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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

E 2010?

Carnaval nada. O ano começa quando começa o "BBB".

Vai ter em SP: Metallica, Gossip, Franz Ferdinand, Beyoncé e Shakira. E se São John Lennon permitir, Paul McCartney estará entre nós.

Copa na África do Sul! Seremos hexa? Hexa de verdade, não como o Flamengo...

Eleição para presidente, governador, senador e deputados. Trocando os sujos pelos mal lavados.

"24 Horas" e "Lost" vão acabar... triste.

Passagem de ônibus vai aumentar em São Paulo a partir de hoje. Muito mais triste ainda.

Vai ter nos cinemas "Homem de Ferro 2" e "Fúria de Titãs". O horário eleitoral começa em janeiro com "Lula, o Filho do Brasil". O Oscar terá dez indicados a melhor filme.

E o fim do mundo continuará e será twittado em tempo real.

Esqueci algo?

Que seja dada a largada.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

2009, parte um


Neste ano...

... Obama ganhou Nobel, mas ninguém sabe por que foi.
... Lula foi "o cara". Sim, o cara que deixou Zelaya tirar onda na embaixada.
... o mesmo Lula disse que quer tirar o povo da merda. Se vai conseguir? Quem sabe?
... Berlusconi foi eleito rock star do ano pela "Rolling Stone" italiana para levar uma bifa na cara um mês depois.
... Dilma ficou com peruca de Zacarias, tadinha. Mais tadinhos de nós, que teremos que aguentar o carão dela nas eleições.
... o apagão de Itaipu desligou a tomada do Brasil por umas horas e a oposição chiou só para perder a moral dias depois, quando o Rodoanel desabou.
... Sarkozy continuou pegando Carla Bruni.
... Hugo Chávez ficou de mal com a Colômbia.
... ninguém quis pagar a conta para salvar o mundo na Conferência do Clima.
... Ahmadifddlrkfqfsjah se reelegeu no Irã, e Neda mórreu no Youtube.
... Aécio desistiu de ser presidente. Puxa, ninguém imaginava isso. Serra que o diga.
... José Roberto Arruda rezou no seu mensalão.
... José Alencar sobreviveu mais um ano.
... Sarney deitou e rolou.

... a marolinha passou mesmo. E Lulão posou de bonzão.
... a bufunfa do pré-sal começou a virar casa da mãe Joana entre os estados brasileiros.
... o dólar caiu. Hora de importar o Playstation.
... o IPI sumiu e agora me pergunto para quê ele servia mesmo, além de ferrar nossos bolsos.
... as Casas Bahia perguntaram ao Pão de Açúcar: "quer me comprar por quanto??".

... a gripe suína deu trabalho.
... Paula Oliveira queimou (ainda mais) a pernambucanidade mundo afora brincando de desenhar suástica na perna.
... o americano também curtiu essa de mentir e ainda envolveu a família na onda. O menino do balão deu a real na TV e sobrou pro pai.
... o vídeo de Susan Boyle, "a feia que tem voz bonita", foi o hit pentelho do ano, e salve-se quem puder da pieguice planejada do espertão Simon Cowell.
... ensino brasileiro chauvinista à parte, Geisy Arruda fez de tudo para ser a pentelha brazuca do ano, com um vestido curto na bunda e um gigante senso de oportunidade na cabeça oca.
... Serra aplicou a lei antifumo. E até que pegou.
... traficante do Rio derrubou até helicóptero.
... o Brasil encheu d'água.
... deu Salgueiro no Rio, Mocidade Alegre em SP e uma chuvona no Marco Zero do Recife.
... o Airbus caiu no mar.
... o Enem vazou.
... diploma de jornalista perdeu o valor.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Sobre palavrões



Só agora tive a oportunidade de ver o trecho do discurso de Lula em que ele afirma querer "tirar o povo da merda".

Palavrões existem há milhões de anos. O uso de um palavrão, como o de toda palavra, é cercado de muito contexto. O que eu ainda fico surpreso é com quem se choca com o uso de palavrão nos círculos mais informais.

Claro, não sou a favor de todo mundo liberar geral, até porque isso tira a força que as palavras geralmente associadas a palavrões teriam. Talvez o "charme" dessas palavras sejam o fato delas serem "proibidas", em um sentido mais católico do que de comportamento, a meu ver.

Mas acho que o presidente não falou nada de mais. Querer tirar o povo da merda é um sentimento muito justo - se ele quer ou vai conseguir isso é outra história - e por isso não ofende ninguém, apenas a quem quer se sentir ofendido. Se ele dissesse "tirar o povo da latrina", não seria palavrão, mas o sentido seria quase o mesmo. E aí?

Na TV eu noto que as coisas estão mudando. O "Pânico" tem muito palavrão, embora com os clássicos "piis". O "CQC" muitas vezes libera o palavrão; no de anteontem, Sandy deu uma trégua à sua fama de carola, falou que queria que certas pessoas fossem "à merda", e o programa liberou. Até a ultraconservadora Globo deixou Flora, da saudosa novela "A Favorita", falar alguns "merda". E todos os casos ocorreram em horários "de adulto", como manda o figurino.

Portanto, vamo deixar nosso presida falar um inocente palavrão. Mesmo sendo ele, o que é mais um ou menos um falando que estamos na merda? Afinal, não estamos mesmo?

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

E em Copenhague? Conferência FAIL?


A cúpula da ONU para o meio ambiente em Copenhagen termina no próximo dia 18, mas o fracasso inimente começou faz tempo. Em Kyoto, os inimigos foram os Estados Unidos. Agora, ao que parece, Brasil e China se tornaram os pentelhos da vez, porque estão com olho grande no crescimento econômico e pouco se lixando pra fumacinha que soltam no (que resta do) céu do planeta.

Nada contra aproveitar o bom momento e juntar uma grana, mas vamos ter prioridades, né? De que adianta ficarmos ricos se o mundo acabar daqui a dois ou três anos?

Até agora, o que temos são um pseudo-escândalo sobre um texto que vazou - e que ninguém sabe o conteúdo; Sarah Palin sendo a sem-noção de sempre; e prostitutas revoltadas dando de graça (pleonasmo?), em uma comprovação da velha verdade universal: a de que tudo acaba em "séquissu".

Tudo isso encobre o que é realmente preocupante: a de que o encontro vai acabar em uma pizza tão murcha e malcheirosa quanto a de Kyoto.



Foto 1: Peter Andrews -7.mai.09/Reuters, emprestada da Folha Online

Foto 2: Daqui, claro

RIP Alborghetti



Um dos comunicadores mais FDP do país, no pior sentido do termo "FDP". Era tão desgraçado, mas tão desgraçado, que virou folclore. Se assistido sem levar a sério, virava um excelente comediante involuntário. Esse foi ao inferno com todas as honrarias.

Merece menção também a já clássica "crítica" dele ao filme "300". Não acerta um nome de personagem e politiza o filme de um jeito tão cara-de-pau que nem a "Veja" ousaria. Aí embaixo.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

É válido ficar feliz pela morte de alguém?


