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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Mensagem de Natal com Desmond e Penny



Nunca fui muito de Natal, mas de qualquer forma, acho válido haver uma data para a gente repensar o que fazemos na vida. É tempo de refletir se somos pessoas bondosas, e o que podemos fazer para ser melhores nesse sentido. De ficar perto das pessoas que amamos para seguir em frente.

Daí essa ceninha de "Lost" conseguiu, de um jeito não muito convencional, mostrar o que o Natal representa para duas pessoas que estão longe, mas que continuam se amando.

Ficaí o meu desejo de um Natal muito iluminado para todos.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Entrevista: Ben Huh


Não, o carinha acima não é Hiro, o personagem da série "Heroes". É Ben Huh, CEO da Pet Holdings, que possivelmente é um dos maiores investimentos de humor na web da atualidade. Graças a ele, virou moda falar "FAIL" toda vez que alguém comete um vacilo engraçado, ou produzir fotos de gatos e cachorros com legendas fofo-retardadas.

Além dos populares FAILBlog e I Can Has Cheezburger (o primeiro de todos e sua menina dos olhos), ele mantém cerca de 30 outros sites ligados a humor, além de estar maquinando e experimentando novos sites constantemente.

Ele veio a São Paulo na semana passada para realizar uma ótima palestra no youPIX e lá consegui combinar com ele uma pequena entrevista por e-mail. Nela, o jornalista de Seattle explica, com seu jeitão relax, de onde vem seu nome, o que raios é o "lolspeak" e escapa pela tangente para falar o quanto vale sua companhia.

MPadrão: Quais são as semelhanças e diferenças entre Ben Huh e Ben Hur? Afinal, esse é mesmo seu nome verdadeiro?

BH: Sim, é meu nome. Não há semelhanças (eu não vou trabalhar de biga). Mas Ben Hur foi a inspiração para meu nome em inglês.

MPadrão: Descreva sua filosofia de trabalho em uma frase.

BH: Permaneça simples e focado.

MPadrão: Você se considera um cara engraçado?

BH: Na verdade não. Nem mesmo um único lolcat que legendei foi votado pelos usuários da página principal do icanhascheezburger.com.

MPadrão: Como você passa seu tempo livre?

BH: Eu trabalho. Amo meu trabalho, então às vezes não sinto como se estivesse trabalhando.

MPadrão: Por que os lolcats falam em "Engrish", esse inglês estranho? Qual é a origem dessa linguagem?

BH: As origens são uma mistura de texting (a linguagem abreviada para mensagens de celular), erros de internet e a l33t (relacionada a games, que substitui letras por números e símbolos). Elas são todas misturadas para formar o "lolspeak".

MPadrão: Qual é sua piada favorita?

BH: Não sou mesmo uma pessoa piadista... Sou horrível para contar piadas. Prefiro muito mais te enviar um link por e-mail.

MPadrão: Quantos x-burguers a Cheezburger Network vale?

BH: Só um. Aquele que o Gato Feliz está sempre procurando. :)

Foto: Flickr da Pix, mais a minha montagem infame

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

youPIX dezembro, o que vi


"Quando me chamam de cuzão eu abraço a pessoa" - Rafinha Bastos


Tem aqui, aqui e aqui o resumo da edição de dezembro do evento youPIX, sobre cultura digital, no MIS de São Paulo. Fui nos dois primeiros dias.

No primeiro dia, a primeira palestra foi sobre sexo. Acho que o trabalho de Penélope na MTV tem seus altos e baixos (como tudo na vida), mas acho que ela foi mais uma convidada do que uma mediadora propriamente dita. Falou coisas divertidas, mas poderia ter aparecido menos. Não conhecia a tal da @lini e achei ela muito personagem, com frases de efeito e roupa "causante". Raquel Surfistinha falou quase nada, mas achei até bom, pois as experiências dela vão virar filme e daqui a pouco a vida dela volta à pauta.

A segunda palestra com Ben Huh - o dono do Lolcats e Failblog e novo rico da web - foi a melhor de todas. A filosofia de trabalho é ser simples, e ele a empregou muito bem na explanação. Foi claro e direto ao ponto, intercalou bem as piadinhas, tudo longe daquele modelo quadrado de CEO. Vou falar mais sobre ele aqui no blog (surpresa em breve, aguardemmm!).

