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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Mas já acenderam a pira olímpica do Rio 2016?


Que povo apressado...

É, amigo... o tempo passa, o tempo voa, mas o tráfico carioca continua numa boa.

Enquanto isso, será que o COI está se perguntando se agiu bem?

Foto: Henrique Esteves / Futura Press

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Pequena reflexão sobre as cidades que eu gosto


Por que Recife fica cada vez mais suja, os prédios cada vez mais abandonados, as ruas cada vez mais esburacadas, as noites cada vez mais sem opção de lazer, os bairros cada vez mais escuros e perigosos?

Por que São Paulo não ganha esse silêncio e tranquilidade de feriado mais vezes?



Imagens roubadas do Acerto de Contas e do blog Letras e Tempestades, respectivamente

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Esses nerds virgens

Meus dois leitores devem lembrar do dia que conheci as coelhinhas da "Playboy". Daí teve a Campus Party na semana passada e a coelhinha ruiva Ana Lúcia Fernandes foi bolinada.

O caso rendeu muita falação na blogaiada, a foto de Flickr mais comentada que já vi e o tal do bolinador até apagou sua conta do Twitter.

Eu poderia falar o quanto isso essa atitude imbecil - que rendeu até um bizarro "bem feito!" à coelhinha vindo de uma dançarina do ventre (!!) - reforça que ainda vivemos em um mundo escrotamente e dissimuladamente machista (na verdade estou usando aquela técnica do "não vou dizer, mas já estou dizendo", caso não tenham notado).

Também poderia enfatizar que o caso fica mais chato ao saber que Ana Lúcia, pelos três minutos que falei com ela, parecia ser um doce de pessoa, muito profissional e não merecia mesmo um mico desses.

Mas prefiro comentar o assunto deste post cheio de links parafraseando o rapaz abaixo:

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

"Events occur in real time"

"Então basicamente, o que está dizendo, sr. Bauer, é que os fins justificam os meios e que você está acima da Lei".
"Quando estou em uma missão, tenho um objetivo. E o objetivo é completar a missão a qualquer custo".
"Mesmo que tenha que violar a Lei".
"Para um soldado em combate, ser bem sucedido ou não depende da sua habilidade em se adaptar ao inimigo. As pessoas com quem lido não ligam para suas leis. Só se importam com o resultado final. Meu objetivo é impedir que fossem bem sucedidos. Simplesmente me adaptei. Respondendo à sua pergunta, estou acima da Lei? Não, senhor. Estou disposto a ser julgado pelas pessoas que o senhor diz representar, deixarei elas decidirem minha sentença. Mas por favor, não se sente aí com esse ar presunçoso e espere que eu diga que estou arrependido. Porque, senhor, a verdade é que não me arrependo".


E com esse touché, Jack Bauer diz a que veio na sétima temporada de "24 Horas", que teve início neste domingo (11) depois de praticamente um hiato de 20 meses sem episódios inéditos.

A essa altura, falar das conotações socio-políticas da série é meio que chover no molhado, mas é um pouco inevitável. Acusada constantemente de ser um dos pilares do reacionarismo da era Bush na TV, "24" acabou sendo ofuscada por esse clichê crítico - que tem lá seus argumentos convincentes, convenhamos.

Mas poucos veem os pontos positivos, como a ousadia política da série de tentar antecipar fatos reais, tornando-se quase um oráculo dos EUA - como ter antevisto a chegada de um negro à Casa Branca - ou mesmo a crítica interna feroz da quinta temporada - onde o próprio presidente foi o maior vilão. E as pessoas também se esquecem que, no frigir dos ovos, isto é um programa de ficção-entretenimento e para o bem de nossa sanidade, deve ser encarado como tal na maior parte do tempo.

Agora, após uma série de baques sofridos pela produção - a queda de qualidade e audiência da sexta temporada, a greve de roteiristas, a prisão de Kiefer Sutherland, a saída de Joel Surnow, a pressão da Fox - Jack Bauer está de volta. E aparentemente sozinho, sem a CTU. O que esperar?