Quando crianças, nossas mães ensinam a crer que toda vida é valiosa. Que não é certo torcemos pelo sofrimento ou morte de alguém, por pior que essa pessoa tenha feito.

Eu até concordo, mas o problema é que é difícil conciliar essa prática tão iluminada com a nossa mais que humana busca pela justiça. Como manter pêsames por um cara que praticou grandes safadezas, sendo que no IBGE da morte, nos damos conta que morrem muito mais pessoas boas do que ruins?

Quando uma parte de nós fica feliz quando morreram Antonio Carlos Magalhães, Pinochet, Saddam Hussein e agora Celso Pitta, quem está maquinando esse pensamento? Um anjo vingador ou um diabo rancoroso?

Ok, não fiquemos felizes pela morte desses pilantras estimados senhores, mas francamente, melhor seria se eles tivessem pago devidamente suas penas em vida. Melhor também seria se as boas de boas ações ficassem na Terra por mais tempo.

Mas vamos ser francos, quem sobraria neste mundo se todos os minimamente impuros fossem varridos em um Juízo Final? Não que isso seja justificativa para ser alguém cruel por toda a vida, muito pelo contrário. Só que, às vezes, até senhores que mandaram milhares de judeus à morte também eram pais de família dedicados. E assim vivemos sob essa delicada e ambígua balança do bem comum.

Foto: Fraudes.org

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Depois não sabem porque temos raiva deles


Comprei a revista "Galileu" no mês passado e achei muito boa. Mas o que eu quero mesmo é falar de alguns dados que constam na seção "Numeralha" sobre o Legislativo brasileiro.

Segundo a revista:

* R$ 16.509,09 é o salário de um senador ou deputado federal;
* R$ 780 mil é a verba anual que cada deputado possui para pagar os funcionários de seu gabinete (máximo de 25);
* R$ 45.174,96 é a verba anual para viagens oficiais destes senhores;
* R$ 1.340.077,56 por ano é o gasto para manter cada deputado;
* O pior: US$ 10,7 bilhões era o custo anual da corrupção brasileira em 2005, o que equivalia a 1,35% do PIB

Mais um para terminar: um cearense precisaria trabalhar 1.770 anos sem gastar nada para gerar o equivalente ao patrimônio médio de seus senadores; é que o Ceará registra a maior disparidade entre o que ganha o político e a renda per capita de seus cidadãos, pelo que entendi.

É por isso que admiro os políticos. Burros somos nós, que os elegemos, não cobramos nada, deixamo-os sem trabalhar e ainda somos explorados.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Puxa o rio mais pra cima, por favor

Segundo a Folha Online, Lula mudou lei para agilizar transposição do rio São Francisco e também beneficiar outros projetos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). A tal mudança apressaria a desapropriação de uma série de terrenos de propriedade particular.

A bem da verdade, pra mim essa transposição só beneficia o Ceará; leia-se, só beneficia Ciro Gomes. O marido de Patrícia Pillar barganhou com Lula mais ou menos assim: vou deixar de ser oposição e ser teu ministro, mas vai ter que me liberar essa pra eu usar como arma de voto nas eleições de 2010, beleza?

A custa de uma distorção da natureza e o prejuízo de quatro estados que são servidos pelo velho Chico, a política brasileira apronta mais uma das suas. Triste.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Sobre o desemprego

Hoje completo um ano em meu primeiro emprego em São Paulo. Às vezes sou ruim de lembrar essas efemérides: esqueço datas de aniversário de primos, acontecimentos históricos, mas já faz uns dias que venho tentando não me esquecer disto. Simplesmente porque os meses anteriores à minha reentrada ao mercado de trabalho foram alguns dos mais difíceis da minha vida.

A União Soviética morreu há 18 anos, tempo suficiente para existirem adolescentes que nem sabem o que é comunismo. Em um planeta cada vez mais capitalista e consumista, estar desempregado é quase a mesma coisa que estar em coma. E quando você tem outra(s) pessoa(s) que dependam do que você ganha, o pesadelo é dobrado, triplicado, quadruplicado.

Quando você se apresenta para alguém, em 90% dos casos te perguntam: "onde você trabalha?". E se você responde que não tem emprego, ou qualquer outro eufemismo - "em busca de novas oportunidades", por exemplo - é difícil a conversa não entrar no constrangimento.

Segundo o Dieese, a taxa de desemprego no país voltou a crescer em julho, ficando em 15%. Só nas seis maiores regiões metropolitanas, são 3,029 milhões de pessoas sem vaga no mercado.

É difícil acordar todo dia e manter a esperança. Às vezes ela reacende com algum e-mail respondido, um convite a uma seleção de emprego, uma entrevista. Mas quando vem outro não, é difícil se reerguer. Nao apenas pela situação em si, mas para lidar com o lado psicológico. "Afinal, quando esse emprego vai aparecer, se é que vai aparecer?" "Os chefes que não me contratam me acham tão inútil assim?" "O que faço para ser notado e conseguir mais chances?"

Dedico esse post - muito sem graça de tão sério que foi, mas que não podia ser diferente - a todas essas pessoas que passaram ou passam por esse período tão sofrido da vida. E que nosso presidente pense mais neles quando vier com aquela conversa de pescador de zilhões de empregos gerados na sua gestão.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

E ano que vem, hein?

Aí na última semana tivemos mais novela do Senado, que depois virou novela do PT. A Comissão de "Ética" absolveu Sarney, Mercadante não gostou e pediu pra sair da liderança do PT, Lula deu um pito e Merca voltou atrás. No meio disso tudo, Marina Silva sai do partido e como até minha vó já sabe a essa altura, ela é potencial candidata à presidência, provavelmente pelo PV.

Sem cair no clichê "o PT se vendeu", acho que essa parada foi o segundo grande baque do partido em sua história, sendo o mensalão o primeiro. Na eleição presidencial de 2006, eu achava complicado Lula se reeleger por causa do babado anterior, mas deu no que deu. Daí é fácil pensar agora que o Sarneygate vai complicar a candidatura de Dilma, ainda mais tendo Marina como rival, mas a essa altura não sei mais de nada.

Eu acho, acho, que a eleição do ano que vem bem mais difícil que a de 2006. Primeiro: não é mais Lula a candidata, e sim Dilma, e contra ela pesam fatores como: ser nova nessa brincadeira de presidente; não fazer o PAC emplacar, tanto na prática quanto nas mentes das pessoas; a doença dela, que pode eleitoreiramente ser boa ou ruim, a saber; esse caso da secretária da Receita queimando um pouco mais o filme dela; e o temperamento explosivo.

Segundo: os rivais de Dilmão vão ser pesados. Além de Marina - que tá cheia de sangue nos óio para aporrinhar Dilmão na campanha e terá o meio ambiente (que tá na moda) como plataforma de governo - há ainda Serra, que definitivamente não é o Serra de 2002. O período como governador de São Paulo deixou o sr. Burns brasileiro bem mais cheio de munição para divulgar (lei antifumo-mo-mo-mo...).

