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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Formspring: a provável sensação de 2010?

2010 nem começou de verdade e já rola uma rede social que promete ser a sensação do ano: o tal do Formspring.
O negócio promete pegar pelo mesmo motivo que o Twitter pegou: é um conceito tão simples e eficiente que é altamente pegajoso. Você cria a conta e está apto a perguntar ou ser perguntado sobre qualquer coisa, mesmo anonimamente - e quase todo mundo está preferindo assim.
Claro, como deu para notar na imagem acima, não espere entrevistas do nível do "Roda Viva". Como nenhuma rede social é completa sem o fator sem noção, quanto mais absurda e/ou safadinha a pergunta, mais o bicho pega (oe!)
Criei uma conta, mas até o momento, ainda não sei se vou aderir por algum desses motivos:
A) Não sou interessante o bastante para alguém querer me perguntar algo;
B) Mesmo que perguntem, não sei se quero responder;
C) Mesmo que responda, temo até onde a brincadeira possa me viciar;
D) Não sei se quero dar mais corda para stalkers;
E) Todas as alternativas estão corretas.
Se qualquer dia desses eu fechar a conta, é porque eu não aguentei a brincadeira. Mas que ler os perfis dos outros é divertido, isso é.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Alô, Alô, Terezinha
A meu ver, um bom documentário é aquele que usa o objeto real documentado como um "McGuffin" para contar boas histórias e iniciar reflexões mais profundas sobre o mundo em que vivemos. É exatamente o que faz "Alô, Alô, Terezinha".
Mesmo hoje em dia, é difícil entender o anárquico, caótico, escrachado e carnavalesco pernambucano Abelardo Barbosa. No filme de Nelson Hoineff, quem se sai melhor na tarefa é Alceu Valença: Chacrinha foi o cara que levou a figura do "velho" do pastoril profano à televisão.
Apoiado no tradicional formato imagens de arquivo + depoimentos, o filme tem como maior mérito seguir a linha mestra do Velho Guerreiro: mandar o politicamente correto às favas e entrar de cabeça nos detalhes "picantes" da biografia do comunicador.
No desenrolar da produção, fica fácil entender que Chacrinha se torna o centro de temas como os limites do grotesco e da sexualidade na indústria cultural; a obsessão dos anônimos de pular para o sucesso; e as diferenças de Zeitgeist (espírito da época) entre os estranhos anos 80 e a asséptica década atual.
Não incomoda no filme a nudez de Índia Potira, ou a evidente "plastificação" dos artistas que mantém a mesma cara há mais de 20 anos, enquanto as pobres chacretes não resistiram ao tempo. Incomoda mais o pieguismo do diretor ao pedir para todo mundo cantar à capela, ou chorar por alguns segundos para a câmera.
Ou pior, constatar que tudo isso é mero calhau, pois as imagens de Chacrinha em ação são muito poucas e muito ruins - fruto do descaso das emissoras com seu próprio acervo. Que por sua vez, vem do desleixo dos brasileiros com sua própria história. Independente disso, o filme merece ser visto e revisto pelo mérito que é reativar, por uma hora e meia, uma época em que a TV e a sociedade eram menos pretensiosas.
Curiosidade: na sessão que fui, no metrô Santa Cecília (SP), tivemos a presença ilustre na plateia de ninguém menos que Rita Cadillac.
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terça-feira, 20 de outubro de 2009
CPI do visual de Marge Simpson
Ninguém pode falar de Ângela Bismarchi. Olha só o que os milagres da cirurgia estética já fizeram a Marge Simpson, a próxima estrela da "Playboy" gringa.
Ela começou assim, nos anos 80...

...depois evoluiu para o visual clássico...

...até chegar aos peitões de hoje em dia. Em um episódio de 2002, ela até pôs implantes de silicone mesmo, mas ela os tira no final. Quer dizer, será mesmo que tirou?

Menção honrosa a Marge adolescente antes do cabelo em pé horrível. Cabelo que depois veio para ficar, infelizmente.

