Mas, no fundo, no fundo, fica a sensação de que uma parte do cérebro da gente bem que preferiria o Coringa morto de uma vez e Gotham livre dele. De onde vem essa sede secreta de vingança, forte o suficiente para se dirigir a alguém que só existe na tela? Por que tememos a morte iminente de crianças e adultos inocentes, mesmo fictícios, enquanto torcemos pela do vilão?
(...)
Ainda mais reveladora é a constatação de que o núcleo acumbente do sistema de recompensa -aquele que nos faz sentir prazer- é ativado no cérebro de quem observa o traidor receber um estímulo doloroso. E, quanto maior é a sede de vingança, mais forte é a ativação do acumbente.
Daqui (só pra assinantes do UOL/Folha)
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