E se a pendenga Globo x Record continuar, aí que teremos uma eleição caprichada. Parece não ter nada a ver com resto, mas terá sim. Como, eu não sei, mas nada nesse mundo conspirador é por acaso.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Twittar ou não twittar?


Ilustra do Kemp (enviado pelo @comunicadores), mas peguei no Blog de Tas

Estou chegando atrasado no assunto a essa altura, mas enfim, quem se importa? Afinal, como bem filosofou Flávia: "as coisas aconteciam assim tão rápido, antes do Twitter? Difícil acompanhar o mundo depois de uma manhã offline".

Até deviam acontecer, mas confesso que o Twitter se tornou, parafraseando o filme lá, um vício frenético que às vezes deixa esse mundo ainda mais difícil de se assimilar. Continua divertido e não consigo não ler as atualizações, mas o processo de avacalhação e "orkutização" tá à toda.

Você já deve ter sabido do micão das celebridades tentando se tornar trendsetters de Twitter com a ajuda de Ashton Kutcher; e se não soube, clica aí e deixa de ser desinformado.

Já deve saber da tal tag #forasarney que eles e outros "Che Guevara de mouse" (termo excelente que, claro, li no Twitter) estão tentando emplacar para fazer (cof!) pressão em cima do bigode. Marcaram via Twitter uns protestos; e por ter sido coisa de Twitter, lógico que os protestos iriam baleiar.

E quer rir mais? Lê aí o mimimi de Tico Santa Cruz, que vamos admitir, pelo menos foi o único que teve a "coragem" (?) de conferir in loco um dos "protestos".

Agora quer chorar? Toda essa bagaceira pra Lula e Sarney rirem da gente.

Assim... sei que nossa geração é um lixo em se tratando de consciência política, mas pior que isso é fingir que tem essa consciência e achar que o maranhense gente boa vai deixar a mamata só por causa de uma tag de Twitter. Pode até fazer a tag, mas não fique só nisso.

Quer mesmo começar alguma coisa? Vai ler jornais (no plural; não fica só com o "JN" e "Veja") e discutir o assunto na escola, trabalho ou no bairro (ao vivo, não só no Twitter, preguiçoso!), para pelo menos saber por que tá protestando. Vai pra Brasília e faz umas perguntas boas na cara do bigode, sem medo de cascudo de segurança. Manifeste-se sobre isso se Lula aparecer publicamente na sua cidade. E o mais importante: não vote nos ladrões no ano que vem.

O assunto ainda não esfriou e vamo ver se ele sai mesmo. Mas cuidado que esses caras são que nem a mosca de Raul Seixas: mata-se um e vem outro no lugar ainda pior.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

É só um pedaço de papel

Eu ia escrever alguma coisa bem quilométrica aqui pra falar do fim da obrigatoriedade do diploma para jornalistas, mas como já tagarelei demais no Twitter e recebi algumas respostas interessantes, então vou fazer uma coletânea.

Só um detalhe: a minha "indignação" com o assunto é parte verdade, parte exagero "cômico". Ainda há muito a ser discutido e eu mesmo não estou com uma opinião 100% formada sobre o assunto.

[a discussão antes]

@tcordeiro O diploma de jornalismo não é mais obrigatório p/profissão. Ainda bem. Discorda? leia: http://migre.me/2qHx via@carvoeiropat #diploma

@inagaki RT @msoares: "... isso que eu acho do povo que diz 'ai, joguei 4 anos fora', 'gastei um carro zero'. Pô, estudaram ou COMPRARAM CANUDO?"

@zenzi não sei por que tanto drama com a queda do diploma de jornalismo. quem é realmente competente vai ter emprego, com diploma ou não.

@mateusmcb @zenzi também sou a favor Zenzi, mas de certa forma eu entendo o desespero da classe, é uma profissão já de pouquíssimas oportunidades.

@badalhoca RT @desobediente RT: @samadeu O fim do diploma para exercer a profissão de jornalista é um avanço para a comunicação...

@badalhoca hahahaha RT @jonaslopes O chato de o diploma ter caído é que com certeza vão querer falar só disso com o Gay Talese na Flip.

@maritramontina Quer dizer, então, que agora eu não tenho direito nem a cela especial? Que só tenho segundo grau?

@rodflores Caro ministro Cezar Peluso: pode votar contra, mas também não precisa esculhambar com a profissão, né?

@trasel Caiu o diploma. Não acho o fim do mundo, mas irrita terem tomado a decisão com base em argumentos equivocados.

@alesie Fim da exigência do diploma de jornalismo aprovada pelo STF (via @camilorocha). Bora queimar vossos diplomas, jornalistões!

@marcelohessel #diploma bom, vou dar meu testemunho... nada das muitas coisas que aprendi na faculdade de jornalismo tinha a ver com a profissão.

[aqui eu me enxeri]

Eu: Quero ver os twitteiros aí defendendo o fim do diploma se os filhos deles perderem vagas pra uma redação cheia de contadores e enfermeiros.

Eu: Até acho válido gente de qualquer profissão fazer notícia. Mas se diploma agora não serve pra gente, por que serve pras outras profissões?

@thethales @mpadrao, se um filho meu escrevesse pior que um engenheiro ou enfermeiro, seria justo perder a vaga. E ainda tomava uns cascudos.

@lubalduino @mpadrao, imagine uma redação cheia de cozinheiros! Hahahaa

eu: @thethales hehe, pô, eu devo escrever pior que um monte de empresário. mas o que tá em jogo é educação x corporativismo.

Eu: @lubalduino o povo vai pegar aqueles monitores velhos pra transformar em panelas :P

@thethales @mpadrao, acho que ainda é muito cedo pra dizer como as coisas vão acontecer. As próprias empresas podem criar regras etc. Vamos esperar.

Eu: Vou mudar de profissão. Preciso de diploma pra ser deputado? Não, né? Isso explica muita coisa.

Eu: Por outro lado, isso talvez dê uma melhorada nas universidades de jornalismo também, pra poderem superar a concorrência maior.

@jarmesong @mpadrao Deputados são diplomados após a eleição. Não que isso valha de alguma coisa, né... :P

@zenzi @mpadrao contadores e enfermeiros melhores do que jornalistas formados? total apoio.

Eu: @zenzi com o fim do diploma, é capaz dos alunos das faculdades com diploma vão acabar escrevendo melhor mesmo.

@frufru @mpadrao pra publicitário nunca serviu. e a gente não tá aí fazendo mimimi. :P

Eu: @frufru pô, eu apóio diploma pra publicitário também. e pra radialista, que é o lado mais marginalizado da comunicação.

@frufru @mpadrao que nada. tô aqui trabalhando, todos os meus amigos tão. e tem mil ótimos publicitários formados em outras coisas. relaxa.

Eu: Pra resumir: na prática, eu acho diploma meio inútil há tempos tb. mas acho que ou todas as profissões têm diploma, ou nenhuma deve ter.

