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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

2009, parte cinco


Neste ano...

... o Sport se ferrou.
... o Palmeiras também se ferrou. Especialmente Belluzzo, Muricy, Obina e Vagner Love.
... também se ferraram Tiger Woods (adultério), Romário (rolos com a lei), Daiane (doping), Popó (acusação criminal) e Michael Phelps (maconha).
... César Cielo não se ferrou. Foi recordista.
... Ronaldo também não se ferrou. Campeão paulista, do Brasil e mostrou que ainda pode jogar muita bola e continuar rico.
... o Flamengo se tornou alguma-coisa-entre-penta-e-hexacampeão. Ô Adriano, tá me ouvindo?
... o Rio abocanhou as Olimpíadas 2016, e já tem gente fazendo as contas para as obras superfaturadas.
... o Barcelona foi campeão do mundo.
... o vôlei brasileiro masculino ganhou a Copa dos Campeões.
... Felipe Massa levou uma molada na testa, Nelsinho Piquet fez o acidente planejado (em 2008, na verdade) e Jenson Button ganhou a Fórmula 1.
... o Brasil descobriu vai encarar Coreia do Norte, Costa do Marfim e Portugal na Copa 2010.

... com uma piada, Robin Williams mostrou o quanto os brasileiros são atrasados no quesito autocrítica.
... o dramaturgo Mário Bortolotto levou muita bala mas não morreu.
... Fernanda Young voltou com uma antiga e ocasional tradição da "Playboy": a mulher feia.
... Courtney Love perdeu a guarda da filha. Por que será?
... contrariando todas as expectativas, Jesus Luz continuou como peguete oficial de Madonna.
... Gisele Bundchen e Dado Dolabella casaram e tiveram filho - não um com o outro, com seus cônjuges. Deborah Secco casou e não convidou ninguém. Adriana Lima só teve filho, assim como Ivetão, Heidi Klum, Fernanda Rodrigues, Roberto Justus, Claudia Leitte...
... Rihanna levou uns tapas de Chris Brown, e não satisfeito voltou a ficar com ele. Mas depois tomou juízo e acabou. Ele foi condenado pela Justiça.
... Paola Oliveira roubou o marido de Thaís Versoza.
... Oprah Winfrey anunciou que vai acabar o programa em 2011.
... Jack Bauer cabeceou um estilista.
... Luciana Gimenez e Adriane Galisteu trocaram beijinhos. Tudo pela (cof) paz.
... Felipe Dylon ganhou dreads e Amy Winehouse botou peitão.
... Wanessa Camargo não quer ser mais Camargo.
... Joaquin Phoenix ficou barbudo.
... Megan Fox continuou gostosa e falando muita bobagem.
... Christian "Batman" Bale deu piti.
... Rafael Ilha endoidou de novo.
... Roman Polanski foi pego na Suíça.
... Tom Cruise, Stallone, Madonna e Hugh Jackman deram um rolê pelo Brasil.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

2009, parte dois


Neste ano...

... Michael Jackson morreu. Não era mais o "Thriller" da vida real dele, morreu mesmo (ou não?) e deixou "This Is It" como testamento do que seria sua histórica turnê de retorno.
... Kanye West let Taylor Swift finish, mas a merda estava feita. A essa altura ele não deve ter tirado ainda o balde da cabeça de tanta vergonha.
... Lady Gaga usou um monte de roupa feia e umas músicas que colam no juízo até umas horas.
... vieram ao Brasil AC/DC, Sonic Youth, Iggy Pop, Primal Scream, A-Ha, Kiss, Iron Maiden, Information Society, Faith No More, Jane's Addiction, Ting Tings, Beirut, Cat Power, B-52's... a lista vai longe. Ah, e o Radiohead.
... o Rei Roberto Carlos completou 50 anos de carreira e vi um show dele, at last.
... Belchior sumiu e o "Fantástico" achou.
... as Pussycat Dolls e o Oasis acabaram.
... ninguém lançou um disco marcante. Pelo menos na minha opinião. Mas há quem diga que Animal Collective ("Merriweather Post Pavillon"), Flaming Lips ("Embryonic") e Dirty Projectors ("Bitte Orca") foram as sensações.

... a Apple deixou o iPod Nano mais legal, e a Microsoft (dizem) fez finalmente um Windows razoável com o 7.
... GPS, wi-fi e touchscreen foram o "must" dos celulares.
... inventaram uma tal de realidade aumentada que promete deixar todo mundo ainda mais na Matrix.
... os Beatles voltaram de novo. Desta vez para ensinar as pessoas a tocar de mentirinha no Rock Band, o game mais baratinho do ano. NOT!
... Street Fighter também voltou, e (dizem) em grande estilo.
... Batman não lançou filme, mas (dizem) estrelou seu melhor game: "Arkham Asylum".

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

2009, parte um


Neste ano...

