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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Tá Chovendo Hambúrguer + Quem Quer Ser Um Milionário?

Meu fim de semana foi mais regado a filmes do que a média. Foi um no cinema - "Tá Chovendo Hambúrguer" - e dois em DVD: "Quem Quer Ser Um Milionário?" e "Watchmen". Vamos a eles.

Para ser franco, eu e a respectiva fomos assistir a "Tá Chovendo Hambúrguer" só para conhecer a sala IMAX de São Paulo, no Shopping Bourbon. Quer dizer, eu, porque ela já tinha ido a um IMAX no exterior e ela estava um pouco mais interessada no filme do que eu.

A sala é ok, mas eu esperava mais da tal grandiosidade do IMAX. Ouvi falar que a tela é menor que a maioria dos IMAX pelo mundo. A sala que vão abrir em Curitiba promete ser maior e... ah, sim, o filme, né?

O filme é bem melhor do que esperava. Eu esperava pouco, é verdade, basicamente porque havia visto o trailer e a qualidade da animação é bem inferior ao padrão Pixar/Dreamworks.

Mas isso passa batido no decorrer do filme. A história é muito divertida e educa sem pedantismo. O plot, claro, aborda nas entrelinhas temas complicados dos nossos dias: maus hábitos alimentares, soberba, poluição, jogo político e o perigo dos transgênicos são os que consegui identificar. No entanto, tudo isso é envolvido em piadas visuais inteligentes envolvendo as comidas gigantes

Sem falar nos personagens envolventes, como o casal protagonista, que tem um excelente desenvolvimento, além do pai do cientista. Até o caricato policial "Johnny Bravo" ganha mais sentimento depois de um tempo.



Já "Quem Quer Ser Um Milionário?", eu ainda estou meio dividido quanto ao filme. No geral, acho que posso dizer que é cumpre muito bem a função de filme-pipoca-pero-no-mucho, alternando drama pesado e humor aos elementos "exóticos" da Índia. Os problemas do filme aparecem nos detalhes.

O romance do casal protagonista foi muito novelesco pro meu gosto. Os vilões bandidões são muito caricatos, bem como as situações difíceis com as quais Jamal e Salim se deparam, postas estrategicamente para sabermos o quanto os indianos pobres sofrem. O roteiro deixa o filme meio freak, pois não é fábula o bastante, nem traz a devida dimensão dos problemas sociais do país.

Aliás, nem levo em conta o "parentesco" com "Cidade de Deus" quando falo isso, porque não acho que o filme seja cópia, mas bebe um tanto na fonte. A diferença é que, a meu ver, sempre achei viagem o papo de cosmética da fome para "Cidade de Deus", porque nele é menos uma fábula e mais uma história "real" contada de maneira mais pop, digamos. Coisas ruins e boas acontecem e se equilibram no começo, no meio e no fim do filme brasileiro.

Já em "Milionário", tudo fica cuti-cuti demais no final. [SPOILER] O carinha semianalfabeto ganha todas no programa só porque todas as perguntas têm rigidamente a ver com a vida dele? E a única que ele não sabia, ele chuta e acerta? E o irmão malvadão que de repente resolve liberar a mocinha em um ataque de consciência? Ah, peraí. Até a fábula tem limite. [/SPOILER]



E ô musiquinha grudenta, essa "Jai Ho". No filme tá em indiano, mas a das Pussycat Dolls consegue ser mais chiclete ainda.



Ah... falta "Watchmen", né? Pois. Esse vai ter que ser um post à parte, com toda a nerdice a que tenho direito.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

VMB 2009, o que achei


Eu vi o VMB e de fato achei injusto Little Joy, Stephany e Danilo Gentili perderem para Cine, Seminovos e Marcos Mion. Mas francamente, eu não acredito em premiação justa desde que descobri que Hitchcock e Kubrick nunca ganharam Oscar de diretor. Daí relevo tranquilamente.

