sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

youPIX dezembro, o que vi


"Quando me chamam de cuzão eu abraço a pessoa" - Rafinha Bastos


Tem aqui, aqui e aqui o resumo da edição de dezembro do evento youPIX, sobre cultura digital, no MIS de São Paulo. Fui nos dois primeiros dias.

No primeiro dia, a primeira palestra foi sobre sexo. Acho que o trabalho de Penélope na MTV tem seus altos e baixos (como tudo na vida), mas acho que ela foi mais uma convidada do que uma mediadora propriamente dita. Falou coisas divertidas, mas poderia ter aparecido menos. Não conhecia a tal da @lini e achei ela muito personagem, com frases de efeito e roupa "causante". Raquel Surfistinha falou quase nada, mas achei até bom, pois as experiências dela vão virar filme e daqui a pouco a vida dela volta à pauta.

A segunda palestra com Ben Huh - o dono do Lolcats e Failblog e novo rico da web - foi a melhor de todas. A filosofia de trabalho é ser simples, e ele a empregou muito bem na explanação. Foi claro e direto ao ponto, intercalou bem as piadinhas, tudo longe daquele modelo quadrado de CEO. Vou falar mais sobre ele aqui no blog (surpresa em breve, aguardemmm!).

No dia seguinte, o papo foi sobre criatividade digital. Na palestra em si, duas coisas merecem menção: 1) Rafinha é a favor de que a presença criativa na internet seja munida de liberdade total e experimentalismo (o que implica muitas vezes em cair no erro e desagradar muita gente), enquanto Alicia criticava as "obras vazias sem mensagem"; 2) o carinha dos vídeos do emo, o tempo todo sem completar nenhuma resposta e ar de "caceta, o que tô fazendo aqui?".

Sobre o primeiro ponto, o mais sintomático aconteceu no dia seguinte: Rafinha virou o novo Judas do Twitter por defender que "suicida tem mais que se fuder", sobre o caso Leila Lopes. Para o bem ou para o mal, ele acabou pondo bem em prática o que falou no youPIX.

A última palestra foi a mais boba de todas, sobre celebridades 2.0. Os convidados falaram o que todo mundo que acompanha essa área sabe: as subcelebridades são sempre mais divertidas. E para chamar a atenção na web, seu trabalho precisa ser ou muito bom, ou muito ruim. Com a unanimidade acerca disto, praticamente não rolou debate.

Foto: Flickr da Pix

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