... Obama ganhou Nobel, mas ninguém sabe por que foi.
... Lula foi "o cara". Sim, o cara que deixou Zelaya tirar onda na embaixada.
... o mesmo Lula disse que quer tirar o povo da merda. Se vai conseguir? Quem sabe?
... Berlusconi foi eleito rock star do ano pela "Rolling Stone" italiana para levar uma bifa na cara um mês depois.
... Dilma ficou com peruca de Zacarias, tadinha. Mais tadinhos de nós, que teremos que aguentar o carão dela nas eleições.
... o apagão de Itaipu desligou a tomada do Brasil por umas horas e a oposição chiou só para perder a moral dias depois, quando o Rodoanel desabou.
... Sarkozy continuou pegando Carla Bruni.
... Hugo Chávez ficou de mal com a Colômbia.
... ninguém quis pagar a conta para salvar o mundo na Conferência do Clima.
... Ahmadifddlrkfqfsjah se reelegeu no Irã, e Neda mórreu no Youtube.
... Aécio desistiu de ser presidente. Puxa, ninguém imaginava isso. Serra que o diga.
... José Roberto Arruda rezou no seu mensalão.
... José Alencar sobreviveu mais um ano.
... Sarney deitou e rolou.

... a marolinha passou mesmo. E Lulão posou de bonzão.
... a bufunfa do pré-sal começou a virar casa da mãe Joana entre os estados brasileiros.
... o dólar caiu. Hora de importar o Playstation.
... o IPI sumiu e agora me pergunto para quê ele servia mesmo, além de ferrar nossos bolsos.
... as Casas Bahia perguntaram ao Pão de Açúcar: "quer me comprar por quanto??".

... a gripe suína deu trabalho.
... Paula Oliveira queimou (ainda mais) a pernambucanidade mundo afora brincando de desenhar suástica na perna.
... o americano também curtiu essa de mentir e ainda envolveu a família na onda. O menino do balão deu a real na TV e sobrou pro pai.
... o vídeo de Susan Boyle, "a feia que tem voz bonita", foi o hit pentelho do ano, e salve-se quem puder da pieguice planejada do espertão Simon Cowell.
... ensino brasileiro chauvinista à parte, Geisy Arruda fez de tudo para ser a pentelha brazuca do ano, com um vestido curto na bunda e um gigante senso de oportunidade na cabeça oca.
... Serra aplicou a lei antifumo. E até que pegou.
... traficante do Rio derrubou até helicóptero.
... o Brasil encheu d'água.
... deu Salgueiro no Rio, Mocidade Alegre em SP e uma chuvona no Marco Zero do Recife.
... o Airbus caiu no mar.
... o Enem vazou.
... diploma de jornalista perdeu o valor.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

O mendigo rico


Dia desses, voltando do shopping, eu e ela nos deparamos com uma farmácia e lá paramos para comprar alguma coisa. Na porta, um mendigo pedia esmola às pessoas que entravam e saíam do estabelecimento.

Até aí, normal. Só que o cara não queria dinheiro. Queria que comprássemos um produto da farmácia para ele. Normal também? Seria, se o pedido dele não fosse... fraldas descartáveis para o filho pequeno.

Só quem é pai e mãe deve saber o quanto a invenção da fralda descartável foi essencial para a vida dele - por mais antiecológico que seja. Mas pô, será que o mendigão, um cara que supostamente precisa reutilizar ao máximo seus próprios objetos, não podia juntar trocados para comprar umas fraldas de pano e as lavar todo dia?

Pensei até no caso do barraco dele não ter água encanada, mas sei não... como o bairro em questão era o chique Higienópolis, só acho que o folgado estava pedindo um troço desses porque sabe que há quem compre.

Daqui a pouco vai pedir o que, moço? Band-aids de Hello Kitty?

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Sobre palavrões



Só agora tive a oportunidade de ver o trecho do discurso de Lula em que ele afirma querer "tirar o povo da merda".

Palavrões existem há milhões de anos. O uso de um palavrão, como o de toda palavra, é cercado de muito contexto. O que eu ainda fico surpreso é com quem se choca com o uso de palavrão nos círculos mais informais.

Claro, não sou a favor de todo mundo liberar geral, até porque isso tira a força que as palavras geralmente associadas a palavrões teriam. Talvez o "charme" dessas palavras sejam o fato delas serem "proibidas", em um sentido mais católico do que de comportamento, a meu ver.

Mas acho que o presidente não falou nada de mais. Querer tirar o povo da merda é um sentimento muito justo - se ele quer ou vai conseguir isso é outra história - e por isso não ofende ninguém, apenas a quem quer se sentir ofendido. Se ele dissesse "tirar o povo da latrina", não seria palavrão, mas o sentido seria quase o mesmo. E aí?

Na TV eu noto que as coisas estão mudando. O "Pânico" tem muito palavrão, embora com os clássicos "piis". O "CQC" muitas vezes libera o palavrão; no de anteontem, Sandy deu uma trégua à sua fama de carola, falou que queria que certas pessoas fossem "à merda", e o programa liberou. Até a ultraconservadora Globo deixou Flora, da saudosa novela "A Favorita", falar alguns "merda". E todos os casos ocorreram em horários "de adulto", como manda o figurino.

Portanto, vamo deixar nosso presida falar um inocente palavrão. Mesmo sendo ele, o que é mais um ou menos um falando que estamos na merda? Afinal, não estamos mesmo?

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

RIP Leila Lopes



Não, não vou botar o vídeo da Berenice. Coitada, não é porque era subcelebridade e atriz pornô que merece ser gongada após a morte.