A festa em si achei bem acima da média. Só os shows de Massacration + Falcão, Erasmo Carlos e Móveis Coloniais de Acaju salvaram a noite. Franz Ferdinand foi mais ou menos, mas não foi o fiasco do Bloc Party. Marcelo Adnet apresentou muito bem. Os carinhas do "Furo" foram divertidinhos. O esquema dos VTs com alguns dos premiados foi bem válido pra agilizar o processo.

Enfim, mais méritos que deméritos.

Foto: Flavio Florido/UOL + minha arte cretina

sábado, 27 de junho de 2009

Não é todo dia que morre o Rei do Pop


A morte de um ídolo universal como ele faz isso com o mundo. Faz a gente pensar não apenas sobre o óbvio - ou seja, sobre a importância do cara em nossas vidas e sobre o que aconteceu na sua própria - mas refletir mais sobre nós mesmos também.

Bastou recebermos a notícia da possível morte - confirmada logo depois - para dar aquela confusão de pensamentos. Como lidar com a perda de um cara que deixou a vida de muita gente mais divertida? Por que ele morreu tão cedo? Como conseguiu se tornar tão poderoso na cultura pop, mesmo tendo vivido tantas bizarrices e acusações? Qual é a sua lembrança mais viva em relação a Michael Jackson e no que ele foi importante para você?

As celebridades são as divindades dos nossos tempos. Mas diferente dos ícones religiosos, que por serem inatingíveis se tornam distantes unanimidades, as celebridades caminham entre nós, e por isso nosso culto à divindade também é afetado.

Se eles estão por cima, os idolatramos e usamos como referência positiva; se estão por baixo, nós rimos e jogamos pedras, pois nossa inveja se sacia com o fato de que eles erram e são tão humanos quanto nós. Se morrem prematuramente, nos entristecemos pois eles se sacrificaram para expurgar nossos pecados, mas talharam seu nome na história. Isso pode não ser o bastante para acabar com a dor da perda de muitos, mas acredite: eles cumpriram o papel de tornar esse mundo, se não melhor, mais agradável de se viver.

[Ressaltando: considero acima as celebridades de direito, que tem uma obra a zelar, como MJ, e não famosos "inúteis" como Paris Hilton e afins]

Sobre Michael, o que fico mais triste nisso tudo é que estamos muito, muito longe de ver alguém assumir seu trono na música pop de fato e de direito. Seu maior pecado foi querer nunca crescer, mas não dá para culpá-lo em um mundo onde Chris Brown bate em mulheres e os irmãos Gallagher brincam de boçais. Mas fico feliz porque acredito que agora ele finalmente vai ter a felicidade e paz que nunca teve em vida.

Descanse em paz, Michael Joseph Jackson.

[Crédito da imagem: blog de Mário Cau]

[Ler também: minhas 20 preferidas de Michael]

sábado, 10 de janeiro de 2009

Beirut

Acontece às vezes de conhecermos uma música realmente marcante de onde menos se espera. Em meados de 1991, provavelmente ouvindo a rádio Transamérica, conheci o R.E.M. via "Losing My Religion"; em um breve período que malhei em academia, ouvi "Quem Sabe" do Los Hermanos - de novo em rádio - e passei a respeitar a banda de "Anna Júlia" a partir daí.

E como milhares de pessoas que assistiram à minissérie "Capitu", da Globo, conheci essa música, "Elephant Gun", que pelo arranjo pop-melancólico (isso é um elogio) julguei ser algo de Marcelo Camelo em carreira solo, cantando em outra língua. Mas depois o amigo YouTube me informou que se trata de Beirut, banda estadunidense de um cara só, Zach Condon.

Para não ficar só na "música de 'Capitu'", fui ouvir outras e o cara é muito bom. As músicas são uma porrada de lindas, a interpretação vocal algo fora do comum, e me deixou com muita vontade de aprender a tocar ukelele. E os clipes também são maravilhosos. Enfim, para resumir: virei fã.

