
Quando crianças, nossas mães ensinam a crer que toda vida é valiosa. Que não é certo torcemos pelo sofrimento ou morte de alguém, por pior que essa pessoa tenha feito.
Eu até concordo, mas o problema é que é difícil conciliar essa prática tão iluminada com a nossa mais que humana busca pela justiça. Como manter pêsames por um cara que praticou grandes safadezas, sendo que no IBGE da morte, nos damos conta que morrem muito mais pessoas boas do que ruins?
Quando uma parte de nós fica feliz quando morreram Antonio Carlos Magalhães, Pinochet, Saddam Hussein e agora Celso Pitta, quem está maquinando esse pensamento? Um anjo vingador ou um diabo rancoroso?
Ok, não fiquemos felizes pela morte desses
Mas vamos ser francos, quem sobraria neste mundo se todos os minimamente impuros fossem varridos em um Juízo Final? Não que isso seja justificativa para ser alguém cruel por toda a vida, muito pelo contrário. Só que, às vezes, até senhores que mandaram milhares de judeus à morte também eram pais de família dedicados. E assim vivemos sob essa delicada e ambígua balança do bem comum.
Foto: Fraudes.org
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