quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Sobre ar sujo, futuro inseguro, existencialismo e 30 anos


Nesses meses morando em São Paulo, dá pra perceber que conviver com o ambiente não vai ser fácil. Os últimos dias tem sido quentes, o que tenho achado ótimo, depois da overdose de frio que tem sido o inverno daqui. E mesmo a 30°, eu considero o clima paulistano muito razoável se comparado ao calor recifense.

Só que com o sol, veio a baixa umidade. E não sei se é só comigo, mas quando cai a umidade, meu corpo fica com uma coceira e uma sensação esquisita! É como se o corpo quisesse suar, mas os poros se fecham e o suor fica brigando pra sair.

Ontem foi o menor índice de umidade relativa do ar do ano na cidade: 16%. Eu hoje dei uma andada pelo centro e comecei a tossir seco do nada. Também me senti com a respiração pesada.

Lembrei da poeira que fica acumulada na tela das janelas da minha casa, e que aquela poeira estava passeando tranqüila no meu pulmão.

E aí me peguei pensando quanto tempo nós duraremos assim. Aqui diz que perde-se dois anos de vida por morar em lugar poluído - ou seja, qualquer canto de SP (como eles calculam isso? Não faço a mínima).

Afinal, vamos morrer como? Pela falta de oxigênio? Por intoxicação? Pelo meteoro que vai cair na Terra na próxima década? E por que eu devo me preocupar com o futuro se eu morrer cedo por conta dessas coisas? E por que não se preocupar com o futuro para tentar se precaver? Existem formas de salvar a mim e salvar o planeta?

Acho que estou com crise dos 30 anos. Novo demais pra morrer, velho demais pra ser jovem e despreocupado, na idade certa pra ser neurótico.

2 comentários:

Júlia disse...

tipo, nenhum candidato a prfeito fala em interditar toda a região metropolitana.

MPadrão disse...

Nenhum político fala em desistir do petróleo.