Para ser franco, eu e a respectiva fomos assistir a "Tá Chovendo Hambúrguer" só para conhecer a sala IMAX de São Paulo, no Shopping Bourbon. Quer dizer, eu, porque ela já tinha ido a um IMAX no exterior e ela estava um pouco mais interessada no filme do que eu.
A sala é ok, mas eu esperava mais da tal grandiosidade do IMAX. Ouvi falar que a tela é menor que a maioria dos IMAX pelo mundo. A sala que vão abrir em Curitiba promete ser maior e... ah, sim, o filme, né?
O filme é bem melhor do que esperava. Eu esperava pouco, é verdade, basicamente porque havia visto o trailer e a qualidade da animação é bem inferior ao padrão Pixar/Dreamworks.
Mas isso passa batido no decorrer do filme. A história é muito divertida e educa sem pedantismo. O plot, claro, aborda nas entrelinhas temas complicados dos nossos dias: maus hábitos alimentares, soberba, poluição, jogo político e o perigo dos transgênicos são os que consegui identificar. No entanto, tudo isso é envolvido em piadas visuais inteligentes envolvendo as comidas gigantes
Sem falar nos personagens envolventes, como o casal protagonista, que tem um excelente desenvolvimento, além do pai do cientista. Até o caricato policial "Johnny Bravo" ganha mais sentimento depois de um tempo.

Já "Quem Quer Ser Um Milionário?", eu ainda estou meio dividido quanto ao filme. No geral, acho que posso dizer que é cumpre muito bem a função de filme-pipoca-pero-no-mucho, alternando drama pesado e humor aos elementos "exóticos" da Índia. Os problemas do filme aparecem nos detalhes.
O romance do casal protagonista foi muito novelesco pro meu gosto. Os vilões bandidões são muito caricatos, bem como as situações difíceis com as quais Jamal e Salim se deparam, postas estrategicamente para sabermos o quanto os indianos pobres sofrem. O roteiro deixa o filme meio freak, pois não é fábula o bastante, nem traz a devida dimensão dos problemas sociais do país.
Aliás, nem levo em conta o "parentesco" com "Cidade de Deus" quando falo isso, porque não acho que o filme seja cópia, mas bebe um tanto na fonte. A diferença é que, a meu ver, sempre achei viagem o papo de cosmética da fome para "Cidade de Deus", porque nele é menos uma fábula e mais uma história "real" contada de maneira mais pop, digamos. Coisas ruins e boas acontecem e se equilibram no começo, no meio e no fim do filme brasileiro.
Já em "Milionário", tudo fica cuti-cuti demais no final. [SPOILER] O carinha semianalfabeto ganha todas no programa só porque todas as perguntas têm rigidamente a ver com a vida dele? E a única que ele não sabia, ele chuta e acerta? E o irmão malvadão que de repente resolve liberar a mocinha em um ataque de consciência? Ah, peraí. Até a fábula tem limite. [/SPOILER]

E ô musiquinha grudenta, essa "Jai Ho". No filme tá em indiano, mas a das Pussycat Dolls consegue ser mais chiclete ainda.
Ah... falta "Watchmen", né? Pois. Esse vai ter que ser um post à parte, com toda a nerdice a que tenho direito.
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