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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Resoluções 2010

Algumas são meio contraditárias, mas contradições fazem parte da vida. Algumas são continuidade, outras novidades. Ei-las.

* Usar mais a agenda
* Fazer mais exercícios
* Ir à praia em um dia de muito sol
* Ir ao Recife
* Ouvir mais bandas e discos novos
* Investir mais nos projetos pessoais
* Concluir "Ulisses"
* Ler mais livros, talvez assinar uma revista
* Comprar pelo menos uma dessas coisas: netbook, videogame e câmera
* Crescer profissionalmente
* Deixar a casa mais arrumada
* Moderar melhor meus vícios em internet
* Não ser muito escravo de rotinas ultraplanejadas
* Beber. Com moderação
* Desfrutar melhor os momentos de felicidade
* Ser mais amigo e tentar encontrar o melhor de todo mundo
* Manter contato com a família
* Adiantar meu estudo autodidata de idiomas
* Contribuir ao máximo com o adiamento do fim do mundo. A luta continua sempre.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

2009, epílogo

Neste ano eu trabalhei muito. Ainda bem, ainda mal. Mais para bem do que para mal.

Continuei ao lado de familiares queridos. Da pessoa querida.

Li menos do que gostaria, mas pelo menos li mais do que em 2008. E finalmente comecei a promessa de "Ulisses".

Vi poucos filmes e ouvi pouca música nova também. Mas nem senti tanta falta assim. Isso é bom ou ruim?

Exercitei-me muito pouco. Mas foi mais do que em 2008, o que não quer dizer muito.

Vi pouco os amigos. Parte culpa minha, parte deles. Mas foi muito bom vê-los quando rolou a oportunidade.

Revi o Recife e conheci Buenos Aires. Só fui à praia para levar chuva e estou mais branco do que nunca.

Comprei um computador e um celular. Satisfeito com ambos. E ela ganhou um Nintendo DS.

Tuitei (twittei?) bastante.

Fiquei pouco doente. Mas conheci o que é ter conjuntivite.

Fui aos shows de Cat Power, Roberto Carlos e ao Planeta Terra (Sonic Youth, Iggy Pop, Primal Scream), mas perdi o AC/DC.

Saldo geral? Foi ótimo e estou pronto pra outro ano.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Mussum, Garagem, Leão e memória seletiva

Esta tem sido a semana da ascensão e queda da memória seletiva.

Ontem, completamos quinze anos que Mussum "se pirulitouzis". Os twitteiros emplacaram a tag #mussumday e devem ter deixado os americanos com cara de "WTF?" de novo.

Obviamente, todos os trintões do Twitter - eu incluso - renderam homenagens, lembrando dos bons momentos de Antônio Carlos. Só que não vi ninguém mencionar que, quando o mangueirense se foi, os Trapalhões já começavam a entrar em um processo de decadência que vinha desde 1990, com a morte de outro mestre do grupo, Zacarias.

Eles haviam reformulado o programa para tentar dar uma cara mais "jovem", e introduziram um cenário meio hip-hop (?), deixando até o coitado do Mussum com dreads (??). Na tela:



Na segunda-feira, o Garagem - também conhecido como o bar mais tosco da galáxia - finalmente foi demolido. É engraçado que vi muita gente lamentando o fato, mas essas mesmas pessoas resmungavam há anos da degradação progressiva do local - e olha que ali nunca foi "limpeza" nem mesmo no seu auge.

Da minha parte, acho que o Garagem teve lá sua importância no que se refere a reunir tribos distintas do Recife - pessoalmente gosto disso em um bar - e refletir essa boa mistureba no som ambiente, mas fico meio dividido no quesito vigilância sanitária. Acho que um mínimo de noção nessa parte seria decente, mas por outro lado tiraria o charme trash dali.

De fato, foi um bar acima da média no Recife. O problema é que a média de lugares legais na noite da cidade sempre foi muito fraca.



Um bar tosco merece um vídeo igualmente tosco

Por fim, na mesma segunda-feira, Emerson Leão, também conhecido como o treinador mais marrento do Brasil, foi demitido do Sport. Isso foi positivo porque representa o oposto dos outros exemplos acima.

A contratação de Leão foi motivada por um misto de desespero e memória seletiva do Leão que fez história no Sport em 1987 e 2000. Mas eu já achava que este não era o momento certo para trazer Leão de volta ao Sport, pois o cara está sim em uma maré ruim como técnico. E o Sport, em uma maré pior ainda no Brasileirão e precisando urgentemente de resultados, não de chiliques.

