Eu tava há tempos querendo escrever algo contra George Lucas e sua obsessão em secar o universo de Star Wars até as últimas conseqüências. Esse filme-desenho-episódio gigante da série animada The Clone Wars eu não vi e não gostei. Esse assunto já foi abordado nos filmes e JÁ rendeu uma outra série animada produzida por Genndy Tartakovsky, o criador de Dexter (o minicientista, não o serial killer). Contar isso de novo é como dizer pra Tartakovsky: "Olha, bicho, sabe aquele teu desenho? Bom, foi uma perda de tempo, porque vamos fazer outro em cima do mesmo enredo".
Daí Ricardo Calil falou mais ou menos o que penso:
Ao ver “Star Wars – The Clone Wars”, animação que estréia nesta sexta-feira, algumas perguntas vieram à minha mente: além dos nerds mais empedernidos, alguém pode realmente se interessar por um produto derivado da medíocre trilogia mais recente da série?; alguém consegue sentir qualquer tipo de empatia pelo débil protagonista Anakin Skywalker antes de sua transformação em Darth Vader?; alguém que fale português pode levar a sério um vilão chamado Conde Dooku?; alguém acha que um exército de dróides que nunca conseguiu matar uma barata será capaz de derrotar a República?; e assim por diante.
No restante do texto, ele fala que nós nerds só acompanhamos SW ainda por uma inércia saudosa que vem desde a trilogia original, e que a trilogia nova não rendeu interesse por nenhum personagem. Discordo em parte desse ponto: gostei de Padme Amidala, Jango Fett e de Qui-Gonn Jinn, além do senador Palpatine e de Obi-Wan Kenobi - sim, esses dois últimos apareceram na trilogia clássica, mas suas versões mais novas são ligeiramente diferentes das clássicas. Mas entendo o que ele quer dizer com essa inércia, que na verdade é puro reflexo dos novos produtos ruins que George Lucas joga no mercado.
Ainda acho que um seriado live-action do período entre os episódios III e IV - os anos da ascensão do Império e da Aliança - seriam muito mais interessantes do que mais um Clone Wars, que só se resume a tiros e lutas. A própria série de Tartakovsky, apesar de alguns bons momentos, já não era grande coisa nos roteiros. Mas vou ver se assisto a algum episódio da animação nova pra confirmar ou desmentir o que estou dizendo.
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