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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
terça-feira, 20 de outubro de 2009
CPI do visual de Marge Simpson
Ninguém pode falar de Ângela Bismarchi. Olha só o que os milagres da cirurgia estética já fizeram a Marge Simpson, a próxima estrela da "Playboy" gringa.
Ela começou assim, nos anos 80...

...depois evoluiu para o visual clássico...

...até chegar aos peitões de hoje em dia. Em um episódio de 2002, ela até pôs implantes de silicone mesmo, mas ela os tira no final. Quer dizer, será mesmo que tirou?

Menção honrosa a Marge adolescente antes do cabelo em pé horrível. Cabelo que depois veio para ficar, infelizmente.

Clique aqui para mais imagens de Marge em diversas fases e estilos.
Cuidado com a vaidade, Marge, para não acabar assim:
Ela começou assim, nos anos 80...

...depois evoluiu para o visual clássico...

...até chegar aos peitões de hoje em dia. Em um episódio de 2002, ela até pôs implantes de silicone mesmo, mas ela os tira no final. Quer dizer, será mesmo que tirou?

Menção honrosa a Marge adolescente antes do cabelo em pé horrível. Cabelo que depois veio para ficar, infelizmente.

Clique aqui para mais imagens de Marge em diversas fases e estilos.
Cuidado com a vaidade, Marge, para não acabar assim:
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
VMB 2009, o que achei

Eu vi o VMB e de fato achei injusto Little Joy, Stephany e Danilo Gentili perderem para Cine, Seminovos e Marcos Mion. Mas francamente, eu não acredito em premiação justa desde que descobri que Hitchcock e Kubrick nunca ganharam Oscar de diretor. Daí relevo tranquilamente.
A festa em si achei bem acima da média. Só os shows de Massacration + Falcão, Erasmo Carlos e Móveis Coloniais de Acaju salvaram a noite. Franz Ferdinand foi mais ou menos, mas não foi o fiasco do Bloc Party. Marcelo Adnet apresentou muito bem. Os carinhas do "Furo" foram divertidinhos. O esquema dos VTs com alguns dos premiados foi bem válido pra agilizar o processo.
Enfim, mais méritos que deméritos.
Foto: Flavio Florido/UOL + minha arte cretina
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Ela também vai estar correndo atrás
Quando o "CQC" anunciou o concurso para oitavo integrante, já achei esquisito porque eles mesmos ignoraram que já houve um oitavo integrante: o subestimado Warley Santanna, que não ficou no programa sabe-se lá porquê. Ok, o quadro do assessor de imagem era ruim, mas o cara tinha potencial.A vitória de Mônica Iozzi encerrou um concurso que o programa vendeu como um grande evento, mas que na verdade foi um pouco abaixo do que eu esperava. A princípio, nenhum dos candidatos exibidos me saltou aos olhos no sentido de "ser o (a) cara". Pode ser talvez por já estar acostumado aos veteranos, não sei.
Claro, alguns pareciam ter muito a mostrar e eu esparava vê-los na final, mas seja por nervosismo em alguma etapa ou injustiça mesmo, foram ficando pelo caminho, como Laura Rodrigo, Aline Nabisi e Luiz Tadeu Correia. Uma pena.
Os quatro semifinalistas cresceram muito na competição, mas eu achava muito difícil Rogério Morgado, Carol Zoccoli e Paulão do Velhas Virgens conseguirem superar os tabus de peso/feiúra/idade. Só que independente disso, eu acompanhei todas as etapas, e francamente, isso não teve a menor interferência na escolha por Mônica; ela venceu mais por mérito próprio e menos por exclusão dos outros concorrentes.
Nas reportagens da final, por exemplo, Carol me pareceu meio perdida e repetitiva. Outra coisa que pesou contra ela e Rogério, ironicamente, foi o fato de terem vindo de stand-up, porque a ligação desse estilo de humor com o "CQC" já está muito saturada; havia a impressão de que seria obrigatório passar pelo gênero para usar o terno preto.
Já Mônica, ninguém dava nada por ela naquelas primeiras fases, mas demonstrou nos últimos programas ter a cara de pau e a espontaneidade necessárias para o cargo. E se torna agora a primeira mulher do "CQC" brasileiro (e bonitona, sim, claro), prometendo ser uma boa aquisição e um contraponto interessante ao ambiente muito masculino que impera no programa até aqui.
Só tem um detalhe: ainda não está muito certo o que ela vai fazer. Por acaso a Band já está contando com a saída de alguém da equipe? Andam alardeando os nomes de Danilo e Oscar, por exemplo. Mas se ficarem todos em 2010, o que ela vai cobrir? Oscar mesmo já tem feito pouca coisa no programa. E neste ano não tem mais nenhum grande evento, como Olimpíadas, Copa ou Eleições. Aguardemos.
No mais, assistir a esse concurso só reforça o quanto fico incomodado com seleções de emprego de qualquer espécie - e logo algo assim, passando em rede nacional. Fico me colocando no lugar dos que perderam a vaga: o esforço, o sonho... tudo escapando no final. Ok, o programa foi uma boa vitrine para esses também, mas só por alguns meses...
Sim, às vezes eu tenho coração mole.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Big Bang Theory, início da 3ª temporada - considerações
Antes: ansiedade e expectativas altas. Depois: expectativas apenas cumpridas; nem superadas, nem frustradas. Episódio bom, grandes momentos, mas nada genial. Achei fraco o plot do piti de Sheldon (mais um, né?).
A grande surpresa: jurava ver Penny com outro namorado depois de três meses sem os nerds, mas ela não apenas estava esperando por Leonard, como estava cheia de tesão!! Uau! Sem falar que ela segue cada vez mais linda.
Outra surpresa: Penny foi assistir ao "Star Trek" novo sem eles. Desde a temporada passada ela dá sinais de catequização nerd, mas sem perder o estilo menininha. Gosto disso.
Aliás, as piadas mais fracas vieram dela tentando ser a Penny lôraburra do início da série - a historinha da torta e não ter entendido o presente de Leonard.
As melhores gags pop foram de Raj: a de "Mario e Luigi" e "Toy Story", hahaha.
Melhor frase, claro, por Sheldon: "In the world of emoticons, I was colon capital D". Mestre.
E por fim, mas não menos importante: eles TRANSARAM! AEEEEE!!! O 21 de setembro deveria se tornar o novo Dia do Orgulho Nerd.
No entanto, como Penny salientou, foi um lance "esquisito". Isso deverá repercutir nos próximos episódios. Só espero que não vire melodrama romântico, pois o estilo "Mulder & Scully" não combina com os dois.
Foto: Omelete
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segunda-feira, 27 de julho de 2009
Participações especiais na vida real
Depois daquele meu post sobre Ana Paula Padrão, consolidei uma teoria idiota que já vinha desenvolvendo. Acho que quase todos nós temos um pouco de vida de Simpson, no sentido de ocasionalmente termos participações especiais ilustres cruzando nossos caminhos. Em outras palavras: nós, mortais, conhecendo ou esbarrando com celebridades.
Daí, resolvi fazer um top 5 com os famosos com quem estive cara a cara, e os porquês.
Atenção: alguns momentos de vergolha alheia nas próximas linhas.
* Ana Paula Padrão, por toda a mitologia por trás do sobrenome e por ter sido gente fina. Ver link acima.
* Brian Wilson: por eu ter vindo a São Paulo para ver o show dele, uma lenda do pop, autor de uma música que tocou até no meu casório ("God Only Knows"), e no dia seguinte ao show, ficar a menos de um metro do homem para receber três autógrafos (sim, fui e voltei da fila mais duas vezes). Ele nem olhou a mim nem a ninguém no rosto, mas dane-se.
* Tom Zé: porque fui no camarim para entrevistá-lo, mas não cedi à tentação e pedi autógrafo nos meus encartes de "Tropicália" e de "Jogos de Armar". Também rolou foto. Cinco minutos inesquecíveis.