Clique aqui para mais imagens de Marge em diversas fases e estilos.
Cuidado com a vaidade, Marge, para não acabar assim:
Ela começou assim, nos anos 80...

...depois evoluiu para o visual clássico...

...até chegar aos peitões de hoje em dia. Em um episódio de 2002, ela até pôs implantes de silicone mesmo, mas ela os tira no final. Quer dizer, será mesmo que tirou?

Menção honrosa a Marge adolescente antes do cabelo em pé horrível. Cabelo que depois veio para ficar, infelizmente.

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Cuidado com a vaidade, Marge, para não acabar assim:
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Big Bang Theory, início da 3ª temporada - considerações
Antes: ansiedade e expectativas altas. Depois: expectativas apenas cumpridas; nem superadas, nem frustradas. Episódio bom, grandes momentos, mas nada genial. Achei fraco o plot do piti de Sheldon (mais um, né?).
A grande surpresa: jurava ver Penny com outro namorado depois de três meses sem os nerds, mas ela não apenas estava esperando por Leonard, como estava cheia de tesão!! Uau! Sem falar que ela segue cada vez mais linda.
Outra surpresa: Penny foi assistir ao "Star Trek" novo sem eles. Desde a temporada passada ela dá sinais de catequização nerd, mas sem perder o estilo menininha. Gosto disso.
Aliás, as piadas mais fracas vieram dela tentando ser a Penny lôraburra do início da série - a historinha da torta e não ter entendido o presente de Leonard.
As melhores gags pop foram de Raj: a de "Mario e Luigi" e "Toy Story", hahaha.
Melhor frase, claro, por Sheldon: "In the world of emoticons, I was colon capital D". Mestre.
E por fim, mas não menos importante: eles TRANSARAM! AEEEEE!!! O 21 de setembro deveria se tornar o novo Dia do Orgulho Nerd.
No entanto, como Penny salientou, foi um lance "esquisito". Isso deverá repercutir nos próximos episódios. Só espero que não vire melodrama romântico, pois o estilo "Mulder & Scully" não combina com os dois.
Foto: Omelete
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quinta-feira, 21 de maio de 2009
Erótika Fair, de novo
É, fui lá de novo. E de novo tirei foto e escrevi texto, mas dessa vez fiz uns vídeos também.
Não tenho muito a acrescentar em relação ao que já tinha dito antes. Só que esqueci de mencionar uma coisa: pô, por que tanta stripper/modelo/atriz pornô/puta feia, hein? As mais bonitas são tão caras ou difíceis assim?
Não tenho muito a acrescentar em relação ao que já tinha dito antes. Só que esqueci de mencionar uma coisa: pô, por que tanta stripper/modelo/atriz pornô/puta feia, hein? As mais bonitas são tão caras ou difíceis assim?
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Raio X do "BBB 9"
Bom, o mundo gira com acontecimentos sem importância como Sarney por cima da carne seca virando presidente do Senado - ou seja, Sarney sendo Sarney; um ex-deputado colombiano refém das Farc libertado; a italiana que vai sofrer eutanásia; o italiano "gente boa" que o governo brasileiro insiste em proteger enquanto ignora a morte nas ruas de muita gente boa (sem aspas)......mas não tem jeito. Depois de sete anos resistindo, fui finalmente infectado pela praga do "BBB", como falei antes. Daí resolvi fazer uma atualização do que estou achando do programa e dos participantes. Segura na mão de Deus e lê:
E claro, o quarto branco. Quando vi pela primeira vez, achei que seria um lance mais torturante ainda, com aquela sirene tocando alta a cada cinco minutos. E acho até que Boninho tinha, mas pensou dois segundos no mar de ONGs de direitos humanos enchendo o saco dele e só deixou a sirene como enfeite mesmo. Voltando ao quarto, o primeiro uso dele foi ótimo, pois eliminou praticamente duas pessoas da casa, que ficou bem cheia depois da entrada de duas pessoas da bolha. E sim, a bolha acho que ficou marcada como a idéia mais nhé desta edição.
