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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Redes sociais e neuras pós-modernas


Lembro que quando o Orkut surgiu, eu nem sabia direito pra que servia. Ok, as pessoas criavam seus perfis e adicionavam os perfis de outros conhecidos. Mas e daí? Ah, tem comunidades para dicutir assuntos diversos e dá pra manter contato com amigos antigos e distantes. Ok.

Com o Twitter, quase a mesma coisa. Um microblog pra dizer o que está fazendo agora em 140 caracteres. Ué, pra que alguém quer saber se estou agora no computador, atualizando o Twitter com qualquer informação fútil que seja? Ah, mas dá pra trocar links, se inteirar de assuntos quentes, ver piadinhas alheias... ok, curti.

Mas assim como o Orkut criou os neuróticos de Orkut - gente que briga em comunidade, vigia o perfil do ex, os fakes, os arengueiros de scrap - temo que essa novidade do Twitter para criar listas abertas de contatos seja mais um passo para criar neuróticos de microblog.

Eu até gostei da novidade e da boa intenção do Twitter. As listas ajudam bastante na organização e no acompanhamento dos papos, e há a opção de ser pública ou privada. Mas nas públicas, nego vai começar a se questionar: "ué, por que aquela miguxa que eu sigo não me colocou na lista de amigos dela?" "Quem é essa sirigaita que tá na lista de amigas dele?", blá blá blá...

Daí de um negócio que a gente supostamente nem precisava e acabou achando a utilidade depois, o Twitter pode virar mais uma chatice internédica. Espero que não.

P.S.: Esse texto de Jabor aborda mais o assunto da neura online, embora com muito mais ranzinzice. Tá engraçado.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Acabando o ano

Eu gosto de escrever muito, mas vivemos dias apressados. E daí não tenho tempo pra postar, e tampouco meus 0,5 leitores têm para ler. Então chega. Os dois textos gigantes de "Watchmen" foram o suficiente para ninguém ler mais uma vírgula que seja neste blog daqui até 2010. A partir de agora, inicio uma série de posts mais concisos. Sem data para acabar. Começando por este.

Espero que você que esteja lendo isto goste da novidade e use a caixa de comentários para dizer o que acha. Eu mesmo sou o meu leitor número 1 - o que é óbvio, pois se eu mesmo não me lesse, gostasse do que escrevo e me autocriticasse, quem mais o faria? - mas também gosto muito de saber a opinião dos outros, caso ainda não tenha ficado claro.

E é isso. Simbora.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

O grande encontro

Estudei e faço jornalismo por causa de uma série de fatores: as revistas que lia na adolescência (a "Bizz" principalmente), a relativa facilidade com a língua portuguesa, a influência direta do meu pai. Mas a escolha pela profissão foi mais um aspecto complicador para algo que "assombra" todo mundo que tem o meu sobrenome: a famosa perguntinha.

Você é parente de Ana Paula Padrão?

O caso é tão sério que virou tema de tópico na comunidade "Sou Padrão" do Orkut. Basta ter o sobrenome para ouvir a pergunta - além, claro, das piadinhas como "você é um padrão de qualidade" e afins. Mas no meu caso, que sou jornalista, a conexão é ainda mais evidente para os leigos. Afinal, a família Padrão não é muito numerosa no Brasil, e ainda mais Padrãos jornalistas. Então não culpo quem pergunta.

Daí não, ainda não sei se sou ou não parente direto de Ana Paula, embora a possibilidade de sermos - na falta de um termo melhor - primos de "enésimo" grau seja grande. Afinal, ser um Padrão não é bem a mesma coisa que ser um Silva ou Rocha, né? Com todo respeito às duas famílias, bom ressaltar.

Na tentativa de descobrir a conexão com a minha prima mais famosa, já mandei até e-mail para o "Jornal da Globo" há alguns anos, quando ela ainda era de lá. Ninguém respondeu, óbvio.

Daí na última quinta-feira, obtive a melhor oportunidade para tirar isso a limpo.

No meu trabalho aparecem pessoas famosas para participarem de sessões de bate-papo com o público. Nesse dia, estava eu trabalhando normalmente quando vi uma mulher morena, pele bem branca, com ar de europeia. Putz, era ela.