E respeitemos a moça porque subcelebridade também sabe das coisas. Saca aí o CQTeste com a professorinha da novela "Renascer".

José Alencar deve estar rezando para que 2009 acabe logo.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Parabéns, campeão!

Então retiro o que disse antes porque o coitado do menino do balão aparentemente não teve culpa de nada: foi tudo uma farsa do pai para se autopromover.

Quando você acha que o cara não tem como não se queimar, mais acontece uma dessas. E quem diria que o menino é quem merece os louros por ter delatado o pai sem querer?

Paula Oliveira, aquela do caô dos neonazistas, deve estar morrendo de inveja...

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Ah moleque!


Imagine ter em casa um balão e um menino de seis anos. O balão sai voando e o menino some. Ele está lá dentro, pensam os pais aflitos. Bate aquela culpa, "eu deveria ter vigiado mais ele". Horas depois, acham o balão sem o menino. Caiu, morreu! Nunca vou me perdoar, pensam os pais...

... e esse tempo todo ele estava escondido no porão.

A culpa vira alívio e o sentimento de vergonha pela superexposição. Vai ser motivo de piada por um bom tempo na vizinhança.

História bizarra, viu? Pelo menos o padre dos balões conseguiu o Darwin Awards.

Foto do UOL; a montagem tosca é minha.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

I'mma let you finish


Em uma semana maluca dessas, deixo vocês com a página mais tosca do ano: o Kanyegate. Enjoy!

(Pra quem não entendeu, saiba aqui a história)

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Em breve, a Marvelândia

É o seguinte: tô preocupado sim com essa união Marvel-Disney. Como sempre, alguém foi melhor e mais rápido do que eu para falar sobre o assunto: Érico Assis, do "Omelete", neste texto.

Particularmente na parte do artigo dele sobre conteúdo, acho que vai ser bem por aí mesmo. A Disney é uma megaempresa com seus mais de 70 anos de estrada, e como tal, quase sempre andou na quinta marcha quando o assunto é conservadorismo. Claro, tivemos os dois "Fantasia", tivemos "Alice no País das Maravilhas", tivemos a safra Pixar. Mas são poucas exceções à regra; a tendência natural é que ela vai, sim, encaretar mais ainda a Marvel.

Sendo mais otimista, a Disney pode contrariar as expectativas, pois nos últimos anos ela tem feito um grande esforço para tentar ser mais liberal, vide a renovação de contrato com a Pixar que praticamente tornou John Lasseter o manda-chuva criativo de lá. Por outro lado, ela acabou com o estilo porra-louca dos filmes da Miramax.

Agora é aguardar Hulk de orelha de Mickey como na imagem acima, Tony Stark disputando grana com Tio Patinhas e Donald se porrando com Wolverine. Hum... pensando bem, isso pode ser tão tosco que pode ser divertido.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Twittadinha, twittadinha, xau, xau

Uma criança fala em português errado, a galera sacaneia com ela e a mãe perde a noção quando tenta defendê-la. Coisa que acontece sempre nesse país.

Seria simples assim de resumir, mas como falaram em uma lista de e-mail que participo, o desastre de Xuxa no Twitter tem a ver com o vício do brasileiro em piadas de pobre falando errado, educação familiar e responsabilidade paterna, exposição de celebridades ao mundo real, aquela tendência vingativa do povão de quererem presenciar as falhas de pessoas ricas e famosas...

Xuxa caiu em uma armadilha porque não fazia muita noção do que é a internet. Os famosos são peritos em expor o que tem de melhor e esconder o que tem de pior. Quando viu a filha ser atacada, teve uma reação normal e caiu do salto de cristal. Como ela não é uma mãe qualquer, e sim a Xuxa, deu no que deu.

Pensando mais longe, o ponto mais triste da discussão é saber que ser minimanente alfabetizado há tempos não é mais parâmetro para ser respeitado nesse mundo.

Depois que surgiu rádio, televisão e telefone, ninguém mais precisava escrever carta - logo, para quê alfabetização? E para um país que já era bem analfabeto como o Brasil, foi só o empurrão final pro abismo.

Ouço falar que nosso ensino público já foi bom há umas décadas, e não faço ideia (sem acento) porque caiu tanto. Falta de investimento do Estado? A citada influência maciça da comunicação de massa? A pobreza das famílias que levam as crianças a trabalhar na rua?

O que sei é que Xuxa infelizmente não é e nunca será a única pessoa rica e famosa a escrever mal. Quando alguém se destaca na multidão por outros fatores extra-intelecto (beleza, carisma, capacidade física, aptidão artística), ele meio que se dá o direito de não precisar mais de algo tão básico quanto um mínimo de articulação por meio da escrita. Roberto Carlos, por exemplo, escreveu aquelas letras incríveis, mas já é sabido que ele não é muito fã de livros.

E não, isso é não mal só de famoso brasileiro; alguém já tentou entender o que Kanye West escreve?

