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sábado, 16 de maio de 2009

Gisele já deu

Bem, Gisele Bündchen foi o assunto de um artigo do diário britânico "The Independent", que a classifica como "a maior estrela da história da moda".

Uaréva. Todo mês sai um artigo puxa-saco desses para Giselinha em algum jornal/revista/site mundo afora. Mas resolvi aproveitar o gancho para destilar minha ranzinzice contra a gauchinha de Horizontina, pois não vou muito com a cara dela.

Seguem os argumentos:

1) Gisele não gosta do Brasil - Desde que virou top model, ela só aparece no Brasil para desfilar ou gravar comerciais. Como toda exceção tem regra, ela passou aqui neste ano para apresentar o marido Tom Brady à família, mas na entoca. E só. Ela não se mistura com a gentalha. Custa passar umas semaninhas por ano com os brasileiros? Falando nisso...

2) Gisele não gosta dos brasileiros - Essa bola quem levantou foi Rafael Cortez e faz todo o sentido. Di Caprio, Tom Brady, Kelly Slater... só galeguinho gringo.

3) Gisele é burra - Aqui ela não entende a pergunta e enrola bonito. Ou pode até ter entendido, mas se não é burra, é cínica, o que é tão ruim quanto. E na falta de respostas melhores, faz aquela mesma pose do "paz e amor", que com ela fica totalmente vazia de sentido.

4) Gisele finge consciência ambiental - Aqui ela tá cagando pra Peta, pra um tempo depois vir com essa, posando de gringa consciente cercada de indiozinhos em um comercial tosco e clichê.

5) Gisele é chata - "Oh, my God!" digo eu, Gisele. "Oh, my God" = "Meu ovo!" Ver link do item 3.

6) Gisele não é tudo isso fisicamente - Ok, vamos admitir. O rosto dela é lindo, os cabelos idem. E ela faz poses incríveis e as roupas caem bem nela como se fossem a perfeição. Mas e aquelas pernas finas compridas? Aquela ossada no quadril? Aquele peitão caído desproporcional com o resto do corpo? Ah, vá. Só porque é a megatop ninguém fala nada.

7) Gisele é rica demais - Ela tem 28 anos e US$ 150 milhões na conta. É a modelo mais bem paga de toda a história, segundo o Livro Guiness dos Recordes. Mas até o safado do Bill Gates abre alguma fundação beneficente, nem que seja para posar de bonzão da responsabilidade social. E Gisele, nem isso. O que ela faz de útil com tanta grana?

8) Gisele é fresca - De novo, do link do item 3. "Gisele não passa pelo desconforto do empurra-empurra de fãs e imprensa. Ela permanece por volta de 20 minutos em um palco a cerca de quatro metros do público. Responde a meia dúzia de perguntas, faz muitas caras, bocas, poses e então vai embora". Ela é intocável e faz questão de manter essa pose. Não consigo vê-la como uma pessoa normal, e sim como uma rainha alien do showbiz.

9) Gisele é uma atriz ruim - Os comerciais que ela grava com texto são todos picotados porque a burrinha erra e esquece das falas o tempo todo. E ela está horrível naquele filme "Taxi".

10) Gisele já deu - Como se não bastasse isso tudo, nós ainda talvez tenhamos que aguentá-la mais uns anos, pois parece que o mundo da moda ainda gosta dela, mesmo com 14 anos de carreira - uma eternidade para uma modelo. Larga o osso, fia!

Imagem tirada do blog Banco de imagens

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Íbis, nosso patrimônio esquecido

Tava assistindo ao "15 Minutos", aquele programa fuleragem da MTV, e o tema do dia era futebol. Quando Marcelo Adnet leu o pedido de um internauta pernambucano para falar do futebol do Estado, ele ignorou Sport, Náutico e Santa Cruz para falar do Íbis.

Na hora, minha porção Leão da Ilha ficou meio indignada, mas a porção historiador do futebol logo levantou a dúvida: por que nós, pernambucanos, ignoramos tanto o pobre Íbis, um dos nossos maiores patrimônios culturais?

Tá certo que esse lance de pior time do mundo é algo pra lá de contestável - tá aí o Santa Cruz pra não me deixar mentir - mas pô, quem faz a fama deita na cama. Pior de fato ou não, o Íbis é o Ed Wood do futebol mundial. E eu sempre fiquei pensando porque os amantes do futebol e o próprio clube nunca capitalizaram muito em cima disso.

Talvez porque se o Íbis se tornar uma empresa de futebol séria, corre o risco de ganhar dinheiro, daí contratar bons jogadores e - o pior pesadelo - se tornar um time bom! O que é inadmissível! O charme do clube é ser trash!