Já apareceram lá no trabalho outros famosos de responsa, como Erasmo Carlos e Daniel Azulay, mas nunca me atrevi a ir lá tietar com eles. É o tipo de coisa que jornalista, em tese, não deveria fazer. Mas dessa vez era diferente. Apesar de ter sim uma admiração pela carreira de Ana Paula, fui lá "pegá-la na saída" porque - parafraseando um dos programas da emissora antiga dela - desta vez era um "caso de família".

O diálogo foi mais ou menos assim:

- Ana Paula Padrão, né?
- Sim!
- Acho que somos parentes.
- Ah, você também é Padrão?
- Isso!
- Legal. Não conheço muitos Padrão pelo Brasil, mas uma vez fui a Portugal e conheci vários. Parece que a família vem de lá.
- É, já ouvi falar que o nome veio de Portugal.
- Parece que vem de uma descendência árabe também. Isso aqui seu [ela enquadrou os olhos dela com as mãos], eu já vi muito parecidos em vários Padrão, essa área dos olhos.
- É... mas sou do Recife, o nome é da minha família paterna, que é toda de lá também. Você não conheceu ou tem parente próximo com algum Padrão de lá?
- Não... você nasceu no Recife mesmo?
- Sim... embora boa parte da família paterna tenha se mudado para cá, mas só depois. E muita gente acha que fiz jornalismo por sua causa, mas meu pai é jornalista também.
- Ah, ele também é?
- É, se formou na área.
- Interessante. Mas já conheci outros Padrão por aí. O caso mais curioso foi de uma menina que ainda por cima também se chamava Ana Paula. Ela me contou que uma vez não quiseram aceitar o cheque assinado por ela. O vendedor falou assim: "me desculpe, moça... mas você não é Ana Paula Padrão"!
- Ahahah.
- Pedi até desculpas a ela pelo transtorno que causei involuntariamente.
- Bom, você então realmente não conhece os Padrão do Recife?
- Não... até gostaria, pois adoro o pessoal do Recife. Mas de qualquer forma, devemos ser da mesma família mesmo, pois não é uma família tão grande assim.

Daí trocamos beijinhos de despedida e dei boa sorte a ela lá na Record. Ela devolveu com um "até mais, primo!". Muito simpática.

Cogitei tirar foto do momento, mas estava sem câmera. Mesmo se estivesse com, não sei se teria coragem de tirar a foto. E mesmo se tirasse, não sei se publicaria aqui. Se publicasse, acho que diriam que era Photoshop. Então tanto fez tirar a foto ou não. De qualquer forma, fica aí o registro do memorável encontro.

Se houver uma próxima vez, já vou estar mais íntimo e perguntarei se já disseram que o cabelo dela (que é bonito, bom deixar claro) parece com o de Maga Patalójika.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Quer arrumar seus arquivos? Pergunte-me como

Como se eu já não tivesse neuras o bastante, criei mais uma. Tenho a meta de organizar rigorosamente todos os meus arquivos, antigos e novos. Pensei nisso porque, relembrando o ano passado e meus problemas com computador, vi o quanto é chatinho o momento crucial do backup. O que salvar e o que jogar fora? Onde e como salvar? Como vou saber onde estará cada arquivo depois naquele monte de DVD-Rs?

Já comecei a arrumar no micro novo, mas está longe de terminar. De qualquer forma, se você é um neurótico como eu e quiser copiar meu modelo de pastas abaixo, fique à vontade:

Arquivos

* Acadêmicos - trabalhos escolares, universitários, cursos, mestrado (em word, corel, powerpoint, excel, o que for)
* Amigos e família - conteúdo (principalmente fotos) onde essas pessoas sejam o assunto; na maioria das vezes, são fotos que eu não tirei e eles me enviaram por e-mail
* Bobagens - coisinhas que você está produzindo, como um cartão de dia dos namorados virtual, um desenho de sua autoria escaneado, etc.
* Documentação, burocracia e organização (IR, editais, administração da casa, agenda telefônica, etc.)
* E-mails antigos - caso eu ainda ache os da época em que eu usava Outlook, descobrir uma forma de guardá-los sem depender do programa
* Fotos e imagens (gif, bmp, jpg) - fotos minhas ou tiradas por mim
* Profissional - trabalhos anteriores (clipping), conteúdo de blogs e currículo
* Textos meus (doc, rtf, txt)
* Textos de outros (doc, rtf, txt) - textos muito bons que eu queira guardar comigo
* Vídeos (avi, mov, mpeg) - vídeos que eu filmei