No dia seguinte, o papo foi sobre criatividade digital. Na palestra em si, duas coisas merecem menção: 1) Rafinha é a favor de que a presença criativa na internet seja munida de liberdade total e experimentalismo (o que implica muitas vezes em cair no erro e desagradar muita gente), enquanto Alicia criticava as "obras vazias sem mensagem"; 2) o carinha dos vídeos do emo, o tempo todo sem completar nenhuma resposta e ar de "caceta, o que tô fazendo aqui?".

Sobre o primeiro ponto, o mais sintomático aconteceu no dia seguinte: Rafinha virou o novo Judas do Twitter por defender que "suicida tem mais que se fuder", sobre o caso Leila Lopes. Para o bem ou para o mal, ele acabou pondo bem em prática o que falou no youPIX.

A última palestra foi a mais boba de todas, sobre celebridades 2.0. Os convidados falaram o que todo mundo que acompanha essa área sabe: as subcelebridades são sempre mais divertidas. E para chamar a atenção na web, seu trabalho precisa ser ou muito bom, ou muito ruim. Com a unanimidade acerca disto, praticamente não rolou debate.

Foto: Flickr da Pix

São Paulo cinza e verde


Olho para essa vista toda vez que almoço. Reparem ao lado esquerdo que há um horizonte de prédios (o centro) sobre um mar de verde (Jardins).

Uma vez as pessoas se surpreenderam com a definição de David Lloyd para São Paulo: de que "há muito cinza e verde" na cidade. E pô, olhando por esse ângulo, será que ele não tinha razão?

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Dicas de presentes pop para o Natal


É, meu camarada: 2009 está acabando. Então é quase Natal, e o que você fez? Já comprou os presentes dos amigos, por exemplo?

Buscando inspiração no post dos presentes bons e baratos do blog Casa de Firulas, resolvi fazer a minha lista de sugestões. São basicamente DVDs e livros; não ando muito inspirado para outros tipos de presentes. Eu não sei de você, mas eu francamente me satisfaço bem ao ganhar um bom livro ou filme. Ei-los.

* Disque M Para Matar - Hitchcock e Grace Kelly sensacionais, narra um crime praticamente perfeito em sua execução. Os detalhes do tal crime e os elementos imprevisíveis que mudam todo o plano fazem do roteiro um diamante lapidado. R$ 29,90 no Submarino.

* Old Boy - Outro filme sobre violência, impecavelmente dirigido, com uma narrativa instigante e atores excelentes. É de cair o queixo. Filme coreano baseado em um mangá. R$ 12,90 nas Americanas.

* O Bebê de Rosemary - Ok, já deu para notar que filmes violentos e noiantes são a minha praia, né? Mas pô, é o melhor filme de Roman "é-ou-não-pedófilo?" Polanski. Imperdível, mas não recomendado para grávidas. R$ 12,90 nas Americanas.

* Curtindo a Vida Adoidado - Como até eu estava ficando cansado de tanto sangue, que tal esse "clássico da Sessão da Tarde"? Falar isso é tão clichê quanto a própria Sessão da Tarde, mas a saga de Ferris Bueller, Cameron e Sloane honra a expressão, ainda mais em um DVD especial. R$ 12,90 nas Americanas.

* 1984 - Um dos meus livros favoritos de todos os tempos. Ficção pessimista, leitura envolvente. O Grande Irmão do livro "inspirou" o conceito do reality Big Brother. Quer prova melhor do quão assustador é a obra de Geroge Orwell? E o livro é de 1949! R$ 24,90 nas Americanas.

Recomendo ainda uma visita in loco a qualquer loja das Americanas, pois eles investiram em um catálogo vasto a R$ 12,90. Tem blockbusters, clássicos, tosqueiras, o que imaginar. Além disso, o Twitter do Omelete está lançando ótimas dicas de compras legais no Submarino com a hashtag #achadododia.

E não, este post NÃO foi patrocinado pelo Submarino e Americanas. Aceito doações.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

O que é antropologia estruturalista?

"Lévi-Strauss procura as estruturas que em seu grau de generalização liberem-nos da multiplicidade empírica dos dados, pois os modelos são o objeto próprio das análises estruturais".

Não entendeu nada? É assim mesmo, depois piora.

Mas digamos que seja algo como: vivemos em um mundo de estruturas. O estudioso estruturalista tenta desvendar essas profundas estruturas pelas quais o significado é produzido e reproduzido em uma cultura, como na família, na língua, no comportamento social, etc.

Lévi-Strauss, o pai dessa brincadeira, morreu ontem aos 100 anos. Sei pouco da obra dele, mas sei que se não fosse pelo estruturalismo, praticamente fundado por ele, não existiriam Stuart Hall e Pierre Bourdieu, duas grandes influências pro meu mestrado.

