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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

E 2010?

Carnaval nada. O ano começa quando começa o "BBB".

Vai ter em SP: Metallica, Gossip, Franz Ferdinand, Beyoncé e Shakira. E se São John Lennon permitir, Paul McCartney estará entre nós.

Copa na África do Sul! Seremos hexa? Hexa de verdade, não como o Flamengo...

Eleição para presidente, governador, senador e deputados. Trocando os sujos pelos mal lavados.

"24 Horas" e "Lost" vão acabar... triste.

Passagem de ônibus vai aumentar em São Paulo a partir de hoje. Muito mais triste ainda.

Vai ter nos cinemas "Homem de Ferro 2" e "Fúria de Titãs". O horário eleitoral começa em janeiro com "Lula, o Filho do Brasil". O Oscar terá dez indicados a melhor filme.

E o fim do mundo continuará e será twittado em tempo real.

Esqueci algo?

Que seja dada a largada.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Resoluções 2010

Algumas são meio contraditárias, mas contradições fazem parte da vida. Algumas são continuidade, outras novidades. Ei-las.

* Usar mais a agenda
* Fazer mais exercícios
* Ir à praia em um dia de muito sol
* Ir ao Recife
* Ouvir mais bandas e discos novos
* Investir mais nos projetos pessoais
* Concluir "Ulisses"
* Ler mais livros, talvez assinar uma revista
* Comprar pelo menos uma dessas coisas: netbook, videogame e câmera
* Crescer profissionalmente
* Deixar a casa mais arrumada
* Moderar melhor meus vícios em internet
* Não ser muito escravo de rotinas ultraplanejadas
* Beber. Com moderação
* Desfrutar melhor os momentos de felicidade
* Ser mais amigo e tentar encontrar o melhor de todo mundo
* Manter contato com a família
* Adiantar meu estudo autodidata de idiomas
* Contribuir ao máximo com o adiamento do fim do mundo. A luta continua sempre.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

2009, epílogo

Neste ano eu trabalhei muito. Ainda bem, ainda mal. Mais para bem do que para mal.

Continuei ao lado de familiares queridos. Da pessoa querida.

Li menos do que gostaria, mas pelo menos li mais do que em 2008. E finalmente comecei a promessa de "Ulisses".

Vi poucos filmes e ouvi pouca música nova também. Mas nem senti tanta falta assim. Isso é bom ou ruim?

Exercitei-me muito pouco. Mas foi mais do que em 2008, o que não quer dizer muito.

Vi pouco os amigos. Parte culpa minha, parte deles. Mas foi muito bom vê-los quando rolou a oportunidade.

Revi o Recife e conheci Buenos Aires. Só fui à praia para levar chuva e estou mais branco do que nunca.

Comprei um computador e um celular. Satisfeito com ambos. E ela ganhou um Nintendo DS.

Tuitei (twittei?) bastante.

Fiquei pouco doente. Mas conheci o que é ter conjuntivite.

Fui aos shows de Cat Power, Roberto Carlos e ao Planeta Terra (Sonic Youth, Iggy Pop, Primal Scream), mas perdi o AC/DC.

Saldo geral? Foi ótimo e estou pronto pra outro ano.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

2009, parte quatro


Neste ano...

... morreram Clodovil, Celso Pitta, Mara Manzan, Dirce Migliaccio, David Carradine, John Hughes, Patrick Swayze, Farrah Fawcett, Carlos Wilson, e só nos acréscimos do segundo tempo, Leila Lopes, Lombardi, Alborghetti e Brittany Murphy...

... o "CQC" e o "Pânico" continuaram engraçados. Zina foi a personalidade do ano e Mônica Iozzi se tornou o colírio feminino entre os homens de preto.
... Stefhany se queimou no "Esquadrão da Moda".
... "Descolados", "Tudo Novo de Novo" e "Som e Fúria" foram outros destaques positivos da TV aberta.
... Gugu e Marcos Mion foram para a Record, mas o SBT deu o troco trazendo Eliana e Justus.
... "Caminho das Índias" foi o ápice da Gloriaperezice. E tome Are Baba.
... Max ganhou o "BBB" e Dado Dolabella ganhou "A Fazenda" sem machadinha, mas perdeu em "carisma" para Theo Becker.