* Michael Stipe: já falei da minha relação com o R.E.M. aqui antes, mas esqueci de mencionar que quando eles tocaram "The One I Love" em 2001 no Rio, Stipe desceu para um vão próximo ao público. Corri para ver o careca e acho que fiquei a uns três metros dele. Foram poucos segundos, mas foi um momento incrível de um dia igualmente incrível.
* Will Eisner: porque essa outra lenda não só autografou vários livros meus, como também tirou foto, me concedeu uma entrevista curta que usei na minha conclusão do curso de jornalismo, e porque foi simpático durante todo esse tempo. Um mestre, mas também um cara legal.
Menções honrosas para: Matt Dillon (num bar em Olinda!), Rodrigo Santoro (que não sabia usar internet), Fernando Gonsales (autografou uma tira dele em papel jornal), Patti Smith (também desceu para o povão no show), Rita Lee (quando assisti a um ensaio pro show dela no Cais da Alfândega), Chico Science, Marcelo D2, Fábio Massari, Miranda (todos esses nos primeiros Abril Pro Rock), Raimundos (é, até a eles pedi autógrafo; eu era mais novo, sabe?), Angeli, Débora Fallabela (numa boate aqui em SP), Priscila do BBB9, etc.
E vocês, quais foram seus top 5 de contatos com gente famosa?
Daí, resolvi fazer um top 5 com os famosos com quem estive cara a cara, e os porquês.
Atenção: alguns momentos de vergolha alheia nas próximas linhas.
* Ana Paula Padrão, por toda a mitologia por trás do sobrenome e por ter sido gente fina. Ver link acima.
* Brian Wilson: por eu ter vindo a São Paulo para ver o show dele, uma lenda do pop, autor de uma música que tocou até no meu casório ("God Only Knows"), e no dia seguinte ao show, ficar a menos de um metro do homem para receber três autógrafos (sim, fui e voltei da fila mais duas vezes). Ele nem olhou a mim nem a ninguém no rosto, mas dane-se.
* Tom Zé: porque fui no camarim para entrevistá-lo, mas não cedi à tentação e pedi autógrafo nos meus encartes de "Tropicália" e de "Jogos de Armar". Também rolou foto. Cinco minutos inesquecíveis.
* Michael Stipe: já falei da minha relação com o R.E.M. aqui antes, mas esqueci de mencionar que quando eles tocaram "The One I Love" em 2001 no Rio, Stipe desceu para um vão próximo ao público. Corri para ver o careca e acho que fiquei a uns três metros dele. Foram poucos segundos, mas foi um momento incrível de um dia igualmente incrível.
* Will Eisner: porque essa outra lenda não só autografou vários livros meus, como também tirou foto, me concedeu uma entrevista curta que usei na minha conclusão do curso de jornalismo, e porque foi simpático durante todo esse tempo. Um mestre, mas também um cara legal.
Menções honrosas para: Matt Dillon (num bar em Olinda!), Rodrigo Santoro (que não sabia usar internet), Fernando Gonsales (autografou uma tira dele em papel jornal), Patti Smith (também desceu para o povão no show), Rita Lee (quando assisti a um ensaio pro show dela no Cais da Alfândega), Chico Science, Marcelo D2, Fábio Massari, Miranda (todos esses nos primeiros Abril Pro Rock), Raimundos (é, até a eles pedi autógrafo; eu era mais novo, sabe?), Angeli, Débora Fallabela (numa boate aqui em SP), Priscila do BBB9, etc.
E vocês, quais foram seus top 5 de contatos com gente famosa?
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segunda-feira, 20 de julho de 2009
Segura a Chan, amarra a Chan *
Três. Foi essa quantidade de músicas que reconheci no show de Cat Power no último sábado. E duas eram covers: "The House of the Rising Sun" (Animals) e "New York, New York" (Sinatra). A outra foi "Lived In Bars", embora eu ache que ela tenha mudado a forma de cantar no refrão.
E olhe que ela cantou "I Don't Blame You", música que eu conhecia, pois o "You Are Free" é o único disco dela que tenho. Mas só soube que foi tocada quando li no set list.
Já ouvi falar muita coisa de Chan Marshall: que ela era cachaceira e se recuperou, que não gosta de dar entrevista, que é perfeccionista, muito tímida, etc. Sem falar que o Via Funchal avisava o tempo todo que não iria ter transmissão pelo telão a pedido dela.
Acho que essas frescurinhas, mais o estilo intimista, colaboraram para ela se tornar essa diva idolatrada, tipo uma Maria Bethânia versão indie. Como o que importa no final é a música, de fato conhecia (conheço) pouco e não sei cantar nenhuma inteira, mas sempre gostei do pouco que ouvi.
E o show foi incrível, acima das minhas expectativas, que eram até grandes. A iluminação era econômica, sem frescuras; a banda, muito competente; e a voz dela, irretocável.
Comecei falando das canções. Sei que ela lançou um disco de covers recentemente e já ouvi algumas. Ela de fato "catpoweriza" bastante tudo que canta, mais ou menos como fazem Björk e Elis Regina. Se por um lado isso reforça o status dela de grande cantora/intérprete, a desvantagem era que as músicas ficam um pouco iguais - embora não menos interessantes - para neófitos como eu.
Na performance de palco, não sei se é proposital, mas ela se mexe de fato como uma gata: passeia devagar, se curva, levanta, nunca se move bruscamente. Alternava as músicas com uns goles de chá - de onde eu sentei, dava para ver o papelzinho saindo da caneca.
Ela pediu também para não fotografarem ou filmarem o show. Tirando uns poucos flashs aqui e ali, até que o público respeitou - fiquei com medo dela dar um piti por causa disso. Mas o troféu Jackass da noite mesmo foi o serviço de mesas do Via Funchal. Muito brochante sentir a vibe quebrada a cada cinco minutos por uma garçonete perguntando "Posso fechar a conta, senhor?"
Não tem como não falar do final, com Chan distribuindo rosas ao povo do gargarejo, a la Robertão, e depois quebrando o protocolo, tentando cumprimentar e dar autógrafos por vários minutos. Não faço ideia se essas lendas sobre a personalidade dela são garantidas, mas com certeza esse momento "fofo" tornou o show significantemente especial para mim.
Ah, e ela continua linda!
P.S.: recomendo ainda o belo texto que Dani Arrais escreveu sobre sua musa.
* Trocadilho emprestado do Twitter de Jarmeson.
E olhe que ela cantou "I Don't Blame You", música que eu conhecia, pois o "You Are Free" é o único disco dela que tenho. Mas só soube que foi tocada quando li no set list.
Já ouvi falar muita coisa de Chan Marshall: que ela era cachaceira e se recuperou, que não gosta de dar entrevista, que é perfeccionista, muito tímida, etc. Sem falar que o Via Funchal avisava o tempo todo que não iria ter transmissão pelo telão a pedido dela.
Acho que essas frescurinhas, mais o estilo intimista, colaboraram para ela se tornar essa diva idolatrada, tipo uma Maria Bethânia versão indie. Como o que importa no final é a música, de fato conhecia (conheço) pouco e não sei cantar nenhuma inteira, mas sempre gostei do pouco que ouvi.
E o show foi incrível, acima das minhas expectativas, que eram até grandes. A iluminação era econômica, sem frescuras; a banda, muito competente; e a voz dela, irretocável.
Comecei falando das canções. Sei que ela lançou um disco de covers recentemente e já ouvi algumas. Ela de fato "catpoweriza" bastante tudo que canta, mais ou menos como fazem Björk e Elis Regina. Se por um lado isso reforça o status dela de grande cantora/intérprete, a desvantagem era que as músicas ficam um pouco iguais - embora não menos interessantes - para neófitos como eu.
