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domingo, 25 de abril de 2010

Dois meses depois

Bom, voltei a escrever aqui. Demorei porque não tive tempo. Queria mesmo, mas não achava o momento certo, o assunto, o foco. E ainda não achei, como está dando para notar nesta introdução. Mas minto: achei sim. Acho que a melhor forma de voltar pra cá é esta mesmo: escrever de improviso. Uma quase sessão de terapia. Falando conforme o fluxo, mas com uma diferença: tentar não tornar tudo íntimo demais. A internet é dos stalkers. Aliás, mesmo seus parentes e amigos são stalkers, embora do bem. Querem acessar seu blog para tentar ler nas entrelinhas como eu estou. Se estou bem, mal, feliz, triste, irritado, confuso. Mas tá liberado. Todo mundo que usa internet faz isso. Eu, como leitor de outros blogs, escritos por conhecidos ou anônimos, faço isso, intencionalmente ou não. Mas enfim. Eu estava dizendo que queria falar de mim sem falar demais de mim. Os últimos meses sem vir aqui foram positivos, na minha avaliação. O Quadrisônico está bem, com quase 3 mil acessos em dois meses. Consegui entrevistas com músicos, feedbacks legais aqui e ali, opiniões positivas. Fora isso, uma reportagem minha saiu no caderno de Informática da Folha de São Paulo. Outra está para sair, assim espero. Não vou botar links para nada, pois isso é um trabalho extra que não quero ter aqui. Só quero escrever. Mas é fácil achar, na Folha Online tem uma busca, e o endereço da Folha Online você acha no Google, e o endereço do Google todo mundo sabe qual é. Que mais? Teve essas coisas boas, mas tiveram as ruins, que nem são tão ruins: eu é que as aumento. Fico um pouco frustrado quando meus pequenos planos - arrumar a casa, pagar a conta em tempo, fazer a programação que estabeleci na minha folga, achar um objeto que perdi, postar Playlist do Youtube no Wordpress - não dão certo. Admito que são frustrações pequenas - mesquinhas, até - e momentâneas, mas que ganham status de permanente quando se acumulam. Não acho que seja TOC. Espero que não seja. Ah, também me preocupo com os problemas das pessoas que eu gosto. E não vou dar exemplos aqui, claro, porque não estou autorizado a falar de terceiros. Outra coisa que quera falar aqui é que curto palavras cruzadas. Hahaha! Sempre curti, isso não é novidade, mas eu na minha paranoia quero fazer mais cruzadas daqui para frente para evitar Alzheimer. Sim, com essa idade já penso nisso, visto que ando esquecendo as coisas. Gosto muito da minha memória e quero conservá-la o máximo que puder. E o Sport? Vai ser pentacampeão pernambucano, né? É bom que seja, pois pelo que venho acompanhando, vai ser a única conquista deste ano. Com sorte, a gente volta à série A, mas com esse time, sei não, hein? Teve também terremoto no Haiti e chuva no Rio. O mundo tá acabando, por isso que uma das tags daqui é "fim do mundo". Nada contra. Só queria que acabasse de forma rápida e indolor, mas até isso não vai ser possível, pelo visto. Mas a humanidade merece sofrer. A gente não cuida mesmo direito do planeta, então taí o retorno da nossa burrice e apatia. Mas esse papo vai fazer meus pais acharem que estou deprimido, então vamos para outro: eu gosto mesmo de como as coisas estão rolando na minha vida. Não estou no auge, mas estou me sentindo em uma fase boa sim. Estou um pouco otimista. Sério. Isso não é comum comigo, né, mas estou. Na verdade, o que acho é que estou vendo meus esforços serem recompensados aos poucos, e também me sinto um pouco mais capaz de enxergar e aproveitar oportunidades. Mas acabei de rolar a barra da tela e notar que já falei isso neste texto. Ó só: "Os últimos meses sem vir aqui foram positivos, na minha avaliação". Apenas descrevi mais o que estou sentindo. Mas tá bom, né? Vamos ver se alguém vai ter saco de ler esse calhamaço. Falei que não queria ter trabalho, então nem quebra de parágrafo e estrutura formal vai ter. Lembro que eu curtia o Instante Anterior, finado blog de Bruno Medina, o tecladista do também finado Los Hermanos. E era meio assim, na verborragia sem noção. Sem jornalistices. Propositadamente amador e umbiguista, meio reflexão de adolescente que não é mais adolescente nem se quisesse. E aí? Se isso não foi problema pra você, volta aqui qualquer dia desses que eu posto outro desses. Pode demorar, pode nunca mais acontecer. Mas acho que acontecerá sim. É domingo e está chovendo.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Watchmen no banheiro


- Tu vai mesmo gastar catchup pra fazer essa foto? O cheiro não vai mais sair da esponja!

Eu não presto.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Resoluções 2010

Algumas são meio contraditárias, mas contradições fazem parte da vida. Algumas são continuidade, outras novidades. Ei-las.

