzadas daqui para frente para evitar Alzheimer. Sim, com essa idade já penso nisso, visto que ando esquecendo as coisas. Gosto muito da minha memória e quero conservá-la o máximo que puder. E o Sport? Vai ser pentacampeão pernambucano, né? É bom que seja, pois pelo que venho acompanhando, vai ser a única conquista deste ano. Com sorte, a gente volta à série A, mas com esse time, sei não, hein? Teve também terremoto no Haiti e chuva no Rio. O mundo tá acabando, por isso que uma das tags daqui é "fim do mundo". Nada contra. Só queria que acabasse de forma rápida e indolor, mas até isso não vai ser possível, pelo visto. Mas a humanidade merece sofrer. A gente não cuida mesmo direito do planeta, então taí o retorno da nossa burrice e apatia. Mas esse papo vai fazer meus pais acharem que estou deprimido, então vamos para outro: eu gosto mesmo de como as coisas estão rolando na minha vida. Não estou no auge, mas estou me sentindo em uma fase boa sim. Estou um pouco otimista. Sério. Isso não é comum comigo, né, mas estou. Na verdade, o que acho é que estou vendo meus esforços serem recompensados aos poucos, e também me sinto um pouco mais capaz de enxergar e aproveitar oportunidades. Mas acabei de rolar a barra da tela e notar que já falei isso neste texto. Ó só: "Os últimos meses sem vir aqui foram positivos, na minha avaliação". Apenas descrevi mais o que estou sentindo. Mas tá bom, né? Vamos ver se alguém vai ter saco de ler esse calhamaço. Falei que não queria ter trabalho, então nem quebra de parágrafo e estrutura formal vai ter. Lembro que eu curtia o Instante Anterior, finado blog de Bruno Medina, o tecladista do também finado Los Hermanos. E era meio assim, na verborragia sem noção. Sem jornalistices. Propositadamente amador e umbiguista, meio reflexão de adolescente que não é mais adolescente nem se quisesse. E aí? Se isso não foi problema pra você, volta aqui qualquer dia desses que eu posto outro desses. Pode demorar, pode nunca mais acontecer. Mas acho que acontecerá sim. É domingo e está chovendo.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Voltando e mudando tudo

Não foi só o layout, do qual eu já estava cansando. Surgido como um espaço para espantar o tédio com reflexões e mostrando um pouco do que sou, do que leio, do que faço, do que gosto, o blog entrou naquela boa e velha crise de identidade dos blogs surgidos sem compromisso. Daí justifico a parada de atualizações.

Nesse meio tempo, querendo renovações para 2010, resolvi produzir mais sarna para me coçar e criei outro blog, mais focado em uma de minhas predileções para a vida toda: a cultura pop. Eis aqui o Quadrisônico. Visitem sempre, pois ele promete ser meu novo "xodó".

E isso aqui, como fica? Na mesma batida. Como antes, vou falar aqui de tudo, de preferência sobre assuntos que não serão pauta no outro blog. Ele não vai morrer, mas será atualizado com menos frequência. Assinem aí o RSS para serem avisados dos posts novos e não ficarem entrando aqui em vão.

Então nos vemos lá? E aqui também.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010