A violência no Rio, ou Riolência, como diz o Macaco Simão, está de volta à imprensa. Segundo a Folha, foram três casos fortes em dez dias: um menino de três anos morto porque os policiais confundiram o carro da mãe com o dos bandidos; segunda-feira, um administrador de 36 anos é atingido por tiros direcionados ao carro dos assaltantes; hoje de madrugada, um jovem de 21 anos foi baleado na madrugada desta quarta-feira após sofrer um acidente de trânsito e agredir os policiais que tentavam socorrê-lo, e aparentava estar bêbado.
Os dois primeiros casos são parecidos porque envolvem perseguição em carros. Afinal, como é que se prepara uma polícia para pegar o bandido sem causar acidente ou ferir o inocente? É o mesmo problema de perseguir bandido a pé no meio de um lugar lotado de gente. Helicóptero e GPS? Reforço policial monstruoso, com guardas em cada esquina? Na falta dessas condições, parece que a ordem tem sido disparar a esmo - os policiais argumentaram, no caso do administrador, que atiraram para revidar tiros disparados, o que ainda não é justificativa. E quando os tiros pegam no cidadão que não tem nada a ver, como fica? A política Bush do ataque como melhor defesa é necessária à medida que os "vilões" endurecem? Quem vigia os vigilantes?
Enquanto isso, o delegado que prendeu Daniel Dantas é afastado do caso. É isso aí, fazer a coisa certa prendendo acusado rico e com "competência" pra se safar, dá nisso, seu delegado... grande exemplo.
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