* Alexandre: a mosca morta da casa. Quando saiu, falou que tinha definido uma estratégia de jogo, mas nem deu para perceber. Acho que era "ficar de boa com todos", mas não adiantou. E também teve o azar de ir ao paredão com duas pessoas mais carismáticas, Max e Priscila (falo mais deles abaixo). Ah, e não assumiu, nem com o papo de crisálida de Bial.
* Ana Carolina: na minha opinião, a mais mala de todos, ocupando o posto que um dia foi de Naiá. Mas não confundam maletice com vilania. Ela força uma barra tremenda nas brigas dela com Newton, mas no fundo, ela é inofensiva no jogo. Pelo menos as loucuras patricínhicas dela causam alguma celeuma na casa, o que anima o programa.
* Emanuel: não sei se a bolha apagou a personalidade das pessoas, mas fora o fato de ter virado o peguete de Priscila - e mais por iniciativa dela - ele simplesmente não faz nada. É um nada.
* Flávio: um dos meus preferidos. Amigão total de toda a galera (praticamente não tem inimigos na casa), tem um senso de humor dos bons, mas também dá a real quando os problemas aparecem. Acho que não vai ganhar principalmente porque ficou solteiro na casa, mas espero que dure um bom tempo ainda. Se por um milagre Max sair, acho que ele levaria o prêmio.
* Francine: mesmo antes da saída de Michelle, virou a minha "sister" preferida. Além de muito bonita, o jeitinho maluquete dela faz meu tipo. Só perdeu pontos por ficar no queijo com Max por causa da "pessoa lá fora", um clichê básico do "BBB" que talvez seja também uma estratégia "Rafinha" de jogar. Ainda assim, gosto dela.
* Josiane: pessoa legal e pá, mas é outra "nada" que veio da bolha. O romance dela com Newton periga ser um dos mais trash da história do "BBB", mas até ela está se ligando nisso e acho que vai dar graças a Deus quando ele sair.
* Léo: desde o início um dos mais fracos do jogo, e só não saiu antes porque foi para o lado B. Mas não deu para entender a dele. Entrou em uma paranóia de que estava tomando as decisões erradas e sendo visto como vilão pelo público, mas o coitado deve ter ficado decepcionado quando saiu, pois ninguém estava nem aí para ele até virar o "coitadinho do quarto branco". Sairia em branco se não fosse por isso. Mas era um cara legal, o único que tinha ouvidos para as sandices de Norberto.
* Max: até aqui, ele é o cara do milhão. É o "novo Alemão": jogador assumido, mas bem no estilo "fair play". E o engraçado é que ele foi vendido ao público como o cara-que-se-acha (nisso pelo menos acertaram) e pré-candidato a vilão, mas na casa não foi bem assim. Faz macaquices com Flávio que fazem a festa do povo da edição - e confesso que me divirto com eles também -, e esse romance sem beijos com Francine eu fico até com pena, porque até acredito que ele tá (um pouco) a fim dela. Mas depois ele ganha o milhão, eles "acabam" (?) e a vida segue.
* Michelle: a "Grazi" desse ano se ferrou porque foi com o paredão com Max e Pri (karma dos pernambucanos?), e até o povo da casa ficou meio mal de ter votado nela, mas é a sina do primeiro paredão: a pessoa não teve tempo de fazer nada e sai só porque não foram com a cara. Pena.
* Milena: ponto fraco: é uma das mais feias. Ponto forte: é uma das mais animadas. E a amizade dela com Priscila e o namoro com Ralf a fortaleceram. Mas não ganha, acho.
* Mirla: ponto fraco: é uma das mais apagadas, e ficou mais deslocada ainda quando todos os amigos dela na casa (Michelle, Alexandre, Léo) saíram. Pontos fortes: assim como Flávio, não tem grandes inimigos, não entra em barracos e é muito solícita nas tarefas da casa. Pode durar bastante, mas não sei se ganha.