Soube que no ano passado comemoraram 70 anos de fundação e vieram cheio de frufrus: uma biografia em livro, um site novo, uns planos de marketing, etc. Pois eu defendo medidas mais interessantes:

1) O Íbis seria o único clube do Campeoanto Pernambucano que não poderia ser rebaixado para a segunda divisão, não importando quantas derrotas sofra;

2) Se o clube obter uma boa fase e começar a vencer, deve ser punido com perda de pontos. A cada três pontos ganhos, deve perder quatro;

3) O clube pagaria mais impostos para a Federação Pernambucana de Futebol do que os demais clubes, para que assim haja a certeza de que estariam sempre no vermelho;

4) Todos os jogos da Série A do Brasileiro ocorridos em estádios pernambucanos devem contar com um jogo de abertura do Íbis contra algum time de várzea, mas seriam jogos combinados estilo aquelas lutas toscas de telecatch; ficaria combinado que o Íbis sempre perderia de uma diferença de pelo menos nove gols.

E pronto. Os joguinhos do Íbis deixariam de ser mera atração dos tios do bairro para se tornarem a melhor atração turística do nosso futebol!

Além disso, a camiseta do Íbis deveria ser vendida não em lojas de futebol, mas naquelas lojas de camisetas de rock; afinal, existe coisa mais cool do que usar uma camiseta do pior time do mundo? Só corre o risco dos emos transformarem em moda, mas paciência.

P.S.: Do JC, para constar: A última vez em que o Íbis esteve na elite do Campeonato Pernambucano foi em 2000, quando foi lanterna com 18 pontos, em 24 jogos. Apesar de ser rebaixado, o Pássaro Preto aprontou para cima do Náutico, vencendo por 1x0, nos Aflitos.

domingo, 12 de abril de 2009

Por quem as roupas dobram

Um "assunto de viado" para desnerdizar um pouco o blog. Vendo um pouco esses - com todo o respeito - blogs de mulherzinha por aí, falando de como combinar tal roupa com tal acessório, me toquei da minha grande dificuldade com roupas: achar o tamanho certo para mim.

Sou um cara magro, 1,70 de altura, ombro mais ou menos largo e braços finos; daí as camisas quase sempre falham em alguma parte: a manga fica comprida ou o tronco fica folgado. Com calça é pior: a cintura sempre é folgada e usar um cinto é crucial, mas ainda assim, as pernas da calça sobram quando fico de pé e faltam quando sento, porque por conta da magreza, a cintura sobe pro umbigo quando sento.

Sapato sempre foi mais fácil, apesar do meu pé ser pequeno em relação à minha altura. Mas uso palmilhas de silicone para corrigir um problema no pé; se não as uso, meus pés doem bastante. Daí um sapato para mim tem que caber meu pé mais a palmilha. Nos últimos sapatos que comprei, não consegui ajustar direito a sola dentro do sapato, e ficaram apertados.

Tudo isso me deixa extremamente confuso para acertar o meu tamanho. Uma camisa do meu guarda-roupa é P, outra M, outra G. Um sapato é 38, outro 40. Calça, nem sei. Para evitar dor de cabeça, quase todas minhas bermudas têm elástico na cintura.

E daí eu imagino: o modelo que a galera usa para costurar essas roupas certamente não tem um corpo parecido com o meu, mas imagino que todo mundo tenha problemas parecidos. As pessoas mais gordinhas devam sofrer muito mais.

Será que a indústria têxtil não está na hora de se atualizar e fazer uma parada mais customizada para cada biotipo? Tipo, você iria em uma loja, entraria em uma cabine com lasers de código de barras que escaneariam seu corpo e a cabine "imprimiria" a roupa no tamanho certinho.

Ou então eu entro em uma academia para ter o chassi de um modelo tipo Reynaldo Gianecchini, mas ainda faltaria a altura e não existe pílula para crescimento depois dos 18. Sem falar que para ficar como Gianecchini, o efeito colateral seria muito sério. Prefiro continuar sendo hetero mesmo.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Strokes, hip hop e Converse

Eu já tinha lido sobre os 100 anos do sapato Converse e que eles fizeram uma música e vídeo com Pharrell, Santogold e Julian Casablancas pra marcar a data. Pois só hoje vi o “My Drive Thru” no Papel Pop. E não é que o negócio ficou bom? Um dos raros bons casos onde mesclaram rock e hip hop com alguma noção de bom gosto ("Walk This Way" com Aerosmith + Run DMC também foi legal).

E pesquisando com meu irmão mais velho (é, no quesito pesquisa o Google é meu pai e o Wikipedia é meu irmão mais velho), descobri que o Converse é uma coisa e All Star é outra. O Converse é o nome real da empresa (eu achava que era All Star) e o nome do sapato cano baixo (que aqui no Brasil sempre chamamos de All Star também). O All Star na verdade é o de cano longo. Wim Wenders e aprendenders.

É engraçado também que nos últimos anos o Converse tenha virado símbolo fashion, assim como as Havaianas, pois sou do tempo que eram coisa de pobre. Isso lembra minha mãe falando que na época dela, bacalhau era barato e galinha era pra ricos. Mas voltando aos sapatos, o Converse apesar de ser proporcionalmente mais caro que nos anos 80 (hoje custa uns R$ 55, mas acho que há 20 anos custava uns R$ 15, corrigindo-se inflação e tal), ele ainda hoje é mais barato que a média dos tênis, pois um modelo mediano está na casa dos R$ 90.

Incrível como o mercado de sapatos inflacionou. E olhe que a mão-de-obra barateou por causa dos chineses e afins.