Baixei o episódio Peguei um avião para os Estados Unidos, assisti ao primeiro episódio da sétima temporada e voltei para dizer o que achei. Em primeiro lugar, a trama: dando continuidade ao filme de novembro, a presidente dos EUA (sim", a presidente; eles previram Obama e agora querem prever Hillary Clinton) cogita a possibilidade do país intervir no conflito civil do país africano Sangala. Em paralelo, terroristas dentro dos EUA dão início a um plano de tomar conta do firewall que controla vários serviços básicos, como a aviação; na prática, eles podem por exemplo colidir dois aviões no céu à distância, usando tecnologia roubada. O plot é amplo, nos mantêm interessados e é bem fiel à essência da série.

Jack Bauer está o mesmo de sempre: amargurado com a vida e com seu país, mas sempre fiel aos seus princípios éticos, como pode-se ver pelo diálogo acima, onde começa sendo julgado por vários de seus crimes contra os direitos humanos - leia-se torturas. Daí acontece o roteiro de toda temporada de "24": de repente, uma pessoa - neste caso, o FBI, representado por uma agente bonitona - convoca o fodão para entrar na missão do momento porque ele sabe como lidar com a situação, ele hesita e parará, mas após descobrir que [SPOILER] Tony Almeida está vivo e é o chefe dos terroristas[/SPOILER], Jack decide entrar na brincadeira.

Um dos pontos altos do primeiro episódio, assim como no filme "24 Redemption", é a nova presidente, Allison Taylor. A personagem me parece firme tanto na ética quanto na autoridade, e periga ser a melhor presidente do seriado depois do saudoso David Palmer. A atriz está muito bem no papel.

[SPOILER]Trazer Tony Almeida da morte é um caso à parte. Por um lado, é uma estratégia meio apelativa. Acho que Tony morreu no momento certo, ainda no auge, na quinta temporada, mas como ele era um dos mais carismáticos da série, ressuscitá-lo é como gritar "ei, fãs antigos, voltem a ver os episódios, Tony voltou". Safadeza pura. Por outro lado, usar esse clichê do antigo-amigo-que-agora-é-inimigo pode dar uma sacudida boa em "24". Afinal, imagine se terroristas matassem a filha de Jack como mataram a mulher de Tony... será que ele não ficaria tão perigoso para o país quanto o latinão está agora?[/SPOILER]

A ação foi econômica por enquanto. Apenas um sequestro precedido de uma batida de carro, além de uma morte por atirador de elite. Nada de Jack matando ou torturando ainda. Mas a tensão do primeiro episódio é bem boa, com as subtramas andando e se amarrando ao mesmo tempo, naquele estilo fodão de "24 Horas".

Ponto baixo: o fim da CTU. Pero no mucho: de fato, acho que a CTU também já cumpriu seu papel. Assim como Los Angeles como cenário. Trazer a história para Washington pode render boas possibilidades.

Outro ponto baixo por enquanto é a ausência da fodástica Chloe O'Brian. Mas de fato, ela não foi necessária ainda. E sabemos que ela estará na temporada, assim como Bill Buchanan e a polêmica porém totosa Kim Bauer.

O relógio corre. Bem vindo ao inferno, Jack. Por favor, salve o mundo de novo.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Retrospectiva MPadrão 2008


"Os fatos maaais marcantes, do Brasil e do Mundo!"


Bom, sem mais delongas, seguem os vencedores antes que o ano - e o mundo - acabe. Lembrando que:

* A lista é de total (ir)responsabilidade e (in)competência deste que vos tecla, por critérios parcialmente e/ou totalmente subjetivos

* Muitos prováveis erros de julgamento de minha parte podem vir de minha parcial e/ou total falta de conhecimento sobre o assunto. Mas isso torna a lista mais sem noção, e por isso, mais divertida, a meu ver

* Em itálico, meus comentários sobre a escolha em questão

Disco

Melhor: Accelerate, R.E.M. - o bom retorno de uma das melhores bandas pop, e novamente sintonizado com a política

Pior: nenhum - não que não tenha havido discos ruins, eu é que ouvi poucos discos este ano. Mas é possível que o Chinese Democracy do Guns n' Roses estivesse aqui se eu tivesse tentado

Canção

Melhor: "Living Well Is The Best Revenge", R.E.M. - a primeira música do Accelerate e a mais matadora

Pior: "Dull Flame of Desire", de Björk e Antony Hegarty - ainda acho que Björk tem salvação, pois eu gostei de "Earth Intruders", do último disco. Mas essa música é ruim de doer

Menções honrosas: "Single Ladies", Beyoncé; "I Kissed a Girl", Katy Perry; "That's Not My Name", The Ting Tings - músicas "chiclete" muito boas, todas ao seu modo