* Usar mais a agenda
* Fazer mais exercícios
* Ir à praia em um dia de muito sol
* Ir ao Recife
* Ouvir mais bandas e discos novos
* Investir mais nos projetos pessoais
* Concluir "Ulisses"
* Ler mais livros, talvez assinar uma revista
* Comprar pelo menos uma dessas coisas: netbook, videogame e câmera
* Crescer profissionalmente
* Deixar a casa mais arrumada
* Moderar melhor meus vícios em internet
* Não ser muito escravo de rotinas ultraplanejadas
* Beber. Com moderação
* Desfrutar melhor os momentos de felicidade
* Ser mais amigo e tentar encontrar o melhor de todo mundo
* Manter contato com a família
* Adiantar meu estudo autodidata de idiomas
* Contribuir ao máximo com o adiamento do fim do mundo. A luta continua sempre.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

2009, epílogo

Neste ano eu trabalhei muito. Ainda bem, ainda mal. Mais para bem do que para mal.

Continuei ao lado de familiares queridos. Da pessoa querida.

Li menos do que gostaria, mas pelo menos li mais do que em 2008. E finalmente comecei a promessa de "Ulisses".

Vi poucos filmes e ouvi pouca música nova também. Mas nem senti tanta falta assim. Isso é bom ou ruim?

Exercitei-me muito pouco. Mas foi mais do que em 2008, o que não quer dizer muito.

Vi pouco os amigos. Parte culpa minha, parte deles. Mas foi muito bom vê-los quando rolou a oportunidade.

Revi o Recife e conheci Buenos Aires. Só fui à praia para levar chuva e estou mais branco do que nunca.

Comprei um computador e um celular. Satisfeito com ambos. E ela ganhou um Nintendo DS.

Tuitei (twittei?) bastante.

Fiquei pouco doente. Mas conheci o que é ter conjuntivite.

Fui aos shows de Cat Power, Roberto Carlos e ao Planeta Terra (Sonic Youth, Iggy Pop, Primal Scream), mas perdi o AC/DC.

Saldo geral? Foi ótimo e estou pronto pra outro ano.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

O mendigo rico


Dia desses, voltando do shopping, eu e ela nos deparamos com uma farmácia e lá paramos para comprar alguma coisa. Na porta, um mendigo pedia esmola às pessoas que entravam e saíam do estabelecimento.

Até aí, normal. Só que o cara não queria dinheiro. Queria que comprássemos um produto da farmácia para ele. Normal também? Seria, se o pedido dele não fosse... fraldas descartáveis para o filho pequeno.

Só quem é pai e mãe deve saber o quanto a invenção da fralda descartável foi essencial para a vida dele - por mais antiecológico que seja. Mas pô, será que o mendigão, um cara que supostamente precisa reutilizar ao máximo seus próprios objetos, não podia juntar trocados para comprar umas fraldas de pano e as lavar todo dia?

Pensei até no caso do barraco dele não ter água encanada, mas sei não... como o bairro em questão era o chique Higienópolis, só acho que o folgado estava pedindo um troço desses porque sabe que há quem compre.

Daqui a pouco vai pedir o que, moço? Band-aids de Hello Kitty?

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Formspring: a provável sensação de 2010?


2010 nem começou de verdade e já rola uma rede social que promete ser a sensação do ano: o tal do Formspring.

O negócio promete pegar pelo mesmo motivo que o Twitter pegou: é um conceito tão simples e eficiente que é altamente pegajoso. Você cria a conta e está apto a perguntar ou ser perguntado sobre qualquer coisa, mesmo anonimamente - e quase todo mundo está preferindo assim.

Claro, como deu para notar na imagem acima, não espere entrevistas do nível do "Roda Viva". Como nenhuma rede social é completa sem o fator sem noção, quanto mais absurda e/ou safadinha a pergunta, mais o bicho pega (oe!)

Criei uma conta, mas até o momento, ainda não sei se vou aderir por algum desses motivos:

A) Não sou interessante o bastante para alguém querer me perguntar algo;
B) Mesmo que perguntem, não sei se quero responder;
C) Mesmo que responda, temo até onde a brincadeira possa me viciar;
D) Não sei se quero dar mais corda para stalkers;
E) Todas as alternativas estão corretas.

Se qualquer dia desses eu fechar a conta, é porque eu não aguentei a brincadeira. Mas que ler os perfis dos outros é divertido, isso é.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Sobrevivendo no ônibus


Planeta: Terra. Cidade: São Paulo. Como todas as metrópoles do planeta, São Paulo se acha hoje em desvantagem em sua luta contra o maior inimigo do homem: o ônibus lotado.

Em uma desses retornos para casa, estava eu em pé, ouvindo uma musiquinha no mp3 player, em um desses ônibus. O dito cujo subia e descia as ladeiras do trajeto avenida Rebouças-Consolação, com as costumeiras sacudidas. Até que uma senhora sentada na minha frente brada:

"NÃO SABE ANDAR DE ÔNIBUS NÃO?!?"

Tiro o fone: "Hã?". Ela repete a pergunta.

"O que foi?", insisto. "Ah, você aí balançando, batendo em mim".