... Maurício de Sousa também comemorou 50 anos de carreira com um álbum-homenagem de responsa. E fez um personagem gay, pero no mucho.
... a DC fez o Senhor dos Anéis dos Lanternas Verdes, e a Marvel disse que pretende voltar com os Vingadores à moda antiga.
... a Marvel ganhou orelhas de Mickey.
... "Se Eu Fosse Você 2" se tornou o recordista brasileiro pós-retomada.
... "Watchmen" continuou infilmável, e "Wolverine", "Transformers 2", "Exterminador do Futuro 4" e "Harry Potter 6" passaram, mas não marcaram. Já "Star Trek", "2012" e "Se Beber, Não Case" chamaram a atenção.
... "Brüno" foi o bom retorno de Sacha Baron Cohen.
... as animações foram os pontos altos de qualidade, como "Up", "Coraline" e a grata surpresa "Tá Chovendo Hamburguer".
... o longa metragem de "Caminho das Índias" ganhou o Oscar.
... como no ano passado, a vampirada seguiu na moda na TV - "True Blood" - e no cinema - "Crepúsculo: Lua Nova" e o cultuado "Deixa Ela Entrar".
... "Avatar" revolucionou o cinema 3D (supostamente).

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Mensagem de Natal com Desmond e Penny



Nunca fui muito de Natal, mas de qualquer forma, acho válido haver uma data para a gente repensar o que fazemos na vida. É tempo de refletir se somos pessoas bondosas, e o que podemos fazer para ser melhores nesse sentido. De ficar perto das pessoas que amamos para seguir em frente.

Daí essa ceninha de "Lost" conseguiu, de um jeito não muito convencional, mostrar o que o Natal representa para duas pessoas que estão longe, mas que continuam se amando.

Ficaí o meu desejo de um Natal muito iluminado para todos.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

2009, parte três


Neste ano...

... o YouTube nos apresentou o keyboard cat; o japinha do ukelele; Muppets cantando Queen; Vanusa micando o hino; bebês dançando Beyoncé; o maluco que twittou no casamento; o japa que casou com a personagem de game; a "Stefhany engraçada" Ximbica, o gatinho surpreso; a garota da laje revoltada; o casamento dançante; Joel Santana esquartejando o inglês; o fail de Biafra; a guerra de nervos entre Maisa e Sílvio Santos; Nelson Rubens nervosão; "Ghostbusters" à capela; a surra de bunda; o flashmob do Black Eyed Peas; Madonna, Caetano Veloso e Dinho caindo... ufa... e o clipe do Weezer coletando os hits dos últimos anos.

... o Twitter abrigou Xuxa e seu anjo; a guerra entre Cardoso e Twittess; as alfinetadas entre Luciano Huck e Marcelo Tas; Danilo Gentili e Rafinha Bastos recebendo esporro por falarem de King Kong, Christian Pior e suicídio; Bruno Gagliasso dando telefone para geral; Rubinho respondendo Vesgo; os "piratas" levando pito de Ashton Kutcher; Huck arengando com o diretor do Gugu; Hugo Gloss se achando o íntimo dos famosos; "Nair Bello"; o caráter "irrevogável" de Mercadante; o "Fora Sarney" micado; os "Zé Mayer facts"; o piti de Júnior; a mobilização contra a repressão no Irã; o pesar por Michael Jackson; e uma infinidade de piadas de 140 caracteres.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

2009, parte dois


Neste ano...