Na performance de palco, não sei se é proposital, mas ela se mexe de fato como uma gata: passeia devagar, se curva, levanta, nunca se move bruscamente. Alternava as músicas com uns goles de chá - de onde eu sentei, dava para ver o papelzinho saindo da caneca.
Ela pediu também para não fotografarem ou filmarem o show. Tirando uns poucos flashs aqui e ali, até que o público respeitou - fiquei com medo dela dar um piti por causa disso. Mas o troféu Jackass da noite mesmo foi o serviço de mesas do Via Funchal. Muito brochante sentir a vibe quebrada a cada cinco minutos por uma garçonete perguntando "Posso fechar a conta, senhor?"
Não tem como não falar do final, com Chan distribuindo rosas ao povo do gargarejo, a la Robertão, e depois quebrando o protocolo, tentando cumprimentar e dar autógrafos por vários minutos. Não faço ideia se essas lendas sobre a personalidade dela são garantidas, mas com certeza esse momento "fofo" tornou o show significantemente especial para mim.
Ah, e ela continua linda!
P.S.: recomendo ainda o belo texto que Dani Arrais escreveu sobre sua musa.
* Trocadilho emprestado do Twitter de Jarmeson.
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segunda-feira, 6 de julho de 2009
O grande encontro
Você é parente de Ana Paula Padrão?
O caso é tão sério que virou tema de tópico na comunidade "Sou Padrão" do Orkut. Basta ter o sobrenome para ouvir a pergunta - além, claro, das piadinhas como "você é um padrão de qualidade" e afins. Mas no meu caso, que sou jornalista, a conexão é ainda mais evidente para os leigos. Afinal, a família Padrão não é muito numerosa no Brasil, e ainda mais Padrãos jornalistas. Então não culpo quem pergunta.
Daí não, ainda não sei se sou ou não parente direto de Ana Paula, embora a possibilidade de sermos - na falta de um termo melhor - primos de "enésimo" grau seja grande. Afinal, ser um Padrão não é bem a mesma coisa que ser um Silva ou Rocha, né? Com todo respeito às duas famílias, bom ressaltar.
Na tentativa de descobrir a conexão com a minha prima mais famosa, já mandei até e-mail para o "Jornal da Globo" há alguns anos, quando ela ainda era de lá. Ninguém respondeu, óbvio.
Daí na última quinta-feira, obtive a melhor oportunidade para tirar isso a limpo.
No meu trabalho aparecem pessoas famosas para participarem de sessões de bate-papo com o público. Nesse dia, estava eu trabalhando normalmente quando vi uma mulher morena, pele bem branca, com ar de europeia. Putz, era ela.
Já apareceram lá no trabalho outros famosos de responsa, como Erasmo Carlos e Daniel Azulay, mas nunca me atrevi a ir lá tietar com eles. É o tipo de coisa que jornalista, em tese, não deveria fazer. Mas dessa vez era diferente. Apesar de ter sim uma admiração pela carreira de Ana Paula, fui lá "pegá-la na saída" porque - parafraseando um dos programas da emissora antiga dela - desta vez era um "caso de família".
O diálogo foi mais ou menos assim:
- Ana Paula Padrão, né?
- Sim!
- Acho que somos parentes.
- Ah, você também é Padrão?
- Isso!
- Legal. Não conheço muitos Padrão pelo Brasil, mas uma vez fui a Portugal e conheci vários. Parece que a família vem de lá.
- É, já ouvi falar que o nome veio de Portugal.
- Parece que vem de uma descendência árabe também. Isso aqui seu [ela enquadrou os olhos dela com as mãos], eu já vi muito parecidos em vários Padrão, essa área dos olhos.
- É... mas sou do Recife, o nome é da minha família paterna, que é toda de lá também. Você não conheceu ou tem parente próximo com algum Padrão de lá?
- Não... você nasceu no Recife mesmo?
- Sim... embora boa parte da família paterna tenha se mudado para cá, mas só depois. E muita gente acha que fiz jornalismo por sua causa, mas meu pai é jornalista também.
- Ah, ele também é?
- É, se formou na área.
- Interessante. Mas já conheci outros Padrão por aí. O caso mais curioso foi de uma menina que ainda por cima também se chamava Ana Paula. Ela me contou que uma vez não quiseram aceitar o cheque assinado por ela. O vendedor falou assim: "me desculpe, moça... mas você não é Ana Paula Padrão"!
- Ahahah.
- Pedi até desculpas a ela pelo transtorno que causei involuntariamente.
- Bom, você então realmente não conhece os Padrão do Recife?
- Não... até gostaria, pois adoro o pessoal do Recife. Mas de qualquer forma, devemos ser da mesma família mesmo, pois não é uma família tão grande assim.
Daí trocamos beijinhos de despedida e dei boa sorte a ela lá na Record. Ela devolveu com um "até mais, primo!". Muito simpática.
Cogitei tirar foto do momento, mas estava sem câmera. Mesmo se estivesse com, não sei se teria coragem de tirar a foto. E mesmo se tirasse, não sei se publicaria aqui. Se publicasse, acho que diriam que era Photoshop. Então tanto fez tirar a foto ou não. De qualquer forma, fica aí o registro do memorável encontro.
Se houver uma próxima vez, já vou estar mais íntimo e perguntarei se já disseram que o cabelo dela (que é bonito, bom deixar claro) parece com o de Maga Patalójika.
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quinta-feira, 21 de maio de 2009
Erótika Fair, de novo
É, fui lá de novo. E de novo tirei foto e escrevi texto, mas dessa vez fiz uns vídeos também.
Não tenho muito a acrescentar em relação ao que já tinha dito antes. Só que esqueci de mencionar uma coisa: pô, por que tanta stripper/modelo/atriz pornô/puta feia, hein? As mais bonitas são tão caras ou difíceis assim?
Não tenho muito a acrescentar em relação ao que já tinha dito antes. Só que esqueci de mencionar uma coisa: pô, por que tanta stripper/modelo/atriz pornô/puta feia, hein? As mais bonitas são tão caras ou difíceis assim?
sábado, 16 de maio de 2009
Gisele já deu
Bem, Gisele Bündchen foi o assunto de um artigo do diário britânico "The Independent", que a classifica como "a maior estrela da história da moda".Uaréva. Todo mês sai um artigo puxa-saco desses para Giselinha em algum jornal/revista/site mundo afora. Mas resolvi aproveitar o gancho para destilar minha ranzinzice contra a gauchinha de Horizontina, pois não vou muito com a cara dela.
Seguem os argumentos:
1) Gisele não gosta do Brasil - Desde que virou top model, ela só aparece no Brasil para desfilar ou gravar comerciais. Como toda exceção tem regra, ela passou aqui neste ano para apresentar o marido Tom Brady à família, mas na entoca. E só. Ela não se mistura com a gentalha. Custa passar umas semaninhas por ano com os brasileiros? Falando nisso...
2) Gisele não gosta dos brasileiros - Essa bola quem levantou foi Rafael Cortez e faz todo o sentido. Di Caprio, Tom Brady, Kelly Slater... só galeguinho gringo.
3) Gisele é burra - Aqui ela não entende a pergunta e enrola bonito. Ou pode até ter entendido, mas se não é burra, é cínica, o que é tão ruim quanto. E na falta de respostas melhores, faz aquela mesma pose do "paz e amor", que com ela fica totalmente vazia de sentido.
4) Gisele finge consciência ambiental - Aqui ela tá cagando pra Peta, pra um tempo depois vir com essa, posando de gringa consciente cercada de indiozinhos em um comercial tosco e clichê.
5) Gisele é chata - "Oh, my God!" digo eu, Gisele. "Oh, my God" = "Meu ovo!" Ver link do item 3.
6) Gisele não é tudo isso fisicamente - Ok, vamos admitir. O rosto dela é lindo, os cabelos idem. E ela faz poses incríveis e as roupas caem bem nela como se fossem a perfeição. Mas e aquelas pernas finas compridas? Aquela ossada no quadril? Aquele peitão caído desproporcional com o resto do corpo? Ah, vá. Só porque é a megatop ninguém fala nada.
