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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Jack e Axl de volta


Mais atrasado que véia em canoa e a menstruação de Sandy, eis que falo do filminho 24: Redemption, exibido pela Fox no último dia 23 de novembro.

Como o assunto é velho mesmo e estou com preguiça, sugiro você ler antes este texto, pois o cara teve uma impressão muito parecida com a minha.

Ou seja: sim, o telefilme é muito bom e cumpre bem a função de ser uma excelente introdução/retorno ao universo de 24 Horas. Discordo do texto quando diz que o recurso do tempo real está batido. De fato, no filme ele foi bem fútil, pois a fluência da ação pouco diferiu de um filme de ação convencional.

Mas na série, que absorve o tempo fictício de um dia inteiro, eu ainda vejo o recurso como indispensável. Tipo, você saber que cada horinha daquelas influencia no todo, que cada minuto ganho por Jack é importante, etc.

Outra coisa legal foi a versão "Hillary Clinton" de 24 Horas. A atriz Cherry Jones me pareceu uma ótima escolha e mandou muito bem. Claro que seria muito mais impactante para a série se Hillary tivesse sido a escolha democrata no lugar de Obama, e em seguida se tivesse vencido a eleição. Mas como a mulher será a secretária de Estado do negão, a futurologia de 24 Horas mais uma vez entrou em sintonia com a realidade. É uma das coisas que fazem a série ser tão idolatrada e analisada.

Eu também não curti a ausência de Chloe O'Brian, mas é compreensível, pois a história do filme não a contemplava mesmo. Tô com saudades da nerd mal humorada.


No mais, dia 11 de janeiro a série volta e vamos ver como vão explicar esse retorno de Tony Almeida. Como diria Jack: "Damm it!"

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Não tenho muito mais comentários sobre o enfim lançado Chinese Democracy, da minha primeira banda favorita e hoje moribunda Guns n' Roses. Só achei que Axl Rose foi um safado. Por acaso ele não desconfiava que lançar esse disco teria uma influência no continuum do espaço-tempo?

Oras, por que vocês acham que Santa Catarina afundou na chuva? Como é que a superpotência econômica chamada Estados Unidos entrou em crise? Por que o ex-marido de Susana Vieira morreu? Por que choveu às pencas no Rio e por isso Madonna escorregou no palco? Por que Dado Dolabella agrediu alguém? (ok, pula essa) E oras, por que o gayzinho de A Favorita resolvou virar hetero?

Ora, tudo porque Axl lançou Chinese Democracy!

domingo, 23 de novembro de 2008

Corrão


Chloe? Chloe, it's Jack! Are you on a secure line? No? DAMMIT! Whatever! Listen to me. Put me through to the White House. No. This is not an option. I need to tell president Obama the truth: I'm back on this Sunday, on Fox. Yes, it's my first movie on TV, and I need to find and torture the terrorists who catch me for the last 18 months as soon as you can. I'll call you back. Keep me posted, Chloe, you're my only chance. Bye!

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Parabéns, David Palmer!!


Aeeeeeee!

Vaza, Bush!!

Protege o cara, Jack Bauer! Ele vai precisar pelos próximos anos, pois o que não falta no mundo é racista psycho!

Eu sei que não é garantia de nada. Lembro bem da minha inocente felicidade com a aclamada eleição de Luiz Inácio, em 2002, e... enfim, deu no que deu. E democratas também não são anjinhos. Mas enfim, acho que uma cara novo, disposto e (aparentemente) bem intencionado como Obama pode trazer, sim, alguma mudança significativa.

E unindo o útil ao agradável, ou seja, a contagem regressiva para o show do R.E.M. em São Paulo, vamos ver a homenagem que Michael Stipe & cia. fez a Barack em show no Chile - essa até Salvador Allende deve ter curtido, lá do céu dos mortos políticos.



When I was young and full of grace
And spirited - a rattlesnake
When I was young and fever fell
My spirit, I will not tell
You're on your honor not to tell

I believe in coyotes and time as an abstract
Explain the change, the difference between
What you want and what you need, there's the key,
Your adventure for today, what do you do
Between the horns of the day?

I believe my shirt is wearing thin
And change is what I believe in

When I was young and give and take
And foolish said my fool awake
When I was young and fever fell
My spirit, I will not tell
You're on your honor, on your honor
Trust in your calling, make sure your calling's true
Think of others, the others think of you
Silly rule golden words make, practice, practice makes perfect,
Perfect is a fault, and fault lines change

I believe my humor's wearing thin
And change is what I believe in
I believe my shirt is wearing thin
And change is what I believe in

When I was young and full of grace
As spirited a rattlesnake
When I was young and fever fell
My spirit, I will not tell
You're on your honor, on your honor
I believe in example
I believe my throat hurts
Example is the checker to the key

I believe my humor's wearing thin
And I believe the poles are shifting

domingo, 2 de novembro de 2008

Leave Obama alooone!