... Michael Jackson morreu. Não era mais o "Thriller" da vida real dele, morreu mesmo (ou não?) e deixou "This Is It" como testamento do que seria sua histórica turnê de retorno.
... Kanye West let Taylor Swift finish, mas a merda estava feita. A essa altura ele não deve ter tirado ainda o balde da cabeça de tanta vergonha.
... Lady Gaga usou um monte de roupa feia e umas músicas que colam no juízo até umas horas.
... vieram ao Brasil AC/DC, Sonic Youth, Iggy Pop, Primal Scream, A-Ha, Kiss, Iron Maiden, Information Society, Faith No More, Jane's Addiction, Ting Tings, Beirut, Cat Power, B-52's... a lista vai longe. Ah, e o Radiohead.
... o Rei Roberto Carlos completou 50 anos de carreira e vi um show dele, at last.
... Belchior sumiu e o "Fantástico" achou.
... as Pussycat Dolls e o Oasis acabaram.
... ninguém lançou um disco marcante. Pelo menos na minha opinião. Mas há quem diga que Animal Collective ("Merriweather Post Pavillon"), Flaming Lips ("Embryonic") e Dirty Projectors ("Bitte Orca") foram as sensações.

... a Apple deixou o iPod Nano mais legal, e a Microsoft (dizem) fez finalmente um Windows razoável com o 7.
... GPS, wi-fi e touchscreen foram o "must" dos celulares.
... inventaram uma tal de realidade aumentada que promete deixar todo mundo ainda mais na Matrix.
... os Beatles voltaram de novo. Desta vez para ensinar as pessoas a tocar de mentirinha no Rock Band, o game mais baratinho do ano. NOT!
... Street Fighter também voltou, e (dizem) em grande estilo.
... Batman não lançou filme, mas (dizem) estrelou seu melhor game: "Arkham Asylum".

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Formspring: a provável sensação de 2010?


2010 nem começou de verdade e já rola uma rede social que promete ser a sensação do ano: o tal do Formspring.

O negócio promete pegar pelo mesmo motivo que o Twitter pegou: é um conceito tão simples e eficiente que é altamente pegajoso. Você cria a conta e está apto a perguntar ou ser perguntado sobre qualquer coisa, mesmo anonimamente - e quase todo mundo está preferindo assim.

Claro, como deu para notar na imagem acima, não espere entrevistas do nível do "Roda Viva". Como nenhuma rede social é completa sem o fator sem noção, quanto mais absurda e/ou safadinha a pergunta, mais o bicho pega (oe!)

Criei uma conta, mas até o momento, ainda não sei se vou aderir por algum desses motivos:

A) Não sou interessante o bastante para alguém querer me perguntar algo;
B) Mesmo que perguntem, não sei se quero responder;
C) Mesmo que responda, temo até onde a brincadeira possa me viciar;
D) Não sei se quero dar mais corda para stalkers;
E) Todas as alternativas estão corretas.

Se qualquer dia desses eu fechar a conta, é porque eu não aguentei a brincadeira. Mas que ler os perfis dos outros é divertido, isso é.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Entrevista: Ben Huh


Não, o carinha acima não é Hiro, o personagem da série "Heroes". É Ben Huh, CEO da Pet Holdings, que possivelmente é um dos maiores investimentos de humor na web da atualidade. Graças a ele, virou moda falar "FAIL" toda vez que alguém comete um vacilo engraçado, ou produzir fotos de gatos e cachorros com legendas fofo-retardadas.

Além dos populares FAILBlog e I Can Has Cheezburger (o primeiro de todos e sua menina dos olhos), ele mantém cerca de 30 outros sites ligados a humor, além de estar maquinando e experimentando novos sites constantemente.

Ele veio a São Paulo na semana passada para realizar uma ótima palestra no youPIX e lá consegui combinar com ele uma pequena entrevista por e-mail. Nela, o jornalista de Seattle explica, com seu jeitão relax, de onde vem seu nome, o que raios é o "lolspeak" e escapa pela tangente para falar o quanto vale sua companhia.

MPadrão: Quais são as semelhanças e diferenças entre Ben Huh e Ben Hur? Afinal, esse é mesmo seu nome verdadeiro?

BH: Sim, é meu nome. Não há semelhanças (eu não vou trabalhar de biga). Mas Ben Hur foi a inspiração para meu nome em inglês.