7) Gisele é rica demais - Ela tem 28 anos e US$ 150 milhões na conta. É a modelo mais bem paga de toda a história, segundo o Livro Guiness dos Recordes. Mas até o safado do Bill Gates abre alguma fundação beneficente, nem que seja para posar de bonzão da responsabilidade social. E Gisele, nem isso. O que ela faz de útil com tanta grana?
8) Gisele é fresca - De novo, do link do item 3. "Gisele não passa pelo desconforto do empurra-empurra de fãs e imprensa. Ela permanece por volta de 20 minutos em um palco a cerca de quatro metros do público. Responde a meia dúzia de perguntas, faz muitas caras, bocas, poses e então vai embora". Ela é intocável e faz questão de manter essa pose. Não consigo vê-la como uma pessoa normal, e sim como uma rainha alien do showbiz.
9) Gisele é uma atriz ruim - Os comerciais que ela grava com texto são todos picotados porque a burrinha erra e esquece das falas o tempo todo. E ela está horrível naquele filme "Taxi".
10) Gisele já deu - Como se não bastasse isso tudo, nós ainda talvez tenhamos que aguentá-la mais uns anos, pois parece que o mundo da moda ainda gosta dela, mesmo com 14 anos de carreira - uma eternidade para uma modelo. Larga o osso, fia!
Imagem tirada do blog Banco de imagens
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Um cara bonito no "Pânico na TV"
Lá pelos cinco minutos de vídeo.
E ao encontrar uma das "BBB"s mais simpáticas, esse mesmo cara mostrou que escreve bem, tira boas fotos e já tava ligado no Impostor.
Ronaldo! Peitcheeenho!
E ao encontrar uma das "BBB"s mais simpáticas, esse mesmo cara mostrou que escreve bem, tira boas fotos e já tava ligado no Impostor.
Ronaldo! Peitcheeenho!
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quinta-feira, 9 de abril de 2009
A vida após o reality

Eu nunca gostei de reality shows, com raras exceções. Gostei do "The Osbournes", que trazia situações muito fake mas ver Ozzy senil pagando mico é algo que vale a pena ser assistido. Gosto de ver o "Queer Eye for the Straight Guy" (existe ainda?) e o "American Idol" só no começo, quando mostram os candidatos sem noção.
Só que sempre tive um pouco de desprezo por reality de competição e/ou confinamento e/ou convivência forçada. Gostei da primeira "Casa dos Artistas" porque era surreal demais um programa que reunia Supla e Alexandre Frota. Mas o "BBB" era algo bem longe da minha realidade até então.
Daí veio esse "BBB 9". Acompanhei e gostei pra cacete, mas ainda mantenho muitas das minhas ressalvas com esse formato. Pra mim é muito claro que todos os participantes, sem exceção, fazem tipo e criam personagens em maior ou menor grau. Outro problema é que o público às vezes elimina muito rápido quem poderia render mais. Ralf e Newton que o digam.
Mas consegui curtir o "BBB 9" por várias razões. Primeiro: no geral, os jogadores eram menos imbecis e de mais personalidade que os dos outros anos. Segundo: a produção do programa percebeu o marasmo do formato e por isso inventou e aperfeiçoou um monte de novidades e torturas: muro, quarto branco, velhinhos, Big Fone, etc. Ainda não achei justo a segunda Casa de Vidro, mas felizmente os dois "intrusos" se estreparam logo.
Terceiro e mais importante: eu consegui me identificar com alguns participantes que felizmente se deram bem. Minha torcida inicial pela conterrânea Michelle (chatinha) morreu assim que descobri Francine, Priscila, Max, Ralf, Milena e Flávio, que nessa ordem eram os meus favoritos para ganhar o prêmio.
Fran por ser linda e engraçada; Pri por ser simples, inteligente e sincera (no que é possível ser sincero em um reality show, claro); Max por jogar aberto e com respeito aos adversários; Milena por ser cachaceira e sem frescuras, e Ralf e Flávio por serem caras simpáticos com quem eu tomaria uma cerveja. Todos eles cometeram alguns desvios e têm lá suas chatices - Max principalmente - mas quem é perfeito?
Oh, Braziu, muito obrigado por eliminar Ana Carolina aos 45 do segundo tempo. Demorou, mas a justiça prevaleceu. O subtítulo desse "BBB" pode ser "ascensão e queda da patricinha favorita"; Ana até teve lá seus bons momentos, mas francamente, não dava para premiar uma donzela que desperdiça sabão em pó sem se importar com o que os outros acham disso e que faz bico e chuta a cama porque alguém que ela gostava foi eliminado. Deu no que deu: 4º lugar, a colocação mais cruel do "BBB". Não foi à toa que a saída dela ganhou mais votos que a final do programa.
No mais, acho que eu preciso fazer análise, pois cheguei até a cogitar votar para eliminar Ana ou para que Pri vencesse. Por internet, claro; o dia em que eu gastar uma ligação de R$ 4 para deixar milionário alguém que nem me conhece, é porque preciso ser jogado no quarto branco para sempre.
P.S.: Imagem roubada do Scully no BBB & TV
P.S. 2: Recomendo muito este texto de Ricardo Calil sobre a quase vitória de Priscila. Só um adendo: se o "coração" de Pri a levou tão longe, o machismo brasileiro a impediu de vencer. Tal machismo está bem menor hoje em dia e ela é prova disso, mas infelizmente ainda persiste.
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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Raio X do "BBB 9"
Bom, o mundo gira com acontecimentos sem importância como Sarney por cima da carne seca virando presidente do Senado - ou seja, Sarney sendo Sarney; um ex-deputado colombiano refém das Farc libertado; a italiana que vai sofrer eutanásia; o italiano "gente boa" que o governo brasileiro insiste em proteger enquanto ignora a morte nas ruas de muita gente boa (sem aspas)......mas não tem jeito. Depois de sete anos resistindo, fui finalmente infectado pela praga do "BBB", como falei antes. Daí resolvi fazer uma atualização do que estou achando do programa e dos participantes. Segura na mão de Deus e lê:
E claro, o quarto branco. Quando vi pela primeira vez, achei que seria um lance mais torturante ainda, com aquela sirene tocando alta a cada cinco minutos. E acho até que Boninho tinha, mas pensou dois segundos no mar de ONGs de direitos humanos enchendo o saco dele e só deixou a sirene como enfeite mesmo. Voltando ao quarto, o primeiro uso dele foi ótimo, pois eliminou praticamente duas pessoas da casa, que ficou bem cheia depois da entrada de duas pessoas da bolha. E sim, a bolha acho que ficou marcada como a idéia mais nhé desta edição.
* Alexandre: a mosca morta da casa. Quando saiu, falou que tinha definido uma estratégia de jogo, mas nem deu para perceber. Acho que era "ficar de boa com todos", mas não adiantou. E também teve o azar de ir ao paredão com duas pessoas mais carismáticas, Max e Priscila (falo mais deles abaixo). Ah, e não assumiu, nem com o papo de crisálida de Bial.
* Ana Carolina: na minha opinião, a mais mala de todos, ocupando o posto que um dia foi de Naiá. Mas não confundam maletice com vilania. Ela força uma barra tremenda nas brigas dela com Newton, mas no fundo, ela é inofensiva no jogo. Pelo menos as loucuras patricínhicas dela causam alguma celeuma na casa, o que anima o programa.
* Emanuel: não sei se a bolha apagou a personalidade das pessoas, mas fora o fato de ter virado o peguete de Priscila - e mais por iniciativa dela - ele simplesmente não faz nada. É um nada.
* Flávio: um dos meus preferidos. Amigão total de toda a galera (praticamente não tem inimigos na casa), tem um senso de humor dos bons, mas também dá a real quando os problemas aparecem. Acho que não vai ganhar principalmente porque ficou solteiro na casa, mas espero que dure um bom tempo ainda. Se por um milagre Max sair, acho que ele levaria o prêmio.