"Mas não sou eu, é o ônibus que balança!". "Ah, segura direito! Aprende a andar de ônibus!", ensina a simpática.

Peço desculpas, tentando encerrar o papo, e ando de lado um passo, pra não "bater" mais nela.

Ônibus lotado é sempre uma aventura. Os de SP são incríveis, porque o corredor destinado aos passageiros em pé mal dá para uma fileira de pessoas, com muito custo para duas. E daí não sobra espaço para quem está atrás ir para a frente, e vice-versa.

Além disso, os passageiros têm uns vícios que dificultam tudo. Destaco dois: se aglomerarem perto da catraca e não preenchem os vazios na parte de trás; e insistirem em subir no ônibus mesmo com a porta lotada onde não cabe nem mais uma pena.

Enquanto isso, vou levando esporro porque o para-choque frouxo do veículo balança nos 3498940 buracos do caminho. E também porque "não sei andar de ônibus".

Foto: Mundo Besteirol

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

A vida como uma barra de download


Em São Paulo funciona há alguns meses esse display que exibe, em certas paradas de ônibus, o tempo estimado que a linha que você está esperando poderá levar para chegar onde você está. Eu vejo isso e não consigo deixar de lembrar das nossas esperas para terminar o download, com aquele tempo restante oscilando entre cinco minutos e dois dias, dependendo do vai e vem da conexão, deixando-nos mais ansiosos do que já somos.

E assim é o trânsito de São Paulo. Muitas vezes o display informa que faltam dois minutos para chegar - tempo que pode ser bem maior na prática, principalmente se todo mundo quiser subir ao mesmo tempo na parada anterior e resolver atrasar tudo.

De repente, é melhor nem olhar para a maquininha para não criar falsas expectativas. Essa novidade me faz querer recuperar meu acaso, aquele que me cerca e me surpreende para o bem ou para o mal.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Comida old school e mutreta capitalista


Quem me conhece sabe o quanto gosto de Doritos. Só que sou exigente. Conheci o Doritos lá no fim dos anos 80, e se não me engano haviam duas opções: uma natural e outra sabor queijo, milho, ou sei lá o quê.

Com o tempo, a Elma Chips foi adaptando o Doritos até restar apenas uma versão do salgado no mercado: a "queijo nacho", do saquinho vermelho, e cheia de um pó tosco apimentado e artificial.

Recentemente, surgiu o Doritos Dippas (imagem acima), que traz um sabor bem mais natural do Doritos, justamente para os fãs de nachos mexicanos comerem ao natural, com guacamole ou o que quiser. Hooray! Só que... é bem mais caro que o Doritos do "pozinho".

Pescou a malandragem? Os caras vão piorando o produto ao longo dos anos até relançarem o original - ou o mais próximo do original - como um produto "classe A", mais caro e de difícil acesso, pois não é todo lugar que tem.

Ou seja, é como a agricultura que há 20 anos vendia maçã natural, depois foi enchendo de agrotóxico e deixando-nos sem opção, para voltar a vender o natural como "orgânico", aplicando no bolso.

Ah, o capitalismo, essa invenção tão pilantrinha da Humanidade...

P.S.: Mais recentemente, a Elma Chips lançou o Doritos original em sacos pequenos e em "edição limitada". Acho que é possível encontrar em algumas poucas lojas. Esse talvez seja o original de verdade, pois há uma sutil diferença: o Dippas tem mais massa, sendo assim menos crocante. De qualquer forma, o rótulo "edição limitada" só comprova que eles vão me dar o gostinho para retirar depois...

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

A Fazenda 2 - primeiras impressões


Eu nem gostei muito da primeira edição da "A Fazenda", e provavelmente nem vou gostar da segunda temporada. Mas me aventurei a ver um pedaço da estreia.

Peguei bem na parte da prova do fazendeiro. Chequei os participantes e a coluna "Zapping" do "Agora SP" acertou todos. Achei o elenco fraco como "personagens". Difícil ainda saber quem vai ser o vilão, a mocinha, o amigão, o engraçado, o idiota, etc.

Quer dizer, pelo "histórico de vida", acho que Sheila Mello e Karina Bacchi perigam ser as gostosas bobinhas. Pela cara de maleta, o tal do André Segatti tem pinta de vilão. Os modelos que não sei o nome podem ser os enrustidos da vez. Ana Paula Oliveira, a bandeirinha preferida do Botafogo, tem potencial para ser a morena falseta.

Agora vamos ao que importa: quem ali é gostosa de verdade? Eu gosto de Sheila Mello - sempre achei a minha "Tchan" favorita -, de Ana Paula, Cacau Melo e... tenho que admitir que Theo Becker tem bom gosto. Andressa é muito bonita. Karina tem corpão, ok, mas acho "embonecada" demais. Depois que ela abdicou de ter uma boca de gente normal, perdeu o (pouco) encanto.