* Naiá: é oficialmente a "figura" do "BBB", para o bem e para o mal. Tem aqueles tiques de gente velha que dependendo do momento, irritam profundamente (as delcarações anti-minorias dela, wtf?!), dão peninha ou você até se identifica. Ela morrendo de chorar com "Sandra Rosa Madalena" já foi um momento clássico deste ano. Só que a "netinha" dela, Ana Carolina, virou a mala-mor, como falei acima, e eis que Naiá hoje é aceitável como personagem divertido da casa.
* Newton: esse negócio de vilão do "BBB" é um troço complicado. Antes de gostar disso, eu sempre achei que as pessoas já entram lá com papéis pré-formatados: herói, vilão, piranha, etc. E ainda acho isso. Se o cara se recusa a fazer o papel, a produção/edição dá aquela forcinha. E aí temos Newton como vilão. O cara é mala? É. Jogador demais? É. Machista e se acha? Sim. Mas é um cara feladaputa? Não sei. Vejamos: ele diz ter entregue a prova do líder para Emanuel falar com o filho (ou ele estava cansado mesmo e não queria assumir isso); as brigas com Ana sempre começaram por causa das provocações dela; apesar de levar Léo ao castigo (lembrem que ele e Ralf eram amigos dele, foram convidados por ele para a sessão de cinema do líder), o cara nao sabia que era um quarto branco fechado, e tampouco que valia eliminação sem o público votando. E aí? Aí que não gosto dele, o povo na casa não gosta, o público também não, mas ainda acho injusto nego virar vilão sem que as pessoas entendam melhor a conjuntura toda.
* Norberto: no início acreditei que ele poderia levar o prêmio, mas se deixou levar demais pelo jogo. Nem achei a decisão dele emparedar Max uma trairagem, pois entendi bem o que ele queria: ele deve ter sentido que Max voltaria do paredão - o que aconteceu - e de fato votar em alguém do lado A no dia que os conheceu seria um lance meio injusto. Mas ele cometeu outros erros, como se insinuar demais para as meninas (constrangedor) e não curtir muito as festas. Foi se isolando e deu no que deu. O que Léo tinha faltando Nonô tinha em excesso: auto-confiança.
* Priscila: já é mais que óbvio que ela é a bunda oficial do "BBB 9", mas não acho que seja só isso. Ela é fiel aos amigos do lado B, tem um papo muito direto, e até o lance com o mané do Emanuel, por mais jogo que seja, vejo também como uma carência/carinho real dela. Não vai ganhar porque o público da Globo é o público da Globo - e as pessoas sabem que as gostosas já saem da casa no lucro por causa das revistas masculinas - mas é uma das personagens mais legais deste ano.
* Ralf: depois de Max e Newton, é o maior jogador. Mas tem um estilo mais instintivo e menos cerebral que os outros dois. Fiquei com pena porque levou fora de Michelle e teve que se contentar com a feiosinha da Milena, mas enfim. O cara é legal, talvez seja hoje o meu preferido do ex-lado A.
No mais, parabéns ao programa por ter finalmente escolhido um elenco heterogêneo que sai (um pouco) do esquema Playboy-G Magazine de antes e que está apimentando os acontecimentos do programa sem perder a mão.
Beijo, continue espiando!
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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
"A minha cabeça tá no jogo mas meu coração tá la fora"
Pois é, devido a questões profissionais terei que acompanhar de perto o "Big Brother Brasil". E para eu não sofrer sozinho, divido com meus dois leitores as minhas impressões sobre esta edição. Vamos lá:
Sobre as novidades do formato. O lance dos lados A e B parecia ser uma roubada, mas já dá para perceber que criou uma dinâmica realmente nova. Acho que a intenção de criar ambientes desiguais era mostrar como diferentes pessoas se adaptam melhor a diferentes meios (antropólogos devem delirar com isso).
Daí que o grupo B, contrariando as expectativas, não só não se importou com a falta de luxo como permaneceu um grupo muito mais unido e animado que o A. Li neste blog uma sugestão interessante: e se os dois grupos trocassem de ambiente por uma semana? O grupo A, já acomodado, sofreria no lado B? Boninho, rapá, investe na ideia.