MPadrão: Descreva sua filosofia de trabalho em uma frase.

BH: Permaneça simples e focado.

MPadrão: Você se considera um cara engraçado?

BH: Na verdade não. Nem mesmo um único lolcat que legendei foi votado pelos usuários da página principal do icanhascheezburger.com.

MPadrão: Como você passa seu tempo livre?

BH: Eu trabalho. Amo meu trabalho, então às vezes não sinto como se estivesse trabalhando.

MPadrão: Por que os lolcats falam em "Engrish", esse inglês estranho? Qual é a origem dessa linguagem?

BH: As origens são uma mistura de texting (a linguagem abreviada para mensagens de celular), erros de internet e a l33t (relacionada a games, que substitui letras por números e símbolos). Elas são todas misturadas para formar o "lolspeak".

MPadrão: Qual é sua piada favorita?

BH: Não sou mesmo uma pessoa piadista... Sou horrível para contar piadas. Prefiro muito mais te enviar um link por e-mail.

MPadrão: Quantos x-burguers a Cheezburger Network vale?

BH: Só um. Aquele que o Gato Feliz está sempre procurando. :)

Foto: Flickr da Pix, mais a minha montagem infame

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Como NÃO fazer uma reportagem de cultura pop


Quando o jornalismo da Globo se mete a pegar pautas para jovens, é garantia de bobagens e vergonha. Não foi diferente no "Jornal Nacional" do último sábado.

A pauta era cobrir um evento de videogame no Rio de Janeiro. Daí eles escolheram a repórter mais tiazona que estava livre no dia - no caso, Sandra Moreyra - e a partir daí foi prato cheio para clichês e obviedades.

Se sua conexão for de pobre como a minha e não conseguir ver o vídeo acima, clica aqui para ler o off da matéria. Só para dar um teaser: Tia Sandra se maravilhou com a existência de jogadores adultos, além de apresentar novidades como o "Pump" (aquele da dancinha) e o "Guitar Hero".

Então dona Coruja, o que achou da Globo e sua reportagem totalmente excelente?



Só pra não ser muito injusto, a parte do Autorama foi até legalzinha. Ao final, podemos aplicar a tática Poliana: podia ser pior. Pelo menos não pintaram os gamers como maníacos solitários e obsessivos. Melhor sorte na próxima vez, Sandra!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

"Acho que não estamos mais em Metrópolis"

Se você é daquele nerd ortodoxo que adora defender ou criticar a polêmica cena em que o Super-Homem faz a Terra girar ao contrário para retorceder o tempo, vai adorar esse vídeo.



Dica roubada na cara dura do Melhores do Mundo.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Keyboard Cat no Apagão 2009

Felizmente, a bateria do teclado dele estava carregada na ocasião e ele pôde assim gerar a trilha sonora desse momento histórico. OUÇÃO!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O Windows 7 chegou!




Parece que a "Mac OSização" do Windows, que começou forte no Vista - visual translúcido, programas abertos agregados por ícone, etc. -, continua a todo vapor no 7. Pelo menos dizem por aí que o sistema está mais rápido e funcional.

Tenho usado mais o Vista desde o micro novo. Ele tem lá seus problemas, como todo Windows, mas não acho o fim da picada que todo mundo alardeou. Espero que o 7 seja melhor ainda.

Mais imagens do Windows novo no UOL Tecnologia.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

youPIX loading, fui lá!


Ontem fui no "youPIX loading..." com o tema "Twitter: A Vida em Tempo Real", com André Camargo (psicólogo e professor universitário), Wagner Martins (Espalhe), Tessália Serighelli (@twittess), Alexandre Matias (Estadão) e Maurício Stycer (IG), mediados por Michel Lent (Ogilvy Interactive).

Para entrar em sintonia com o tema e ao mesmo tempo me manter fiel ao que propus alguns posts atrás, resumi o debate em cinco "twittadas".