No geral, o programa já sai perdendo porque o cara que seria meu participante favorito desistiu: Sérgio Mallandro! Uma grande perda para a Humanidade. Rááá!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Redes sociais e neuras pós-modernas


Lembro que quando o Orkut surgiu, eu nem sabia direito pra que servia. Ok, as pessoas criavam seus perfis e adicionavam os perfis de outros conhecidos. Mas e daí? Ah, tem comunidades para dicutir assuntos diversos e dá pra manter contato com amigos antigos e distantes. Ok.

Com o Twitter, quase a mesma coisa. Um microblog pra dizer o que está fazendo agora em 140 caracteres. Ué, pra que alguém quer saber se estou agora no computador, atualizando o Twitter com qualquer informação fútil que seja? Ah, mas dá pra trocar links, se inteirar de assuntos quentes, ver piadinhas alheias... ok, curti.

Mas assim como o Orkut criou os neuróticos de Orkut - gente que briga em comunidade, vigia o perfil do ex, os fakes, os arengueiros de scrap - temo que essa novidade do Twitter para criar listas abertas de contatos seja mais um passo para criar neuróticos de microblog.

Eu até gostei da novidade e da boa intenção do Twitter. As listas ajudam bastante na organização e no acompanhamento dos papos, e há a opção de ser pública ou privada. Mas nas públicas, nego vai começar a se questionar: "ué, por que aquela miguxa que eu sigo não me colocou na lista de amigos dela?" "Quem é essa sirigaita que tá na lista de amigas dele?", blá blá blá...

Daí de um negócio que a gente supostamente nem precisava e acabou achando a utilidade depois, o Twitter pode virar mais uma chatice internédica. Espero que não.

P.S.: Esse texto de Jabor aborda mais o assunto da neura online, embora com muito mais ranzinzice. Tá engraçado.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Sobre risotos


Nos almoços, sempre fui um adepto fiel do trio arroz-feijão-carne. A esposa diz que sou obcecado com feijão, daí até pouco tempo atrás, não curtia muito almoçar arroz sem ter o feijão complementando. A patroa argumenta que o dito cujo não é necessário para a nutrição, mas já houve algumas vezes que fiquei tonto ou com dor de cabeça pouco depois de arriscar. Não sei o que acontece; só sei que é assim.

Daí estou me descobrindo um bom cozinheiro de risotos. Na verdade, sou tão burro para a gastronomia que nem sabia direito o que era risoto - talvez já tivesse comido em outros anos, mas não absorvi a informação na época.

O bom do risoto são os complementos sortidos e misturados ao arroz: ervilha, cenoura, cebola, ovo, tomate, etc. Dão gosto, deixam o prato mais leve e me deixam menos dependente do feijão. E a esposa tá aprovando meus preparos, o que também é um bom sinal.

Até agora aventurei-me em duas receitas: o risoto de camarão (o segredo é ter um bom caldo de peixe) e o risoto da China (corto a carne em tirinhas e trituro bem os flocos de ovos). Ficam o pipoco! Tô cada vez melhor nisso e vou experimentar outros exemplos depois.

Foto: Cybercook

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

E o celular virou o W380


Lembram da novela do meu celular? Pois demorei a retornar a ela para ter uma certeza maior de que acabou.

O Sony W200 foi para a assistência de novo, no dia seguinte ao último post. Descarregava muito rápido, em apenas 24 horas. Duas semanas depois anunciaram que trocariam por outro modelo mais avançado, pois o outro saiu de linha.

Agora tenho - e uso há pouco mais de um mês - o W380, o da foto acima. Prós: tem quase todos os recursos do anterior, uma câmera de fotos melhor (1,3 MP com zoom 4x) e um sistema que permite dar tocar/parar/pular as músicas sem acessar menus, nums botõezinhos chinfrosos (ver foto). Contras: é celular de flip, que não gosto, e NÃO FAZ VÍDEO, sendo que o modelo mais "ultrapassado" fazia (toscamente, mas fazia).

Passada a crise, estou me afeiçoando a ele. Mas o fato de não fazer vídeos foi brochante. Fica pro próximo.

Ah, tem "The Sims" nos jogos, mas é limitadinho e já comprei tudo que podia. Não tem o jogo da cobrinha. Damn it.

sábado, 22 de agosto de 2009

Celular japonês, novela mexicana

Bom, comprei um celular novo. Esse aí da foto, o Sony Ericsson W200i. Espero que a novela pelo qual passei esta semana para ficar com ele valha a pena o esforço.

Não vou entrar em minúcias, mas pode ser resumida assim:

Segunda - após perceber que meu Nokia velho de guerra não estava ligando direito, depois de muitos meses conjecturando comprar esse Sony, e ainda passar o fim de semana vendo as melhores opções de preço dele, resolvi finalmente comprá-lo. Tentei no site da Claro, mas a compra não foi finalizada - e não me pergunte por quê, pois nem a própria Claro sabe. Daí fui a um quiosque da Oi e comprei-o desbloqueado.

Terça - Tudo ok com o aparelho, mas não conseguia acessar a internet com ele.