Cultura pop #

* Fotos e imagens - temas das subpastas a definir
* Humor - piadinhas e trotes em mp3, imagens, etc.
* Música - organização das subpastas a definir; por banda, gênero (rock, pop) ou circunstância (dançar, acalmar)? Talvez eu salve as mesmas músicas em discos distintos para facilitar
* Vídeos - séries, filmes, etc. Temas das subpastas a definir; penso em converter todos para AVI para tocarem no DVD player
* Outros - pdfs, zips, listas de guia de episódios de uma série, etc.
(Se você curte quadrinhos em scan, crie uma pasta também para eles; não é muito o meu caso)

Utilitários do PC

* Fontes
* Gifs de MSN
* Instalações de programas
* Jogos
* Papéis de parede
* Protetores de tela
* Skins

Outros ##

# Essa pasta é só para nerds, como deu para notar. Se você se lixa para esse tipo de coisa, ignore e continue com sua vida feliz de noob.

## Eu nem sei ainda o que vai ter nessa pasta. Eu só a criei para o caso de eu me deparar com algum conteúdo que não se encaixe nos anteriores.

Ah, como podem notar, é uma lista com preocupações bastante pessoais, mas alguns itens são mais universais, como as pastas de arquivos e a de utilitários do PC. Você pode criar outras subpastas, ou aglutinar algumas se o conteúdo for pequeno (jogos e intalações, por exemplo; afinal, o setup de um jogo não deixa de ser uma instalação de programa).

IMPORTANTE: para cada disco de backup gravado, imprimir um txt com o conteúdo do mesmo, para não ficar louco depois na hora de recuperar.

IMPORTANTE 2: no longínquo dia que eu conlcuir toda a arrumação, vou instalar um programa de backup e apontar essas pastas como as que precisam ser salvas todo o tempo. Assim você não precisa se lembrar do próximo backup; o programa vai lembrar por você.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Ninguém sentiu falta, mas voltei rapidinho

Para dizer o que achei dos finais de seriados que assisto, do caso "Dez na Área" e sei lá mais o quê. Vamulá:

"Lost" - A temporada veio já no embalo de início do fim da série, ou seja, deve ter sido a primeira temporada que se preocupou mais em explicar do que confundir. O que é necessário e louvável para que a série não seguisse o mau exemplo de "Arquivo X". Mas talvez por isso achei a temporada meio chocha, com poucos acontecimentos impactantes e deixando personagens importantes muito separados entre si - o trio Jack, Kate e Sawyer, por exemplo, só se reencontrou praticamente no final. Ainda assim, eles ainda conseguem manter mistérios e ambiguidades pela forma torta que a série conta a história e traz informações novas. Ainda não sei se esse lance sci-fi de viagem no tempo-teoria eletromagnética é o que eu queria como resposta, assim como não gostaria que Jacob fosse algum deus ou coisa do tipo. Mas eu sei que o melhor episódio da temporada, felizmente, foi o final. Tem ação, suspense, informações importantes, acontecimentos que vão mudar tudo, enfim, muito instigado.

"24 Horas" - A sétima temporada foi boa. Ponto. Não foi incrível, nem ruim. Só boa. Ruim mesmo foi aquela sexta temporada, e incríveis mesmo foram a primeira e a quinta. Mas essa sétima foi boa porque teve um bom ritmo, boas cenas de ação, elenco ok. Não foi melhor porque a série está realmente se repetindo. A ameaça geral alterna entre uma bomba ou um gás tóxico; o lance de americanos serem os inimigos já foi usado melhor na quinta temporada; a CTU fechada foi interessante, mas o FBI foi uma CTU wannabe. Tony Almeida voltar dos mortos como vilão/herói/vilão de novo foi bem forçadinho, mas pelo menos criou um adversário à altura de Jack. Falando nele, a doença foi interessante como história, mas comprometeu muito a ação. Chloe foi legal, mas foi mal aproveitada e aquela Janis foi bem dispensável. Gostei de Renee Walker, e gostei muito de Alison Taylor, a nova presidente. Espero que ela continue na temporada que vem.