* A grosso modo, senti uma polarização anti-Twitter de @mauriciostycer e de André (que não usa com medo de viciar), e pró-Twiiter dos demais

* Temas discutidos sobre o microblog: exposição x isolamento do sujeito; rapidez; suposta inutilidade dos papos; bons e maus exemplos do uso

* Os prós e contras da virtualização (avatar, fakes, identidades múltiplas) me pareceu o mais interessante, e poderia render mais bons debates

* O que acho: o Twitter pode ser uma moda a ser substituída, mas trouxe grandes mudanças à cultura digital. O futuro é perigoso e instigante

* Com ou sem script, a presença de @twittess não rendeu. Os demais até deram voz a ela, mas ela parece mesmo uma personagem de si mesma

Agora só mais uma sobre a premiação da Twittosfera:

* Foi bem justa. Gostei de Rubinho, Xuxa, Katylene, Cardoso e Sílvio Santos e @OCriador vencendo. Torci por @frufru, mas não deu.

Foto: Eu mesmo

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

A Fest Comix 2009 em imagens

Para quem não sabe, não vale a pena comprar revista em quadrinhos em São Paulo ao longo de todo o ano. A estratégia mesmo é se segurar para gastar na Fest Comix, evento da loja de HQs e action figures Comix que acontece todos os anos.

Acho que o evento é o mais perto que o Brasil possui de uma Comic Con. Tem lançamentos de revistas e livros, presença de profissionais dos quadrinhos e ilustração, concurso de cosplay, games, e o mais importante: uma oferta imensa de todos os tipos de quadrinhos com todos os tipos de descontos. É um momento tenso, porém sublime, no qual o nerd pode reabastecer sua estante em uma boa tacada.

Fui lá no último sábado (17). Quanto eu gastei? Eu digo depois das fotos feinhas que tirei com meu celular.








Err... Pouco mais de R$ 180. Comprei a "Biblioteca Marvel" do Quarteto Fantástico, o "Como Uma Luva de Veludo Moldada em Ferro", de Dan Clowes, um encadernado antigo do Lanterna e Arqueiro Verde por Neal Adams e Denny O'Neil, um álbum de Blueberry (Moebius) e o "Quadrinhos e Arte Sequencial" de Will Eisner.

A patroa entrou na dança e comprou uma coletânea da tira "Baby Blues" e um mangá chamado "Nana", que confesso que não conhecia.

Ei, não me olhe assim. Sou nerd, mas sou limpinho!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Watchmen, o filme, a bronca

Ninguém pediu, ninguém quis saber, mas como sou homem de cumprir minha palavra, aí vai a segunda parte da minha análise (cof!) sobre o filme de "Watchmen" (a primeira parte aqui).

Atenção: vai ter spoiler adoidado daí pro fim do post; não faz sentido ficar avisando os trechos, como geralmente faço.

Antes do filme, acompanhei notícias sobre o dito cujo e acabei esbarrando em alguns spoilers - que na verdade, não sei se dava para chamar dessa forma, visto que se tratava da adaptação de uma HQ de 1985 que eu li e reli algumas vezes.

Tergiversações à parte, o spoiler que mais me chamou a atenção foi o final do filme, que troca o alien gerado por Ozymandias por bombas que emulam o poder do Dr. Manhattan, colocando nele a culpa pelo genocídio. A partir daí, já havia ficado cabreiro, e - depois eu iria comprovar - com razão.

Pode parecer detalhe para os leigos, mas este foi o cerne da enorme diferença qualitativa entre a HQ e o filme. Como bem lembrou Hell do Melhores do Mundo, a função do alien na obra original de Alan Moore era fazer as nações se unirem para se protegerem daquela nova ameaça devastadora, que por não ser da Terra estava além das picuinhas políticas da então Guerra Fria.

Já no filme a farsa de Ozymandias coloca o Dr. Manhattan como bode expiatório, que até então era a arma suprema dos Estados Unidos e um dos maiores elementos de tensão da Guerra Fria. Oras, a União Soviética ia mesmo deixar isso barato e entrar nessa de paz mundial?