Clipe

Melhor: "Pork And Beans", Weezer - tem coisa mais nerd que vídeo de internet? O Weezer sempre honra a nossa categoria com classe

Pior: "Time To Pretend", MGMT - eu gosto muito da música e da banda, mas o clipe é uma bosta

Show

Melhor: R.E.M. - não foi como em 2001, claro, e me negaram um setlist mais roots, mas não tem parelha pra eles ao vivo

Pior: Wilson Sideral, na abertura pro R.E.M. - precisa explicar? Hahaha

Banda/Artista musical

Melhor: R.E.M. - lançaram disco bom, foram um dos mais engajados por Obama, vieram ao Brasil de novo, e ainda usaram as redes sociais para mobilizar os fãs a gerar conteúdo sobre a turnê. Mestres!

Pior: acho que Mariah Carey - só porque Whitney Houston não lançou disco novo

Menção Honrosa: Ting Tings e Katy Perry - acho que Katy tem potencial para (clichê de crítico musical mode on) ser para esta década o que Madonna foi nos anos 80 (mode off). Mas também pode só virar uma "one hit wonder"

Menção desonrosa: Nove Mil Anjos - vai dormir, Júnior!

Filme

Melhor: Ensaio Sobre a Cegueira - Meirelles matando a pau, elenco muito bom, história envolvente

Pior: Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal - acabou sendo bastante decepcionante e dispensável

Menções honrosas: Rebobine Por Favor, Batman - O Cavaleiro das Trevas e Homem de Ferro - o latoso me surpreendeu mais positivamente, principalmente por causa de Robert Downey Jr. e dos excelentes efeitos. E Jack Black + Gondry só podia sair coisa boa

Ator/Atriz

Melhor: Julianne Moore - talvez a melhor atuação da carreira dela foi em Ensaio, e olha que isso é páreo duro

Pior: Cate Blanchett - Proposital ou não, ela foi tosca além da conta no Indy

Menção honrosa: Heath Ledger e Aaron Eckhart - não é porque ele morreu, o cara foi fodão mesmo como o Jóker. E Eckhart foi igualmente incrível como Duas Caras mas foi muito pouco lembrado

Notícia musical

Melhor: As gravadoras desistindo de processar usuários de mp3 - é uma batalha vencida, mas vamos ver o que essa guerra tem pela frente

Pior: A crise criativa na música brasileira - fala sério, qual foi o último compositor da MPB minimamente interessante? Zeca Baleiro?

Notícia de cinema

Melhor: o retorno dos bons filmes de heróis - a trinca Batman, Homem de Ferro e Hellboy; este último eu não vi, mas minha filha nº 2 viu e achou muito bom

Pior: a demora do IMax em chegar ao Brasil e os preços altos dos cinemas

Notícia nacional

Melhor: a Lei Seca - vários mortos a menos, menos prejuízos materiais... mas tem gente que ainda fala mal, né?

Pior: enchente em Santa Catarina - e vem mais por aí - ler mais embaixo

Notícia mundial

Melhor: A eleição de Obama - histórico desde já

Pior: As catástrofes naturais como o tremor na China, enchente em Mianmar, nevasca nos EUA - e só vai piorar enquanto continuarmos com carro a gasolina, sem reciclar lixo, poluindo as águas...

Menção desonrosa: os bombardeios em Gaza no fim do ano

Programa de TV

Melhor: CQC - difícil fugir do óbvio, mas é isso. Foi o ano deles

Pior: Superpop - enquanto existir Luciana Gimenez, será esse

Menção deshonrosa - A Tarde é Sua - só pelo que Sônia Abrão aprontou no caso Eloá

Notícia de informática

Melhor: surgimento da rede 3G - em breve, ligações no celular com vídeo, estilo Jetsons

Pior: alta do dólar - deixando os gadgets caros ainda mais caros

Blog

Melhor: Melhores do Mundo - acho que não teve um dia que eu não acessei. Só os dias que não fui à internet

Pior: nenhum em especial - mas essa polêmica de posts pagos tá enchendo muito

Vídeo da Web

Melhor: Dança do quadrado - a essa altura já perdeu um pouco a graça, mas na época era muito engraçado

Pior: Zileide Silva perdida no Jornal Hoje - ok, é engraçado, mas um pouco ela-não-precisava-passar-por-isso

Notícia econômica

Melhor: a redução do IOF e do IPI - impostos menores é sempre bom, na minha opinião; mesmo que a gente não seja dono de montadora, a gente vai poder comprar carro mais barato depois

Pior: a crise misteriosa - beleza, existe uma crise, mas o pior da crise é a falta de informações claras sobre ela, como tudo que é economia, aliás

Notícia esportiva

Melhor: Sport campeão da Copa do Brasil - Cielo? Maureen? São Paulo hexa? Pff. Viva o Leão, porra!