* Francine: mesmo antes da saída de Michelle, virou a minha "sister" preferida. Além de muito bonita, o jeitinho maluquete dela faz meu tipo. Só perdeu pontos por ficar no queijo com Max por causa da "pessoa lá fora", um clichê básico do "BBB" que talvez seja também uma estratégia "Rafinha" de jogar. Ainda assim, gosto dela.
* Josiane: pessoa legal e pá, mas é outra "nada" que veio da bolha. O romance dela com Newton periga ser um dos mais trash da história do "BBB", mas até ela está se ligando nisso e acho que vai dar graças a Deus quando ele sair.
* Léo: desde o início um dos mais fracos do jogo, e só não saiu antes porque foi para o lado B. Mas não deu para entender a dele. Entrou em uma paranóia de que estava tomando as decisões erradas e sendo visto como vilão pelo público, mas o coitado deve ter ficado decepcionado quando saiu, pois ninguém estava nem aí para ele até virar o "coitadinho do quarto branco". Sairia em branco se não fosse por isso. Mas era um cara legal, o único que tinha ouvidos para as sandices de Norberto.
* Max: até aqui, ele é o cara do milhão. É o "novo Alemão": jogador assumido, mas bem no estilo "fair play". E o engraçado é que ele foi vendido ao público como o cara-que-se-acha (nisso pelo menos acertaram) e pré-candidato a vilão, mas na casa não foi bem assim. Faz macaquices com Flávio que fazem a festa do povo da edição - e confesso que me divirto com eles também -, e esse romance sem beijos com Francine eu fico até com pena, porque até acredito que ele tá (um pouco) a fim dela. Mas depois ele ganha o milhão, eles "acabam" (?) e a vida segue.
* Michelle: a "Grazi" desse ano se ferrou porque foi com o paredão com Max e Pri (karma dos pernambucanos?), e até o povo da casa ficou meio mal de ter votado nela, mas é a sina do primeiro paredão: a pessoa não teve tempo de fazer nada e sai só porque não foram com a cara. Pena.
* Milena: ponto fraco: é uma das mais feias. Ponto forte: é uma das mais animadas. E a amizade dela com Priscila e o namoro com Ralf a fortaleceram. Mas não ganha, acho.
* Mirla: ponto fraco: é uma das mais apagadas, e ficou mais deslocada ainda quando todos os amigos dela na casa (Michelle, Alexandre, Léo) saíram. Pontos fortes: assim como Flávio, não tem grandes inimigos, não entra em barracos e é muito solícita nas tarefas da casa. Pode durar bastante, mas não sei se ganha.
* Naiá: é oficialmente a "figura" do "BBB", para o bem e para o mal. Tem aqueles tiques de gente velha que dependendo do momento, irritam profundamente (as delcarações anti-minorias dela, wtf?!), dão peninha ou você até se identifica. Ela morrendo de chorar com "Sandra Rosa Madalena" já foi um momento clássico deste ano. Só que a "netinha" dela, Ana Carolina, virou a mala-mor, como falei acima, e eis que Naiá hoje é aceitável como personagem divertido da casa.
* Newton: esse negócio de vilão do "BBB" é um troço complicado. Antes de gostar disso, eu sempre achei que as pessoas já entram lá com papéis pré-formatados: herói, vilão, piranha, etc. E ainda acho isso. Se o cara se recusa a fazer o papel, a produção/edição dá aquela forcinha. E aí temos Newton como vilão. O cara é mala? É. Jogador demais? É. Machista e se acha? Sim. Mas é um cara feladaputa? Não sei. Vejamos: ele diz ter entregue a prova do líder para Emanuel falar com o filho (ou ele estava cansado mesmo e não queria assumir isso); as brigas com Ana sempre começaram por causa das provocações dela; apesar de levar Léo ao castigo (lembrem que ele e Ralf eram amigos dele, foram convidados por ele para a sessão de cinema do líder), o cara nao sabia que era um quarto branco fechado, e tampouco que valia eliminação sem o público votando. E aí? Aí que não gosto dele, o povo na casa não gosta, o público também não, mas ainda acho injusto nego virar vilão sem que as pessoas entendam melhor a conjuntura toda.
* Norberto: no início acreditei que ele poderia levar o prêmio, mas se deixou levar demais pelo jogo. Nem achei a decisão dele emparedar Max uma trairagem, pois entendi bem o que ele queria: ele deve ter sentido que Max voltaria do paredão - o que aconteceu - e de fato votar em alguém do lado A no dia que os conheceu seria um lance meio injusto. Mas ele cometeu outros erros, como se insinuar demais para as meninas (constrangedor) e não curtir muito as festas. Foi se isolando e deu no que deu. O que Léo tinha faltando Nonô tinha em excesso: auto-confiança.
* Priscila: já é mais que óbvio que ela é a bunda oficial do "BBB 9", mas não acho que seja só isso. Ela é fiel aos amigos do lado B, tem um papo muito direto, e até o lance com o mané do Emanuel, por mais jogo que seja, vejo também como uma carência/carinho real dela. Não vai ganhar porque o público da Globo é o público da Globo - e as pessoas sabem que as gostosas já saem da casa no lucro por causa das revistas masculinas - mas é uma das personagens mais legais deste ano.
* Ralf: depois de Max e Newton, é o maior jogador. Mas tem um estilo mais instintivo e menos cerebral que os outros dois. Fiquei com pena porque levou fora de Michelle e teve que se contentar com a feiosinha da Milena, mas enfim. O cara é legal, talvez seja hoje o meu preferido do ex-lado A.
No mais, parabéns ao programa por ter finalmente escolhido um elenco heterogêneo que sai (um pouco) do esquema Playboy-G Magazine de antes e que está apimentando os acontecimentos do programa sem perder a mão.
Beijo, continue espiando!
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Esses nerds virgens
Meus dois leitores devem lembrar do dia que conheci as coelhinhas da "Playboy". Daí teve a Campus Party na semana passada e a coelhinha ruiva Ana Lúcia Fernandes foi bolinada.
O caso rendeu muita falação na blogaiada, a foto de Flickr mais comentada que já vi e o tal do bolinador até apagou sua conta do Twitter.
Eu poderia falar o quanto isso essa atitude imbecil - que rendeu até um bizarro "bem feito!" à coelhinha vindo de uma dançarina do ventre (!!) - reforça que ainda vivemos em um mundo escrotamente e dissimuladamente machista (na verdade estou usando aquela técnica do "não vou dizer, mas já estou dizendo", caso não tenham notado).
Também poderia enfatizar que o caso fica mais chato ao saber que Ana Lúcia, pelos três minutos que falei com ela, parecia ser um doce de pessoa, muito profissional e não merecia mesmo um mico desses.
Mas prefiro comentar o assunto deste post cheio de links parafraseando o rapaz abaixo:
O caso rendeu muita falação na blogaiada, a foto de Flickr mais comentada que já vi e o tal do bolinador até apagou sua conta do Twitter.
Eu poderia falar o quanto isso essa atitude imbecil - que rendeu até um bizarro "bem feito!" à coelhinha vindo de uma dançarina do ventre (!!) - reforça que ainda vivemos em um mundo escrotamente e dissimuladamente machista (na verdade estou usando aquela técnica do "não vou dizer, mas já estou dizendo", caso não tenham notado).
Também poderia enfatizar que o caso fica mais chato ao saber que Ana Lúcia, pelos três minutos que falei com ela, parecia ser um doce de pessoa, muito profissional e não merecia mesmo um mico desses.