"Big Bang Theory" - A temporada foi toda muito legal, mas o final foi fraquinho. Não engoli muito a ideia de que eles aceitaram ir ao Pólo Norte com Sheldon sem resistir muito, ainda que por três meses. Ok, eles já viam ele todo dia mesmo, mas isolados no Pólo Norte? Pelo menos deve dar uma mexida boa na dinâmica deles com Penny. Acho que ela começa a temporada que vem com namorado novo. Veremos.

"Ugly Betty" - A morte da esposa de Daniel foi triste, mas era esperada, portanto nenhuma surpresa aí. Também era esperado que aquele romance entre Betty e Matt acabaria de alguma forma, para deixá-la livre no início da temporada. Afinal, protagonista só encontra seu amor pra sempre no final do seriado/filme. A temporada começou mal, com a saída de Rebecca Romjin e Wilhelmina tentando não ser vilã, mas felizmente ela voltou ao rumo do mal na reta final. Fiquei com pena de Marc, mas ele tava merecendo uma má notícia por acobertar tantas maldades da chefe dele. Fiquei satisfeito com o final, mas também nunca tenho muitas expectativas em "Ugly Betty".

Caso "Dez na Área" - Na verdade não preciso dizer muito, pois Marcelo Tas e Xico Sá falaram tudo como eu gostaria de ter dito. Lê lá e deixe de seu preconceito velho com quadrinhos, ok?

Coreia do Norte - Eu quero mais que o mundo exploda rápido, pois ele não tem muito jeito. Ou tem? Agiliza logo os trabalhos, Kim Jong Il! Se não vai explodir, então por favor, dirija-se à prisão perpétua voluntariamente e deixe de fazer seu povo - e o juízo da ONU - sofrer.

domingo, 3 de maio de 2009

Cachorro é cachorro e vice-versa

Fazia um bom tempo que eu não lia a "Superinteressante". Eu já colecionei a revista por alguns anos da minha infância de CDF. Tinha todas, até o número zero que, acho eu, não foi vendida em bancas e só circulou de forma bastante restrita. Daí li a edição de março deste ano, cujo tema de capa são os cachorros. Basicamente, o texto diz que a longo prazo, o homem pode estar pondo o cachorro em extinção.

A raça Canis familiaris surgiu como uma evolução derivada do lobo, a Canis lupus. Quando a Humanidade construiu grandes cidades, os lobos circundavam os lixões destas em busca de alimentos. Os lobos fogem por instinto quando chega um homem - afinal, nenhum bicho com algum cérebro atura o ser humano mesmo. Mas os espécimes que arriscaram se aproximar das pessoas acabavam obtendo mais alimentos do que aqueles que fugiam.

Com o tempo, o homem também viu negócio naquele tipo de lobo e passou a criá-lo para tarefas, como caça ou proteção à residência. As cidades cresceram, surgiram mercados e armas de fogo, e essas funções dos cães (a essa altura já eram cães) perderam um pouco do sentido. Daí a função do cão deixou de ser pragmática para ser estética e afetiva. Isto é, os homens passaram a promover cruzamentos malucos para criar mais raças bonitinhas e amigáveis.

Depois das raças criadas, fizeram mais: acentuaram características das raças cruzando cachorros com alto grau de parentesco. Assim, uma orelha ficava maior, o focinho mais achatado... tudo para deixar o cachorro mais cuti-cuti.

Resultado: o que cachorro mais tem hoje em dia é doença genética.

Cachorros têm alta probabilidade de desenvolver câncer; de ter dependência exagerada do dono, e como isso, ter desequilíbrio emocional; têm ossos menos resistentes e mandíbulas muito menores (não precisam mais caçar, lembra?). E o homem também está muito dependente dos cães. Tem gente que gosta mais de cachorro do que de gente; o que de certa forma é bem compreensível, já que muita gente por aí não presta mesmo.

O que eu acho? Por um lado, é preciso algum programa do governo e/ou de ONGs para promover mais cruzamentos entre espécimes da mesma raça, além de cuidados para preservar alguns instintos básicos do bicho.