Quarta - Depois dos habituais telefonemas irritantes para as assistências da Claro e da Sony Ericsson (muitos deles com a ligação caindo), resolvi ir a uma assistência física da Sony para saber por que ele não entra na internet. Pediram para deixar o aparelho e me retornariam em 48 horas.

Quinta - Ansioso que sou, fiquei acessando o site da assistência para acompanhar o processo. Para minha sorte, de manhã ele estava pronto. Aparentemente, quando atualizaram o software e trocaram o ícone do portal Oi no menu pelo da Claro*, deu certo. Apanhei um pouco para configurar algumas coisinhas de internet nele (fora mais umas ligações chatas para a Claro "tentar" me ajudar), mas ainda não enviava e-mails. Ok, deveria ser alguma bobagem.

* Repararam na malícia da Oi? Desbloqueado, pero no mucho...

Sexta - De manhã, o celular apagou sem mais nem menos. Não ligava mais. Corri de novo para a assistência da Sony para chiar. Primeiro disseram que entrou em curto (hein?!) e que iria demorar 20 dias úteis. Saí de lá puto, mas ok. Liguei para o Procon para saber como proceder se a novela continuasse, porque havia a chance da Sony não me estornar/substituir o aparelho por causa do pouco tempo em que foi comprado, e nem a Oi queria trocar por um novo. Mas o bizarro é que ainda pela manhã, o celular miraculosamente ficou pronto. Retirei-o da assistência no mesmo dia.

Até o final deste post, ele ainda está vivo - nem tentei enviar e-mails, tamanha a confusão que quero evitar a partir de agora.

Moral da história? Poderia ser "bem feito por trair o movimento Nokia"...

Anyway, escolhi este modelo porque parecia ter o melhor custo-benefício para o que eu almejava em um novo celular - leia-se câmera, rádio, gravador de som e um mp3 player decente, que pode ter sua capacidade ampliada via cartões de memória. Só o futuro vai dizer se agi certo. Aguardemos.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Redescobrindo o paladar


Como eu ando sem assunto mesmo e perdi o bonde para comentar o caso da piada "racista" de Danilo Gentili (mas para deixar registrado: não achei racismo e o bafafá foi de um mau humor tremendo), vamos a mais um top 5 inútil da Padraolândia.

Não sei se o processo de mudar de casa teve parte nisso, mas de uns tempos para cá aprendi a gostar de umas comidas que não conhecia, não imaginava que eram gostosas, ou que até gostava mas não comia com muita regularidade. Vamos lá:

Queijo gorgonzola: Talvez por ser mais caro que a média, talvez pelo gosto forte, mas nunca me atrevi muito nesse queijo - e olha que sou bem fã de queijos. Mas justamente o gosto forte é que apetece. Não sei se pode ser chamado de salgado, mas dá aquela mesma sensação boa quando se come uma coisa bem salgada - é, também adoro um sal. E a consistência é ótima também.

Brócolis: Esse é engraçado. É estranho para mim assumir que uma verdura (por favor, sem o trocadilho velho "aaah, gosta de ver dura, né?") pode ser legal de comer. Acho que foi comendo yakisoba que descobri que brócolis é bom. Mas claro: tem que estar BEM cozido para ficar macio. Cozinhá-lo na cuscuzeira é o que há.

Manjericão: Eu praticamente nem lembrava da existência de manjericão. Mas é tão bom, ou melhor, que orégano para dar gostinho ao almoço.

Chá verde: Esse eu também desconhecia porque vende mais facilmente aqui em São Paulo. Também não é muito barato, mas tem um gosto doce-amargo-não-enjoado muito bom. Dá uma graça a mais no café da manhã.

Cerveja Sol shot: Hahaha, esse foi só pra completar o top 5 mesmo. É uma das cervejas mais baratas por aqui, mas por increça que parível, eu gosto mesmo do gosto. Acho que a garrafinha shot dá essa vantagem, pois gela mais rápido, você toma pouquinho e já fica satisfeito. Mas claro, preferir mesmo, ainda prefiro os clássicos Skol e Bohemia.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Participações especiais na vida real

Depois daquele meu post sobre Ana Paula Padrão, consolidei uma teoria idiota que já vinha desenvolvendo. Acho que quase todos nós temos um pouco de vida de Simpson, no sentido de ocasionalmente termos participações especiais ilustres cruzando nossos caminhos. Em outras palavras: nós, mortais, conhecendo ou esbarrando com celebridades.

Daí, resolvi fazer um top 5 com os famosos com quem estive cara a cara, e os porquês.

Atenção: alguns momentos de vergolha alheia nas próximas linhas.

* Ana Paula Padrão, por toda a mitologia por trás do sobrenome e por ter sido gente fina. Ver link acima.

* Brian Wilson: por eu ter vindo a São Paulo para ver o show dele, uma lenda do pop, autor de uma música que tocou até no meu casório ("God Only Knows"), e no dia seguinte ao show, ficar a menos de um metro do homem para receber três autógrafos (sim, fui e voltei da fila mais duas vezes). Ele nem olhou a mim nem a ninguém no rosto, mas dane-se.

