Estudei e faço jornalismo por causa de uma série de fatores: as revistas que lia na adolescência (a "Bizz" principalmente), a relativa facilidade com a língua portuguesa, a influência direta do meu pai. Mas a escolha pela profissão foi mais um aspecto complicador para algo que "assombra" todo mundo que tem o meu sobrenome: a famosa perguntinha.Você é parente de Ana Paula Padrão?
O caso é tão sério que virou tema de tópico na comunidade "Sou Padrão" do Orkut. Basta ter o sobrenome para ouvir a pergunta - além, claro, das piadinhas como "você é um padrão de qualidade" e afins. Mas no meu caso, que sou jornalista, a conexão é ainda mais evidente para os leigos. Afinal, a família Padrão não é muito numerosa no Brasil, e ainda mais Padrãos jornalistas. Então não culpo quem pergunta.
Daí não, ainda não sei se sou ou não parente direto de Ana Paula, embora a possibilidade de sermos - na falta de um termo melhor - primos de "enésimo" grau seja grande. Afinal, ser um Padrão não é bem a mesma coisa que ser um Silva ou Rocha, né? Com todo respeito às duas famílias, bom ressaltar.
Na tentativa de descobrir a conexão com a minha prima mais famosa, já mandei até e-mail para o "Jornal da Globo" há alguns anos, quando ela ainda era de lá. Ninguém respondeu, óbvio.
Daí na última quinta-feira, obtive a melhor oportunidade para tirar isso a limpo.
No meu trabalho aparecem pessoas famosas para participarem de sessões de bate-papo com o público. Nesse dia, estava eu trabalhando normalmente quando vi uma mulher morena, pele bem branca, com ar de europeia. Putz, era ela.
Já apareceram lá no trabalho outros famosos de responsa, como Erasmo Carlos e Daniel Azulay, mas nunca me atrevi a ir lá tietar com eles. É o tipo de coisa que jornalista, em tese, não deveria fazer. Mas dessa vez era diferente. Apesar de ter sim uma admiração pela carreira de Ana Paula, fui lá "pegá-la na saída" porque - parafraseando um dos programas da emissora antiga dela - desta vez era um "caso de família".
O diálogo foi mais ou menos assim:
- Ana Paula Padrão, né?
- Sim!
- Acho que somos parentes.
- Ah, você também é Padrão?
- Isso!
- Legal. Não conheço muitos Padrão pelo Brasil, mas uma vez fui a Portugal e conheci vários. Parece que a família vem de lá.
- É, já ouvi falar que o nome veio de Portugal.
- Parece que vem de uma descendência árabe também. Isso aqui seu [ela enquadrou os olhos dela com as mãos], eu já vi muito parecidos em vários Padrão, essa área dos olhos.
- É... mas sou do Recife, o nome é da minha família paterna, que é toda de lá também. Você não conheceu ou tem parente próximo com algum Padrão de lá?
- Não... você nasceu no Recife mesmo?
- Sim... embora boa parte da família paterna tenha se mudado para cá, mas só depois. E muita gente acha que fiz jornalismo por sua causa, mas meu pai é jornalista também.
- Ah, ele também é?
- É, se formou na área.
- Interessante. Mas já conheci outros Padrão por aí. O caso mais curioso foi de uma menina que ainda por cima também se chamava Ana Paula. Ela me contou que uma vez não quiseram aceitar o cheque assinado por ela. O vendedor falou assim: "me desculpe, moça... mas você não é Ana Paula Padrão"!
- Ahahah.
- Pedi até desculpas a ela pelo transtorno que causei involuntariamente.
- Bom, você então realmente não conhece os Padrão do Recife?
- Não... até gostaria, pois adoro o pessoal do Recife. Mas de qualquer forma, devemos ser da mesma família mesmo, pois não é uma família tão grande assim.
Daí trocamos beijinhos de despedida e dei boa sorte a ela lá na Record. Ela devolveu com um "até mais, primo!". Muito simpática.
Cogitei tirar foto do momento, mas estava sem câmera. Mesmo se estivesse com, não sei se teria coragem de tirar a foto. E mesmo se tirasse, não sei se publicaria aqui. Se publicasse, acho que diriam que era Photoshop. Então tanto fez tirar a foto ou não. De qualquer forma, fica aí o registro do memorável encontro.
Se houver uma próxima vez, já vou estar mais íntimo e perguntarei se já disseram que o cabelo dela (que é bonito, bom deixar claro) parece com o de Maga Patalójika.
3 comentários:
Hey, Márcio! Mais um jornalista que eu tenho o prazer de visitar o blog! Mais um achado aqui nos blogs.
Que bacana a sua história de ser Padrão, hein? E eu posso imaginar como deve chover perguntinhas relacionadas ao sobrenome. Mas muito bacana você ter encontrado a Ana Paula para 'tirar isso a limpo' (haha).
Sobre a questão de que jornalistas devem se conter quanto à tietagem, eu concordo. Mas se tratando de uma 'parente', não dá para segurar, não é mesmo?
Bom, adorei você ter compartilhado sua história com o pessoal que lê o blog e gostei bastante da sua maneira de escrever.
Como quem vos fala é uma (aspirante a ) jornalista, vou passar a segui-lo então.
Beijos.
Opa, brigado aí, Ana!
Caro Marcio
Meu nome é Mário Gonçalves Padrão, ou seja mais um MPadrão, minha familia é oriunda de traz dos montes Portugal de onde veio meu avô e meu pai, eu nasci e vivo em em São Paulo, tive a oportunidade de conhecer o irmão da Ana Paula Padrão que ficou assustado com semelhança fisica entre mim e o pai dele, nesta conversa descobrimos que a familia deles tambem veio do mesmo lugarejo de Portugal. gostaria de contatar vc pra trocarmos mais informações.
Abraços
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