Mas a novidade mais tosca foi mesmo a casa de vidro. Porra, você tem o trabalho de escalar quatro infelizes, anunciá-los na imprensa, as pessoas já criando suas expectativas de como eles se portarão na casa... para de repente, de forma muito arbitrária, separá-los dos demais para ficar na jaula em um shopping. E antes se a "bolha" criasse uma tensão nova, deixando eles putos de estarem ali, mas eles ficam o dia inteiro sorrindo e posando para fotos! A casa de vidro conseguiu o impossível: ser mais entediante que a casa oficial.
Sobre os participantes. Eu não sei se foi sorte ou se aquele sorteio do primeiro dia foi marmelada, mas perceberam como cada lado teve seu velhinho, sua miss, três casais? Mas mesmo com a divisão, dá para perceber que o grupo inteiro é muito homogêneo; todos muito bonzinhos e diplomáticos. Até o momento, ninguém aparenta que vai se tornar o vilão. Mas ainda é cedo, e nos outros anos, os vilões e panelas só começam a surgir lá depois do segundo paredão.
Agora, sobre cada um individualmente. Confesso que torcia por Michele, porque é pernambucana, a mais gata e representou o Sport no "Musa do Brasileirão de 2007". Mas eu sei que as gatas nunca ganham o programa, porque o povo sabe que elas podem lucrar na "Playboy" e afins. E para piorar, ela ainda está bem apagadinha. Aliás, apagado é o grupo A quase inteiro (Ralf, Newton, Mirla, Alexandre e a mais enjoada, Ana Carolina). A véia Naiá é que talvez encha o saco daqui a um tempo. A ranzinzice enrustida dela (fica limpando a casa o tempo todo) pode render algo em breve.
Norberto tem sido, a meu ver, o grande candidato ao milhão. Já chegou chegando: "aqui dentro vale tudo!" Vai ter pena do véio! Ele é bem humorado, carismático, se enturma fácil, mas também inteligente, muito observador e já deve estar estudando as estratégias.
Já o restante do B é aquela baixaria de sempre: a putona da vez é Priscila, a cu doce é Milena, a sem noção é Francine, Max deixou o posto de possível vilão para ser só mais um simpático (mas pelo menos ele instiga a galera, diferente dos homens frouxos do A), Flávio achei que seria o gay, mas aparentemente gosta de mulher (mas recusou um beijo de Milena, então sei não, hein?) e Leonardo é o retardado. Enfim, um elenco de "Big Brother" perfeito! Hahaha.
Agora é esperar os dois grupos se juntarem para ver as desgraças acontecerem. E acompanhem o Big Bosta Brasil que tá totalmente excelente.
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sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Quem tem medo do Salão do Automóvel?

Fiquei dividido quando fiz esta reportagem (na verdade, meio a meio com Ludmilla Balduino) sobre o Salão do Automóvel, há duas semanas.
Meu lado nerd-consumista-deslumbrado achou a pauta uma das coisas mais legais dos últimos tempos. O Salão é o equivalente a uma incrível e imensa loja de brinquedos para homens acima dos 30 anos. Carros bonitos e modernos de todos os tipos, mulheres muito bonitas e boazudas ladeando quase todos os veículos (só uma minoria era mais feinha), várias atraçõezinhas paralelas - show de hologramas, show de axé dos próprios funcionários da Volkswagen, estande da MTV com Rock Band... enfim, em um passeio completo para se divertir naquilo tudo, duas horas é muito pouco.
Agora meu lado chato-crítico-noiado fica pensando que aquele circo da luxúria masculina dissemina, de forma dissimulada, alguns valores bastante negativos.
Em primeiro lugar, tirando alguns poucos modelos econômicos, quase nada daquilo é para o seu bolso. Há bastante tempo que carro é um produto de valor agregado à marca, ao status, ao "você não é homem o bastante para ter um desses". Isso fica bem nítido na parte das Ferraris, pois os sorrisos de todos ali não é porque iriam sair dali de Ferrari, mas porque estavam felizes só por estar perto dos veículos. Às vezes acho que isso não deixa de ser um pouco humilhante, do tipo "jogar sua baixa estima lá pro alto", como diz Paulo Bonfá do Rockgol.