Sempre adorei cachorros, mas sou contra esse lance de mimá-los a ponto deles acharem que são pessoas. Essas coisas absurdas tipo usar roupinha, dormir na cama, comer sushi. Bota ele pra dormir em cima de um tecido grosso e comer ração que tá bom demais. É melhor pro cachorro, que fica menos dependente da gente, e melhor pros donos, que deixam de se comportar como abilolados.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

"I'm a weirdo"

Por que tu não vai pro show do Radiohead?

Acho que essa foi uma das perguntas que mais ouvi nos últimos meses. E aí você se sente naquela situação meio desconfortável, pois qualquer resposta poderá ser usada contra você no tribunal do bom gosto musical.

Minha história com o Radiohead é muito simples. Tive a fase "só conheço 'Creep' e tô nem aí para eles"; a fase "ok, o 'OK Computer' é um disco bom e a banda merece mais atenção" e a atual fase: "Respeito a banda, respeito quem gosta, mas tirando um punhado de ótimas músicas, CAGUEI pro Radiohead".

Ok, muita calma nessa hora, pois tenho medo de perder 90% das minhas amizades com a declaração acima.

Exagerei nas tintas. Não caguei. É que só não queria pagar R$ 100 e me locomover para um bairro longe da minha casinha para ver o show de uma banda que respeito, mas que não me "toca" tão profundamente assim (oe!).

Sendo mais específico: o Radiohead é incrível pela atenção detalhada aos arranjos, pelo clima das músicas, pela estética dos álbuns e shows, pela competência dos músicos. Mas às vezes me irrito com os tiques do vocal de Thom Yorke, como aqueles gritinhos angustiados. Também acho que um pouco de despretensão não seria ruim, com músicas mais curtas e cantaroláveis alternando com as "progressivas".

Voltando à turnê no Brasil. Se eu fosse o Márcio Padrão de 15 anos atrás, teria ficado extremamente abusado com essa unanimidade ao redor da banda e a megaexpectativa em torno dos shows.

Ou teria ficado muito deprimido porque o show do Radiohead em SP simplesmente tirou toda a (já pouca) atenção ao dia do meu aniversário.

Mas nem. Fiquei até feliz pelas pessoas finalmente poderem presenciar a banda que tanto amam. A questão toda é que não compartilho desse sentimento. Aceitaria de bom grado um ingresso grátis, ou faria um esforço se estivesse custando MUITO barato, tipo R$ 10. Como não aconteceu, passou-se o show e não senti a menor falta de não ter assistido.

Mas para os miguxos do Radiohead que porventura lerem isso não ficarem tristes comigo, segue abaixo a minha coletânea perfeita do grupo de Thom "Periquito" Yorke:

1 - Creep
2 - High n' Dry
3 - My Iron Lung
4 - Fake Plastic Trees
5 - Paranoid Android
6 - Exit Music (For a Film)
7 - Let Down
8 - Karma Police
9 - No Surprises
10 - Everything In Its Right Place
11 - The National Anthem
12 - How to Disappear Completely
13 - Idioteque
14 - The Pyramid Song
15 - I Might Be Wrong
16 - Knives Out
17 - 2 + 2 = 5
18 - There, There
19 - Bodysnatches
20 - Jigsaw Falling Into Place


P.S.: Desenho retirado do Devianart de Manohead: http://manohead.deviantart.com.

UPDATE: Esqueci de falar o porquê das escolhas da coletânea. Priorizei o disco melhor, o "OK Computer", com cinco músicas. Nem acho o "Kid A" tão bom no geral, mas as quatro músicas que entraram são marcantes. Os dois primeiros realmente são fraquinhos, mas quis botar algo deles para não passarem em branco. Só lamento não ter posto mais músicas do "In Rainbows", que é meu segundo disco favorito, mas as músicas dele ainda não alcançaram o status de clássicas.

terça-feira, 24 de março de 2009

Memória auxiliar


Nunca precisei de agenda na vida, e nunca entendi por que as pessoas usavam. Nunca precisei porque sempre consegui lembrar tudo que eu precisava fazer neste ou naquele respectivo dia. E nunca entendi o uso da agenda pelos outros porque se a pessoa esquecia do que iria fazer, essa mesma pessoa seria desmemoriada o bastante para não lembrar de ver a agenda e assim descobrir o que deve ser lembrado. Ou não?