No fim, ficamos com aquele triste, mas real, pensamento reducionista, quase Nietzchiano: Xuxa é uma analfabeta funcional, mas é rica e famosa; eu, que escrevo bem, ralo todo mês para pagar minhas contas. Até onde podemos ir com esse jogo?

sábado, 22 de agosto de 2009

Celular japonês, novela mexicana

Bom, comprei um celular novo. Esse aí da foto, o Sony Ericsson W200i. Espero que a novela pelo qual passei esta semana para ficar com ele valha a pena o esforço.

Não vou entrar em minúcias, mas pode ser resumida assim:

Segunda - após perceber que meu Nokia velho de guerra não estava ligando direito, depois de muitos meses conjecturando comprar esse Sony, e ainda passar o fim de semana vendo as melhores opções de preço dele, resolvi finalmente comprá-lo. Tentei no site da Claro, mas a compra não foi finalizada - e não me pergunte por quê, pois nem a própria Claro sabe. Daí fui a um quiosque da Oi e comprei-o desbloqueado.

Terça - Tudo ok com o aparelho, mas não conseguia acessar a internet com ele.

Quarta - Depois dos habituais telefonemas irritantes para as assistências da Claro e da Sony Ericsson (muitos deles com a ligação caindo), resolvi ir a uma assistência física da Sony para saber por que ele não entra na internet. Pediram para deixar o aparelho e me retornariam em 48 horas.

Quinta - Ansioso que sou, fiquei acessando o site da assistência para acompanhar o processo. Para minha sorte, de manhã ele estava pronto. Aparentemente, quando atualizaram o software e trocaram o ícone do portal Oi no menu pelo da Claro*, deu certo. Apanhei um pouco para configurar algumas coisinhas de internet nele (fora mais umas ligações chatas para a Claro "tentar" me ajudar), mas ainda não enviava e-mails. Ok, deveria ser alguma bobagem.

* Repararam na malícia da Oi? Desbloqueado, pero no mucho...

Sexta - De manhã, o celular apagou sem mais nem menos. Não ligava mais. Corri de novo para a assistência da Sony para chiar. Primeiro disseram que entrou em curto (hein?!) e que iria demorar 20 dias úteis. Saí de lá puto, mas ok. Liguei para o Procon para saber como proceder se a novela continuasse, porque havia a chance da Sony não me estornar/substituir o aparelho por causa do pouco tempo em que foi comprado, e nem a Oi queria trocar por um novo. Mas o bizarro é que ainda pela manhã, o celular miraculosamente ficou pronto. Retirei-o da assistência no mesmo dia.

Até o final deste post, ele ainda está vivo - nem tentei enviar e-mails, tamanha a confusão que quero evitar a partir de agora.

Moral da história? Poderia ser "bem feito por trair o movimento Nokia"...

Anyway, escolhi este modelo porque parecia ter o melhor custo-benefício para o que eu almejava em um novo celular - leia-se câmera, rádio, gravador de som e um mp3 player decente, que pode ter sua capacidade ampliada via cartões de memória. Só o futuro vai dizer se agi certo. Aguardemos.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Limites éticos do humor? Rá! Pegadinha do Mallandro!

Há algum tempo eu venho me perguntando: quais são os limites éticos do humor, se é que existem?

Desde que o mundo é mundo a gente sabe que comédia e tragédias são dois lados da mesma moeda, como nos ensina aquelas mascarazinhas que simbolizam o teatro. Ou seja, tem gente que ignora, mas a matéria-prima do humor é, sim, o sofrimento humano. Uma das formas mais universais de humor é o sujeito escorregar em uma casca de banana e se esborrachar no chão. E a gente ri porque foi com ele; se fosse conosco, doeria.

O Monty Phyton revolucionou o humor porque trouxe à profissão - ou acentuou, talvez - elementos como o caos, a imprevisibilidade nonsense e a crueldade dos novos tempos. Mas o que difere eles da geração atual do humor é que todo o conteúdo cômico ainda pertencia ao ambiente controlado da ficção.

Daí veio Andy Kaufman, que subverteu tudo de novo nos Estados Unidos. Acho que Kaufman foi o primeiro grande humorista a lidar diretamente com o mundo real. E leia-se qualquer tipo de humor, com metódos até hoje herméticos, como interpretar personagens "full time" ou ler textos longos e maçantes em seus shows nos teatros só para sentir as diferentes reações da plateia. Dali por diante, a quarta parede estava definitivamente quebrada. O público deixaria de ser o confortável espectador para se tornar o potencial alvo da piada, quer ele goste ou não.

No Brasil, a herança de Kaufman veio lentamente. Deve ter começado com o Ernesto Varela de Marcelo Tas, as pegadinhas de Silvio Santos e as entrevistas de rua dos Cassetas. O "Pânico" provavelmente foi o primeiro a vestir essa camisa mais abertamente e eles até hoje chocam as pessoas com seu modus operandi (falei bonito agora).

Particularmente, como espectador assíduo do "Pânico", o que me deixa bolado neles nem é eles ridicularizarem pessoa X ou Y, mas a forma como eles manipulam todo o conteúdo para que você sempre fique na dúvida se aquilo é ou não armado. Porque se não é combinado, a gente sente pena do sujeito que topou com eles; se é armação, o idiota da história é a gente, que ainda deposita confiança neles.