* Tom Zé: porque fui no camarim para entrevistá-lo, mas não cedi à tentação e pedi autógrafo nos meus encartes de "Tropicália" e de "Jogos de Armar". Também rolou foto. Cinco minutos inesquecíveis.

* Michael Stipe: já falei da minha relação com o R.E.M. aqui antes, mas esqueci de mencionar que quando eles tocaram "The One I Love" em 2001 no Rio, Stipe desceu para um vão próximo ao público. Corri para ver o careca e acho que fiquei a uns três metros dele. Foram poucos segundos, mas foi um momento incrível de um dia igualmente incrível.

* Will Eisner: porque essa outra lenda não só autografou vários livros meus, como também tirou foto, me concedeu uma entrevista curta que usei na minha conclusão do curso de jornalismo, e porque foi simpático durante todo esse tempo. Um mestre, mas também um cara legal.

Menções honrosas para: Matt Dillon (num bar em Olinda!), Rodrigo Santoro (que não sabia usar internet), Fernando Gonsales (autografou uma tira dele em papel jornal), Patti Smith (também desceu para o povão no show), Rita Lee (quando assisti a um ensaio pro show dela no Cais da Alfândega), Chico Science, Marcelo D2, Fábio Massari, Miranda (todos esses nos primeiros Abril Pro Rock), Raimundos (é, até a eles pedi autógrafo; eu era mais novo, sabe?), Angeli, Débora Fallabela (numa boate aqui em SP), Priscila do BBB9, etc.

E vocês, quais foram seus top 5 de contatos com gente famosa?

quarta-feira, 15 de julho de 2009

O que ando lendo

Além de "Ulisses", estou arriscando ler outras coisinhas. Umas estão em andamento, outras foram lidas, outras na fila.

Começando pelos já lidos. "A Nova Fronteira" é incrível. Tô com preguiça de explicar em detalhes o que é a história, até porque o Universo HQ fez isso muito bem aqui e aqui. Mas pra quem tá com preguiça de clicar, é assim: uma história retrô que mostra os maiores heróis da DC Comics (Super-Homem, Batman, Flash e outros, seu noob!) surgindo e/ou se adequando às mudanças ocorridas no mundo durante os anos 50 - leia-se macarthismo, guerra fria, racismo e outros temas sombrios em meio ao falso otimismo do pós-Segunda Guerra.

O mérito do autor é justamente unificar o passado de nosso universo real ao que estava nos quadrinhos (sim, roubei essa frase do link acima). Fiquei com medo da história ser mais um genérico do super-heróis-na-vida-real, tipo "Watchmen" e "Reino do Amanhã", mas o texto e o roteiro têm personalidade o bastante para não fraquejar diante da comparação com esses. Ele acertadamente optou por deixar a trindade Super-Batman-Maravilha meio que em segundo plano e dar mais valor aos personagens-chave da Era de Prata: Lanterna Verde e Flash. E a arte retrô de Darwyn Cooke (insira seu trocadilho aqui) é muito legal. Sente aí a capa ao lado, por exemplo.

Outro já lido é "Nova York: A Vida na Grande Cidade", de Will Eisner. Quem me conhece sabe o quanto pago pau pra esse cara. E aqui não foi diferente. Eu já tinha lido "O Edifício", que faz parte desta edição, mas dos outros três livros compilados, destaco o primeiro, que dá nome ao livro. São crônicas mudas onde a habilidade do véio para narrar cenas do cotidiano é de uma poesia e ironia incríveis.

Tenho na fila outro de Eisner, "O Complô", sobre os polêmicos Protocolos dos Sábios do Sião, que foram uma farsa criada para espalhar o antissemitismo.

Outro da fila é "Vida de Escritor", de Gay Talese. Se não me engano, é o mais novo dele. Nunca li nada de Talese, mas minhas colegas de trabalho leram outros livros e acharam ótimo, ha hai! Hi hi! Já este livro, segundo o link que coloquei há duas frases, foi meio malhado pela crítica. Vamo ver o que vou achar do velhinho que veio passear em Paraty neste ano.

Pra terminar, já comecei a ler outro em paralelo com "Ulisses". E como só gosto das coisas bem difíceis, fui ler o quê? Nietzsche, ué! "Além do Bem e do Mal" é o tal livro. E pense num sujeito brabo esse tal de Nietzsche. Nas 20 primeiras páginas ele já distribui voadores para todos os filósofos antes dele, chamando-os de hipócritas porque não admitem que suas filosofias são reflexo de seus próprios interesses. E que esse papo de "viver conforme a natureza" é balela; todo mundo quer mesmo é se dar bem, impor suas vontades ao mundo. Sim, estou gostando! Hahaha.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

O grande encontro

Estudei e faço jornalismo por causa de uma série de fatores: as revistas que lia na adolescência (a "Bizz" principalmente), a relativa facilidade com a língua portuguesa, a influência direta do meu pai. Mas a escolha pela profissão foi mais um aspecto complicador para algo que "assombra" todo mundo que tem o meu sobrenome: a famosa perguntinha.