@frufru @mpadrao é, aí vão começar a existir médicos e engenheiros sem diploma? nenhum sentido.

Eu: @frufru apóio, ué. quem escreve bem também sabe fazer casa e abrir estômago. na dúvida, o google ensina.

[eu e outros já esculhachando]

Eu: Tá bom, sem uso ele não fica. Vou pintar uma bandeira do Brasil no meu diploma pra usar na Copa de 2014. Ha haai.

@jarmesong Já que esse diploma não me servirá mais de nada, vou fazer um origami com ele.

@maritramontina Ok, parei de mimimi. Estou fumando meu diploma na redação.

@maritramontina Curso instantâneo via-twitter de lead, sublead e suíte. Vagas abertas para cozinheiros, médicos, engenheiros e advogados. Tratar aqui.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Raio X do "BBB 9"

Bom, o mundo gira com acontecimentos sem importância como Sarney por cima da carne seca virando presidente do Senado - ou seja, Sarney sendo Sarney; um ex-deputado colombiano refém das Farc libertado; a italiana que vai sofrer eutanásia; o italiano "gente boa" que o governo brasileiro insiste em proteger enquanto ignora a morte nas ruas de muita gente boa (sem aspas)...

...mas não tem jeito. Depois de sete anos resistindo, fui finalmente infectado pela praga do "BBB", como falei antes. Daí resolvi fazer uma atualização do que estou achando do programa e dos participantes. Segura na mão de Deus e lê:

  • O programa: Depois da queda do muro que separava a casa, pensei que aconteceria algo parecido com "A Favorita", quando falaram que Flora era a vilã: acabou-se a inovação e vamo voltar a levar tudo no piloto automático. Mas não. O Big Fone - criado no ano passado, eu sei - tem sido uma forma bem eficaz de trazer caos ao jogo, distribuindo benefícios e castigos aleatoriamente.

    E claro, o quarto branco. Quando vi pela primeira vez, achei que seria um lance mais torturante ainda, com aquela sirene tocando alta a cada cinco minutos. E acho até que Boninho tinha, mas pensou dois segundos no mar de ONGs de direitos humanos enchendo o saco dele e só deixou a sirene como enfeite mesmo. Voltando ao quarto, o primeiro uso dele foi ótimo, pois eliminou praticamente duas pessoas da casa, que ficou bem cheia depois da entrada de duas pessoas da bolha. E sim, a bolha acho que ficou marcada como a idéia mais nhé desta edição.

  • Os participantes: Em ordem alfabética.

    * Alexandre: a mosca morta da casa. Quando saiu, falou que tinha definido uma estratégia de jogo, mas nem deu para perceber. Acho que era "ficar de boa com todos", mas não adiantou. E também teve o azar de ir ao paredão com duas pessoas mais carismáticas, Max e Priscila (falo mais deles abaixo). Ah, e não assumiu, nem com o papo de crisálida de Bial.

    * Ana Carolina: na minha opinião, a mais mala de todos, ocupando o posto que um dia foi de Naiá. Mas não confundam maletice com vilania. Ela força uma barra tremenda nas brigas dela com Newton, mas no fundo, ela é inofensiva no jogo. Pelo menos as loucuras patricínhicas dela causam alguma celeuma na casa, o que anima o programa.

    * Emanuel: não sei se a bolha apagou a personalidade das pessoas, mas fora o fato de ter virado o peguete de Priscila - e mais por iniciativa dela - ele simplesmente não faz nada. É um nada.

    * Flávio: um dos meus preferidos. Amigão total de toda a galera (praticamente não tem inimigos na casa), tem um senso de humor dos bons, mas também dá a real quando os problemas aparecem. Acho que não vai ganhar principalmente porque ficou solteiro na casa, mas espero que dure um bom tempo ainda. Se por um milagre Max sair, acho que ele levaria o prêmio.

    * Francine: mesmo antes da saída de Michelle, virou a minha "sister" preferida. Além de muito bonita, o jeitinho maluquete dela faz meu tipo. Só perdeu pontos por ficar no queijo com Max por causa da "pessoa lá fora", um clichê básico do "BBB" que talvez seja também uma estratégia "Rafinha" de jogar. Ainda assim, gosto dela.

    * Josiane: pessoa legal e pá, mas é outra "nada" que veio da bolha. O romance dela com Newton periga ser um dos mais trash da história do "BBB", mas até ela está se ligando nisso e acho que vai dar graças a Deus quando ele sair.

    * Léo: desde o início um dos mais fracos do jogo, e só não saiu antes porque foi para o lado B. Mas não deu para entender a dele. Entrou em uma paranóia de que estava tomando as decisões erradas e sendo visto como vilão pelo público, mas o coitado deve ter ficado decepcionado quando saiu, pois ninguém estava nem aí para ele até virar o "coitadinho do quarto branco". Sairia em branco se não fosse por isso. Mas era um cara legal, o único que tinha ouvidos para as sandices de Norberto.

    * Max: até aqui, ele é o cara do milhão. É o "novo Alemão": jogador assumido, mas bem no estilo "fair play". E o engraçado é que ele foi vendido ao público como o cara-que-se-acha (nisso pelo menos acertaram) e pré-candidato a vilão, mas na casa não foi bem assim. Faz macaquices com Flávio que fazem a festa do povo da edição - e confesso que me divirto com eles também -, e esse romance sem beijos com Francine eu fico até com pena, porque até acredito que ele tá (um pouco) a fim dela. Mas depois ele ganha o milhão, eles "acabam" (?) e a vida segue.

    * Michelle: a "Grazi" desse ano se ferrou porque foi com o paredão com Max e Pri (karma dos pernambucanos?), e até o povo da casa ficou meio mal de ter votado nela, mas é a sina do primeiro paredão: a pessoa não teve tempo de fazer nada e sai só porque não foram com a cara. Pena.

    * Milena: ponto fraco: é uma das mais feias. Ponto forte: é uma das mais animadas. E a amizade dela com Priscila e o namoro com Ralf a fortaleceram. Mas não ganha, acho.

    * Mirla: ponto fraco: é uma das mais apagadas, e ficou mais deslocada ainda quando todos os amigos dela na casa (Michelle, Alexandre, Léo) saíram. Pontos fortes: assim como Flávio, não tem grandes inimigos, não entra em barracos e é muito solícita nas tarefas da casa. Pode durar bastante, mas não sei se ganha.

    * Naiá: é oficialmente a "figura" do "BBB", para o bem e para o mal. Tem aqueles tiques de gente velha que dependendo do momento, irritam profundamente (as delcarações anti-minorias dela, wtf?!), dão peninha ou você até se identifica. Ela morrendo de chorar com "Sandra Rosa Madalena" já foi um momento clássico deste ano. Só que a "netinha" dela, Ana Carolina, virou a mala-mor, como falei acima, e eis que Naiá hoje é aceitável como personagem divertido da casa.