Moral da história? Nem sempre modernizar o passado é uma evolução musical, Chico.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

O grande encontro

Estudei e faço jornalismo por causa de uma série de fatores: as revistas que lia na adolescência (a "Bizz" principalmente), a relativa facilidade com a língua portuguesa, a influência direta do meu pai. Mas a escolha pela profissão foi mais um aspecto complicador para algo que "assombra" todo mundo que tem o meu sobrenome: a famosa perguntinha.

Você é parente de Ana Paula Padrão?

O caso é tão sério que virou tema de tópico na comunidade "Sou Padrão" do Orkut. Basta ter o sobrenome para ouvir a pergunta - além, claro, das piadinhas como "você é um padrão de qualidade" e afins. Mas no meu caso, que sou jornalista, a conexão é ainda mais evidente para os leigos. Afinal, a família Padrão não é muito numerosa no Brasil, e ainda mais Padrãos jornalistas. Então não culpo quem pergunta.

Daí não, ainda não sei se sou ou não parente direto de Ana Paula, embora a possibilidade de sermos - na falta de um termo melhor - primos de "enésimo" grau seja grande. Afinal, ser um Padrão não é bem a mesma coisa que ser um Silva ou Rocha, né? Com todo respeito às duas famílias, bom ressaltar.

Na tentativa de descobrir a conexão com a minha prima mais famosa, já mandei até e-mail para o "Jornal da Globo" há alguns anos, quando ela ainda era de lá. Ninguém respondeu, óbvio.

Daí na última quinta-feira, obtive a melhor oportunidade para tirar isso a limpo.

No meu trabalho aparecem pessoas famosas para participarem de sessões de bate-papo com o público. Nesse dia, estava eu trabalhando normalmente quando vi uma mulher morena, pele bem branca, com ar de europeia. Putz, era ela.

Já apareceram lá no trabalho outros famosos de responsa, como Erasmo Carlos e Daniel Azulay, mas nunca me atrevi a ir lá tietar com eles. É o tipo de coisa que jornalista, em tese, não deveria fazer. Mas dessa vez era diferente. Apesar de ter sim uma admiração pela carreira de Ana Paula, fui lá "pegá-la na saída" porque - parafraseando um dos programas da emissora antiga dela - desta vez era um "caso de família".

O diálogo foi mais ou menos assim:

- Ana Paula Padrão, né?
- Sim!
- Acho que somos parentes.
- Ah, você também é Padrão?
- Isso!
- Legal. Não conheço muitos Padrão pelo Brasil, mas uma vez fui a Portugal e conheci vários. Parece que a família vem de lá.
- É, já ouvi falar que o nome veio de Portugal.
- Parece que vem de uma descendência árabe também. Isso aqui seu [ela enquadrou os olhos dela com as mãos], eu já vi muito parecidos em vários Padrão, essa área dos olhos.
- É... mas sou do Recife, o nome é da minha família paterna, que é toda de lá também. Você não conheceu ou tem parente próximo com algum Padrão de lá?
- Não... você nasceu no Recife mesmo?
- Sim... embora boa parte da família paterna tenha se mudado para cá, mas só depois. E muita gente acha que fiz jornalismo por sua causa, mas meu pai é jornalista também.
- Ah, ele também é?
- É, se formou na área.
- Interessante. Mas já conheci outros Padrão por aí. O caso mais curioso foi de uma menina que ainda por cima também se chamava Ana Paula. Ela me contou que uma vez não quiseram aceitar o cheque assinado por ela. O vendedor falou assim: "me desculpe, moça... mas você não é Ana Paula Padrão"!
- Ahahah.
- Pedi até desculpas a ela pelo transtorno que causei involuntariamente.
- Bom, você então realmente não conhece os Padrão do Recife?
- Não... até gostaria, pois adoro o pessoal do Recife. Mas de qualquer forma, devemos ser da mesma família mesmo, pois não é uma família tão grande assim.

Daí trocamos beijinhos de despedida e dei boa sorte a ela lá na Record. Ela devolveu com um "até mais, primo!". Muito simpática.

Cogitei tirar foto do momento, mas estava sem câmera. Mesmo se estivesse com, não sei se teria coragem de tirar a foto. E mesmo se tirasse, não sei se publicaria aqui. Se publicasse, acho que diriam que era Photoshop. Então tanto fez tirar a foto ou não. De qualquer forma, fica aí o registro do memorável encontro.