Pior: a má fase da Seleção Brasileira - e aí, Dunga?

Mulher * depois da esposa, claro. Beijo me liga!

Melhor: Megan Fox - não apareceu em filme nenhum, mas ainda colhe o que plantou em 2007 com Transformers, fazendo o melhor ensaio de revista do ano

Pior: Amy Winehouse - a tribufu do pop segue muito feia

Menção honrosa: Britney Spears - voltou a tomar os remedinhos em dia e ficou pegável de novo. Nice!

Morto

Melhores: Arthur C. Clarke, Rick Wright, Mestre Salu, Dercy, Heath Ledger - tem mais aqui

Pior: Marcelo Silva - sem piada com a morte do cara, que não deixou de ser deprimente. Mas em vida o cara era meio baixo astral também, hei de convir

Micos

Nacional: Ronaldo e os travecos - parece nome de banda tosca -, o padre dos balões e o Bloc Party no VMB

Internacional: a sapatada em Bush - o pior foi o iraquiano não ter acertado - e o Chinese Democracy - era legal enquanto era piada; quando lançou, Axl explicou a piada e perdeu a graça

Séries de notícias mais 'táqueopareu'

Caso Isabella Nardoni, caso Eloá, Madonna no Brasil e Mallu Magalhães - os crimes são hediondos, ok, mas mais hediondo é o mundo cagar e andar para as outras milhares de mulheres e crianças mortas pelo país. A Vera Fischer do pop por mim não volta aqui nem tão cedo, e a Maísa do pop rendeu tanta falação pró e contra que já encheu o saco de filó (expressão mais velha que a própria Madonna)

Fato da minha vida

Melhor: o casamento e a mudança para São Paulo

Pior: ficar seis meses sem perspectiva de emprego

Menções honrosas: o DVD player novo com videokê, e o Persépolis que ganhei, em um ano que li muito pouca HQ

***

A seguir: mensagem de adeus a 2008

domingo, 23 de novembro de 2008

Corrão


Chloe? Chloe, it's Jack! Are you on a secure line? No? DAMMIT! Whatever! Listen to me. Put me through to the White House. No. This is not an option. I need to tell president Obama the truth: I'm back on this Sunday, on Fox. Yes, it's my first movie on TV, and I need to find and torture the terrorists who catch me for the last 18 months as soon as you can. I'll call you back. Keep me posted, Chloe, you're my only chance. Bye!

domingo, 10 de agosto de 2008

Around the world

Depois de 1439 dias de aporrinhação, as Olimpíadas de Mao Tsé Tung finalmente começaram. As atenções do mundo todas voltadas praquele país longe e cheio de chineses. E o que acontece no mundo enquanto isso?

(Fonte das notícias e fotos abaixo: Folha Online)

***



Um trem bateu numa antiga ponte, deixando 10 mortos e 100 feridos na República Tcheca...



São Paulo continua com um trânsito limpezinha mesmo sem caminhões...



Os tibetanos continuam levando fumo da China na Maratona da Independência...



E a grande novidade: a Rússia e a Geórgia (isso não era nome de estado dos Estados Unidos?) resolveram sair na bala por conta de um território do tamanho do Ibura [Recife mode on] chamado Ossétia do Sul. Você conhecia? Eu não. Nome feio à parte, o fato é que a Rússia ficou bolada, meteu míssil e tanque, e já deixou as tropas da Geórgia pedindo arrego.

A "boa notícia" nisso tudo: 2 mil sujeitos que não tem nada a ver com o fato da Ossétia ser rota de petróleo e gás natural - é, tinha que ter dinheiro na jogada - já bateram as botas.

***

É... nada de muito importante. Desculpem o incômodo! Quantas medalhas o Brasil ganhou mesmo?