    * Newton: esse negócio de vilão do "BBB" é um troço complicado. Antes de gostar disso, eu sempre achei que as pessoas já entram lá com papéis pré-formatados: herói, vilão, piranha, etc. E ainda acho isso. Se o cara se recusa a fazer o papel, a produção/edição dá aquela forcinha. E aí temos Newton como vilão. O cara é mala? É. Jogador demais? É. Machista e se acha? Sim. Mas é um cara feladaputa? Não sei. Vejamos: ele diz ter entregue a prova do líder para Emanuel falar com o filho (ou ele estava cansado mesmo e não queria assumir isso); as brigas com Ana sempre começaram por causa das provocações dela; apesar de levar Léo ao castigo (lembrem que ele e Ralf eram amigos dele, foram convidados por ele para a sessão de cinema do líder), o cara nao sabia que era um quarto branco fechado, e tampouco que valia eliminação sem o público votando. E aí? Aí que não gosto dele, o povo na casa não gosta, o público também não, mas ainda acho injusto nego virar vilão sem que as pessoas entendam melhor a conjuntura toda.

    * Norberto: no início acreditei que ele poderia levar o prêmio, mas se deixou levar demais pelo jogo. Nem achei a decisão dele emparedar Max uma trairagem, pois entendi bem o que ele queria: ele deve ter sentido que Max voltaria do paredão - o que aconteceu - e de fato votar em alguém do lado A no dia que os conheceu seria um lance meio injusto. Mas ele cometeu outros erros, como se insinuar demais para as meninas (constrangedor) e não curtir muito as festas. Foi se isolando e deu no que deu. O que Léo tinha faltando Nonô tinha em excesso: auto-confiança.

    * Priscila: já é mais que óbvio que ela é a bunda oficial do "BBB 9", mas não acho que seja só isso. Ela é fiel aos amigos do lado B, tem um papo muito direto, e até o lance com o mané do Emanuel, por mais jogo que seja, vejo também como uma carência/carinho real dela. Não vai ganhar porque o público da Globo é o público da Globo - e as pessoas sabem que as gostosas já saem da casa no lucro por causa das revistas masculinas - mas é uma das personagens mais legais deste ano.

    * Ralf: depois de Max e Newton, é o maior jogador. Mas tem um estilo mais instintivo e menos cerebral que os outros dois. Fiquei com pena porque levou fora de Michelle e teve que se contentar com a feiosinha da Milena, mas enfim. O cara é legal, talvez seja hoje o meu preferido do ex-lado A.

    No mais, parabéns ao programa por ter finalmente escolhido um elenco heterogêneo que sai (um pouco) do esquema Playboy-G Magazine de antes e que está apimentando os acontecimentos do programa sem perder a mão.

    Beijo, continue espiando!
  • segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

    Já vai tarde demais


    O que podemos dizer no apagar das luzes dos oito anos em que o mundo aguentou George W. Bush?

    Que ele ficou lendo historinha infantil após receber a notícia do maior ataque em solo americano desde Pearl Harbor? Que ele declarou guerra contra dois países do oriente que nos anos 80 eram aliados dos EUA, quando o$ vento$ eram mais favorávei$? Que inventou uma desculpa nunca provada para invadir o Iraque só para matar Saddam? (ok, Saddam mereceu, mas os milhares de iraquianos mortos antes dele não) Que mesmo após fazer o mais difícil, ainda quis ficar lá sendo a babá do Iraque e por isso a democracia não se instaurou no país até agora? Que alguns outros soldados americanos pagaram o pato e morreram sem muito motivo nas retaliações das milícias iraquianas?

    Que nunca assinou o protocolo de Kyoto só porque acreditava que a economia estadunidense sofreria com isso? Que nem assim a economia se salvou, o país caiu na maior crise desde 1929, e por isso outras economias sólidas foram arrastadas pela onda? Que nunca quis saber de biocombustível porque a família texana vive do petróleo que fode o meio ambiente e vai acabar com a raça humana? Que teve uma secretária de Estado que mais parecia uma Margaret Thatcher pós moderna, que não tá nem aí para os civis que morrem na "guerra ao terror"?

    Não vamos perguntar nada disso, né? Afinal, ele está de saída e apontar os erros dos outros em uma ocasião dessas é muito feio.

    Vejamos os pontos positivos, pelo menos: a carinha de sonso de Bushinho vai entrar para a história como a do prsidente que quase levou uma sapatada bem levada na cara, e que apoiou um senhor veterano de guerra que prometia ser mais reacionário do que ele, mas que felizmente não foi páreo para o Super-Obama.

    A vida e obra de George W. Bush são um recado para aqueles que acham que atrocidades humanas como Adolf Hitler são impossíveis de serem repetidas. "Jorge W. Moita" não só manteve um pouco do legado, como ainda foi reeleito democraticamente por mais quatro anos. Essa acho que nem Hitler conseguiu.

    Agora, torçamos para que o mundo finalmente se recupere dos destroços de sua insanidade. E nem precisamos esperar pelos milagres do messias Obama para tal. Vamo trabalhar!

    sábado, 17 de janeiro de 2009

    Falando em "Big Brother"...

    ...depois de matar 1.160 sujeitos, ferir 5.500 e soltar míssil até em escola da ONU, Israel decide votar trégua aos ataques em Gaza.

    Éééé, amigo, reality show é isso aí. Fico aqui pensando: não seria lindo se o Hamas daqui a uns anos comprar do Irã uma bomba atômica no capricho e soltar bem no meio de Jerusalém?

    (Ok, isso não seria lindo, mas vocês entenderam)

    terça-feira, 6 de janeiro de 2009

    2009 chegou, e aí?

    Estamos no sétimo dia do ano e já tem uma fila de coisas pela frente:

    Reforma ortográfica (RIP trema!), reforma tributária (um dia sai!), novas regras do Detran (ficou mais caro e mais difícil virar um fornecedor de "tocos" dos guardas de trânsito), Ronaldo no Corinthians (como goleiro ou como bola, você escolhe), o Sport tetracampeão pernambucano (e com boa campanha na Libertadores!), os filmes de "Watchmen", "Wolverine" e "Transformers 2" (tô mais ansioso por esse último, apesar de Michael Bay), João da Costa como prefeito do Recife (boa sorte), Obama mandando no mundo ("yes, he can!"), os candidatos a defunto famoso do ano (Amy? Michael Jackson? Patrick Swayze? José Alencar? Steve Jobs? N.D.A.?)...

    .... Israel desde já matando e morrendo (mais matando), Jesus loves Madonna (quanto tempo dura?), mais desastres naturais acabando com o mundo aos poucos (as nuvens de MG e SC ainda não desistiram), o que vai acontecer a Flora (por mim ela iria até a Índia sabotar a próxima novela), os novos "instant celebrities" do "BBB" (essa incansável fábrica de fatos relevantes, cof!), as próximas bandas hype (sempre aparecem boas e ruins), o terceiro disco do Franz Ferdinand (nice!)....