Eu sou brasileiro, nunca fui aos Estados Unidos (e acho que eles nem me deixariam entrar lá), nunca peguei num dólar na vida e quero que os estadunidenses se explodam com todo o resto de petróleo do mundo - mentira, não quero isso porque eles criaram o rock n' roll, os super-heróis e o cinema blockbuster, mas às vezes o pensamento me ocorre.

Mas tenho acompanhado as eleições nos EUA e sim, queria que Barack Obama vencesse. Não sei medir o que isso mudaria para melhor no mundo, mas só sei que Jonn Kennedy, Jimmy Carter e Bill Clinton foram presidentes legais, e eram democratas; e Nixon, Reagan e a família Bush eram/são uns escrotos fazedores de guerras, e eram republicanos. Logo, a lógica me impele a torcer pelo negão.

Falando em negão, acho esquisito que de repente, a mídia tem falado muito no racismo dissimulado que faz muito americano dizer que vota em Obama, mas na hora H, vai votar no McCain, e que por isso o favorito poderá perder.

Ok, essa teoria faz todo o sentido, mas sabe quando você conta tanto uma história que as pessoas começam a achar que é verdade? E se essa análise foi plantada com a intenção de realmente despertar o racismo latente dos ianques para eles se "tocarem"? "Puxa, é mesmo, lá ia eu votar naquele nego safado... vou nada, rapaz! Ainda bem que o jornal me lembrou disso!"

E tenho medo disso porque pode estar acontecendo. A vantagem de Obama está caindo nas últimas pesquisas. Outra coisa é que McCain tem Sarah Palin, essa vice tão sem noção que acho que pode acabar chamando voto pelo lance da bizarrice, que nem a gente aqui votando em Sérgio Mallandro, Netinho de Paula e afins.

Só sei que eu não agüentaria por mais quatro anos um Chuck Norris wannabe no comando dos EU & A! Oremos!

sábado, 4 de outubro de 2008

O melhor político tinha que ser fictício

President Palmer: The risk of attacking innocent countries is unacceptable. We have to be sure.
Vice President Jim Prescott: Everybody is sure, Mr. President. Everybody but you.
President Palmer: Well, as it happens, I'm the only one who counts.

Eu não vou votar amanhã. No segundo turno em 2006, também não votei. Ambas as vezes justifiquei, pois não estava na cidade onde eu voto. Mas não fez diferença, pois meu voto nem o de ninguém serve de nada - aliás, serve sim: para colocarmos pessoas que se alimentam dos nossos impostos e os usam em mensalões, cartões corporativos e intervenções para salvar bancos e empresas falidas. Então deixo abaixo um texto* sobre o único político que se garante. É uma pena que ele não existe.

Com vocês, o criador de Barack Obama: David Palmer.

O político que fecha a série - rufem os tambores, parem as máquinas - é o presidente David Palmer, interpretado por Dennis Haysbert, na série “24 Horas”. Uma curiosidade: ele é o presidente ficcional preferido de candidato republicano John McCain - uma prova do espírito democrático deste blog, que é Obama desde criancinha.

Nas palavras de McCain para a revista “Entertainment Weekly”, assim é Palmer: “Ele é fabuloso. É um cara que toma decisões duras, assume a responsabilidade, está pronto para sacrificar seus interesses em favor dos interesses do país”. Mas, como bem notou a revista, Palmer também é negro e democrata. Haybert acredita, inclusive, que o personagem que interpreta abriu as portas para a candidatura de Obama.

“24 Horas” é, no geral, uma série conservadora, que defende o uso da tortura no combate ao terrorismo, como os próprios produtores já assumiram. É também portanto, um programa favorável à atual administração americana. Mas Palmer ocupava um lugar à parte na série: ele seguia seus valores independentemente da ideologia e dos conchavos políticos - e, por isso, ele ganhou o apreço de republicanos e democratas. Se Jack Bauer é o coração de “24 Horas”, Palmer era a razão. Digo era porque, como vários presidentes americanos, ele também foi assassinado - na quinta tempoara da série. Enfim, um nome digno para encerrar este especial. Obrigado pela leitura.


* texto de Ricardo Calil [link do blog dele aí no lado direito] que fez parte de uma série sobre presidentes do cinema e da TV