sábado, 4 de outubro de 2008

O melhor político tinha que ser fictício

President Palmer: The risk of attacking innocent countries is unacceptable. We have to be sure.
Vice President Jim Prescott: Everybody is sure, Mr. President. Everybody but you.
President Palmer: Well, as it happens, I'm the only one who counts.

Eu não vou votar amanhã. No segundo turno em 2006, também não votei. Ambas as vezes justifiquei, pois não estava na cidade onde eu voto. Mas não fez diferença, pois meu voto nem o de ninguém serve de nada - aliás, serve sim: para colocarmos pessoas que se alimentam dos nossos impostos e os usam em mensalões, cartões corporativos e intervenções para salvar bancos e empresas falidas. Então deixo abaixo um texto* sobre o único político que se garante. É uma pena que ele não existe.

Com vocês, o criador de Barack Obama: David Palmer.

O político que fecha a série - rufem os tambores, parem as máquinas - é o presidente David Palmer, interpretado por Dennis Haysbert, na série “24 Horas”. Uma curiosidade: ele é o presidente ficcional preferido de candidato republicano John McCain - uma prova do espírito democrático deste blog, que é Obama desde criancinha.

Nas palavras de McCain para a revista “Entertainment Weekly”, assim é Palmer: “Ele é fabuloso. É um cara que toma decisões duras, assume a responsabilidade, está pronto para sacrificar seus interesses em favor dos interesses do país”. Mas, como bem notou a revista, Palmer também é negro e democrata. Haybert acredita, inclusive, que o personagem que interpreta abriu as portas para a candidatura de Obama.

“24 Horas” é, no geral, uma série conservadora, que defende o uso da tortura no combate ao terrorismo, como os próprios produtores já assumiram. É também portanto, um programa favorável à atual administração americana. Mas Palmer ocupava um lugar à parte na série: ele seguia seus valores independentemente da ideologia e dos conchavos políticos - e, por isso, ele ganhou o apreço de republicanos e democratas. Se Jack Bauer é o coração de “24 Horas”, Palmer era a razão. Digo era porque, como vários presidentes americanos, ele também foi assassinado - na quinta tempoara da série. Enfim, um nome digno para encerrar este especial. Obrigado pela leitura.


* texto de Ricardo Calil [link do blog dele aí no lado direito] que fez parte de uma série sobre presidentes do cinema e da TV

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