    ... o retorno de "Lost" e "24 Horas" (high five!), o ano dois do "CQC" ("olha isso!"), a espera pelo anúncio dos shows de Paul McCartney no Brasil (algo tipo o retorno de Cristo - o original, não o de Madonna), Kraftwerk abrindo para Radiohead (e Florian Schneider já estilou e pediu as contas), B-52's e AC/DC também vindo para cá (mas só eu pretendo ir ao show deles, até agora), a internet 3G ficando melhor e mais barata (adeus, cabos), o Brasil de novo NÃO ser indicado ao Oscar de filme estrangeiro (e de novo os Barretões sobrarem)...

    ... isso fora os eventos pré-marcados desde que o mundo é mundo, como Carnaval, a Páscoa, os aniversários de pessoas queridas, São João, Dia das Mães, Pais e Crianças, Finados, Natal, Ano Novo, tudo de novo.

    E fora as coisas que esqueci ou que hão de acontecer e ninguém previa.

    É, 2009 promete.

    terça-feira, 30 de dezembro de 2008

    Retrospectiva MPadrão 2008


    "Os fatos maaais marcantes, do Brasil e do Mundo!"


    Bom, sem mais delongas, seguem os vencedores antes que o ano - e o mundo - acabe. Lembrando que:

    * A lista é de total (ir)responsabilidade e (in)competência deste que vos tecla, por critérios parcialmente e/ou totalmente subjetivos

    * Muitos prováveis erros de julgamento de minha parte podem vir de minha parcial e/ou total falta de conhecimento sobre o assunto. Mas isso torna a lista mais sem noção, e por isso, mais divertida, a meu ver

    * Em itálico, meus comentários sobre a escolha em questão

    Disco

    Melhor: Accelerate, R.E.M. - o bom retorno de uma das melhores bandas pop, e novamente sintonizado com a política

    Pior: nenhum - não que não tenha havido discos ruins, eu é que ouvi poucos discos este ano. Mas é possível que o Chinese Democracy do Guns n' Roses estivesse aqui se eu tivesse tentado

    Canção

    Melhor: "Living Well Is The Best Revenge", R.E.M. - a primeira música do Accelerate e a mais matadora

    Pior: "Dull Flame of Desire", de Björk e Antony Hegarty - ainda acho que Björk tem salvação, pois eu gostei de "Earth Intruders", do último disco. Mas essa música é ruim de doer

    Menções honrosas: "Single Ladies", Beyoncé; "I Kissed a Girl", Katy Perry; "That's Not My Name", The Ting Tings - músicas "chiclete" muito boas, todas ao seu modo

    Clipe

    Melhor: "Pork And Beans", Weezer - tem coisa mais nerd que vídeo de internet? O Weezer sempre honra a nossa categoria com classe

    Pior: "Time To Pretend", MGMT - eu gosto muito da música e da banda, mas o clipe é uma bosta

    Show

    Melhor: R.E.M. - não foi como em 2001, claro, e me negaram um setlist mais roots, mas não tem parelha pra eles ao vivo

    Pior: Wilson Sideral, na abertura pro R.E.M. - precisa explicar? Hahaha

    Banda/Artista musical

    Melhor: R.E.M. - lançaram disco bom, foram um dos mais engajados por Obama, vieram ao Brasil de novo, e ainda usaram as redes sociais para mobilizar os fãs a gerar conteúdo sobre a turnê. Mestres!

    Pior: acho que Mariah Carey - só porque Whitney Houston não lançou disco novo

    Menção Honrosa: Ting Tings e Katy Perry - acho que Katy tem potencial para (clichê de crítico musical mode on) ser para esta década o que Madonna foi nos anos 80 (mode off). Mas também pode só virar uma "one hit wonder"

    Menção desonrosa: Nove Mil Anjos - vai dormir, Júnior!

    Filme

    Melhor: Ensaio Sobre a Cegueira - Meirelles matando a pau, elenco muito bom, história envolvente

    Pior: Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal - acabou sendo bastante decepcionante e dispensável

    Menções honrosas: Rebobine Por Favor, Batman - O Cavaleiro das Trevas e Homem de Ferro - o latoso me surpreendeu mais positivamente, principalmente por causa de Robert Downey Jr. e dos excelentes efeitos. E Jack Black + Gondry só podia sair coisa boa

    Ator/Atriz

    Melhor: Julianne Moore - talvez a melhor atuação da carreira dela foi em Ensaio, e olha que isso é páreo duro

    Pior: Cate Blanchett - Proposital ou não, ela foi tosca além da conta no Indy

    Menção honrosa: Heath Ledger e Aaron Eckhart - não é porque ele morreu, o cara foi fodão mesmo como o Jóker. E Eckhart foi igualmente incrível como Duas Caras mas foi muito pouco lembrado

    Notícia musical

    Melhor: As gravadoras desistindo de processar usuários de mp3 - é uma batalha vencida, mas vamos ver o que essa guerra tem pela frente

    Pior: A crise criativa na música brasileira - fala sério, qual foi o último compositor da MPB minimamente interessante? Zeca Baleiro?

    Notícia de cinema

    Melhor: o retorno dos bons filmes de heróis - a trinca Batman, Homem de Ferro e Hellboy; este último eu não vi, mas minha filha nº 2 viu e achou muito bom

    Pior: a demora do IMax em chegar ao Brasil e os preços altos dos cinemas

    Notícia nacional

    Melhor: a Lei Seca - vários mortos a menos, menos prejuízos materiais... mas tem gente que ainda fala mal, né?

    Pior: enchente em Santa Catarina - e vem mais por aí - ler mais embaixo

    Notícia mundial

    Melhor: A eleição de Obama - histórico desde já

    Pior: As catástrofes naturais como o tremor na China, enchente em Mianmar, nevasca nos EUA - e só vai piorar enquanto continuarmos com carro a gasolina, sem reciclar lixo, poluindo as águas...

    Menção desonrosa: os bombardeios em Gaza no fim do ano

    Programa de TV

    Melhor: CQC - difícil fugir do óbvio, mas é isso. Foi o ano deles

    Pior: Superpop - enquanto existir Luciana Gimenez, será esse

    Menção deshonrosa - A Tarde é Sua - só pelo que Sônia Abrão aprontou no caso Eloá

    Notícia de informática

    Melhor: surgimento da rede 3G - em breve, ligações no celular com vídeo, estilo Jetsons

    Pior: alta do dólar - deixando os gadgets caros ainda mais caros

    Blog

    Melhor: Melhores do Mundo - acho que não teve um dia que eu não acessei. Só os dias que não fui à internet

    Pior: nenhum em especial - mas essa polêmica de posts pagos tá enchendo muito

    Vídeo da Web

    Melhor: Dança do quadrado - a essa altura já perdeu um pouco a graça, mas na época era muito engraçado

    Pior: Zileide Silva perdida no Jornal Hoje - ok, é engraçado, mas um pouco ela-não-precisava-passar-por-isso

    Notícia econômica

    Melhor: a redução do IOF e do IPI - impostos menores é sempre bom, na minha opinião; mesmo que a gente não seja dono de montadora, a gente vai poder comprar carro mais barato depois

    Pior: a crise misteriosa - beleza, existe uma crise, mas o pior da crise é a falta de informações claras sobre ela, como tudo que é economia, aliás

    Notícia esportiva

    Melhor: Sport campeão da Copa do Brasil - Cielo? Maureen? São Paulo hexa? Pff. Viva o Leão, porra!