Adicione a essa situação o fato de que estamos vivendo tempos complicados. Crise econômica, aquecimento global - enfim, o fim do mundo - em meio a um ultrapatrulhamento do politicamente correto que quase levou uma piadinha boba de Danilo Gentili no Twitter a um processo do Ministério Público.

Mas nem ia falar disso, e sim de "Brüno".

Eu já havia gostado muito de "Borat", fui ver esse cheio de expectativa e saí de lá razoavelmente satisfeito. Mas todo o questionamento que tenho com muitas das coisas que assisto no "Pânico" me distraíram muito na sessão de "Brüno".

A genialidade de Sacha Baron Cohen se dá porque o cara é de fato ousado; os filmes dele parecem "South Park" em live action. Mas méritos cômicos à parte, afinal, a cena com o político republicano foi armação? Se foi, o político realmente "vendeu" sua índole para se promover em uma comédia? E se não foi, porque aquele político, dentre tantos outros, mereceu ser sacaneado por Cohen?

[SPOILER]Tem lá a cena onde Brüno mostra seu pinto em um piloto de TV. Mas fica muito claro que aquele não é o pinto de Cohen porque, quando ele fica todo nu em outra cena, colocam quadradinhos no bilau dele. Ou seja, deixem os figurantes se exporem, eu não.[/SPOILER]

Essas dúvidas me fazem crer que estamos vendo um período de incertezas e novidades no humor. Acho que a quebra da quarta parede é uma tendência que veio para ficar, e acho de certa forma bem vindo, mas francamente, colocar guindaste para encher o saco de uma celebridade apenas por sadismo já começa a me deixar cabreiro sobre até onde vale a pena arrancar uma risada de alguém.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

O lado negro da Dança

O You Tube, essa TV pós-moderna incrívi, me apresentou a um evento anual chamado "Dance Off with the Star Wars Stars", que acontece nos fins de semana dedicados a "Star Wars". É basicamente uns caras vestidos de personagens de SW fazendo danças escrotas lá na Disneylândia.

Abaixo, um vídeo da versão 2008, com o apoteótico final de Darth Vader dançando "Thriller":



O vídeo de 2007, mais fraquinho, com Chewbacca dançando como Tony Manero e Vader levando pé na bunda em "I Will Survive":



E o de 2009, com direito ao hit de MC Hammer:



O desemprego é triste! Hahaha!

Os outros dois vídeos não são do evento, mas valem para mostrar mais dos dotes de dançarino do ex-Anakin Skywalker.



O outro não tem embedding: é o negão lá no "Britain's Got Talent", o programa-de-Susan-Boyle. Tosqueira que vale a pena.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Cadê o Cruzeiro?

Ano passado, quando o Corinthians estava na Série B, só dava jogo do Corinthians aos sábados na TV Globo. Agora o Corinthians subiu e o Vascão tá no lugar dele. Cadê a transmissão da Série B na emissora? Sumiu.

O Corinthians foi campeão da Copa do Brasil na semana passada, e o jogo foi transmitido. Justíssimo. A final do segundo maior torneio nacional.

Hoje o Cruzeiro, sétima maior torcida brasileira, joga o primeiro de dois jogos pela final da Libertadores, o maior torneio não do país, mas do CONTINENTE. E o que a Globo vai transmitir?

Corinthians e Fluminense, partida que não decide nada. Leia mais sobre isso aqui.

****

Semana passada, Felipe Andreoli, do "CQC", foi hostilizado por alguns maloqueiros do Internacional. O "argumento" deles é que o "CQC", assim como quase toda a imprensa paulista, protege o Corinthians e sacaneia times dos outros Estados - e aí entrou até no bolo a piadinha clichê de gaúcho ser viado.

Bem, o caso de Felipe foi uma imbecilidade que não tem justificativa, até porque o "CQC" sacaneia com todas as torcidas, incluindo a corintiana. Mas há sim um background que culminou nisso.

É compreensível as emissoras quererem lucrar com transmissões esportivas, e por isso, priorizar as duas maiores torcidas do país (Flamengo e Corinthians). Mas precisa fazer isso SEMPRE, sem o menor critério jornalístico? Sem falar no desrespeito às demais torcidas, fingindo que elas não existem.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

O grande encontro

Estudei e faço jornalismo por causa de uma série de fatores: as revistas que lia na adolescência (a "Bizz" principalmente), a relativa facilidade com a língua portuguesa, a influência direta do meu pai. Mas a escolha pela profissão foi mais um aspecto complicador para algo que "assombra" todo mundo que tem o meu sobrenome: a famosa perguntinha.

Você é parente de Ana Paula Padrão?

O caso é tão sério que virou tema de tópico na comunidade "Sou Padrão" do Orkut. Basta ter o sobrenome para ouvir a pergunta - além, claro, das piadinhas como "você é um padrão de qualidade" e afins. Mas no meu caso, que sou jornalista, a conexão é ainda mais evidente para os leigos. Afinal, a família Padrão não é muito numerosa no Brasil, e ainda mais Padrãos jornalistas. Então não culpo quem pergunta.

Daí não, ainda não sei se sou ou não parente direto de Ana Paula, embora a possibilidade de sermos - na falta de um termo melhor - primos de "enésimo" grau seja grande. Afinal, ser um Padrão não é bem a mesma coisa que ser um Silva ou Rocha, né? Com todo respeito às duas famílias, bom ressaltar.

