É triste o fato de este ser o primeiro ano que não vi o festival do Coquetel Molotov. Desde 2004 estive lá no Teatro da UFPE, vendo todos os dias de todos os anos. No primeiro ano, um dia só de evento com Teenage Fanclub; em 2005, já com dois anos, The Kills e Berg Sans Nipple; 2006, uma das melhores edições com Tortoise e Coco Rosie; ano passado, a que menos gostei, teve Nouvelle Vague - mas Love Is All e Cibelle foram boas surpresas.
E neste ano eu queria muito ter visto Marcello Camelo + Hurtmold, a polêmica cantora folk menor de idade Mallu Magalhães, Julia Says e sacar as bandas suecas de perto, seja pra gostar ou pra reclamar depois. Vi ainda no YouTube um vídeo do tal do Final Fantasy, mas não me empolguei muito.
Sem falar que o festival era uma oportunidade rara de ver e rever muitos amigos de uma vez só, uma sensação que tive por muitos anos da minha adolescência com o Abril Pro Rock. Além das vendas de camisetas, broches, debates, filmes, joguinhos no estande da TIM, etc.
Em suma, o festival é o evento cultural anual do Recife com o qual eu mais me identifico. Ou identificava, pois não fui neste ano.
Daí me resta bizoiar a comunidade do CM, ler as pessoas falando o quanto amaram esse ou aquele show, falando mal de Mallu só porque é uma debutante, revirando o velho debate de sentar ou ficar em pé nos shows... e minha melancolia aumentando por não ter uma opinião formada, pois não estava lá.
Desta feita, só me resta lamentar, procurar os vídeos dos shows e agradecer mais uma vez aos organizadores Jarmeson, Tathi e Ana por tornar o Recife uma cidade divertida por dois dias todos os anos, mesmo que dessa vez eu não esteja entre os contemplados.
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