    Pior: a má fase da Seleção Brasileira - e aí, Dunga?

    Mulher * depois da esposa, claro. Beijo me liga!

    Melhor: Megan Fox - não apareceu em filme nenhum, mas ainda colhe o que plantou em 2007 com Transformers, fazendo o melhor ensaio de revista do ano

    Pior: Amy Winehouse - a tribufu do pop segue muito feia

    Menção honrosa: Britney Spears - voltou a tomar os remedinhos em dia e ficou pegável de novo. Nice!

    Morto

    Melhores: Arthur C. Clarke, Rick Wright, Mestre Salu, Dercy, Heath Ledger - tem mais aqui

    Pior: Marcelo Silva - sem piada com a morte do cara, que não deixou de ser deprimente. Mas em vida o cara era meio baixo astral também, hei de convir

    Micos

    Nacional: Ronaldo e os travecos - parece nome de banda tosca -, o padre dos balões e o Bloc Party no VMB

    Internacional: a sapatada em Bush - o pior foi o iraquiano não ter acertado - e o Chinese Democracy - era legal enquanto era piada; quando lançou, Axl explicou a piada e perdeu a graça

    Séries de notícias mais 'táqueopareu'

    Caso Isabella Nardoni, caso Eloá, Madonna no Brasil e Mallu Magalhães - os crimes são hediondos, ok, mas mais hediondo é o mundo cagar e andar para as outras milhares de mulheres e crianças mortas pelo país. A Vera Fischer do pop por mim não volta aqui nem tão cedo, e a Maísa do pop rendeu tanta falação pró e contra que já encheu o saco de filó (expressão mais velha que a própria Madonna)

    Fato da minha vida

    Melhor: o casamento e a mudança para São Paulo

    Pior: ficar seis meses sem perspectiva de emprego

    Menções honrosas: o DVD player novo com videokê, e o Persépolis que ganhei, em um ano que li muito pouca HQ

    ***

    A seguir: mensagem de adeus a 2008

    quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

    Jack e Axl de volta


    Mais atrasado que véia em canoa e a menstruação de Sandy, eis que falo do filminho 24: Redemption, exibido pela Fox no último dia 23 de novembro.

    Como o assunto é velho mesmo e estou com preguiça, sugiro você ler antes este texto, pois o cara teve uma impressão muito parecida com a minha.

    Ou seja: sim, o telefilme é muito bom e cumpre bem a função de ser uma excelente introdução/retorno ao universo de 24 Horas. Discordo do texto quando diz que o recurso do tempo real está batido. De fato, no filme ele foi bem fútil, pois a fluência da ação pouco diferiu de um filme de ação convencional.

    Mas na série, que absorve o tempo fictício de um dia inteiro, eu ainda vejo o recurso como indispensável. Tipo, você saber que cada horinha daquelas influencia no todo, que cada minuto ganho por Jack é importante, etc.

    Outra coisa legal foi a versão "Hillary Clinton" de 24 Horas. A atriz Cherry Jones me pareceu uma ótima escolha e mandou muito bem. Claro que seria muito mais impactante para a série se Hillary tivesse sido a escolha democrata no lugar de Obama, e em seguida se tivesse vencido a eleição. Mas como a mulher será a secretária de Estado do negão, a futurologia de 24 Horas mais uma vez entrou em sintonia com a realidade. É uma das coisas que fazem a série ser tão idolatrada e analisada.

    Eu também não curti a ausência de Chloe O'Brian, mas é compreensível, pois a história do filme não a contemplava mesmo. Tô com saudades da nerd mal humorada.


    No mais, dia 11 de janeiro a série volta e vamos ver como vão explicar esse retorno de Tony Almeida. Como diria Jack: "Damm it!"

    **********

    Não tenho muito mais comentários sobre o enfim lançado Chinese Democracy, da minha primeira banda favorita e hoje moribunda Guns n' Roses. Só achei que Axl Rose foi um safado. Por acaso ele não desconfiava que lançar esse disco teria uma influência no continuum do espaço-tempo?

    Oras, por que vocês acham que Santa Catarina afundou na chuva? Como é que a superpotência econômica chamada Estados Unidos entrou em crise? Por que o ex-marido de Susana Vieira morreu? Por que choveu às pencas no Rio e por isso Madonna escorregou no palco? Por que Dado Dolabella agrediu alguém? (ok, pula essa) E oras, por que o gayzinho de A Favorita resolvou virar hetero?

    Ora, tudo porque Axl lançou Chinese Democracy!

    domingo, 23 de novembro de 2008

    Corrão


    Chloe? Chloe, it's Jack! Are you on a secure line? No? DAMMIT! Whatever! Listen to me. Put me through to the White House. No. This is not an option. I need to tell president Obama the truth: I'm back on this Sunday, on Fox. Yes, it's my first movie on TV, and I need to find and torture the terrorists who catch me for the last 18 months as soon as you can. I'll call you back. Keep me posted, Chloe, you're my only chance. Bye!

    terça-feira, 18 de novembro de 2008

    Everybody here comes from somewhere


    Foram muitas emoções, muita informação e vamos ver como digo isso.

    Como eu disse antes, eu tinha certo receio por este "reencontro de amigos". Não porque eu não gostava mais deles, muito pelo contrário, mas justamente porque 2008 não é 2001, com tudo de bom e de ruim que essa afirmação implica.

    O que eu não disse - ou não deixei claro -, é que para piorar, seria um reencontro "incompleto". O R.E.M. fez dois shows em São Paulo na semana passada, mas o papai aqui só teve grana para ir em um. Escolhi o do dia 10, da segunda-feira.

    Eu tinha sim uma certa expectativa pelo show. Sabia que seria um show ótimo, mas com base no Rock In Rio de 2001, eu fantasiei este setlist ideal para esse show de 2008, como um contraponto de primeira linha ao de 2001. E ficaria meio puto se na terça eles tocassem músicas mais legais que na segunda.

    E foi o que aconteceu. Quer dizer, mais ou menos isso.

    Por enquanto, vamos nos ater ao show que eu vi

    Começou com "Living Well Is The Best Revenge", que abriu todos os shows. Ok, grande música, introdução instigada. Galera delirando, eu incluso. A segunda foi "What`s the Frequency, Kenneth?" e aí... é, legal, né? Mas essa também foi a segunda música lá no Rio em 2001, tio Stipe...

    A terceira foi "I Took Your Name". Além de ser do Monster, disco que ignoro um pouco, é uma música bem chatinha. Morguei um pouco mais.