Na tentativa de descobrir a conexão com a minha prima mais famosa, já mandei até e-mail para o "Jornal da Globo" há alguns anos, quando ela ainda era de lá. Ninguém respondeu, óbvio.

Daí na última quinta-feira, obtive a melhor oportunidade para tirar isso a limpo.

No meu trabalho aparecem pessoas famosas para participarem de sessões de bate-papo com o público. Nesse dia, estava eu trabalhando normalmente quando vi uma mulher morena, pele bem branca, com ar de europeia. Putz, era ela.

Já apareceram lá no trabalho outros famosos de responsa, como Erasmo Carlos e Daniel Azulay, mas nunca me atrevi a ir lá tietar com eles. É o tipo de coisa que jornalista, em tese, não deveria fazer. Mas dessa vez era diferente. Apesar de ter sim uma admiração pela carreira de Ana Paula, fui lá "pegá-la na saída" porque - parafraseando um dos programas da emissora antiga dela - desta vez era um "caso de família".

O diálogo foi mais ou menos assim:

- Ana Paula Padrão, né?
- Sim!
- Acho que somos parentes.
- Ah, você também é Padrão?
- Isso!
- Legal. Não conheço muitos Padrão pelo Brasil, mas uma vez fui a Portugal e conheci vários. Parece que a família vem de lá.
- É, já ouvi falar que o nome veio de Portugal.
- Parece que vem de uma descendência árabe também. Isso aqui seu [ela enquadrou os olhos dela com as mãos], eu já vi muito parecidos em vários Padrão, essa área dos olhos.
- É... mas sou do Recife, o nome é da minha família paterna, que é toda de lá também. Você não conheceu ou tem parente próximo com algum Padrão de lá?
- Não... você nasceu no Recife mesmo?
- Sim... embora boa parte da família paterna tenha se mudado para cá, mas só depois. E muita gente acha que fiz jornalismo por sua causa, mas meu pai é jornalista também.
- Ah, ele também é?
- É, se formou na área.
- Interessante. Mas já conheci outros Padrão por aí. O caso mais curioso foi de uma menina que ainda por cima também se chamava Ana Paula. Ela me contou que uma vez não quiseram aceitar o cheque assinado por ela. O vendedor falou assim: "me desculpe, moça... mas você não é Ana Paula Padrão"!
- Ahahah.
- Pedi até desculpas a ela pelo transtorno que causei involuntariamente.
- Bom, você então realmente não conhece os Padrão do Recife?
- Não... até gostaria, pois adoro o pessoal do Recife. Mas de qualquer forma, devemos ser da mesma família mesmo, pois não é uma família tão grande assim.

Daí trocamos beijinhos de despedida e dei boa sorte a ela lá na Record. Ela devolveu com um "até mais, primo!". Muito simpática.

Cogitei tirar foto do momento, mas estava sem câmera. Mesmo se estivesse com, não sei se teria coragem de tirar a foto. E mesmo se tirasse, não sei se publicaria aqui. Se publicasse, acho que diriam que era Photoshop. Então tanto fez tirar a foto ou não. De qualquer forma, fica aí o registro do memorável encontro.

Se houver uma próxima vez, já vou estar mais íntimo e perguntarei se já disseram que o cabelo dela (que é bonito, bom deixar claro) parece com o de Maga Patalójika.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Um cara bonito no "Pânico na TV"

Lá pelos cinco minutos de vídeo.



E ao encontrar uma das "BBB"s mais simpáticas, esse mesmo cara mostrou que escreve bem, tira boas fotos e já tava ligado no Impostor.

Ronaldo! Peitcheeenho!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Íbis, nosso patrimônio esquecido

Tava assistindo ao "15 Minutos", aquele programa fuleragem da MTV, e o tema do dia era futebol. Quando Marcelo Adnet leu o pedido de um internauta pernambucano para falar do futebol do Estado, ele ignorou Sport, Náutico e Santa Cruz para falar do Íbis.

Na hora, minha porção Leão da Ilha ficou meio indignada, mas a porção historiador do futebol logo levantou a dúvida: por que nós, pernambucanos, ignoramos tanto o pobre Íbis, um dos nossos maiores patrimônios culturais?

Tá certo que esse lance de pior time do mundo é algo pra lá de contestável - tá aí o Santa Cruz pra não me deixar mentir - mas pô, quem faz a fama deita na cama. Pior de fato ou não, o Íbis é o Ed Wood do futebol mundial. E eu sempre fiquei pensando porque os amantes do futebol e o próprio clube nunca capitalizaram muito em cima disso.

Talvez porque se o Íbis se tornar uma empresa de futebol séria, corre o risco de ganhar dinheiro, daí contratar bons jogadores e - o pior pesadelo - se tornar um time bom! O que é inadmissível! O charme do clube é ser trash!