Você é parente de Ana Paula Padrão?

O caso é tão sério que virou tema de tópico na comunidade "Sou Padrão" do Orkut. Basta ter o sobrenome para ouvir a pergunta - além, claro, das piadinhas como "você é um padrão de qualidade" e afins. Mas no meu caso, que sou jornalista, a conexão é ainda mais evidente para os leigos. Afinal, a família Padrão não é muito numerosa no Brasil, e ainda mais Padrãos jornalistas. Então não culpo quem pergunta.

Daí não, ainda não sei se sou ou não parente direto de Ana Paula, embora a possibilidade de sermos - na falta de um termo melhor - primos de "enésimo" grau seja grande. Afinal, ser um Padrão não é bem a mesma coisa que ser um Silva ou Rocha, né? Com todo respeito às duas famílias, bom ressaltar.

Na tentativa de descobrir a conexão com a minha prima mais famosa, já mandei até e-mail para o "Jornal da Globo" há alguns anos, quando ela ainda era de lá. Ninguém respondeu, óbvio.

Daí na última quinta-feira, obtive a melhor oportunidade para tirar isso a limpo.

No meu trabalho aparecem pessoas famosas para participarem de sessões de bate-papo com o público. Nesse dia, estava eu trabalhando normalmente quando vi uma mulher morena, pele bem branca, com ar de europeia. Putz, era ela.

Já apareceram lá no trabalho outros famosos de responsa, como Erasmo Carlos e Daniel Azulay, mas nunca me atrevi a ir lá tietar com eles. É o tipo de coisa que jornalista, em tese, não deveria fazer. Mas dessa vez era diferente. Apesar de ter sim uma admiração pela carreira de Ana Paula, fui lá "pegá-la na saída" porque - parafraseando um dos programas da emissora antiga dela - desta vez era um "caso de família".

O diálogo foi mais ou menos assim:

- Ana Paula Padrão, né?
- Sim!
- Acho que somos parentes.
- Ah, você também é Padrão?
- Isso!
- Legal. Não conheço muitos Padrão pelo Brasil, mas uma vez fui a Portugal e conheci vários. Parece que a família vem de lá.
- É, já ouvi falar que o nome veio de Portugal.
- Parece que vem de uma descendência árabe também. Isso aqui seu [ela enquadrou os olhos dela com as mãos], eu já vi muito parecidos em vários Padrão, essa área dos olhos.
- É... mas sou do Recife, o nome é da minha família paterna, que é toda de lá também. Você não conheceu ou tem parente próximo com algum Padrão de lá?
- Não... você nasceu no Recife mesmo?
- Sim... embora boa parte da família paterna tenha se mudado para cá, mas só depois. E muita gente acha que fiz jornalismo por sua causa, mas meu pai é jornalista também.
- Ah, ele também é?
- É, se formou na área.
- Interessante. Mas já conheci outros Padrão por aí. O caso mais curioso foi de uma menina que ainda por cima também se chamava Ana Paula. Ela me contou que uma vez não quiseram aceitar o cheque assinado por ela. O vendedor falou assim: "me desculpe, moça... mas você não é Ana Paula Padrão"!
- Ahahah.
- Pedi até desculpas a ela pelo transtorno que causei involuntariamente.
- Bom, você então realmente não conhece os Padrão do Recife?
- Não... até gostaria, pois adoro o pessoal do Recife. Mas de qualquer forma, devemos ser da mesma família mesmo, pois não é uma família tão grande assim.

Daí trocamos beijinhos de despedida e dei boa sorte a ela lá na Record. Ela devolveu com um "até mais, primo!". Muito simpática.

Cogitei tirar foto do momento, mas estava sem câmera. Mesmo se estivesse com, não sei se teria coragem de tirar a foto. E mesmo se tirasse, não sei se publicaria aqui. Se publicasse, acho que diriam que era Photoshop. Então tanto fez tirar a foto ou não. De qualquer forma, fica aí o registro do memorável encontro.

Se houver uma próxima vez, já vou estar mais íntimo e perguntarei se já disseram que o cabelo dela (que é bonito, bom deixar claro) parece com o de Maga Patalójika.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Quer arrumar seus arquivos? Pergunte-me como

Como se eu já não tivesse neuras o bastante, criei mais uma. Tenho a meta de organizar rigorosamente todos os meus arquivos, antigos e novos. Pensei nisso porque, relembrando o ano passado e meus problemas com computador, vi o quanto é chatinho o momento crucial do backup. O que salvar e o que jogar fora? Onde e como salvar? Como vou saber onde estará cada arquivo depois naquele monte de DVD-Rs?