    No geral, tocaram cinco músicas do "Accelerate"; belê, é a turnê do disco e tal, e ainda bem que é um bom disco. Mas tocaram NOVE músicas do setlist lá do Rio em 2001. Ok, eu amo todas essas músicas, mas nove?? E ainda tocaram outras que eu dispensaria fácil, como "Let Me In", "Bad Day" e "Animal".

    Isso realmente me deixou frustrado na saída do show. Reouvir (esse verbo existe?) as músicas do Rio me passou aquela impressão de rever um filme que você achou fantástico na estréia; você sabe o que vai acontecer em seguida e por isso perde um pouco do encanto e surpresa iniciais. Até o pulinho que Stipe deu na galera em 2001 durante "The One I Love" ele repetiu, e no mesmo ponto da música.

    Por outro lado, não dá para enterrar o show por completo só por isso. E aí vamos aos pontos positivos.

    A produção de palco está muito melhor agora. O telão que fica ao fundo do palco é praticamente um integrante da banda: passa imagens do show, trechos de videoclipes, coloca mensagens perguntando se o público quer o bis, etc. Muito bonito.

    O setlist do dia 10 também deu espaço para algumas musiquinhas que são especiais para mim. São elas: "Drive", "Electrolite", "Imitation of Life", "Orange Crush", "Sweetness Follows", "Ignoreland" e a grande surpresa: "(Don't Go Back To) Rockville", antigona, do segundo disco, pouco tocada em shows.

    Todas do "Accelerate" - "Living...", "Man-Sized Wreath", "The Hollow Man", "Supernatural Superserious" e "Horse To Water" - foram bem escolhidas. Mas os pontos altos para mim foram mesmo "Imitation of Life" e "Orange Crush". Repito: "Orange Crush"!! Aqui, em vez do repeteco frustrante de um bom filme, me senti vendo os excelentes extras de um DVD duplo.

    E sim, teve as exaltações a Obama. Só alegria.

    Enfim, a banda. Michael Stipe ainda canta pra cacete - o que são aqueles sustentados assombrosos em "Let Me In"?? Peter Buck ainda é o meu guitar hero. Mike Mills continua nerdão, se garantindo no baixo e nos backings. Os caras de apoio são ótimos. O pique do grupo inteiro é intenso em todas as músicas. Não fazem tipo blasé, como o U2. Gostam de estar perto, interagir, de demonstrar o máximo prazer de estar ali tocando, por mais cansados que estejam da turnê.

    Diferentemente de muito veterano que enjoa das músicas antigas e destróem os arranjos originais em seus shows, cof, cof, Madonna, cof..., desculpem... o R.E.M. faz questão não apenas de preservar a máxima fidelidade aos arranjos, como faz bons apanhados da carreira toda em seus setlists, fazendo o esforço de encaixar aquelas "músicas de fã", não-hits que são especiais, como foi o caso de "Rockville".

    No final, ao som de "Man On The Moon", saí de lá com a sensação de ter visto um puta show, mas algo meio "agridoce", com a sensação de que poderia ter sido melhor.

    O pós-show: ressaca e desilusão

    Mas na quarta-feira acordo, ligo o micro e vejo o setlist da terça-feira. "And I feeeeel baaaaad..."

    Tocaram "Driver 8". Tocaram "Exhuming McCarthy". Tocaram "Pretty Persuasion" e "7 Chinese Bros.", ambas do segundo disco. "I’ve Been High", uma das minhas favoritas do Reveal.

    "Nightswimming". "Nightswimming". "Nightswimming".

    "Maps and Legends" e "Begin the Begin" no bis.

    E "These Days"??? AAAAAAH!!

    Foi uma punhalada.

    E para que eu tivesse certeza de que realmente escolhi o show errado para ir, também tocaram na terça "Drive", "Imitation Of Life" e "Orange Crush".

    E aí?

    Meu ex-colega de mestrado Bruno Nogueira criou uma expressão que eu gostei: "levar o show para casa". Isto é: o show que você deixou de ser diversão passageira e se tornou um momento especial, que você repassará em flashes pelos próximos dias, quiçá pelo resto da vida.

    O show do R.E.M. no Rio em 2001 com certeza foi isso. O deste ano em 2008 provavelmente será também, mas ficará manchado por essa inconveniente decepção que tive com a diferença entre os dois setlists. O "show mais ou menos que ei vi" e o "show melhor que eu não vi". Pessoas que foram nos dois dias me falaram que na segunda foi mais catártico, mas eu só acho que eles sentiram isso porque foi o primeiro show, e o primeiro é sempre mais impactante. Ou então eles só queriam me consolar mesmo.

    No mais, aproveitei neste show algo que infelizmente não pude em 2001: tirei fotos e gravei vídeos. Ruins, claro, mas valem o registro. Depois posto os vídeos, o link das fotos tá aí na antepenúltima frase.

    Pra terminar, me despeço com os dois setlists abaixo, além de uma das músicas do show de 2001 que ainda permaneceram "únicas ao vivo", já que não tocaram nesta nova turnê pelo Brasil. E cujo refrão ainda serve de pedido de desculpas por terem me "sacaneado" na pegadinha dos dois shows. Mas ainda gosto de vocês, Athens' guys.

    E é isso. Se a gente se ver de novo, nem peço mais música X ou Y: barateiem os ingressos e fica tudo beleza, pode ser?

    SET LIST DE SEGUNDA-FEIRA

    01. Living Well Is the Best Revenge
    02. I Took Your Name
    03. What’s the Frequency, Kenneth?
    04. Fall On Me
    05. Drive
    06. Man-Sized Wreath
    07. Ignoreland
    08. Hollow Man
    09. Electrolite
    10. The Great Beyond
    11. Everybody Hurts
    12. Imitation Of Life
    13. She Just Wants To Be
    14. The One I Love
    15. Sweetness Follows
    16. Let Me In
    17. Bad Day
    18. Horse To Water
    19. Orange Crush
    20. It’s the End of the World As We Know It (And I Feel Fine)
    21. Supernatural Superserious
    22. Losing My Religion
    23. Animal
    24. (Don’t Go Back To) Rockville
    25. Man On The Moon


    SET LIST DE TERÇA-FEIRA

    01. Living Well Is the Best Revenge
    02. These Days
    03. What’s the Frequency, Kenneth?
    04. Driver 8
    05. Drive
    06. Man-Sized Wreath
    07. Ignoreland
    08. Exhuming McCarthy
    09. Imitation Of Life
    10. Pretty Persuasion
    11. The Great Beyond
    12. Everybody Hurts
    13. 7 Chinese Bros.
    14. The One I Love
    15. I’ve Been High
    16. Nightswimming
    17. Bad Day
    18. I’m Gonna DJ
    19. Orange Crush
    20. It’s the End of the World As We Know It (And I Feel Fine)
    21. Supernatural Superserious
    22. Losing My Religion
    23. Maps and Legends
    24. Begin the Begin
    25. Man On The Moon