Se houver uma próxima vez, já vou estar mais íntimo e perguntarei se já disseram que o cabelo dela (que é bonito, bom deixar claro) parece com o de Maga Patalójika.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

A superação do Sport aos 104 anos


A derrota do Sport para o Palmeiras na Libertadores não foi o melhor presente que o clube poderia receber no seu aniversário de 104 anos. Mas com certeza foi igualmente honroso.

Acontece com todo time supostamente invencível: a inevitável queda. E desde a maravilhosa conquista da Copa do Brasil no ano passado o Sport estava provocando os deuses há um bom tempo. Aí veio o tetracampeonato pernambucano invicto e a campanha até então irretocável na Libertadores.

Líder do grupo da morte? Derrotar o atual campeão da Libertadores na casa deles? Ganhar o direito do segundo jogo na Ilha do Retiro? Era demais para ficar impune.

O Sport jogou muito ontem, garantiu a vitória e perdeu nos pênaltis simplesmente porque Marcos estava iluminado. Ontem o cara provou - mais uma vez - porque é goleiro pentacampeão mundial e merece todo o nosso respeito.

O Sport caiu de pé. O técnico Nelsinho Batista e todos os nossos heróis - destaco Fumagalli, Ciro, Igor, Vandinho, Dutra, Durval, Magrão, Hamilton e Daniel Paulista - estão de parabéns pela campanha incrível que deixou muito torcedor fanfarrão dos concorrentes de queixo caído.

Tenho lá minhas ressalvas a Paulo Baier, pois o jogador mais caro do time teve lá sua culpa na derrota em São Paulo - e conferi isso pessoalmente - e no placar de apenas 1 a 0 na Ilha. Talvez seja cedo para falar em demissão, mas uma renegociação de contrato deveria ser cogitada.

Também é vergonhosa a briga de bonecas entre Luxemburgo e Guilherme Beltrão. Isso envergonha a ambos os times. Verdade, é difícil ver Luxinha posando de bonzão depois dessa, mas logo vai chegar a vez dele apanhar em campo de novo.

No mais, parabéns ao glorioso Sport Club do Recife por completar mais um ano como líder do futebol pernambucano, sem falar do respeito conquistado no país. Agora é hora de erguer a cabeça para detonar no Brasileirão, pois lamentar o título perdido não é para nós.

PELO SPORT TUDO!

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Pequena reflexão sobre as cidades que eu gosto


Por que Recife fica cada vez mais suja, os prédios cada vez mais abandonados, as ruas cada vez mais esburacadas, as noites cada vez mais sem opção de lazer, os bairros cada vez mais escuros e perigosos?

Por que São Paulo não ganha esse silêncio e tranquilidade de feriado mais vezes?



Imagens roubadas do Acerto de Contas e do blog Letras e Tempestades, respectivamente

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

2009 chegou, e aí?

Estamos no sétimo dia do ano e já tem uma fila de coisas pela frente:

Reforma ortográfica (RIP trema!), reforma tributária (um dia sai!), novas regras do Detran (ficou mais caro e mais difícil virar um fornecedor de "tocos" dos guardas de trânsito), Ronaldo no Corinthians (como goleiro ou como bola, você escolhe), o Sport tetracampeão pernambucano (e com boa campanha na Libertadores!), os filmes de "Watchmen", "Wolverine" e "Transformers 2" (tô mais ansioso por esse último, apesar de Michael Bay), João da Costa como prefeito do Recife (boa sorte), Obama mandando no mundo ("yes, he can!"), os candidatos a defunto famoso do ano (Amy? Michael Jackson? Patrick Swayze? José Alencar? Steve Jobs? N.D.A.?)...

.... Israel desde já matando e morrendo (mais matando), Jesus loves Madonna (quanto tempo dura?), mais desastres naturais acabando com o mundo aos poucos (as nuvens de MG e SC ainda não desistiram), o que vai acontecer a Flora (por mim ela iria até a Índia sabotar a próxima novela), os novos "instant celebrities" do "BBB" (essa incansável fábrica de fatos relevantes, cof!), as próximas bandas hype (sempre aparecem boas e ruins), o terceiro disco do Franz Ferdinand (nice!)....