Mas prefiro comentar o assunto deste post cheio de links parafraseando o rapaz abaixo:
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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
"A minha cabeça tá no jogo mas meu coração tá la fora"
Pois é, devido a questões profissionais terei que acompanhar de perto o "Big Brother Brasil". E para eu não sofrer sozinho, divido com meus dois leitores as minhas impressões sobre esta edição. Vamos lá:
Sobre as novidades do formato. O lance dos lados A e B parecia ser uma roubada, mas já dá para perceber que criou uma dinâmica realmente nova. Acho que a intenção de criar ambientes desiguais era mostrar como diferentes pessoas se adaptam melhor a diferentes meios (antropólogos devem delirar com isso).
Daí que o grupo B, contrariando as expectativas, não só não se importou com a falta de luxo como permaneceu um grupo muito mais unido e animado que o A. Li neste blog uma sugestão interessante: e se os dois grupos trocassem de ambiente por uma semana? O grupo A, já acomodado, sofreria no lado B? Boninho, rapá, investe na ideia.
Mas a novidade mais tosca foi mesmo a casa de vidro. Porra, você tem o trabalho de escalar quatro infelizes, anunciá-los na imprensa, as pessoas já criando suas expectativas de como eles se portarão na casa... para de repente, de forma muito arbitrária, separá-los dos demais para ficar na jaula em um shopping. E antes se a "bolha" criasse uma tensão nova, deixando eles putos de estarem ali, mas eles ficam o dia inteiro sorrindo e posando para fotos! A casa de vidro conseguiu o impossível: ser mais entediante que a casa oficial.
Sobre os participantes. Eu não sei se foi sorte ou se aquele sorteio do primeiro dia foi marmelada, mas perceberam como cada lado teve seu velhinho, sua miss, três casais? Mas mesmo com a divisão, dá para perceber que o grupo inteiro é muito homogêneo; todos muito bonzinhos e diplomáticos. Até o momento, ninguém aparenta que vai se tornar o vilão. Mas ainda é cedo, e nos outros anos, os vilões e panelas só começam a surgir lá depois do segundo paredão.
Agora, sobre cada um individualmente. Confesso que torcia por Michele, porque é pernambucana, a mais gata e representou o Sport no "Musa do Brasileirão de 2007". Mas eu sei que as gatas nunca ganham o programa, porque o povo sabe que elas podem lucrar na "Playboy" e afins. E para piorar, ela ainda está bem apagadinha. Aliás, apagado é o grupo A quase inteiro (Ralf, Newton, Mirla, Alexandre e a mais enjoada, Ana Carolina). A véia Naiá é que talvez encha o saco daqui a um tempo. A ranzinzice enrustida dela (fica limpando a casa o tempo todo) pode render algo em breve.
Norberto tem sido, a meu ver, o grande candidato ao milhão. Já chegou chegando: "aqui dentro vale tudo!" Vai ter pena do véio! Ele é bem humorado, carismático, se enturma fácil, mas também inteligente, muito observador e já deve estar estudando as estratégias.
Já o restante do B é aquela baixaria de sempre: a putona da vez é Priscila, a cu doce é Milena, a sem noção é Francine, Max deixou o posto de possível vilão para ser só mais um simpático (mas pelo menos ele instiga a galera, diferente dos homens frouxos do A), Flávio achei que seria o gay, mas aparentemente gosta de mulher (mas recusou um beijo de Milena, então sei não, hein?) e Leonardo é o retardado. Enfim, um elenco de "Big Brother" perfeito! Hahaha.
Agora é esperar os dois grupos se juntarem para ver as desgraças acontecerem. E acompanhem o Big Bosta Brasil que tá totalmente excelente.
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terça-feira, 13 de janeiro de 2009
"Events occur in real time"
"Então basicamente, o que está dizendo, sr. Bauer, é que os fins justificam os meios e que você está acima da Lei"."Quando estou em uma missão, tenho um objetivo. E o objetivo é completar a missão a qualquer custo".
"Mesmo que tenha que violar a Lei".
"Para um soldado em combate, ser bem sucedido ou não depende da sua habilidade em se adaptar ao inimigo. As pessoas com quem lido não ligam para suas leis. Só se importam com o resultado final. Meu objetivo é impedir que fossem bem sucedidos. Simplesmente me adaptei. Respondendo à sua pergunta, estou acima da Lei? Não, senhor. Estou disposto a ser julgado pelas pessoas que o senhor diz representar, deixarei elas decidirem minha sentença. Mas por favor, não se sente aí com esse ar presunçoso e espere que eu diga que estou arrependido. Porque, senhor, a verdade é que não me arrependo".
E com esse touché, Jack Bauer diz a que veio na sétima temporada de "24 Horas", que teve início neste domingo (11) depois de praticamente um hiato de 20 meses sem episódios inéditos.
A essa altura, falar das conotações socio-políticas da série é meio que chover no molhado, mas é um pouco inevitável. Acusada constantemente de ser um dos pilares do reacionarismo da era Bush na TV, "24" acabou sendo ofuscada por esse clichê crítico - que tem lá seus argumentos convincentes, convenhamos.
Mas poucos veem os pontos positivos, como a ousadia política da série de tentar antecipar fatos reais, tornando-se quase um oráculo dos EUA - como ter antevisto a chegada de um negro à Casa Branca - ou mesmo a crítica interna feroz da quinta temporada - onde o próprio presidente foi o maior vilão. E as pessoas também se esquecem que, no frigir dos ovos, isto é um programa de ficção-entretenimento e para o bem de nossa sanidade, deve ser encarado como tal na maior parte do tempo.
Agora, após uma série de baques sofridos pela produção - a queda de qualidade e audiência da sexta temporada, a greve de roteiristas, a prisão de Kiefer Sutherland, a saída de Joel Surnow, a pressão da Fox - Jack Bauer está de volta. E aparentemente sozinho, sem a CTU. O que esperar?
Jack Bauer está o mesmo de sempre: amargurado com a vida e com seu país, mas sempre fiel aos seus princípios éticos, como pode-se ver pelo diálogo acima, onde começa sendo julgado por vários de seus crimes contra os direitos humanos - leia-se torturas. Daí acontece o roteiro de toda temporada de "24": de repente, uma pessoa - neste caso, o FBI, representado por uma agente bonitona - convoca o fodão para entrar na missão do momento porque ele sabe como lidar com a situação, ele hesita e parará, mas após descobrir que [SPOILER] Tony Almeida está vivo e é o chefe dos terroristas[/SPOILER], Jack decide entrar na brincadeira.
Um dos pontos altos do primeiro episódio, assim como no filme "24 Redemption", é a nova presidente, Allison Taylor. A personagem me parece firme tanto na ética quanto na autoridade, e periga ser a melhor presidente do seriado depois do saudoso David Palmer. A atriz está muito bem no papel.
[SPOILER]Trazer Tony Almeida da morte é um caso à parte. Por um lado, é uma estratégia meio apelativa. Acho que Tony morreu no momento certo, ainda no auge, na quinta temporada, mas como ele era um dos mais carismáticos da série, ressuscitá-lo é como gritar "ei, fãs antigos, voltem a ver os episódios, Tony voltou". Safadeza pura. Por outro lado, usar esse clichê do antigo-amigo-que-agora-é-inimigo pode dar uma sacudida boa em "24". Afinal, imagine se terroristas matassem a filha de Jack como mataram a mulher de Tony... será que ele não ficaria tão perigoso para o país quanto o latinão está agora?[/SPOILER]
A ação foi econômica por enquanto. Apenas um sequestro precedido de uma batida de carro, além de uma morte por atirador de elite. Nada de Jack matando ou torturando ainda. Mas a tensão do primeiro episódio é bem boa, com as subtramas andando e se amarrando ao mesmo tempo, naquele estilo fodão de "24 Horas".
Ponto baixo: o fim da CTU. Pero no mucho: de fato, acho que a CTU também já cumpriu seu papel. Assim como Los Angeles como cenário. Trazer a história para Washington pode render boas possibilidades.
Outro ponto baixo por enquanto é a ausência da fodástica Chloe O'Brian. Mas de fato, ela não foi necessária ainda. E sabemos que ela estará na temporada, assim como Bill Buchanan e a polêmica porém totosa Kim Bauer.