Quando o diretor Zack Snyder faz essa pequena mudança, alegando em entrevistas que assim tornou o final mais "elegante", ele forçou uma falha de roteiro em um momento crucial da obra, criando um total desvio de significado. Em suma, ele estragou "Watchmen" sim.

E não adianta dizer que, seguindo essa lógica, a URSS entenderia que um Dr. Manhattan raivoso seria algo preocupante para todo o mundo, não apenas aos Estados Unidos. Mesmo que assim fosse, essa deveria ser uma decisão do criador da obra, não do "adaptador".

O filme traz ainda outros problemas de menor proporção, mas um tanto chatinhos se somados. Mesmo com duas horas e meia, era evidente que a produção não daria conta de englobar todos os detalhes da minissérie em 12 partes. Cada capítulo, a meu ver, já daria um longa-metragem cheio de informações que deixariam "Cidadão Kane" parecendo os filmes da Xuxa.

Daí o filme perde subtramas que, de fato, não são tão cruciais ao plot principal, mas que faziam toda a diferença no conjunto da obra. Não vemos Rorschach quebrando dedos no bar, nem os Contos do Cargueiro Negro (que ganharam um DVD à parte para furtar nerds ricos), nem a morte de Hollis Mason, nem as histórias paralelas dos novaiorquinos comuns que seriam mortos pela bomba. A revelação do rosto de Rorschach nem faz sentido na hora em que acontece. Tudo isso só para ficar na análise superficial.

Ok, até aqui, "Watchmen" vacilou feio como adaptação. Mas serve como um filme à parte, principalmente para os novatos? Assisti com minha esposa e ela disse ter entendido tudo e gostado da história. Soube de outras pessoas que disseram o mesmo.

Já eu me incomodei um pouco com as atuações apagadas de Malin Akerman como Espectral e principalmente Matthew Goode como Ozymandias, que tirou todo o ar imponente do personagem, pondo no lugar um ar efeminado e de olhar blasé. Além disso, o eterno tique "câmera lenta x acelerada" de Zack Snyder, o uniforme cafona de Ozymandias e os filtros de cor deixaram o filme inteiro com um rótulo boboca "olha, sou baseado em quadrinhos!".

Outro momento bastante vergonhoso foi após a morte de Rorschach, com direito a "nooooo" e soquinhos no vilão. Glória Perez não faria melhor.

Agora, se você gostou do filme e alcançou a proeza de chegar até aqui no texto, parabéns. Agora vou falar das qualidades da produção.

Gostei principalmente da bem cuidada produção no tangente aos cenários, as reconstituições de época e os uniformes dos demais vigilantes. Nestes aspectos, sim, a fidelidade à HQ é impressionante e até carinhosa, no sentido übernerd de ser.

Acentuaram a violência. Não vi problema, visto que no original os momentos violentos tinham a mesma função que tiveram na adaptação: pegar o leitor/espectador pelo choque. Mas 1985 é diferente de 2009: tempos mais cruéis, cenas mais cruéis.

A trilha sonora está bem representada. Li por aí críticas ao uso da "Cavalgada das Valquírias" nas cenas do Vietnã, que lembrava "Apocalypse Now" e tal. Até entendo, mas na hora que assisti, não vi problema algum. A abertura com "The Times They Are A-Changin'" (Dylan) ficou muito legal, assim como "The Sound of Silence" (Simon & Garfunkel) no enterro. Sò senti falta de “The Comedians”, de Elvis Costello, citada no início da HQ.

O ponto alto, no entanto, foram as atuações de Jackie Earle Haley como Rorschach e Jeffrey Dean Morgan como Comediante. Os atores captaram muito bem as nuances dos personagens; e Rorschach, até onde sei, se tornou o favorito do público. A patroa até lamentou a morte dele. A semelhança física também é notável - outro ponto positivo na escolha do elenco, excetuando, claro, o citado Matthew Goode, que pegou o papel que nasceu para ser de Jude Law.

