Para quem não sabe, muitas das criações da Disney nos quadrinhos não são criações de artistas dos Estados Unidos. A Abril durante muitos anos abrigou uma redação de quadrinhistas brasileiros totalmente dedicada à Disney, e eles tinham certa liberdade para criar novas histórias para o público brazuca. É por isso que Zé Carioca, uma criação de Walt Disney dos anos 40 para dois filmes, caiu no limbo no resto do mundo mas no Brasil vivia suas aventuras na Vila Xurupita, uma favela fictícia do Rio de Janeiro.
Somente Donald conhecia sua identidade secreta, enquanto o Professor Pardal criava seus apetrechos-morcego, que frequentemente davam errado, tais como o pula-pula morcego, o bate-morcego e a moto-morcego. Sua base fica no Beco do Morcego, onde habita a lata-de-lixo morcego. Discretíssima, a tal lata era pintada com um morcego enorme. E tem gente que reclama dos óculos de Clark Kent... falando nele, outro paralelo com os super-heróis é que Peninha e Donald eram repórteres do jornal A Pataca, cujo dono era o Tio Patinhas. Donald também era um herói, o Superpato, mas isso fica para quando estrear o próximo filme do Super-Homem.
Uma das coisas mais engraçadas é que todos na Vila, inclusive seus amigos e namorada, sabem que o Morcego Verde é o Zé Carioca, mas ele nunca assumia isso. Seu fiel ajudante é o urubu Nestor, que carrega para todo lado um ventilador, para dar um efeito esvoaçante à sua capa. Seus meios de transporte mais comuns são o morcego-ônibus (ele anda de transporte coletivo e acredita não precisar pagar a passagem por ser herói) e, em especial, a morcegocleta, bicicleta que pega emprestado do vizinho. Outro detalhe engraçado era o uniforme, com destaque pros óculos de aro grosso (!!), o deixavam mais perto de Woody Allen do que do Homem-Morcego.
Seu principal rival é outro "super-herói", o Super-Galo (alter-ego do Zé Galo, outra criação da Disney brazuca), que quer concorrer em popularidade com o Zé Carioca. Outro herói da Vila é o Capitão Porreta (alter-ego do Pedrão, amigo de Zé Carioca).
Os dois morcegos conseguiam sempre cumprir as missões com a ajuda da sorte, como por exemplo tropeçando nos bandidos, mas as histórias logicamente privilegiavam as trapalhadas e apuros que passavam durante as missões, como armadilhas que não davam certo ou quando fugiam de vilões mais fortes que eles.
Fontes: meu irmão Wikipedia e Universo HQ.
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