Soube que no ano passado comemoraram 70 anos de fundação e vieram cheio de frufrus: uma biografia em livro, um site novo, uns planos de marketing, etc. Pois eu defendo medidas mais interessantes:

1) O Íbis seria o único clube do Campeoanto Pernambucano que não poderia ser rebaixado para a segunda divisão, não importando quantas derrotas sofra;

2) Se o clube obter uma boa fase e começar a vencer, deve ser punido com perda de pontos. A cada três pontos ganhos, deve perder quatro;

3) O clube pagaria mais impostos para a Federação Pernambucana de Futebol do que os demais clubes, para que assim haja a certeza de que estariam sempre no vermelho;

4) Todos os jogos da Série A do Brasileiro ocorridos em estádios pernambucanos devem contar com um jogo de abertura do Íbis contra algum time de várzea, mas seriam jogos combinados estilo aquelas lutas toscas de telecatch; ficaria combinado que o Íbis sempre perderia de uma diferença de pelo menos nove gols.

E pronto. Os joguinhos do Íbis deixariam de ser mera atração dos tios do bairro para se tornarem a melhor atração turística do nosso futebol!

Além disso, a camiseta do Íbis deveria ser vendida não em lojas de futebol, mas naquelas lojas de camisetas de rock; afinal, existe coisa mais cool do que usar uma camiseta do pior time do mundo? Só corre o risco dos emos transformarem em moda, mas paciência.

P.S.: Do JC, para constar: A última vez em que o Íbis esteve na elite do Campeonato Pernambucano foi em 2000, quando foi lanterna com 18 pontos, em 24 jogos. Apesar de ser rebaixado, o Pássaro Preto aprontou para cima do Náutico, vencendo por 1x0, nos Aflitos.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Raio X do "BBB 9"

Bom, o mundo gira com acontecimentos sem importância como Sarney por cima da carne seca virando presidente do Senado - ou seja, Sarney sendo Sarney; um ex-deputado colombiano refém das Farc libertado; a italiana que vai sofrer eutanásia; o italiano "gente boa" que o governo brasileiro insiste em proteger enquanto ignora a morte nas ruas de muita gente boa (sem aspas)...

...mas não tem jeito. Depois de sete anos resistindo, fui finalmente infectado pela praga do "BBB", como falei antes. Daí resolvi fazer uma atualização do que estou achando do programa e dos participantes. Segura na mão de Deus e lê:

  • O programa: Depois da queda do muro que separava a casa, pensei que aconteceria algo parecido com "A Favorita", quando falaram que Flora era a vilã: acabou-se a inovação e vamo voltar a levar tudo no piloto automático. Mas não. O Big Fone - criado no ano passado, eu sei - tem sido uma forma bem eficaz de trazer caos ao jogo, distribuindo benefícios e castigos aleatoriamente.

    E claro, o quarto branco. Quando vi pela primeira vez, achei que seria um lance mais torturante ainda, com aquela sirene tocando alta a cada cinco minutos. E acho até que Boninho tinha, mas pensou dois segundos no mar de ONGs de direitos humanos enchendo o saco dele e só deixou a sirene como enfeite mesmo. Voltando ao quarto, o primeiro uso dele foi ótimo, pois eliminou praticamente duas pessoas da casa, que ficou bem cheia depois da entrada de duas pessoas da bolha. E sim, a bolha acho que ficou marcada como a idéia mais nhé desta edição.

  • Os participantes: Em ordem alfabética.

    * Alexandre: a mosca morta da casa. Quando saiu, falou que tinha definido uma estratégia de jogo, mas nem deu para perceber. Acho que era "ficar de boa com todos", mas não adiantou. E também teve o azar de ir ao paredão com duas pessoas mais carismáticas, Max e Priscila (falo mais deles abaixo). Ah, e não assumiu, nem com o papo de crisálida de Bial.

    * Ana Carolina: na minha opinião, a mais mala de todos, ocupando o posto que um dia foi de Naiá. Mas não confundam maletice com vilania. Ela força uma barra tremenda nas brigas dela com Newton, mas no fundo, ela é inofensiva no jogo. Pelo menos as loucuras patricínhicas dela causam alguma celeuma na casa, o que anima o programa.

    * Emanuel: não sei se a bolha apagou a personalidade das pessoas, mas fora o fato de ter virado o peguete de Priscila - e mais por iniciativa dela - ele simplesmente não faz nada. É um nada.

    * Flávio: um dos meus preferidos. Amigão total de toda a galera (praticamente não tem inimigos na casa), tem um senso de humor dos bons, mas também dá a real quando os problemas aparecem. Acho que não vai ganhar principalmente porque ficou solteiro na casa, mas espero que dure um bom tempo ainda. Se por um milagre Max sair, acho que ele levaria o prêmio.

    * Francine: mesmo antes da saída de Michelle, virou a minha "sister" preferida. Além de muito bonita, o jeitinho maluquete dela faz meu tipo. Só perdeu pontos por ficar no queijo com Max por causa da "pessoa lá fora", um clichê básico do "BBB" que talvez seja também uma estratégia "Rafinha" de jogar. Ainda assim, gosto dela.

    * Josiane: pessoa legal e pá, mas é outra "nada" que veio da bolha. O romance dela com Newton periga ser um dos mais trash da história do "BBB", mas até ela está se ligando nisso e acho que vai dar graças a Deus quando ele sair.