Já comecei a arrumar no micro novo, mas está longe de terminar. De qualquer forma, se você é um neurótico como eu e quiser copiar meu modelo de pastas abaixo, fique à vontade:

Arquivos

* Acadêmicos - trabalhos escolares, universitários, cursos, mestrado (em word, corel, powerpoint, excel, o que for)
* Amigos e família - conteúdo (principalmente fotos) onde essas pessoas sejam o assunto; na maioria das vezes, são fotos que eu não tirei e eles me enviaram por e-mail
* Bobagens - coisinhas que você está produzindo, como um cartão de dia dos namorados virtual, um desenho de sua autoria escaneado, etc.
* Documentação, burocracia e organização (IR, editais, administração da casa, agenda telefônica, etc.)
* E-mails antigos - caso eu ainda ache os da época em que eu usava Outlook, descobrir uma forma de guardá-los sem depender do programa
* Fotos e imagens (gif, bmp, jpg) - fotos minhas ou tiradas por mim
* Profissional - trabalhos anteriores (clipping), conteúdo de blogs e currículo
* Textos meus (doc, rtf, txt)
* Textos de outros (doc, rtf, txt) - textos muito bons que eu queira guardar comigo
* Vídeos (avi, mov, mpeg) - vídeos que eu filmei

Cultura pop #

* Fotos e imagens - temas das subpastas a definir
* Humor - piadinhas e trotes em mp3, imagens, etc.
* Música - organização das subpastas a definir; por banda, gênero (rock, pop) ou circunstância (dançar, acalmar)? Talvez eu salve as mesmas músicas em discos distintos para facilitar
* Vídeos - séries, filmes, etc. Temas das subpastas a definir; penso em converter todos para AVI para tocarem no DVD player
* Outros - pdfs, zips, listas de guia de episódios de uma série, etc.
(Se você curte quadrinhos em scan, crie uma pasta também para eles; não é muito o meu caso)

Utilitários do PC

* Fontes
* Gifs de MSN
* Instalações de programas
* Jogos
* Papéis de parede
* Protetores de tela
* Skins

Outros ##

# Essa pasta é só para nerds, como deu para notar. Se você se lixa para esse tipo de coisa, ignore e continue com sua vida feliz de noob.

## Eu nem sei ainda o que vai ter nessa pasta. Eu só a criei para o caso de eu me deparar com algum conteúdo que não se encaixe nos anteriores.

Ah, como podem notar, é uma lista com preocupações bastante pessoais, mas alguns itens são mais universais, como as pastas de arquivos e a de utilitários do PC. Você pode criar outras subpastas, ou aglutinar algumas se o conteúdo for pequeno (jogos e intalações, por exemplo; afinal, o setup de um jogo não deixa de ser uma instalação de programa).

IMPORTANTE: para cada disco de backup gravado, imprimir um txt com o conteúdo do mesmo, para não ficar louco depois na hora de recuperar.

IMPORTANTE 2: no longínquo dia que eu conlcuir toda a arrumação, vou instalar um programa de backup e apontar essas pastas como as que precisam ser salvas todo o tempo. Assim você não precisa se lembrar do próximo backup; o programa vai lembrar por você.

domingo, 12 de abril de 2009

Por quem as roupas dobram

Um "assunto de viado" para desnerdizar um pouco o blog. Vendo um pouco esses - com todo o respeito - blogs de mulherzinha por aí, falando de como combinar tal roupa com tal acessório, me toquei da minha grande dificuldade com roupas: achar o tamanho certo para mim.

Sou um cara magro, 1,70 de altura, ombro mais ou menos largo e braços finos; daí as camisas quase sempre falham em alguma parte: a manga fica comprida ou o tronco fica folgado. Com calça é pior: a cintura sempre é folgada e usar um cinto é crucial, mas ainda assim, as pernas da calça sobram quando fico de pé e faltam quando sento, porque por conta da magreza, a cintura sobe pro umbigo quando sento.

Sapato sempre foi mais fácil, apesar do meu pé ser pequeno em relação à minha altura. Mas uso palmilhas de silicone para corrigir um problema no pé; se não as uso, meus pés doem bastante. Daí um sapato para mim tem que caber meu pé mais a palmilha. Nos últimos sapatos que comprei, não consegui ajustar direito a sola dentro do sapato, e ficaram apertados.

Tudo isso me deixa extremamente confuso para acertar o meu tamanho. Uma camisa do meu guarda-roupa é P, outra M, outra G. Um sapato é 38, outro 40. Calça, nem sei. Para evitar dor de cabeça, quase todas minhas bermudas têm elástico na cintura.

E daí eu imagino: o modelo que a galera usa para costurar essas roupas certamente não tem um corpo parecido com o meu, mas imagino que todo mundo tenha problemas parecidos. As pessoas mais gordinhas devam sofrer muito mais.

Será que a indústria têxtil não está na hora de se atualizar e fazer uma parada mais customizada para cada biotipo? Tipo, você iria em uma loja, entraria em uma cabine com lasers de código de barras que escaneariam seu corpo e a cabine "imprimiria" a roupa no tamanho certinho.

Ou então eu entro em uma academia para ter o chassi de um modelo tipo Reynaldo Gianecchini, mas ainda faltaria a altura e não existe pílula para crescimento depois dos 18. Sem falar que para ficar como Gianecchini, o efeito colateral seria muito sério. Prefiro continuar sendo hetero mesmo.