Vou mandar então um salve lá pro Lévi-Strauss lá da Xurupita e da pizzaria Flor do Sol!


"Paaaa, paaa.... pooo, poooo..."

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

A Fest Comix 2009 em imagens

Para quem não sabe, não vale a pena comprar revista em quadrinhos em São Paulo ao longo de todo o ano. A estratégia mesmo é se segurar para gastar na Fest Comix, evento da loja de HQs e action figures Comix que acontece todos os anos.

Acho que o evento é o mais perto que o Brasil possui de uma Comic Con. Tem lançamentos de revistas e livros, presença de profissionais dos quadrinhos e ilustração, concurso de cosplay, games, e o mais importante: uma oferta imensa de todos os tipos de quadrinhos com todos os tipos de descontos. É um momento tenso, porém sublime, no qual o nerd pode reabastecer sua estante em uma boa tacada.

Fui lá no último sábado (17). Quanto eu gastei? Eu digo depois das fotos feinhas que tirei com meu celular.








Err... Pouco mais de R$ 180. Comprei a "Biblioteca Marvel" do Quarteto Fantástico, o "Como Uma Luva de Veludo Moldada em Ferro", de Dan Clowes, um encadernado antigo do Lanterna e Arqueiro Verde por Neal Adams e Denny O'Neil, um álbum de Blueberry (Moebius) e o "Quadrinhos e Arte Sequencial" de Will Eisner.

A patroa entrou na dança e comprou uma coletânea da tira "Baby Blues" e um mangá chamado "Nana", que confesso que não conhecia.

Ei, não me olhe assim. Sou nerd, mas sou limpinho!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Segura a Chan, amarra a Chan *

Três. Foi essa quantidade de músicas que reconheci no show de Cat Power no último sábado. E duas eram covers: "The House of the Rising Sun" (Animals) e "New York, New York" (Sinatra). A outra foi "Lived In Bars", embora eu ache que ela tenha mudado a forma de cantar no refrão.

E olhe que ela cantou "I Don't Blame You", música que eu conhecia, pois o "You Are Free" é o único disco dela que tenho. Mas só soube que foi tocada quando li no set list.

Já ouvi falar muita coisa de Chan Marshall: que ela era cachaceira e se recuperou, que não gosta de dar entrevista, que é perfeccionista, muito tímida, etc. Sem falar que o Via Funchal avisava o tempo todo que não iria ter transmissão pelo telão a pedido dela.

Acho que essas frescurinhas, mais o estilo intimista, colaboraram para ela se tornar essa diva idolatrada, tipo uma Maria Bethânia versão indie. Como o que importa no final é a música, de fato conhecia (conheço) pouco e não sei cantar nenhuma inteira, mas sempre gostei do pouco que ouvi.

E o show foi incrível, acima das minhas expectativas, que eram até grandes. A iluminação era econômica, sem frescuras; a banda, muito competente; e a voz dela, irretocável.

Comecei falando das canções. Sei que ela lançou um disco de covers recentemente e já ouvi algumas. Ela de fato "catpoweriza" bastante tudo que canta, mais ou menos como fazem Björk e Elis Regina. Se por um lado isso reforça o status dela de grande cantora/intérprete, a desvantagem era que as músicas ficam um pouco iguais - embora não menos interessantes - para neófitos como eu.

Na performance de palco, não sei se é proposital, mas ela se mexe de fato como uma gata: passeia devagar, se curva, levanta, nunca se move bruscamente. Alternava as músicas com uns goles de chá - de onde eu sentei, dava para ver o papelzinho saindo da caneca.

Ela pediu também para não fotografarem ou filmarem o show. Tirando uns poucos flashs aqui e ali, até que o público respeitou - fiquei com medo dela dar um piti por causa disso. Mas o troféu Jackass da noite mesmo foi o serviço de mesas do Via Funchal. Muito brochante sentir a vibe quebrada a cada cinco minutos por uma garçonete perguntando "Posso fechar a conta, senhor?"

Não tem como não falar do final, com Chan distribuindo rosas ao povo do gargarejo, a la Robertão, e depois quebrando o protocolo, tentando cumprimentar e dar autógrafos por vários minutos. Não faço ideia se essas lendas sobre a personalidade dela são garantidas, mas com certeza esse momento "fofo" tornou o show significantemente especial para mim.

Ah, e ela continua linda!



P.S.: recomendo ainda o belo texto que Dani Arrais escreveu sobre sua musa.

