segunda-feira, 24 de agosto de 2009

E ano que vem, hein?

Aí na última semana tivemos mais novela do Senado, que depois virou novela do PT. A Comissão de "Ética" absolveu Sarney, Mercadante não gostou e pediu pra sair da liderança do PT, Lula deu um pito e Merca voltou atrás. No meio disso tudo, Marina Silva sai do partido e como até minha vó já sabe a essa altura, ela é potencial candidata à presidência, provavelmente pelo PV.

Sem cair no clichê "o PT se vendeu", acho que essa parada foi o segundo grande baque do partido em sua história, sendo o mensalão o primeiro. Na eleição presidencial de 2006, eu achava complicado Lula se reeleger por causa do babado anterior, mas deu no que deu. Daí é fácil pensar agora que o Sarneygate vai complicar a candidatura de Dilma, ainda mais tendo Marina como rival, mas a essa altura não sei mais de nada.

Eu acho, acho, que a eleição do ano que vem bem mais difícil que a de 2006. Primeiro: não é mais Lula a candidata, e sim Dilma, e contra ela pesam fatores como: ser nova nessa brincadeira de presidente; não fazer o PAC emplacar, tanto na prática quanto nas mentes das pessoas; a doença dela, que pode eleitoreiramente ser boa ou ruim, a saber; esse caso da secretária da Receita queimando um pouco mais o filme dela; e o temperamento explosivo.

Segundo: os rivais de Dilmão vão ser pesados. Além de Marina - que tá cheia de sangue nos óio para aporrinhar Dilmão na campanha e terá o meio ambiente (que tá na moda) como plataforma de governo - há ainda Serra, que definitivamente não é o Serra de 2002. O período como governador de São Paulo deixou o sr. Burns brasileiro bem mais cheio de munição para divulgar (lei antifumo-mo-mo-mo...).

E se a pendenga Globo x Record continuar, aí que teremos uma eleição caprichada. Parece não ter nada a ver com resto, mas terá sim. Como, eu não sei, mas nada nesse mundo conspirador é por acaso.

Nenhum comentário: