No Dia Mundial de Combate à AIDS, fui puxar pela memória os dez caras que contraíram a doença que tiveram alguma influência sobre mim. São eles:
Betinho - sociólogo e ativista de primeira, daqueles que hoje fazem muita falta neste apático Brasil.
Henfil - talentosíssimo quadrinista e cartunista de traço simples e discurso direto sem perder a graça. O rei de uma geração do traço brasileiro.
Freddie Mercury - um dos maiores cantores da história do rock. Precisa dizer mais?
Michel Foucault - sociológo, filósofo e todo tipo de "logos" que imaginar, foi um pensador afiado que mostrou como o discurso e as instituições podem ser armas para o bem ou para o mal.
Keith Haring - artista de rua novaiorquino cujos bonequinhos se tornaram símbolo contemporâneo da cidade.
Ricky Wilson - guitarrista do B-52's que morreu no auge criativo da banda. O estilo seco e simples de tocar fez escola.
Magic Johnson - o segundo melhor jogador de basquete da história (Michael Jordan em primeiro, sim). Felizmente continua entre nós e é o exemplo máximo da esperança de sobrevida dos soropositivos.
Cazuza - não gosto de 90% dos arranjos de suas músicas por serem muito datados. Era melhor letrista que cantor. Mas só por ter cometido o "Ideologia", um disco marcante do rock brasileiro, merece a menção.
Renato Russo - apesar de ter sido responsável pela "praga Legião Urbana" que acomete qualquer rodinha de jovens munidos de um violão, era um bom compositor na maioria das vezes, quando não se rendia à pieguice.
Zacarias - na verdade, nunca foi comprovado se ele morreu de AIDS, mas o fato de ter morrido repentinamente de uma infecção derivada de um enfraquecimento imunológico sugere muita coisa. Sobre ele, a risadinha e as caretas eram coisa de gênio. Os Trapalhões morreram com ele.
Uma lista mais completa está com a tia Wikipedia, aqui.
A série de ficção da MTV Brasil, "Descolados", começou faz tempo e esqueci de falar antes, mas como diria o ditado, "antes tarde do que... mais tarde!".
A produção é muito boa. O jeitão "vida real", com roteiros que não têm pudor de abordar sexo, drogas, palavrões e outros tabus, funciona bem com a edição ágil e o trio de atores muito à vontade nos papeis principais. Tenho acompanhado e vi poucos vacilos até então. Recomendo mesmo.
Aproveitando, vou atualizar aquele top 10 da TV aberta que fiz ano passado. "Descolados" já faz parte da lista. Segue a lista completa com comentários rápidos meus; e só deixando claro o óbvio, os critérios são bastante pessoais.
1) "CQC" - Perdeu o ar de novidade e por isso tem muito nego dizendo que perdeu a graça, que estão roubando no concurso do oitavo integrante, isso e aquilo. Pois danem-se. Continuo achando o que disse ano passado: é a melhor coisa da TV atual no Brasil.
2) "Pânico" - Estão se repetindo e perdendo a graça aos poucos, é verdade. Acho o Impostor e as dicas do Bola o fim da picada. Mas quando acertam, acertam mesmo: vide o neo-fenômeno Zina.
3) "Descolados" - Ver início deste post.
4) "A Grande Família" - Dizem que vai acabar neste ano, o que seria uma pena. Mesmo tantos anos no ar, continuam divertidos.
5) "MTV Debate" - Quem diria que Lobão se garante tanto como mediador? Temas pertinentes, consegue mostrar os vários lados, convidados interessantes.
6) "Todo Seu" - Este eu nem assisto muito, mas quando assisto, me surpreendo positivamente. Ronnie Von é um ótimo Ana Maria Braga de calças - sim, isto é um elogio. E as análises de TV de José Armando Vanucci às quartas são sempre pertinentes.
7) "Quinta Categoria" - Quando o programa estreou com Marcos Mion e Cazé, eu achava muito chato. Mas reformularam neste ano, tirando Cazé e trazendo o grupo de humor Barbixas. Foi da água pro vinho. Os caras são muito bons.
8) "Top Top" - É, a MTV melhorou muito sua programação nos últimos anos. Este é um dos raros programas da emissora que ainda abordam "história do rock", com listas bisonhas e textos divertidos. Nem sempre concordo com as escolhas, mas sempre me divirto.
9) "Roda a Roda" - Pô, é joguinho de adivinhar a palavra apresentado por Silvio Santos. Simples e eficiente. Precisa dizer mais?
10) "Leitura Dinâmica" - Pus este porque é o telejornal diário com a proposta mais ousada que surgiu ultimamente; o formato com ênfase nas notas permite que eles abram mais a pauta para outros assuntos ignorados pelos outros jornalões da TV, como cultura pop.
Resumo da ópera: Globo e Record estão aí, se batendo por audiência, mas não estão produzindo quase nada que preste. A Globo mesmo até entraria aqui com mais programas, se não tirasse do ar tão rápido coisas legais que fizeram, como "Decamerão" e "Tudo Novo de Novo".
E aí vem a MTV correndo por fora, ousa mais e faz coisas acima da média. Parabéns, campeões.
Bem, Gisele Bündchen foi o assunto de um artigo do diário britânico "The Independent", que a classifica como "a maior estrela da história da moda".
Uaréva. Todo mês sai um artigo puxa-saco desses para Giselinha em algum jornal/revista/site mundo afora. Mas resolvi aproveitar o gancho para destilar minha ranzinzice contra a gauchinha de Horizontina, pois não vou muito com a cara dela.
Seguem os argumentos:
1) Gisele não gosta do Brasil - Desde que virou top model, ela só aparece no Brasil para desfilar ou gravar comerciais. Como toda exceção tem regra, ela passou aqui neste ano para apresentar o marido Tom Brady à família, mas na entoca. E só. Ela não se mistura com a gentalha. Custa passar umas semaninhas por ano com os brasileiros? Falando nisso...
2) Gisele não gosta dos brasileiros - Essa bola quem levantou foi Rafael Cortez e faz todo o sentido. Di Caprio, Tom Brady, Kelly Slater... só galeguinho gringo.
3) Gisele é burra - Aqui ela não entende a pergunta e enrola bonito. Ou pode até ter entendido, mas se não é burra, é cínica, o que é tão ruim quanto. E na falta de respostas melhores, faz aquela mesma pose do "paz e amor", que com ela fica totalmente vazia de sentido.
4) Gisele finge consciência ambiental - Aqui ela tá cagando pra Peta, pra um tempo depois vir com essa, posando de gringa consciente cercada de indiozinhos em um comercial tosco e clichê.
5) Gisele é chata - "Oh, my God!" digo eu, Gisele. "Oh, my God" = "Meu ovo!" Ver link do item 3.
6) Gisele não é tudo isso fisicamente - Ok, vamos admitir. O rosto dela é lindo, os cabelos idem. E ela faz poses incríveis e as roupas caem bem nela como se fossem a perfeição. Mas e aquelas pernas finas compridas? Aquela ossada no quadril? Aquele peitão caído desproporcional com o resto do corpo? Ah, vá. Só porque é a megatop ninguém fala nada.
7) Gisele é rica demais - Ela tem 28 anos e US$ 150 milhões na conta. É a modelo mais bem paga de toda a história, segundo o Livro Guiness dos Recordes. Mas até o safado do Bill Gates abre alguma fundação beneficente, nem que seja para posar de bonzão da responsabilidade social. E Gisele, nem isso. O que ela faz de útil com tanta grana?
8) Gisele é fresca - De novo, do link do item 3. "Gisele não passa pelo desconforto do empurra-empurra de fãs e imprensa. Ela permanece por volta de 20 minutos em um palco a cerca de quatro metros do público. Responde a meia dúzia de perguntas, faz muitas caras, bocas, poses e então vai embora". Ela é intocável e faz questão de manter essa pose. Não consigo vê-la como uma pessoa normal, e sim como uma rainha alien do showbiz.
9) Gisele é uma atriz ruim - Os comerciais que ela grava com texto são todos picotados porque a burrinha erra e esquece das falas o tempo todo. E ela está horrível naquele filme "Taxi".
10) Gisele já deu - Como se não bastasse isso tudo, nós ainda talvez tenhamos que aguentá-la mais uns anos, pois parece que o mundo da moda ainda gosta dela, mesmo com 14 anos de carreira - uma eternidade para uma modelo. Larga o osso, fia!
Segunda parte da série de posts sobre a morcega. Agora vamos analisar calculadamente um dos maiores fenômenos que cercam o Batman na internet brasileira: o fanfilm paródico Batman Feira da Fruta, ou Filme do Batiman (sim, a grafia é errada mesmo).
Para quem vive em Vênus, aqui vai um resumo rápido da história: um episódio inteiro da série camp do Batman (aquela dos anos 60, estrelada pelo gordinho Adam West) foi redublado com um monte de palavrões e diálogos inverossímeis por três adolescentes paulistas, os irmãos Antônio e José Luis Camano, mais o amigo Fernando Penatti. A sátira foi gravada em 1981, como uma reles brincadeira de tarde, em um videocassete JVC 6700 com entrada para microfone, e era exibida apenas para amigos do trio, mas foi redescoberta e difundida pela internet desde 2003.
É melhor assistindo do que explicando, então taí. Importante: a dublagem nos primeiros minutos é a dublagem original brasileira do episódio. A redublagem mesmo só começa de fato pouco depois dos créditos da produção, lá pelo segundo 3:25.
Agora vamos aos 10 fatos que transformaram Feira da Fruta em um clássico:
1 - Lançou tendência: nem em 1981, nem em 2003 existia o Tela Class, criação dos humoristas da MTV Hermes e Renato. Não existia O Destino de Miguel, paródia sem sal (na minha opinião) do elenco do finado programa Sexo Frágil (Globo) mais convidados; e não existia as inúmeras redublagens toscas que povoam a internet, como o Seu Madruga maconheiro ou as de Vale Tudo do Las Bibas From Vizcaya. Depois do "Bátima", as redublagens se tornaram cool.
2 - Tosco, porém refinado: a grande maioria das pessoas que assistem ao vídeo pela primeira vez não acha muita graça. Não parece muito diferente daquela brincadeira de infância de redublar uma conversa distante entre dois estranhos. Mas algo meio "O Chamado" acontece após o vídeo: você fica repassando as cenas na cabeça e só aos poucos vem o clique: "pô, aquilo é MUITO engraçado". Por mais paradoxal que seja, o humor do vídeo é tão tosco que se torna pós-modernamente sofisticado, pois você demora a assimilá-lo...
3 - Chavões para a vida toda: ...e assim que finalmente assume ser fã do vídeo, o passo seguinte é obrigatório: repetir os bordões da sátira em inúmeras situações, transformando-as em um dialeto próprio. "Eu vô comer a tia do Bátima" = "vou me dar bem", "Você quer um charuto, meu filho? É havano!" = "quer ganhar um presente?" e "não abre, senão vai cair o meu pinto" = "não faz isso, é perigoso!", e por aí vai. Só funciona, claro, entre amigos que também sejam fãs do vídeo.
4 - A trilha sonora: "Feira da Fruta" era uma música do Grupo Capote, banda baiana que tocava às vezes em parceria com Tom Zé. O repertório misturava ritmos tradicionais nordestinos, como o forró e o maxixe, com os instrumentos eletrônicos e a batida típicos dos grupos de rock, e sobretudo uma boa dose de humor nas letras. "Feira da Fruta" chegou a ter um pequeno sucesso no Carnaval de 1973. O deboche da canção levou os criadores do vídeo a incluí-la em quase todas as cenas, o que reviveu o interesse pela música, que antes do sucesso do vídeo já estava no limbo da MPB. É impossível não cantá-la depois de assistir à paródia.
5 - Palavrões sem medo: até nos dias de hoje, o palavrão é um grande tabu. Imagine em 1981. Em entrevistas, Fernando assume que quando diz no vídeo "Robin, modere o seu linguajar, por favor" era para Antônio parar de falar tanto palavrão, já que eles não sabiam quem poderia assistir a fita depois. No entanto, o palavreado desbocado é talvez um dos maiores fatores de sucesso do vídeo, justamente pela subversividade que o ato de falar palavrão ainda representa.
6 - O nonsense: Quem já assistiu ao Tela Class ou O Destino de Miguel sabe que eles fizeram edições para encaixar a história da paródia nas cenas escolhidas. Além disso, os diálogos da dublagem foram escritos previamente. Com o Batman Feira da Fruta não teve nada isso. O episódio da série, "Um adversário à altura de um medonho bandido", foi redublado quase por inteiro, e totalmente em tempo real. Ou seja, todas as falas foram improvisadas à medida que o videocassete exibia as cenas. Os únicos cuidados prévios foram três: ficou combinado que Fernando dublaria o Robin e Antônio o Batman; antes da gravação de fato, assistiram à gravação pelo menos umas dez vezes, até sentirem-se prontos; e faziam pausas quando não conseguiam segurar as risadas. Resultado: muitas falas não faziam o menor sentido. Por exemplo, em uma das cenas Robin está em campo, disfarçado, e se comunicando com Batman em um microfone. Daí vem o diálogo: "Batman, tá me escutando, seu bicha??". "Vamo parar com esse xingamento, hein?" "Então liga o radinho nessa merda!". Daí o espectador se pergunta o que ligar o rádio do carro tem a ver com xingamentos...
7 - A "atuação": O improviso, amadorismo e cara-de-pau do trio de dubladores se reflete nas "atuações" e se mistura às próprias atuações da série camp. Assim como no original, Batman tem um jeitão canastríssimo e Coringa mantém seus tiques efeminados, mas com um carregado e hilário sotaque paulista. Robin, no entanto, em vez de ser o bom moço de sempre, se torna um moleque malcriado aos extremos. Mas o destaque fica para "Clotilde" (Suzy, no original), uma coadjuvante do episódio que é líder de torcida. Como não havia uma mulher naquela tarde da dublagem, Antônio se encarregou de dublar a moça. O falsete fake do rapaz é um dos pontos altos do vídeo. Um fã do Feira da Fruta não consegue mais associar as cenas ao enredo do episódio original.
8 - A proporção na internet: No Orkut, uma busca por "Feira da Fruta" rende apenas 24 (opa!) comunidades hoje, mas não é o bastante, pois existem inúmeras que foram criadas com os bordões do "filme", como "eu vo come a tia do batima", "c ké um charuto? eh havano", "Robin Viadinho", etc. Talvez a maior ainda seja a "Filme do Batiman", com mais de 12 mil associados. No YouTube pipocam trechos do vídeo, além da versão integral (acima). Existem "continuações" não-oficiais, dubladas por outros sujeitos. Um cara no MySpace fez até dois funks com os diálogos. A verdade é que, sem a internet e as intervenções dos internautas, dificilmente o Feira da Fruta teria ganho a popularidade que ganhou.
9 - Instant celebrities: já quarentões e barrigudos, Antônio Camano e Fernando Penatti, idealizadores do vídeo (José Luiz só fez uma participação dublando o Comissário Gordon), entraram para o rol de celebridades de internet. No maior bom humor e falta de noção, os dois até particaparam de um evento dedicado ao vídeo, em 2003, com as máscaras de Batman e Robin.
10 - Difícil de enjoar: Por todos os motivos acima, os fãs do vídeo geralmente têm o hábito de assistir ao dito cujo inúmeras vezes, sempre prestando atenção em detalhes que passaram despercebidos antes, como um efeito sonoro ou uma fala mal articulada. Uma degustação que só costumamos fazer com as obras-primas.
Muita gente reclama da programação da televisão, e com certa razão. Eu tenho assistido à TV aberta com freqüência. Na minha opinião, sim, tem muito lixo, mas eu consegui filtrar algumas coisas que, na escala de 0 a 10, estão no mínimo com nota 6. O motivo da lista é mostrar pra nós mesmos que nem tudo está perdido, e que os bons exemplos podem influenciar os outros programas. A lista não está em uma ordem específica do melhor ao pior. Simbora.
O meu programa favorito hoje em dia. Pra quem não se ligou ainda: é a versão brasileira de um programa argentino, que já foi importado pra outros países latinos. É comandado por Marcelo Tas e outros nomes novos. Além das reportagens e coberturas de eventos com tom irônico, mas não apelativo, tem quadros hilários e inteligentes, como o CQTeste, um descompromissado teste de QI de celebridades; o Top 5 das cenas mais absurdas da TV na semana; o Repórter Inexperiente, que o cara finge ser novato pra ver a reação dos entrevistados (embora esse quadro tenha acabado há pouco tempo); e o Proteste Já, onde eles recebem uma denúncia e vão apurar as informações, mostrando com acidez o absurdo daquele problema. Um dos destaques é a edição amalucada. Abaixo tem um vídeo onde eles fizeram um teste de honestidade com o povo do Rio de Janeiro.
Esse já é velho conhecido e um tanto polêmico. Dizem que é apelativo e sem noção. Eu concordo, mas pra mim essa é a graça do Pânico na TV, que chuta o balde da caretice televisiva. É verdade que algumas coisas ali são bem gratuitas, como Silveira e Silveirinha (que rendeu até uma discussão pública com Wagner Moura) e a gincana das Panicats. Mas admita que as tiradas de Christian Pior são geniais.
Outro clássico, no ar há sete anos, mas parece cada vez melhor. É programa pra ver e relaxar, com um humor inocente sem baixarias ou cabecices. O elenco é afiado e está com mais coadjuvantes, como a venenosa Dona Abigail.
Eu geralmente não gosto dessas sitcoms da sexta-feira que a Globo passa, mas esse foi exceção. A premissa é boa, porque seria bem fácil do cara se aproveitar das mulheres que ajuda, mas não é o caso: ele realmente leva a profissão a sério e é bom nisso. Acho meio verborrágico às vezes, mas os roteiros são legais. A má notícia é que o programa entrou de férias, mas volta em agosto.
Curto desde a estréia, quando ainda se chamava Ídolos e tinha o formato do American Idol. O incrível é que o formato esse ano mudou para melhor: a competição ficou mais curta (agora é mensal) e há mais espaço para os candidatos engraçados, mas sem desvalorizar os bons cantores. E ainda podem levar instrumentos pra audição.
"Porra, uma novela??", você pode dizer. É, mas essa tem um lance interessante. É a primeira "novela das oito" (que só começa às nove) de João Emanuel Carneiro, roteirista de Central do Brasil e Cronicamente Inviável. Ele optou por um estilo de roteiro menos convencional, meio parecido com a trama de Lost: à medida que a história anda, novas pistas fazem a gente repensar tudo que se sabia antes, remodelando as dúvidas anteriores e criando novas. Fora o fato de não se saber ainda quem é a mocinha e quem é a vilã. Eu não acompanho todo dia, mas de vez em quando assisto sem nóia.
Talvez um dos melhores desenhos de ação já feitos. Passa longe das infâmias da era Superamigos. O problema é que passa no mesmo horário dos Simpsons.
* Sílvio Santos - SBT, domingos, a partir das 13h; terças, 20h (Nada Além da Verdade); sextas, 20h (Topa ou Não Topa)
Sem programa específico, porque eles vivem mudando, mas é garantido que você encontra ele no domingo à tarde. Na verdade, nem importa muito o programa em si; o velho Sílvio é sempre garantia de risadas. Recentemente mudou o quadro Nada Além da Verdade para as terças-feiras e o Topa ou Não Topa para as sextas. Às vezes também aparece em reprises no Quem Não Viu, Vai Ver, aos sábados.
* Chaves - SBT, segunda a sábado, 5h45, 7h, 12h45, 17h
Pô, é o Chaves! Quer motivo melhor para se divertir? Segundo o site do SBT, os horários são esses acima, (5h45?!?), mas sempre mudam ao sabor da vontade do patrão Sílvio.
Ainda teria uma menção honrosa aos sazonais bons filmes e seriados (Lost e 24 Horas na Globo, Grey's Anatomy no SBT).
Não coloquei nada da TV Cultura porque eu sou um mané que não tem o hábito de mudar pra esse canal, mas um dia desses passou um especial sobre Egberto Gismonti. Vou tentar me policiar pra zapear a Cultura mais vezes.