Eu vi dois filmes de Zé do Caixão há alguns anos, no Cinema da Fundação, e lembro perfeitamente de ver a sala quase vazia nas duas sessões que fui: a de À Meia Noite Levarei Sua Alma e de Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver. Lembro também que os programadores da sala lamentaram bastante o desinteresse do público pelos filmes de José Mojica Marins, visto que o cara é um dos diretores mais importantes do cinema brasileiro e não merecia o descaso que o público e a crítica atuais lhe impõem.
Pô, o cara nunca estudou cinema, era só um brasileiro simples e praticamente (praticamenteeee) criou o cinema fantástico no país com recursos mínimos e muita originalidade.
E ele continua tendo esse preconceito, pois fora eu, não vi ninguém lá muito animado para assistir à conclusão da sua trilogia, A Encarnação do Demônio. Se você faz parte da turma que não dá a mínima do cara das unhas grandes, leia esse texto (meio mal escrito, mas é texto de fã e bastante informativo) e tente entender o cara sem esses preconceitos todos que o seu cinema e a sua figura recebem. UPDATE: Ricardo Calil também mandou bem em um texto acerca de Zé e de seu filme novo.
Se você (vocêêê!!! vocêêê!!!) é da turma que fala mal do véio sem nunca ter visto nenhum filme dele, dá uma sacada aí no terror que ele toca no À Meia Noite... O cara é um esteta! Expressionismo alemão (brasileiro?) na veia! Sem falar do Zé do Caixão, um nietzschiano radical que só crê na força do homem acima de tudo e nada mais!
Se liga ainda no trailer do A Encarnação do Demônio. A produção mais caprichada não enfraqueceu o terror de Mojica, muito pelo contrário. Tirem as crianças da sala!
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