Quando eu passei a usar um celular com lembretes, os poucos afazeres que me escapavam já não seriam mais esquecidos. E o bichinho serviu muito bem nesses últimos anos. Antes dele, as raras agendas que comprei na vida viviam vazias.

Até que nas primeiras semanas deste ano, senti uma sensação esquisita. Percebi que, desde o ano passado, quando a "vida de adulto" - alugar apartamento, pagar muitas contas, etc. - veio com força total, minha cabeça já não estava mais dando conta do volume de tarefas e coisinhas a lembrar. Ou pra ficar nas gírias de moderninho, minha cabeça estava baleiando. Memória FAIL.

E isso estava me prejudicando e me deixando noiado.

Caiu a ficha de que uma agenda, afinal, seria finalmente algo útil na minha vida. Comprei uma. Pequenininha, discreta, de bolso, R$ 10 na livraria aqui perto de casa. Assim que chega no cérebro um algo-a-fazer-nos-próximos-dias, procuro ela logo pra anotar, para que eu não caia no paradoxo de rapidamente esquecer de anotar, ou seja, esquecer de me lembrar.

Eu a abro quase todo dia, às vezes mais de uma vez no dia, e não é raro eu me deparar com afazeres que estavam bem longe do meu HD craniano, e exclamar para mim mesmo: "Pourra, eu nunca lembraria disso se não estivesse anotado aqui".

E agora eu sei porque as pessoas usam agenda. Quando ela realmente se torna necessária, o hábito de checá-la e atualizá-la surge naturalmente, e requer menos esforço do que puxar tudo pela memória.

Pois é, Wim Wenders e aprendenders.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

2009 chegou, e aí?

Estamos no sétimo dia do ano e já tem uma fila de coisas pela frente:

Reforma ortográfica (RIP trema!), reforma tributária (um dia sai!), novas regras do Detran (ficou mais caro e mais difícil virar um fornecedor de "tocos" dos guardas de trânsito), Ronaldo no Corinthians (como goleiro ou como bola, você escolhe), o Sport tetracampeão pernambucano (e com boa campanha na Libertadores!), os filmes de "Watchmen", "Wolverine" e "Transformers 2" (tô mais ansioso por esse último, apesar de Michael Bay), João da Costa como prefeito do Recife (boa sorte), Obama mandando no mundo ("yes, he can!"), os candidatos a defunto famoso do ano (Amy? Michael Jackson? Patrick Swayze? José Alencar? Steve Jobs? N.D.A.?)...

.... Israel desde já matando e morrendo (mais matando), Jesus loves Madonna (quanto tempo dura?), mais desastres naturais acabando com o mundo aos poucos (as nuvens de MG e SC ainda não desistiram), o que vai acontecer a Flora (por mim ela iria até a Índia sabotar a próxima novela), os novos "instant celebrities" do "BBB" (essa incansável fábrica de fatos relevantes, cof!), as próximas bandas hype (sempre aparecem boas e ruins), o terceiro disco do Franz Ferdinand (nice!)....

... o retorno de "Lost" e "24 Horas" (high five!), o ano dois do "CQC" ("olha isso!"), a espera pelo anúncio dos shows de Paul McCartney no Brasil (algo tipo o retorno de Cristo - o original, não o de Madonna), Kraftwerk abrindo para Radiohead (e Florian Schneider já estilou e pediu as contas), B-52's e AC/DC também vindo para cá (mas só eu pretendo ir ao show deles, até agora), a internet 3G ficando melhor e mais barata (adeus, cabos), o Brasil de novo NÃO ser indicado ao Oscar de filme estrangeiro (e de novo os Barretões sobrarem)...

... isso fora os eventos pré-marcados desde que o mundo é mundo, como Carnaval, a Páscoa, os aniversários de pessoas queridas, São João, Dia das Mães, Pais e Crianças, Finados, Natal, Ano Novo, tudo de novo.

E fora as coisas que esqueci ou que hão de acontecer e ninguém previa.

É, 2009 promete.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

As últimas semanas em asteriscos


* Tudo na minha vida resolveu dar defeito técnico, parte 1. Eu só queria um cabo de dados pro celular e baixar as fotos dele pro PC, mas isso se tornou uma novela. Pra resumir. Um cara da Santa Efigênia achou que era algo no celular, abriu e mexeu e agora, além de não ter o cabo, ganhei um problema novo: às vezes ele finge estar conectado a um headset e se alguém me ligar, eu não ouço nem a outra pessoa me ouve. E é um defeito que vai e volta sozinho, é tipo temperamental. Ah, e ele descarrega a bateria mais rápido agora.