"Watchmen" é isso aí. Filme-espetáculo acima da média para leigos, mas um grande WTF aos Mooremaníacos. Pensando positivamente, é bom lembrarmos que poderia ser bem pior. Pelo menos não resultou em algo do naipe de "A Liga Extraordinária" ou "Do Inferno". Imaginem... sei lá, Dr. Manhattan verde e de roupa, Tom Cruise como Comediante, Michael Bay ou Joel Schumacher na direção...

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Big Bang Theory, início da 3ª temporada - considerações

TEM SPOILER!

Antes: ansiedade e expectativas altas. Depois: expectativas apenas cumpridas; nem superadas, nem frustradas. Episódio bom, grandes momentos, mas nada genial. Achei fraco o plot do piti de Sheldon (mais um, né?).

A grande surpresa: jurava ver Penny com outro namorado depois de três meses sem os nerds, mas ela não apenas estava esperando por Leonard, como estava cheia de tesão!! Uau! Sem falar que ela segue cada vez mais linda.

Outra surpresa: Penny foi assistir ao "Star Trek" novo sem eles. Desde a temporada passada ela dá sinais de catequização nerd, mas sem perder o estilo menininha. Gosto disso.

Aliás, as piadas mais fracas vieram dela tentando ser a Penny lôraburra do início da série - a historinha da torta e não ter entendido o presente de Leonard.

As melhores gags pop foram de Raj: a de "Mario e Luigi" e "Toy Story", hahaha.

Melhor frase, claro, por Sheldon: "In the world of emoticons, I was colon capital D". Mestre.

E por fim, mas não menos importante: eles TRANSARAM! AEEEEE!!! O 21 de setembro deveria se tornar o novo Dia do Orgulho Nerd.

No entanto, como Penny salientou, foi um lance "esquisito". Isso deverá repercutir nos próximos episódios. Só espero que não vire melodrama romântico, pois o estilo "Mulder & Scully" não combina com os dois.

Foto: Omelete

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Sobre Patrick Swayze

Não era um ator excepcional, mas com certeza acima da média. Era bonito e carismático, e isso certamente ajudou nos primeiros anos de carreira. Como qualquer terráqueo no início dos anos 90, me liguei nele a partir de "Ghost", um filme que acho bem pop e o qual assistiria de novo sem problemas, apesar do melodrama bobinho.

No entanto, os dois pontos altos de Swayze para mim foram "Matador de Aluguel" e "Caçadores de Emoção". Do primeiro, confesso que não lembro mais da história, mas lembro de ter gostado. Já o segundo é um filme de ação muito competente e honesto. Dois clássicos da minha época de cliente de locadora.

Nunca assisti a "Dirty Dancing", só fragmentos quando passa na TV. Mas "She's Like the Wind" é uma baladona bregona de classe. Cantor dos bons, ainda por cima.

Uma grande perda para o cinema pipoca.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Twittadinha, twittadinha, xau, xau

Uma criança fala em português errado, a galera sacaneia com ela e a mãe perde a noção quando tenta defendê-la. Coisa que acontece sempre nesse país.

Seria simples assim de resumir, mas como falaram em uma lista de e-mail que participo, o desastre de Xuxa no Twitter tem a ver com o vício do brasileiro em piadas de pobre falando errado, educação familiar e responsabilidade paterna, exposição de celebridades ao mundo real, aquela tendência vingativa do povão de quererem presenciar as falhas de pessoas ricas e famosas...

Xuxa caiu em uma armadilha porque não fazia muita noção do que é a internet. Os famosos são peritos em expor o que tem de melhor e esconder o que tem de pior. Quando viu a filha ser atacada, teve uma reação normal e caiu do salto de cristal. Como ela não é uma mãe qualquer, e sim a Xuxa, deu no que deu.

Pensando mais longe, o ponto mais triste da discussão é saber que ser minimanente alfabetizado há tempos não é mais parâmetro para ser respeitado nesse mundo.

Depois que surgiu rádio, televisão e telefone, ninguém mais precisava escrever carta - logo, para quê alfabetização? E para um país que já era bem analfabeto como o Brasil, foi só o empurrão final pro abismo.