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

O sangue é a razão da existência

Eu vi dois filmes de Zé do Caixão há alguns anos, no Cinema da Fundação, e lembro perfeitamente de ver a sala quase vazia nas duas sessões que fui: a de À Meia Noite Levarei Sua Alma e de Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver. Lembro também que os programadores da sala lamentaram bastante o desinteresse do público pelos filmes de José Mojica Marins, visto que o cara é um dos diretores mais importantes do cinema brasileiro e não merecia o descaso que o público e a crítica atuais lhe impõem.

Pô, o cara nunca estudou cinema, era só um brasileiro simples e praticamente (praticamenteeee) criou o cinema fantástico no país com recursos mínimos e muita originalidade.

E ele continua tendo esse preconceito, pois fora eu, não vi ninguém lá muito animado para assistir à conclusão da sua trilogia, A Encarnação do Demônio. Se você faz parte da turma que não dá a mínima do cara das unhas grandes, leia esse texto (meio mal escrito, mas é texto de fã e bastante informativo) e tente entender o cara sem esses preconceitos todos que o seu cinema e a sua figura recebem. UPDATE: Ricardo Calil também mandou bem em um texto acerca de Zé e de seu filme novo.

Se você (vocêêê!!! vocêêê!!!) é da turma que fala mal do véio sem nunca ter visto nenhum filme dele, dá uma sacada aí no terror que ele toca no À Meia Noite... O cara é um esteta! Expressionismo alemão (brasileiro?) na veia! Sem falar do Zé do Caixão, um nietzschiano radical que só crê na força do homem acima de tudo e nada mais!





Se liga ainda no trailer do A Encarnação do Demônio. A produção mais caprichada não enfraqueceu o terror de Mojica, muito pelo contrário. Tirem as crianças da sala!

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Matem o palhaço?

Mas, no fundo, no fundo, fica a sensação de que uma parte do cérebro da gente bem que preferiria o Coringa morto de uma vez e Gotham livre dele. De onde vem essa sede secreta de vingança, forte o suficiente para se dirigir a alguém que só existe na tela? Por que tememos a morte iminente de crianças e adultos inocentes, mesmo fictícios, enquanto torcemos pela do vilão?

(...)

Ainda mais reveladora é a constatação de que o núcleo acumbente do sistema de recompensa -aquele que nos faz sentir prazer- é ativado no cérebro de quem observa o traidor receber um estímulo doloroso. E, quanto maior é a sede de vingança, mais forte é a ativação do acumbente.


Daqui (só pra assinantes do UOL/Folha)

sábado, 26 de julho de 2008

A que ponto chegamos?

Preso suspeito de ser matador da 'Liga da Justiça'

O que me lembra uma notícia do ano passado:

SDS investiga ligação de policiais com Thundercats

E assim a boa reputação dos super-heróis é manchada... Em que mundo vivemos, meu Deus?


Sniiiiif... Liiiioooonn...

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Crianças baleadas e banqueiros no réu

A violência no Rio, ou Riolência, como diz o Macaco Simão, está de volta à imprensa. Segundo a Folha, foram três casos fortes em dez dias: um menino de três anos morto porque os policiais confundiram o carro da mãe com o dos bandidos; segunda-feira, um administrador de 36 anos é atingido por tiros direcionados ao carro dos assaltantes; hoje de madrugada, um jovem de 21 anos foi baleado na madrugada desta quarta-feira após sofrer um acidente de trânsito e agredir os policiais que tentavam socorrê-lo, e aparentava estar bêbado.

Os dois primeiros casos são parecidos porque envolvem perseguição em carros. Afinal, como é que se prepara uma polícia para pegar o bandido sem causar acidente ou ferir o inocente? É o mesmo problema de perseguir bandido a pé no meio de um lugar lotado de gente. Helicóptero e GPS? Reforço policial monstruoso, com guardas em cada esquina? Na falta dessas condições, parece que a ordem tem sido disparar a esmo - os policiais argumentaram, no caso do administrador, que atiraram para revidar tiros disparados, o que ainda não é justificativa. E quando os tiros pegam no cidadão que não tem nada a ver, como fica? A política Bush do ataque como melhor defesa é necessária à medida que os "vilões" endurecem? Quem vigia os vigilantes?

Enquanto isso, o delegado que prendeu Daniel Dantas é afastado do caso. É isso aí, fazer a coisa certa prendendo acusado rico e com "competência" pra se safar, dá nisso, seu delegado... grande exemplo.