domingo, 31 de agosto de 2008

Polemizando ou Blip.fm (ainda) não é isso tudo


Nesse exato momento estou ouvindo minha página no Blip.fm, o novo hype-musical-web-2.0 da semana. E começo dizendo que o troço é bom, mas não entendi ainda o porquê de tanta atenção da blogaiada/twitterada.

O Blip.fm, falando de forma resumida, é um Twitter musical. Você cria um perfil, adiciona pessoas e todos aqueles passos dos Orkuts da vida. Depois de pronto, você tem pelo menos duas boas opções: encher sua página de músicas que gosta - e essas mesmas músicas serão recomendadas aos amigos - ou apenas ouvir o que eles estão ouvindo, indo lá nos perfis deles.

As vantagens são muito boas: a maior delas é você conseguir buscar uma música e conseguir ouvi-la na íntegra. O sistema também é bem fácil de usar e também é minimamente inteligente nas suas sugestões. Coloquei uns vinte artistas que gostava e a primeira música que tocou na seqüência foi "Mary Jane's Last Dance", de Tom Petty. Adoro essa música e Tom Petty nem estava entre os nomes que citei, mas tinha bem a ver.

(Depois sugeriu uma marrom do Bright Eyes, mas ninguém é perfeito e a vida é assim)

Agora as desvantagens:

1) Esse lance de tocar a música inteira me lembra a equação direito autoral + olho gordo da RIAA = processo + fim de carreira. Tomara que não.

2) Achei o streaming das músicas um pouco lento. E se não se garantirem, a tendência é piorar à medida que entra mais gente.

3) Não é bem desvantagem, mas uma observação: acho o Last.fm bem mais completo, mais bonito, mais eficiente - com a ressalva de não poder buscar a música e ouvi-la na íntegra.

4) Entendo que eles queiram incentivar a troca de afinidades musicais por meio de relacionamento, mas quando o cara inclui a música, tem obrigatoriamente que escrever uma bobagenzinha sobre a música para poder inclui-la no seu playlist. Não adianta deixar vazio e clicar no OK que não vai. Pô, não posso simplesmente sugerir a música e pronto? E se eu não tiver nada a dizer sobre ela, fora o fato óbvio de que a escolhi porque gosto da canção?

5) Ainda não entendi bem, mas parece que existe uma opção de unir o Twitter ao Blip, daí toda música que o fulano adiciona entra no respectivo Twitter dele. Eu achei essa opção uma coisa completamente sem noção, porque o Twitter assim vai virar uma rave: muita música, zero conversa. Não aprovo fazerem isso.

Dito isso, vamo tentar brincar de ser DJ até onde for possível.

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