    * Léo: desde o início um dos mais fracos do jogo, e só não saiu antes porque foi para o lado B. Mas não deu para entender a dele. Entrou em uma paranóia de que estava tomando as decisões erradas e sendo visto como vilão pelo público, mas o coitado deve ter ficado decepcionado quando saiu, pois ninguém estava nem aí para ele até virar o "coitadinho do quarto branco". Sairia em branco se não fosse por isso. Mas era um cara legal, o único que tinha ouvidos para as sandices de Norberto.

    * Max: até aqui, ele é o cara do milhão. É o "novo Alemão": jogador assumido, mas bem no estilo "fair play". E o engraçado é que ele foi vendido ao público como o cara-que-se-acha (nisso pelo menos acertaram) e pré-candidato a vilão, mas na casa não foi bem assim. Faz macaquices com Flávio que fazem a festa do povo da edição - e confesso que me divirto com eles também -, e esse romance sem beijos com Francine eu fico até com pena, porque até acredito que ele tá (um pouco) a fim dela. Mas depois ele ganha o milhão, eles "acabam" (?) e a vida segue.

    * Michelle: a "Grazi" desse ano se ferrou porque foi com o paredão com Max e Pri (karma dos pernambucanos?), e até o povo da casa ficou meio mal de ter votado nela, mas é a sina do primeiro paredão: a pessoa não teve tempo de fazer nada e sai só porque não foram com a cara. Pena.

    * Milena: ponto fraco: é uma das mais feias. Ponto forte: é uma das mais animadas. E a amizade dela com Priscila e o namoro com Ralf a fortaleceram. Mas não ganha, acho.

    * Mirla: ponto fraco: é uma das mais apagadas, e ficou mais deslocada ainda quando todos os amigos dela na casa (Michelle, Alexandre, Léo) saíram. Pontos fortes: assim como Flávio, não tem grandes inimigos, não entra em barracos e é muito solícita nas tarefas da casa. Pode durar bastante, mas não sei se ganha.

    * Naiá: é oficialmente a "figura" do "BBB", para o bem e para o mal. Tem aqueles tiques de gente velha que dependendo do momento, irritam profundamente (as delcarações anti-minorias dela, wtf?!), dão peninha ou você até se identifica. Ela morrendo de chorar com "Sandra Rosa Madalena" já foi um momento clássico deste ano. Só que a "netinha" dela, Ana Carolina, virou a mala-mor, como falei acima, e eis que Naiá hoje é aceitável como personagem divertido da casa.

    * Newton: esse negócio de vilão do "BBB" é um troço complicado. Antes de gostar disso, eu sempre achei que as pessoas já entram lá com papéis pré-formatados: herói, vilão, piranha, etc. E ainda acho isso. Se o cara se recusa a fazer o papel, a produção/edição dá aquela forcinha. E aí temos Newton como vilão. O cara é mala? É. Jogador demais? É. Machista e se acha? Sim. Mas é um cara feladaputa? Não sei. Vejamos: ele diz ter entregue a prova do líder para Emanuel falar com o filho (ou ele estava cansado mesmo e não queria assumir isso); as brigas com Ana sempre começaram por causa das provocações dela; apesar de levar Léo ao castigo (lembrem que ele e Ralf eram amigos dele, foram convidados por ele para a sessão de cinema do líder), o cara nao sabia que era um quarto branco fechado, e tampouco que valia eliminação sem o público votando. E aí? Aí que não gosto dele, o povo na casa não gosta, o público também não, mas ainda acho injusto nego virar vilão sem que as pessoas entendam melhor a conjuntura toda.

    * Norberto: no início acreditei que ele poderia levar o prêmio, mas se deixou levar demais pelo jogo. Nem achei a decisão dele emparedar Max uma trairagem, pois entendi bem o que ele queria: ele deve ter sentido que Max voltaria do paredão - o que aconteceu - e de fato votar em alguém do lado A no dia que os conheceu seria um lance meio injusto. Mas ele cometeu outros erros, como se insinuar demais para as meninas (constrangedor) e não curtir muito as festas. Foi se isolando e deu no que deu. O que Léo tinha faltando Nonô tinha em excesso: auto-confiança.

    * Priscila: já é mais que óbvio que ela é a bunda oficial do "BBB 9", mas não acho que seja só isso. Ela é fiel aos amigos do lado B, tem um papo muito direto, e até o lance com o mané do Emanuel, por mais jogo que seja, vejo também como uma carência/carinho real dela. Não vai ganhar porque o público da Globo é o público da Globo - e as pessoas sabem que as gostosas já saem da casa no lucro por causa das revistas masculinas - mas é uma das personagens mais legais deste ano.

    * Ralf: depois de Max e Newton, é o maior jogador. Mas tem um estilo mais instintivo e menos cerebral que os outros dois. Fiquei com pena porque levou fora de Michelle e teve que se contentar com a feiosinha da Milena, mas enfim. O cara é legal, talvez seja hoje o meu preferido do ex-lado A.

    No mais, parabéns ao programa por ter finalmente escolhido um elenco heterogêneo que sai (um pouco) do esquema Playboy-G Magazine de antes e que está apimentando os acontecimentos do programa sem perder a mão.

    Beijo, continue espiando!