O relógio corre. Bem vindo ao inferno, Jack. Por favor, salve o mundo de novo.
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terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Retrospectiva MPadrão 2008
Bom, sem mais delongas, seguem os vencedores antes que o ano - e o mundo - acabe. Lembrando que:
* A lista é de total (ir)responsabilidade e (in)competência deste que vos tecla, por critérios parcialmente e/ou totalmente subjetivos
* Muitos prováveis erros de julgamento de minha parte podem vir de minha parcial e/ou total falta de conhecimento sobre o assunto. Mas isso torna a lista mais sem noção, e por isso, mais divertida, a meu ver
* Em itálico, meus comentários sobre a escolha em questão
Disco
Melhor: Accelerate, R.E.M. - o bom retorno de uma das melhores bandas pop, e novamente sintonizado com a política
Pior: nenhum - não que não tenha havido discos ruins, eu é que ouvi poucos discos este ano. Mas é possível que o Chinese Democracy do Guns n' Roses estivesse aqui se eu tivesse tentado
Canção
Melhor: "Living Well Is The Best Revenge", R.E.M. - a primeira música do Accelerate e a mais matadora
Pior: "Dull Flame of Desire", de Björk e Antony Hegarty - ainda acho que Björk tem salvação, pois eu gostei de "Earth Intruders", do último disco. Mas essa música é ruim de doer
Menções honrosas: "Single Ladies", Beyoncé; "I Kissed a Girl", Katy Perry; "That's Not My Name", The Ting Tings - músicas "chiclete" muito boas, todas ao seu modo
Clipe
Melhor: "Pork And Beans", Weezer - tem coisa mais nerd que vídeo de internet? O Weezer sempre honra a nossa categoria com classe
Pior: "Time To Pretend", MGMT - eu gosto muito da música e da banda, mas o clipe é uma bosta
Show
Melhor: R.E.M. - não foi como em 2001, claro, e me negaram um setlist mais roots, mas não tem parelha pra eles ao vivo
Pior: Wilson Sideral, na abertura pro R.E.M. - precisa explicar? Hahaha
Banda/Artista musical
Melhor: R.E.M. - lançaram disco bom, foram um dos mais engajados por Obama, vieram ao Brasil de novo, e ainda usaram as redes sociais para mobilizar os fãs a gerar conteúdo sobre a turnê. Mestres!
Pior: acho que Mariah Carey - só porque Whitney Houston não lançou disco novo
Menção Honrosa: Ting Tings e Katy Perry - acho que Katy tem potencial para (clichê de crítico musical mode on) ser para esta década o que Madonna foi nos anos 80 (mode off). Mas também pode só virar uma "one hit wonder"
Menção desonrosa: Nove Mil Anjos - vai dormir, Júnior!
Filme
Melhor: Ensaio Sobre a Cegueira - Meirelles matando a pau, elenco muito bom, história envolvente
Pior: Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal - acabou sendo bastante decepcionante e dispensável
Menções honrosas: Rebobine Por Favor, Batman - O Cavaleiro das Trevas e Homem de Ferro - o latoso me surpreendeu mais positivamente, principalmente por causa de Robert Downey Jr. e dos excelentes efeitos. E Jack Black + Gondry só podia sair coisa boa
Ator/Atriz
Melhor: Julianne Moore - talvez a melhor atuação da carreira dela foi em Ensaio, e olha que isso é páreo duro
Pior: Cate Blanchett - Proposital ou não, ela foi tosca além da conta no Indy
Menção honrosa: Heath Ledger e Aaron Eckhart - não é porque ele morreu, o cara foi fodão mesmo como o Jóker. E Eckhart foi igualmente incrível como Duas Caras mas foi muito pouco lembrado
Notícia musical
Melhor: As gravadoras desistindo de processar usuários de mp3 - é uma batalha vencida, mas vamos ver o que essa guerra tem pela frente
Pior: A crise criativa na música brasileira - fala sério, qual foi o último compositor da MPB minimamente interessante? Zeca Baleiro?
Notícia de cinema
Melhor: o retorno dos bons filmes de heróis - a trinca Batman, Homem de Ferro e Hellboy; este último eu não vi, mas minha filha nº 2 viu e achou muito bom
Pior: a demora do IMax em chegar ao Brasil e os preços altos dos cinemas
Notícia nacional
Melhor: a Lei Seca - vários mortos a menos, menos prejuízos materiais... mas tem gente que ainda fala mal, né?
Pior: enchente em Santa Catarina - e vem mais por aí - ler mais embaixo
Notícia mundial
Melhor: A eleição de Obama - histórico desde já
Pior: As catástrofes naturais como o tremor na China, enchente em Mianmar, nevasca nos EUA - e só vai piorar enquanto continuarmos com carro a gasolina, sem reciclar lixo, poluindo as águas...
Menção desonrosa: os bombardeios em Gaza no fim do ano
Programa de TV
Melhor: CQC - difícil fugir do óbvio, mas é isso. Foi o ano deles
Pior: Superpop - enquanto existir Luciana Gimenez, será esse
Menção deshonrosa - A Tarde é Sua - só pelo que Sônia Abrão aprontou no caso Eloá
Notícia de informática
Melhor: surgimento da rede 3G - em breve, ligações no celular com vídeo, estilo Jetsons
Pior: alta do dólar - deixando os gadgets caros ainda mais caros
Blog
Melhor: Melhores do Mundo - acho que não teve um dia que eu não acessei. Só os dias que não fui à internet
Pior: nenhum em especial - mas essa polêmica de posts pagos tá enchendo muito
Vídeo da Web
Melhor: Dança do quadrado - a essa altura já perdeu um pouco a graça, mas na época era muito engraçado
Pior: Zileide Silva perdida no Jornal Hoje - ok, é engraçado, mas um pouco ela-não-precisava-passar-por-isso
Notícia econômica
Melhor: a redução do IOF e do IPI - impostos menores é sempre bom, na minha opinião; mesmo que a gente não seja dono de montadora, a gente vai poder comprar carro mais barato depois
Pior: a crise misteriosa - beleza, existe uma crise, mas o pior da crise é a falta de informações claras sobre ela, como tudo que é economia, aliás
Notícia esportiva
Melhor: Sport campeão da Copa do Brasil - Cielo? Maureen? São Paulo hexa? Pff. Viva o Leão, porra!
Pior: a má fase da Seleção Brasileira - e aí, Dunga?
Mulher * depois da esposa, claro. Beijo me liga!
Melhor: Megan Fox - não apareceu em filme nenhum, mas ainda colhe o que plantou em 2007 com Transformers, fazendo o melhor ensaio de revista do ano
Pior: Amy Winehouse - a tribufu do pop segue muito feia
Menção honrosa: Britney Spears - voltou a tomar os remedinhos em dia e ficou pegável de novo. Nice!
Morto
Melhores: Arthur C. Clarke, Rick Wright, Mestre Salu, Dercy, Heath Ledger - tem mais aqui
Pior: Marcelo Silva - sem piada com a morte do cara, que não deixou de ser deprimente. Mas em vida o cara era meio baixo astral também, hei de convir
Micos
Nacional: Ronaldo e os travecos - parece nome de banda tosca -, o padre dos balões e o Bloc Party no VMB
Internacional: a sapatada em Bush - o pior foi o iraquiano não ter acertado - e o Chinese Democracy - era legal enquanto era piada; quando lançou, Axl explicou a piada e perdeu a graça
Séries de notícias mais 'táqueopareu'
Caso Isabella Nardoni, caso Eloá, Madonna no Brasil e Mallu Magalhães - os crimes são hediondos, ok, mas mais hediondo é o mundo cagar e andar para as outras milhares de mulheres e crianças mortas pelo país. A Vera Fischer do pop por mim não volta aqui nem tão cedo, e a Maísa do pop rendeu tanta falação pró e contra que já encheu o saco de filó (expressão mais velha que a própria Madonna)
Fato da minha vida
Melhor: o casamento e a mudança para São Paulo
Pior: ficar seis meses sem perspectiva de emprego
Menções honrosas: o DVD player novo com videokê, e o Persépolis que ganhei, em um ano que li muito pouca HQ
***
A seguir: mensagem de adeus a 2008
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terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Madonna, Bruni, Jesus, Natal e... só
Ok, provavelmente dizer isso depois que ela arrastou toda a população gay brasileira para os shows dela soa como uma ranzinzice das maiores. E deve ser mesmo.