Segundo, porque a publicidade automotiva não avançou muito na pobre associação freudiana do carro como símbolo de potência sexual, visto a enorme quantidade de mulheres em vestidos justos que acabam propagando ainda mais essa pobreza de espírito a nós, homens. Mas sendo otimista, percebi uma coisa boa: nas marcas mais respeitadas, as mulheres usavam vestidos mais comportados; já no estande da Chana (sim, existe uma marca com esse nome) e similares, tome roupa curta nas meninas para chamar a atenção da comunidade tarada. A reportagem conta um exemplo de constrangimento que uma delas passou.
"Mas e a Erotika Fair, não é a mesma coisa?", perguntaria você. Ao meu ver, não é a mesma coisa porque na Erotika não há dissimulação. Ali a regra é clara: atores e atrizes pornô são pedaços de carne a serviço do sexo e sabem muito bem disso. Desde que não haja assédio físico não concedido de uma das partes, o resto é liberado. As mulheres mostram o peito, a periquita e todo o resto de propósito porque querem ser "secadas", pois será bom para o negócio dela (falo do trabalho mesmo, não da periquita).
Já no Salão, pelo que conversei com as modelos, elas de um modo geral acham o trabalho bem chatinho - isso quando não fica desagradável mesmo, com os mais tarados chegando perto para boliná-las na hora de de tirar foto - e só o fazem pela grana e pela visibilidade.
E por fim, o mais preocupante. Oras, em pleno século 21, com crise do petróleo, todo esse papo de biocombustível, e o trânsito das megalópoles um caos, para que ainda precisamos de carros? Quer dizer, não acha que está mais do que na hora de repensarmos esse modelo individualista de transporte e trazer alternativas?
Será que já não devemos seguir o exemplo dos nossos amigos de Jornada nas Estrelas?
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segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Verdadeiro perigo na mente dos boçais
Daí eu fui pra abertura da Erotika Fair de SP e fiz uma cobertura pro BOL. É, já faz duas semanas, mas esqueci de dizer isso aqui antes porque eu sou um pedro bó.
Segue um aperitivo abaixo:
Vibradores de todos os tamanhos e formatos, roupas íntimas, fantasias, preservativos, cremes íntimos com sabores, e claro, mulheres e homens seminus desfilando pelos corredores. A 13ª edição da Erotika Fair, um dos maiores eventos do mercado erótico brasileiro, começou na última sexta-feira (10) no Expo Mart, em São Paulo (SP), sem economizar na variedade de produtos e atrações.(...)
Os rapazes também formaram fila na seção de brincadeiras eróticas. Lá o participante entra em uma cabine escura e a modelo dança, o toca e dança novamente com o corpo colado ao dele, mas com um capuz que lhe tira a visão.
"É por pouco tempo, mas dá para sentir tesão sim. Eu interagi com ela [a dançarina], pude pegar no corpo dela sem restrições", afirma o engenheiro M.M.T., 27 anos. "Eu faço isso pela grana, mas também acho divertido. Comecei porque sempre gostei de dançar e hoje me apresento em casas noturnas", revela a dançarina Bianca, 18 anos, que diz nunca ter transado por dinheiro. "Mas também não tenho nada contra quem faz isso", complementa.
Todos os textos e fotos (sim, tem peladas!) aqui.
O que eu achei? Bom, se você já perdeu a virgindade há muito tempo, tem um mínimo de maturidade e bom gosto para mulheres, não vai achar nada de mais. Como diz o nome, é uma feira mesmo, só que de sexo. Você vai lá e compra um vibrador, ou uma vela comestível, ou só pra tirar umas fotos sem noção mesmo. Só não compra putas ou trepadas; quer dizer, não compra oficialmente, mas creio que algumas pessoas lá "trocam contatos" pra outra oportunidade, se é que me entende.
sexta-feira, 11 de julho de 2008
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