... o retorno de "Lost" e "24 Horas" (high five!), o ano dois do "CQC" ("olha isso!"), a espera pelo anúncio dos shows de Paul McCartney no Brasil (algo tipo o retorno de Cristo - o original, não o de Madonna), Kraftwerk abrindo para Radiohead (e Florian Schneider já estilou e pediu as contas), B-52's e AC/DC também vindo para cá (mas só eu pretendo ir ao show deles, até agora), a internet 3G ficando melhor e mais barata (adeus, cabos), o Brasil de novo NÃO ser indicado ao Oscar de filme estrangeiro (e de novo os Barretões sobrarem)...

... isso fora os eventos pré-marcados desde que o mundo é mundo, como Carnaval, a Páscoa, os aniversários de pessoas queridas, São João, Dia das Mães, Pais e Crianças, Finados, Natal, Ano Novo, tudo de novo.

E fora as coisas que esqueci ou que hão de acontecer e ninguém previa.

É, 2009 promete.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

E é isso...

Em 2008 voltei a escrever em blog, não sei porquê. Mas em resumo, voltou a vontade de ter um canto para falar as minhas bobagens sobre esse mundo tão maluco. Agradeço aos poucos leitores que leram pelo menos um post daqui, e também a quem me deu forças e muitas alegrias, estando perto ou longe.

A virada do ano é só mais um dia, mas também não é só um simples dia, porque nós o dotamos de um significado. Quero crer que o próximo ano será melhor, apesar de tanto sofrimento que presenciamos em todos os anos passados. Pelo menos tenhamos uma meta em vista: trabalhar mais - e desejar menos - por um mundo melhor.

(Não, não estou participando de nenhum concurso de miss. Deixem eu ser um pouco Polyanna pelo menos hoje, catzo!)

Vai um agradecimento especial a João Paulo, que tem hoje seu último dos 2922 dias como prefeito do Recife. Não apenas por ter cuidado bem da cidade, na medida do possível, mas por ter me empregado na secretaria de Comunicação - ainda que indiretamente - durante bons dois anos e meio.

No mais, nos vemos amanhã, no ano que vem. Bjmeliga!

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

G > R > U N < G < E


Mudhoney tirando onda do logo clássico da Sub Pop no clipe ainda mais clássico de "Suck You Dry". E só descobri agora que Chris/Krist Novoselic do Nirvana aparece no clipe.

Sim, tenho saudade da minha adolescência grunge.
Sim, odeio quem chama "grungi", sempre foi "grândji" pra mim.
Sim, fui ver Mudhoney em 2001 no Recife, um dos melhores shows ever.
Sim, estou me remoendo porque não vou revê-los nessa turnê brasileira.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

No Ar Coquetel Molotov 2008: relato à distância

É triste o fato de este ser o primeiro ano que não vi o festival do Coquetel Molotov. Desde 2004 estive lá no Teatro da UFPE, vendo todos os dias de todos os anos. No primeiro ano, um dia só de evento com Teenage Fanclub; em 2005, já com dois anos, The Kills e Berg Sans Nipple; 2006, uma das melhores edições com Tortoise e Coco Rosie; ano passado, a que menos gostei, teve Nouvelle Vague - mas Love Is All e Cibelle foram boas surpresas.

E neste ano eu queria muito ter visto Marcello Camelo + Hurtmold, a polêmica cantora folk menor de idade Mallu Magalhães, Julia Says e sacar as bandas suecas de perto, seja pra gostar ou pra reclamar depois. Vi ainda no YouTube um vídeo do tal do Final Fantasy, mas não me empolguei muito.

Sem falar que o festival era uma oportunidade rara de ver e rever muitos amigos de uma vez só, uma sensação que tive por muitos anos da minha adolescência com o Abril Pro Rock. Além das vendas de camisetas, broches, debates, filmes, joguinhos no estande da TIM, etc.

Em suma, o festival é o evento cultural anual do Recife com o qual eu mais me identifico. Ou identificava, pois não fui neste ano.

Daí me resta bizoiar a comunidade do CM, ler as pessoas falando o quanto amaram esse ou aquele show, falando mal de Mallu só porque é uma debutante, revirando o velho debate de sentar ou ficar em pé nos shows... e minha melancolia aumentando por não ter uma opinião formada, pois não estava lá.

Desta feita, só me resta lamentar, procurar os vídeos dos shows e agradecer mais uma vez aos organizadores Jarmeson, Tathi e Ana por tornar o Recife uma cidade divertida por dois dias todos os anos, mesmo que dessa vez eu não esteja entre os contemplados.