Mas não falo de grana ou sucesso. Para o bem ou para o mal, já faz pelo menos uns 10 anos que Madonna entrou para o hall dos popstars tiozinhos. Mas um parêntese: existe sim uma diferença sutil entre ela e os Stones, Dylan, Police, Michael Jackson e afins: ela é uma estrategista acima da média.
Ela se mantém na música com discos que até trazem boas músicas. Eu gosto de "Hung Up", "Sorry", "4 Minutes", etc. mas são só isso: boas músicas dançantes - e muito graças às parcerias com os astros do momento, como Justin Timberlake, Timbaland, Pharrell, Britney, etc. O fator extra-musical é que de fato gira a carreira dela hoje em dia.
Ela é Madonna, a ex de Guy Ritchie. A véia de 50 anos que ainda dá um caldo (apesar das mãos de Mumm-Ra). A que é a cantora mais rica do mundo. A que agora está pegando um brasileiro com o ridículo nome de Jesus Luz, que dá margem a tantas piadas que deixa pra lá...
(Madonna encontrou Jesus? Ué, se Madonna é a mãe de Jesus, então não é incesto? Ela vai cantar "Ray of Light" pra ele? Se Deus é brasileiro, Jesus é pegador e come Madonna? Não é feio transar com Jesus no Natal? E... é, não resisti)
Enfim, Madonna virou (mais) uma funcionária pública da música. Lança um disco novo razoável ou ruim, faz turnês, ganha muita grana e repete esse ciclo a cada dois anos. A Madonna que criou canções icônicas para uma geração, que radicalizou conceitos de comportamento, que era gostosa de verdade sem botox e malhação, essa foi-se.
E parece injusto eu dizer isso, visto que o avanço do tempo muda todo o contexto, mas o problema real é que artistas pop com Madonna são, por definição, descartáveis porque eles mesmos consideram o aspecto extra-musical tão ou mais importante que o musical. A diferença é que se Madonna realmente fosse uma péssima cantora/intérprete ou contasse com um repertório desinteressante, ela nunca teria saído de Nova York. A música a tornou famosa merecidamente, mas agora é o hype que a mantém no topo, mas um topo de papelão.
Não tem muito a ver com sexo ou idade, mas com as circunstâncias e a garra pessoal do artista. Bob Dylan ainda acho um músico com algo a dizer; o disco dele, Modern Times, de 2006, dá um tapão em muita banda-sensação por aí. As velhinhas do B-52's fizeram um disco incrível neste ano, o Funplex.
Mas acompanhando as notícias sobre a turnê no Brasil, uma coisa que realmente me incomodou em Madonna é a postura "foda-se os fãs".
Ela atrasou a grande maioria dos shows, alguns por mais de duas horas. Ela faz aquele espetáculo ultra-rígido com as mesmas músicas sempre; os fãs talvez gostem desse modelo, mas como não sou fã, acho que isso torna tudo muito previsível.
E quando cede espaço para alguém pedir uma música, ela se dá ao luxo de recusar o que não quer cantar. Recusou cantar "Beautiful Stranger" e "Sorry" e "sugeriu" "Like a Virgin" no último show.
Não fala com ninguém, não aparece em público. Aparece na sacada do hotel não para acenar aos fãs que estão embaixo, mas para mostrar o mar aos filhos.
Com tudo isso, a piranha faz a falsa na cara limpa, dizendo aqueles clichês nos shows: "o Brasil é a melhor platéia", "estou triste por estar indo embora"... pff.
Francamente, eu entendo perfeitamente a emoção dos fãs em ver a pessoa idolatrada de perto, e todos os poréns desaparecem neste momento mágico (noffa!).
Mas eu, vendo tudo de longe, espero que Madonna acabe logo essa vida de popstar e assuma logo o cargo de dona de alguma megacadeia de acompanhantes em Las Vegas. Minha ranzinzice agradeceria.
*******
O que achei irônico é Carla Bruni mostrar aquele rostinho bonito aqui na Brasilândia no day after de Madonna. Taí uma coroa gata e que parece ter alguma noção. Ok, casar com um presidente é bem coisa da dupla do G - Gimenez e Galisteu - mas ela me parece estar assumindo muito bem o posto de Lady Di dos novos tempos. Sempre simpática, atenciosa, atenta a causas nobres. Pode até ser falsidade, mas se for, ela tá me enganando muito bem e seria uma "bitch" que disfarça a "bitchisse" muito melhor do que a garota materialista.
*******
No mais, fui ali curtir o Natal com uma maratona de DVDs em casa e volto já. Se eu tiver condições, faço uma retrospectiva 2008 MPadrão nos próximos dias.
"Papai noel, você roe unha?" "Ho! Ho! Ho!" - infame anônimo
Feliz Natal, putada. Muitas bolas de Natal no saco de vocês!
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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Jack e Axl de volta

Mais atrasado que véia em canoa e a menstruação de Sandy, eis que falo do filminho 24: Redemption, exibido pela Fox no último dia 23 de novembro.
Como o assunto é velho mesmo e estou com preguiça, sugiro você ler antes este texto, pois o cara teve uma impressão muito parecida com a minha.
Ou seja: sim, o telefilme é muito bom e cumpre bem a função de ser uma excelente introdução/retorno ao universo de 24 Horas. Discordo do texto quando diz que o recurso do tempo real está batido. De fato, no filme ele foi bem fútil, pois a fluência da ação pouco diferiu de um filme de ação convencional.
Mas na série, que absorve o tempo fictício de um dia inteiro, eu ainda vejo o recurso como indispensável. Tipo, você saber que cada horinha daquelas influencia no todo, que cada minuto ganho por Jack é importante, etc.
Outra coisa legal foi a versão "Hillary Clinton" de 24 Horas. A atriz Cherry Jones me pareceu uma ótima escolha e mandou muito bem. Claro que seria muito mais impactante para a série se Hillary tivesse sido a escolha democrata no lugar de Obama, e em seguida se tivesse vencido a eleição. Mas como a mulher será a secretária de Estado do negão, a futurologia de 24 Horas mais uma vez entrou em sintonia com a realidade. É uma das coisas que fazem a série ser tão idolatrada e analisada.
Eu também não curti a ausência de Chloe O'Brian, mas é compreensível, pois a história do filme não a contemplava mesmo. Tô com saudades da nerd mal humorada.
No mais, dia 11 de janeiro a série volta e vamos ver como vão explicar esse retorno de Tony Almeida. Como diria Jack: "Damm it!"
**********
Não tenho muito mais comentários sobre o enfim lançado Chinese Democracy, da minha primeira banda favorita e hoje moribunda Guns n' Roses. Só achei que Axl Rose foi um safado. Por acaso ele não desconfiava que lançar esse disco teria uma influência no continuum do espaço-tempo?
Oras, por que vocês acham que Santa Catarina afundou na chuva? Como é que a superpotência econômica chamada Estados Unidos entrou em crise? Por que o ex-marido de Susana Vieira morreu? Por que choveu às pencas no Rio e por isso Madonna escorregou no palco? Por que Dado Dolabella agrediu alguém? (ok, pula essa) E oras, por que o gayzinho de A Favorita resolvou virar hetero?
Ora, tudo porque Axl lançou Chinese Democracy!
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sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
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