* Trocadilho emprestado do Twitter de Jarmeson.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Ah, o amor

Passei o dia todo pensando em clichês de Dia dos Namorados. Uma galera no Twitter lembrou do "clássico" do Asa de Águia; eu desencavei outra coisa. Eu lembrei da minha verve loser e recapitulei Charlie Brown. É, Minduim, todo mundo um dia já foi um sem-namorado sofredor nessa data...

Daí resolvi parar com a palhaçada e pensar em algo que realmente simbolizasse a beleza de se ter alguém especial ao seu lado. E lembrei de "Antes do Amanhecer". Vi esse filme faz tempo, a continuação "Antes do Pôr-do-Sol" tá mais recente na memória.

Mas revi agora essas duas cenas no YouTube e acho que elas expressam bem aquele aperto bom no coração quando você tem certeza que gosta de alguém.

Feliz dia dos namorados pra mim e pra ela. E pra você que está lendo isso. Com ou sem namorada, estar apaixonado na maioria das vezes pode ser bom. :)



terça-feira, 6 de janeiro de 2009

2009 chegou, e aí?

Estamos no sétimo dia do ano e já tem uma fila de coisas pela frente:

Reforma ortográfica (RIP trema!), reforma tributária (um dia sai!), novas regras do Detran (ficou mais caro e mais difícil virar um fornecedor de "tocos" dos guardas de trânsito), Ronaldo no Corinthians (como goleiro ou como bola, você escolhe), o Sport tetracampeão pernambucano (e com boa campanha na Libertadores!), os filmes de "Watchmen", "Wolverine" e "Transformers 2" (tô mais ansioso por esse último, apesar de Michael Bay), João da Costa como prefeito do Recife (boa sorte), Obama mandando no mundo ("yes, he can!"), os candidatos a defunto famoso do ano (Amy? Michael Jackson? Patrick Swayze? José Alencar? Steve Jobs? N.D.A.?)...

.... Israel desde já matando e morrendo (mais matando), Jesus loves Madonna (quanto tempo dura?), mais desastres naturais acabando com o mundo aos poucos (as nuvens de MG e SC ainda não desistiram), o que vai acontecer a Flora (por mim ela iria até a Índia sabotar a próxima novela), os novos "instant celebrities" do "BBB" (essa incansável fábrica de fatos relevantes, cof!), as próximas bandas hype (sempre aparecem boas e ruins), o terceiro disco do Franz Ferdinand (nice!)....

... o retorno de "Lost" e "24 Horas" (high five!), o ano dois do "CQC" ("olha isso!"), a espera pelo anúncio dos shows de Paul McCartney no Brasil (algo tipo o retorno de Cristo - o original, não o de Madonna), Kraftwerk abrindo para Radiohead (e Florian Schneider já estilou e pediu as contas), B-52's e AC/DC também vindo para cá (mas só eu pretendo ir ao show deles, até agora), a internet 3G ficando melhor e mais barata (adeus, cabos), o Brasil de novo NÃO ser indicado ao Oscar de filme estrangeiro (e de novo os Barretões sobrarem)...

... isso fora os eventos pré-marcados desde que o mundo é mundo, como Carnaval, a Páscoa, os aniversários de pessoas queridas, São João, Dia das Mães, Pais e Crianças, Finados, Natal, Ano Novo, tudo de novo.

E fora as coisas que esqueci ou que hão de acontecer e ninguém previa.

É, 2009 promete.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

E é isso...

Em 2008 voltei a escrever em blog, não sei porquê. Mas em resumo, voltou a vontade de ter um canto para falar as minhas bobagens sobre esse mundo tão maluco. Agradeço aos poucos leitores que leram pelo menos um post daqui, e também a quem me deu forças e muitas alegrias, estando perto ou longe.

A virada do ano é só mais um dia, mas também não é só um simples dia, porque nós o dotamos de um significado. Quero crer que o próximo ano será melhor, apesar de tanto sofrimento que presenciamos em todos os anos passados. Pelo menos tenhamos uma meta em vista: trabalhar mais - e desejar menos - por um mundo melhor.

(Não, não estou participando de nenhum concurso de miss. Deixem eu ser um pouco Polyanna pelo menos hoje, catzo!)

Vai um agradecimento especial a João Paulo, que tem hoje seu último dos 2922 dias como prefeito do Recife. Não apenas por ter cuidado bem da cidade, na medida do possível, mas por ter me empregado na secretaria de Comunicação - ainda que indiretamente - durante bons dois anos e meio.

No mais, nos vemos amanhã, no ano que vem. Bjmeliga!