Seguem aí as minhas favoritas de Beirut:

"Nantes"...



..."A Sunday Smile"...



..."Postcards From Italy"...



...e claro, a tal da "Elephant Gun".

sábado, 22 de novembro de 2008

O clipe mais legal dos últimos tempos



Se uma pessoa como eu nem ouviu ainda o disco novo do TV on the Radio, mas viciou nessa música - e no clipe - de Beyonce, tem algo errado com essa pessoa?

E se ficou ouvindo essa música uma tarde inteira repetidamente? É motivo para internar?

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Clipes "literais"

É o seguinte: o que acontece hoje em dia com um sujeito com muito tempo livre e sem um pingo de juízo? Tem uma idéia idiota e coloca na internet, claro. Tipo aquela idéia tão idiota que você acha que só os seus amigos ririam, e olhe lá, mas MUITA gente acaba gostando.

Até aí, nenhuma novidade, mas esse aqui extrapolou. Depois do Batman Feira da Fruta e do O Cara Tussiu, clássicos do humor de quinta série, chegam agora os vídeoclipes literais.

Sabe quando você ficava assistindo ao clipe e tentando entender que diabo a historinha do vídeo tinha a ver com a letra da música, mas não via nexo nenhum? Pois esse camarada que atende por Dustin - ou "DustoMcNeato" no YouTube - resolveu ajeitar isso com dois clássicos dos primeiros anos da MTV: "Take On Me", do A-Ha, e "Head Over Heels", do Tias Fofinhas.

Juro que queria ter tido essa idéia. Não ganharia nem um pentelho de sapo em troca, mas me sentiria uma pessoa mais... er... criativa.



quinta-feira, 16 de outubro de 2008

G > R > U N < G < E


Mudhoney tirando onda do logo clássico da Sub Pop no clipe ainda mais clássico de "Suck You Dry". E só descobri agora que Chris/Krist Novoselic do Nirvana aparece no clipe.

Sim, tenho saudade da minha adolescência grunge.
Sim, odeio quem chama "grungi", sempre foi "grândji" pra mim.
Sim, fui ver Mudhoney em 2001 no Recife, um dos melhores shows ever.
Sim, estou me remoendo porque não vou revê-los nessa turnê brasileira.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

A arte imita a arte

Revi ontem na MTV o primeiro dos dois clipes abaixo. E até ontem, eu não tinha me tocado ainda da "semelhança" visual entre:

"Coming Up", de Paul McCartney...



... e "Hey Ya", do Outkast? (os vídeos do clipe não permitem embedding, maldito YouTube!)

Ainda sobre "Coming Up", segundo o carinha que postou o vídeo:

"Coming Up" is also well known for its video. It is an early example of electronic trickery, with Paul McCartney playing ten roles and Linda McCartney playing two. The "band" features Paul and Linda's imitations of several famous rock musicians; some are more easily recognizable than others. The characters include Hank Marvin (guitar), Mick Fleetwood (drums), Ron Mael of Sparks (keyboards), a, 'Mania-Era' version of Beatle Paul (bass and backing vocals), Andy MacKay (sax), Frank Zappa (sax), as well as a long-haired guitarist (strongly resembling Neil Young), two sax players and a male backing singer (performed by Linda) that have yet to be identified with any certainty.

Eu achava que o guitarrista de óculos era paródia de Buddy Holly, uia.

Aproveito e pergunto: Quando tio Paul vem pro Brasil de novo?

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Música nova do Cure



"Achei que o Cure houvesse acabado", disse meu amigo Chuck quando falei desse vídeo, "Sleep When I'm Dead". É, não acabou e está numas de lançar um single por mês. Esse é o mais novo e vi no Pitchfork. A música é muito boa, tem uma levada rocker meio incomum nos trabalhos da banda.