Batmóvel de 1950 - Em fevereiro de 1950, a revista Detective Comics #156 apresentou um novo Batmóvel. Depois que o carro foi destruído anteriormente perseguindo uma gangue, Batman revelou que ele tinha planos para um novo Batmóvel, um que seria "dez anos à frente de qualquer outra coisa sobre rodas". Embora a forma do carro (o nariz em particular) lembrasse um Studebaker, era tão longo quanto um Chrysler Imperial; no interior era um laboratório completo com armários, assento e um balcão. Outras características do automóvel eram um nariz "lâmina de faca" para cortar barreiras, um refletor no teto do carro que poderia reproduzir o bat-sinal, um toldo de plástico, foguetes propulsores, radares e telas de TV. Desenhos de modelos antigos incluíam a barbatana vertical e a máscara de morcego. Embora a concepção básica se manteria por vários anos, os detalhes específicos do carro evoluiriam várias vezes ao longo dos anos 1950. É considerado um dos modelos mais clássicos do Batmóvel nos quadrinhos e influenciou muitos outros visuais que vieram depois.
Batmóvel da série de TV (1966) - O montador de George Barris é o responsável pela concepção do Batmóvel que iria aparecer no seriado que se tornou clássico. Com apenas três semanas para construir o carro, Barris decidiu utilizar um modelo da Ford, o carro-conceito Lincoln Futura, como base. A Futura funcionou como Batmóvel porque trazia muitas batfunções já incorporadas ao projeto, como as longas barbatanas e capota em bolha. Ele reforçou o visual convertendo o nariz em uma máscara de morcego integrada. Com a carroçaria concluída, o carro foi pintado em preto e detalhes em vermelho para acentuar as linhas de carro. O carro trazia muitos gadgets, como o famoso "motor de turbina atômica" (na verdade, um motor Ford V8), lasers, mísseis, telefone, radar e computador de bordo. Se necessário, o Batmóvel é capaz de um rápido giro em 180 graus graças a dois pára-quedas, e traz ainda um emissor de fumaça para despistar buscas. Por sua popularidade duradoura, a sua influência continuou nas HQs e desenhos animados. Hoje é considerado por muitos como "o" Batmóvel.
Batmóvel da minissérie Cavaleiro das Trevas (1986) - Na história, anos depois da aposentadoria, Bruce Wayne ressuscita Batman quando uma gangue de mutantes ameaça Gotham City. Assim começa uma das mais populares histórias alternativas de Batman. Este é o maior Batmóvel já feito, e facilmente preenche três faixas em uma rodovia. Batman menciona o modo como ele "o modificou durante alguns sórdidos tumultos" 15 anos antes, e que a única coisa que pode danificá-lo "não é deste planeta". Possui armas de tiros, granadas e ataques de lança-foguetes, e oferece a sua própria matriz de armamento pesado. Para além das suas capacidades ofensivas, este Batmóvel está equipado com uma extensa ala médica. Ou seja, é praticamente um tanque de guerra, e é apontado como uma das maiores inspirações para o Tumbler dos filmes novos.
Batmóvel de Tim Burton (1989) - Graças à revitalização do Batman nos quadrinhos dos anos 80 por Frank Miller, a Warner resolveu levar a Morcega pro cinema sob a direção neo-gótica de Tim Burton. Anton Furst foi o desenhista de produção da Gotham City e do Batmóvel. Ele queria o carro diferente de qualquer encarnação anterior, uma combinação de força bruta e de design clássico. A equipe de produção uniu longitudinalmente dois chassis de Impala, e o carro ganhou motor de uma Chevy V8, além de pneus personalizados a la Mickey Thompson, lenda do off-road. O resultado era ao mesmo tempo uma nova concepção e uma junção dos elementos clássicos do veículo. Em vez do morcego-máscara frontal, um nariz de turbina a jato e lanternas baixas. A traseira do carro foi influenciada pelos carros da década de 1930, com um par de barbatanas curtas. No interior, um cockpit semelhante ao de aeronaves, com monitor, sistema de diagnóstico, gravador de CD, e sistema de comando por voz. O carro poderia envolver-se em uma pesada armadura-casulo, e trazia metralhadoras, lança-discos e aríete, além do modo "Batmíssil", onde a parte central do carro se torna um módulo de fuga. Inspirou um veículo similar no desenho Batman: The Animated Series, e é uma das versões mais populares do Batmóvel.
Batmóvel "Tumbler" (2005) - O atual Batmóvel já nsaceu clássico. Batman voltava ao cinema em Batman Begins, depois de oito anos após o malfadado Batman & Robin. Begins foi considerado um reinício que pretendia um Batman mais realista que as versões antigas, daí o famoso veículo também foi redesenhado. Nathan Crowley e o diretor Christopher Nolan desenharam o conceito e Chris Corbould e Andy Smith o construíram. Com nove metros de largura e 15 de comprimento, o carro pesava 2,5 toneladas (a incrível blindagem é um dos seus pontos fortes), mas ainda era capaz de ir de 0 a 60 milhas por hora em menos de seis segundos, com a velocidade máxima de 110 milhas por hora (acho que isso dá 137 Kh/H). Graças ao seu design único, também é capaz de fazer saltos de até nove metros. No modo ataque, o banco do condutor move-se para o centro do carro, e o motorista é reposicionado com o rosto para baixo com a cabeça no centro entre as rodas dianteiras. Isto serve para blindar mais o motorista e a posição reduz o risco de lesão quando fizer manobras extremas de condução. Um par de metralhadoras na frente do carro, entre as rodas dianteiras, além de bombas para furar pneus dos carros que o perseguem, completam o arsenal básico do carro.
Fontes: o site de fãs do Batmóvel de 1966 e o Batmobile History
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