Quando o "CQC" anunciou o concurso para oitavo integrante, já achei esquisito porque eles mesmos ignoraram que já houve um oitavo integrante: o subestimado Warley Santanna, que não ficou no programa sabe-se lá porquê. Ok, o quadro do assessor de imagem era ruim, mas o cara tinha potencial.A vitória de Mônica Iozzi encerrou um concurso que o programa vendeu como um grande evento, mas que na verdade foi um pouco abaixo do que eu esperava. A princípio, nenhum dos candidatos exibidos me saltou aos olhos no sentido de "ser o (a) cara". Pode ser talvez por já estar acostumado aos veteranos, não sei.
Claro, alguns pareciam ter muito a mostrar e eu esparava vê-los na final, mas seja por nervosismo em alguma etapa ou injustiça mesmo, foram ficando pelo caminho, como Laura Rodrigo, Aline Nabisi e Luiz Tadeu Correia. Uma pena.
Os quatro semifinalistas cresceram muito na competição, mas eu achava muito difícil Rogério Morgado, Carol Zoccoli e Paulão do Velhas Virgens conseguirem superar os tabus de peso/feiúra/idade. Só que independente disso, eu acompanhei todas as etapas, e francamente, isso não teve a menor interferência na escolha por Mônica; ela venceu mais por mérito próprio e menos por exclusão dos outros concorrentes.
Nas reportagens da final, por exemplo, Carol me pareceu meio perdida e repetitiva. Outra coisa que pesou contra ela e Rogério, ironicamente, foi o fato de terem vindo de stand-up, porque a ligação desse estilo de humor com o "CQC" já está muito saturada; havia a impressão de que seria obrigatório passar pelo gênero para usar o terno preto.
Já Mônica, ninguém dava nada por ela naquelas primeiras fases, mas demonstrou nos últimos programas ter a cara de pau e a espontaneidade necessárias para o cargo. E se torna agora a primeira mulher do "CQC" brasileiro (e bonitona, sim, claro), prometendo ser uma boa aquisição e um contraponto interessante ao ambiente muito masculino que impera no programa até aqui.
Só tem um detalhe: ainda não está muito certo o que ela vai fazer. Por acaso a Band já está contando com a saída de alguém da equipe? Andam alardeando os nomes de Danilo e Oscar, por exemplo. Mas se ficarem todos em 2010, o que ela vai cobrir? Oscar mesmo já tem feito pouca coisa no programa. E neste ano não tem mais nenhum grande evento, como Olimpíadas, Copa ou Eleições. Aguardemos.
No mais, assistir a esse concurso só reforça o quanto fico incomodado com seleções de emprego de qualquer espécie - e logo algo assim, passando em rede nacional. Fico me colocando no lugar dos que perderam a vaga: o esforço, o sonho... tudo escapando no final. Ok, o programa foi uma boa vitrine para esses também, mas só por alguns meses...
Sim, às vezes eu tenho coração mole.
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