* Tudo na minha vida resolveu dar defeito técnico, parte 2. Meu computador teve problema no Firefox e no Avast. Reinstalei Windows. Não deu certo. Criei uma partição. Consegui fazer backup dos arquivos pra formatar. Formatei, instalei driver de rede. Tive um problema de visualizar vídeos em .rmvb. Resolvi isso, mas ganhei problema novo: sem internet. Chamei a NET, mas eles disseram que não era com eles porque a conexão tá ok. Agora estou com um micro aparentemente ok mas inútil porque sem internet, e 90% do uso de um micro pra mim é a internet. E não consigo achar um técnico que atenda a domicílio. Uhu!

Eu diria que fiquei a ver navios, mas isso não seria possível pois não estou sequer navegando.

* Tudo na minha vida resolveu dar defeito técnico, parte 3. A lâmpada da cozinha deu tilt. Depois descobrimos que ela acende, mas só uma delas (são duas) e precisa esperar uns 10 segundos. Acho que é o start. Vou comprar dois starts novos. Aguardar próximos capítulos.

* Antes de entrar pro Corinthians, Ronaldão matou o ex de Susana Vieira. Os dois estavam programando visitar o camarim de Madonna, que acabara de retornar de um show explosivo em Mumbai e outro que deixou Santa Catarina debaixo d'água. Mas descobriram que ela odeia país subdesenvolvido e só 12 pessoas podem falar com ela. E eu já não entendo mais nada. Vou pedir a Ana Maria Braga para ela dizer no programa que vou ricar rico.

* Pedro Cardoso virou o Capitão-Anti-Sexo-No-Cinema, e não bastasse isso, fez pegadinha com a Playboy. Não entendeu? Clica aqui, aqui, aqui e aqui. Baixou nele o Agostinho Carrara em versão Slavoj Žižek. Francamente, Pedrão é um grande ator e tal, e essa discussão é até pertinente, mas não acha que a parada toda está saindo da esfera da discussão sadia e virando um circo? Quando até a Veja resolve tomar as dores da Playboy e faz uma matéria pau no cu em represália, é um sinal de que a carroça desandou.

* Se Seu Lula tá puto com a crise, ok, todo mundo está. Mas daí corta uma alíquota de veículo pro povo comprar mais carro. E vem o petróleo do pré-sal por aí. Não entendi nada de novo. Não eram os biocombustíveis que nos tornariam uma potência energética?

* Não estou assistindo aos últimos filmes legais e isso me deprime. Só para citar alguns: Rebobine, Por Favor, Wall-E, Incrível Hulk, Vicky Cristina Barcelona...

* O Radiohead tá vindo e não devo ver. Caro e tal. Falando nisso, como vai ficar essa punheta da carteira de estudante? Gosto da idéia de ser cota, desde que o ingresso abaixe como conseqüência. Mas como não vai abaixar e tudo continuará uma grande máfia onde só se lascam os mais fracos - eu e você - então nada disso importa.

* Queria mais ver Iron Maiden no Recife do que Radiohead em SP. Além de mais barato, a cafuçagem que vai ser o IM vai deixar o mundo bem mais divertido, já diria Simony.

* Tô torcendo pela chapa da situação na eleição do Sport, apesar de ser muito grato a Homero Lacerda por tudo que ele fez ao clube. Mas é porque não dá mesmo para levar a sério uma chapa que conte com Luciano Bivar.

* Bem feito pro Vasco ter caído. Sou a favor de todos os times que se acham elite passarem uma temporada que seja na Série B para verem que não é o fim do mundo. Até o São Paulo, principalmente o Flamengo.

* Que mais? Eu já falei que estou sem micro?

* Apesar de tudo, tem algumas pequenas coisas boas acontecendo. Eu é que sou muito safado e não falo delas. Casa bonita, esposa muito linda, trabalho indo bem e sei lá mais o quê.

* Aos meus três leitores, obrigado pela preferência e desculpem a falta de posts. Voltem sempre.

P.S.: Curti esses negritos em palavras-chave.