Ouço falar que nosso ensino público já foi bom há umas décadas, e não faço ideia (sem acento) porque caiu tanto. Falta de investimento do Estado? A citada influência maciça da comunicação de massa? A pobreza das famílias que levam as crianças a trabalhar na rua?

O que sei é que Xuxa infelizmente não é e nunca será a única pessoa rica e famosa a escrever mal. Quando alguém se destaca na multidão por outros fatores extra-intelecto (beleza, carisma, capacidade física, aptidão artística), ele meio que se dá o direito de não precisar mais de algo tão básico quanto um mínimo de articulação por meio da escrita. Roberto Carlos, por exemplo, escreveu aquelas letras incríveis, mas já é sabido que ele não é muito fã de livros.

E não, isso é não mal só de famoso brasileiro; alguém já tentou entender o que Kanye West escreve?

No fim, ficamos com aquele triste, mas real, pensamento reducionista, quase Nietzchiano: Xuxa é uma analfabeta funcional, mas é rica e famosa; eu, que escrevo bem, ralo todo mês para pagar minhas contas. Até onde podemos ir com esse jogo?

sábado, 22 de agosto de 2009

Celular japonês, novela mexicana

Bom, comprei um celular novo. Esse aí da foto, o Sony Ericsson W200i. Espero que a novela pelo qual passei esta semana para ficar com ele valha a pena o esforço.

Não vou entrar em minúcias, mas pode ser resumida assim:

Segunda - após perceber que meu Nokia velho de guerra não estava ligando direito, depois de muitos meses conjecturando comprar esse Sony, e ainda passar o fim de semana vendo as melhores opções de preço dele, resolvi finalmente comprá-lo. Tentei no site da Claro, mas a compra não foi finalizada - e não me pergunte por quê, pois nem a própria Claro sabe. Daí fui a um quiosque da Oi e comprei-o desbloqueado.

Terça - Tudo ok com o aparelho, mas não conseguia acessar a internet com ele.

Quarta - Depois dos habituais telefonemas irritantes para as assistências da Claro e da Sony Ericsson (muitos deles com a ligação caindo), resolvi ir a uma assistência física da Sony para saber por que ele não entra na internet. Pediram para deixar o aparelho e me retornariam em 48 horas.

Quinta - Ansioso que sou, fiquei acessando o site da assistência para acompanhar o processo. Para minha sorte, de manhã ele estava pronto. Aparentemente, quando atualizaram o software e trocaram o ícone do portal Oi no menu pelo da Claro*, deu certo. Apanhei um pouco para configurar algumas coisinhas de internet nele (fora mais umas ligações chatas para a Claro "tentar" me ajudar), mas ainda não enviava e-mails. Ok, deveria ser alguma bobagem.

* Repararam na malícia da Oi? Desbloqueado, pero no mucho...

Sexta - De manhã, o celular apagou sem mais nem menos. Não ligava mais. Corri de novo para a assistência da Sony para chiar. Primeiro disseram que entrou em curto (hein?!) e que iria demorar 20 dias úteis. Saí de lá puto, mas ok. Liguei para o Procon para saber como proceder se a novela continuasse, porque havia a chance da Sony não me estornar/substituir o aparelho por causa do pouco tempo em que foi comprado, e nem a Oi queria trocar por um novo. Mas o bizarro é que ainda pela manhã, o celular miraculosamente ficou pronto. Retirei-o da assistência no mesmo dia.

Até o final deste post, ele ainda está vivo - nem tentei enviar e-mails, tamanha a confusão que quero evitar a partir de agora.

Moral da história? Poderia ser "bem feito por trair o movimento Nokia"...

Anyway, escolhi este modelo porque parecia ter o melhor custo-benefício para o que eu almejava em um novo celular - leia-se câmera, rádio, gravador de som e um mp3 player decente, que pode ter sua capacidade ampliada via cartões de memória. Só o futuro vai dizer se agi certo. Aguardemos.